Debaixo Do Pôr Do Sol
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Esse peão vai ter que tomar cuidado viu...rs
Estou adorando todos os comentários!!!!
Também quero dizer que estou super feliz com todas que favoritaram a fic. Isso só indica que estou agradando e esse é o intuito :D
Amo vcs !
Vou até pertinho dele e esfrego o nariz em seu peito. Inalo o cheiro de macho que exala de seus poros. Ele ainda está com os braços cruzados, mas beija meus cabelos. Eu estou com as mãos nas costas, dedos entrelaçados. Olho para cima e seus olhos cor de ônix derretem minhas entranhas. Ele dá alguns passos para trás, liberando minha entrada na casa. Vou até a sala e sento no tapete, recostada no sofá. Cruzo as pernas igual índio e encaro minhas mãos em meu colo. Meu estômago torce e meu coração se aperta. Uma sensação de que as coisas não terminarão muito boas. Ele fecha a porta e senta numa poltrona de frente para mim. As pernas esparramadas e cotovelos apoiados nos joelhos. Mãos unidas à frente. Ele está tenso.
- O que aconteceu ontem menina? – Seu tom de voz é calmo, mas não consigo olhar em seus olhos.
- Você agiu de uma forma que não gostei. – Depois de colocar as palavras para fora tive força para encará-lo. Toda minha indignação de ontem vem à tona.
- Como assim? — Ele diz, recostando na poltrona, meio indignado. – Você some, não dá sinal de vida e quando ligo você informa que vai dormir fora de casa. Isso está meio errado, não está?
- Não. Primeiro que nós nos esquecemos de trocar os números de celular no fim de semana. Segundo que eu trabalho e estudo, portanto passo o dia todo fora de casa e você sabia disso. Terceiro que eu não tenho que pedir pra fazer as coisas nem pra você e nem pra ninguém.
- Tá. – Ele está visivelmente irritado, mas mantém o tom calmo. – Vamos inverter os papéis. E se eu lhe informasse de última hora que vou ficar na casa de um amigo? Você iria gostar?
- Ué, eu não iria ligar. Olha Marcos, eu sou uma pessoa que baseia as relações em confiança. Se fosse o inverso eu não diria nada. Toda a minha confiança está depositada em você. Se você me der um único motivo sequer para quebrar isso, não terá mais volta. Portanto, eu não vou ficar te pedindo para sair, ver meus amigos, fazer minhas coisas. Posso avisá-lo por consideração quando for em um dia que nos atrapalhe de ficarmos juntos, mas fora isso, esquece.
Ele passou a mão pelo rosto. Ficou um tempo me olhando e eu também não desviei o olhar.
- Eu não sei se vou conseguir ficar assim Valentina. Eu gosto de você e me preocupo. Preciso saber seus passos para ficar calmo. E se acontece alguma coisa e nem sei onde está?
- Eu sou adulta e vacinada peão. Não sou responsabilidade sua. Lide com isso.
- Meu Deus, mulher. Você é frustrante e encantadora ao mesmo tempo. – Ele veio sentar em minha frente. – Eu nunca lidei com ninguém tão independente assim. Vou precisar me acostumar. Estou sempre cuidando das pessoas. – Ele apoiou as mãos nas minhas coxas.
- Eu quero que você cuide de mim peão. Você ganhou meu coração no dia em que me levou para o quarto e me colocou na cama. Você me fez sentir protegida. – Passei a mão pelo seu rosto. – O que quero que entenda é que quando confiamos no outro, as coisas acontecem naturalmente. Nós vamos estar sempre nos falando, e um saber da vida do outro será apenas uma consequência e não uma obrigação.
- Eu acho que realmente é assim. – Ele tirou o boné e coçou a cabeça. – Posso te fazer um pedido?
- Pode.
- Dorme comigo?
- Vamos com calma Marcos. Não quero ser desrespeitosa com meus pais. Hoje é segunda-feira.
- Você tem razão.
Ele me puxou para o seu colo e embalou-me por um tempo, enquanto eu fazia desenhos imaginários em seu braço. Depois deitamos no sofá e vimos tevê, namorando e rindo.
Quando voltei para casa meu coração estava bem mais leve, mas percebi que algo o estava incomodando. Conversei um pouco com meus pais e fui para o meu quarto. Tirei o tênis e soltei o coque mal feito no cabelo, indo em direção ao banheiro.
Olhando para o espelho, senti um arrepio na espinha. Olhei para o lado e meu imenso peão vinha em minha direção.
- Você é realmente teimoso e nãos sabe ouvir um não. – Eu disse balançando a cabeça e com as mãos na cintura.
Ele sorriu o sorriso mais lindo e cafajeste. Abraçou-me por trás e me encarou através do espelho.
- Eu disse que precisava de você pra dormir. Eu sabia que iria tomar um banho antes e resolvi te acompanhar. – Ele colocou meu cabelo de lado e começou a espalhar beijos pelo meu ombro descoberto. – Aliás, menina valente, você está realmente sexy com essa roupa. – Ele apertou meu traseiro com ambas mãos e depois começou a esfregá-las entre as minhas pernas.
No mesmo instante lembrei-me do convite do meu chefe e perguntei-me se fora a roupa que o teria motivado àquele disparate.
Tirando-me do meu devaneio, Marcos começou a tirar minha camiseta. Ergui os braços e ajudei na tarefa. Ele passou a mão pela minha barriga, enviando choques ao meu sexo. Segurou meus seios por cima do sutiã e passou levemente o dedão pelos mamilos. Desceu atrás de mim, levando consigo minha calça e minha calcinha. Seu senti sua mão calejada arranhar minha pele e todo meu corpo estremeceu em resposta. Ele subiu dando pequenas mordidas pelo caminho. Tirou meu sutiã e deixou cair à minha frente. Meus olhos estão fechados e a cabeça jogada para trás. Ele segura meu cabelo e ergue meu rosto para o espelho.
- Abra os olhos pra mim. – Ele pediu rouco. Assim o fiz e encontrei novamente seus olhos no espelho. – Não quero que os feche nem os desvie.
Fiz uma cara de não entender por um segundo, e então entendi. Com o pé, abriu minhas pernas. Enlaçou minhas mãos atrás do seu pescoço. Envolveu meus peitos, agora empinados, e deu vários puxões nos bicos. Arfei e dei um pequeno pulo. Um sorriso espalhou em sua boca. Eu podia sentir toda minha intimidade molhada. Ele desceu a mão direita e esfregou os dedos na minha boceta, fazendo-me prender a respiração. Começou a massagear meu clitóris e comecei a tremer. Eu não consegui gritar ou gemer alto. Seu olhar me prende por completo. Ele desce a mão esquerda e me penetra dois dedos. Eu penso que vou cair e fico suspensa pelas mãos em seu pescoço.
- Segure mulher. – Sua voz está muito baixa e ao pé do meu ouvido.
Ele continua a tortura e olho meu próprio rosto no espelho. O prazer está estampado na minha cara: olhos semicerrados, boca entreaberta, a cabeça recostada em seu peito espalhando meus cabelos loiros, bochechas vermelhas. Ele percebe que estou me analisando.
- É uma das minhas visões preferidas no mundo essa sua cara de foda. Só perde pra te ver rir como uma colegial.
Ele aumenta a pressão no clitóris e suspiro forte.
- Goze nas minhas mãos menina valente. – Olho em seus olhos e caio no abismo do orgasmo. Minhas pernas viram geleia e me mantenho grudada a seu pescoço. Ele tira até a última gota do meu orgasmo.
- Apoie na pia minha mulher.
Baixo as mãos e apoio na pia. Ele vai e liga o chuveiro. Tira as próprias roupas enquanto eu me apoio de costas na pia e curto o show. Ele olha pra mim e juro que está corado. É tão fofo.
- Envergonhado peão? – Quando ouço minha voz quase me assusto com o tom rouco pós-orgasmo. Ele sorri e caminha até mim.
- Você está me olhando como quem quer me comer. Digamos que nunca ninguém olhou assim para mim.
Ele me leva para o Box e me coloca contra a parede. Agarra minha bunda e me sobe, colocando minhas pernas em volta da cintura. Sem pensar duas vezes ele entra em mim forte e com movimentos rápidos. Jogo minha cabeça contra a parede e fecho os olhos, segurando em seu ombro. Ele enterra o rosto na curva do meu pescoço e bem rápido chegamos justos.
Ele morde meu queixo e sai devagar de mim, me descendo no chão. Ele me abraça e nos coloca embaixo da água. Ele pega meu sabonete líquido e espalha nas mãos.
- Agora eu vou cuidar de você como me pediu, Valentina. – Ele dá um beijinho em minha boca e começar a me banhar. Ele nos ensaboa, lava nosso cabelo e faz tudo de cuidado e carinho que seja possível.
Depois que saímos do banho, Ele nos seca e coloca a cueca e o short que trouxe. Eu jogo uma camiseta sobre meu corpo e coloco uma cueca feminina de algodão rosa, com corações vermelhos, bem confortável. Ele olha e sorri.
- Sei que não é lá a coisa mais sexy, mas é gostosa pra dormir. – Digo envergonhada.
- Isso é o que você pensa. Está pela primeira vez parecendo uma menininha.
Deitamos juntos na minha cama e ele me acarinha até eu pegar no sono.
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