Deathwish
25 Capítulo 25
Notas iniciais
Nos aproximamos do final...
[[Just the way it goes]]
ATO 25: Eu irei me lembrar de você... Uma luzinha branca despencou do céu e pousou sobre a caixa d’água vazava tristemente. Aos poucos a luzinha ganhou forma de gente e eu sabia que havia conseguido. — Sim? – Dominique foi logo dizendo. — Não irei matá-lo, Dominique. Ele estava sendo enganado, não sabia o que estava fazendo. — Sim, eu estava ouvindo... — Então, sabe o que deve fazer. Sabe que não é certo que Jack sofra mais e que ele e Ellen devem se encontrar e ficar juntos para sempre! Jack se mexeu perto do meu peito. — Hmm. – Dominique fez e eu me irritei. — Mas que espécie de anjo é você? — Cuidado com a língua, criança. Ainda não ouvi uma palavra de arrependimento do seu amigo. Dominique saltou graciosamente de cima da caixa d’água e pousou mais adiante. — Você quer maior prova de arrependimento do que essas lágrimas? – eu sentia tanta raiva de Dominique. — São apenas lágrimas, elas não me dizem nada. — S-sinto muito... – Jack choramingou e eu pensei subitamente em Mikey. — “Sente” pelo quê? – Dominique disse – Não está dizendo isso apenas para encontra Ellen, está? Mais raiva de Dominique dentro de mim. — N-não... Sinto muito por ter sinto fraco... Impiedoso... Eu sinto muito se ofendi a Deus... — Você reconhece seus erros e se arrepende por eles? – Dominique lhe perguntou. — S-sim... Foi aí que Dominique sorriu para nós e estendeu os braços: — Venha até mim, Jack. Deus viu o arrependimento em seu coração. Jack se desprendeu dos meus braços sutilmente e foi até Dominique como uma criança pequena indo ao encontro da mãe. Eles se abraçaram. Senti o vento novamente. Aquela cena era linda. — Criança, não tema mais. – e Dominique disse para mim – Precisamos tirar essa escuridão do corpo dele. — De que forma? –perguntei. — Mate esse corpo, Gerard. Ele não é bom, é um corpo de um morto renascido com o poder do mal. — Mas, o que vai acontecer com ele depois? Vai levá-lo para encontrar Ellen? – disse meio desconfiado. — Exatamente da mesma forma que farei para que você encontre com a sua amada. – ele sorriu. Não consegui retribuir o sorriso, mas estava satisfeito por dentro e sabia que Dominique perceberá. — Pegue sua foice, Gerard. Cumpra com a sua palavra. Olhei ao redor procurando a foice, a avistei caída bem longe de onde eu estava, mas achei a idéia muito grotesca para com o Jack, lembrei que com aquela foice machuquei Destino e o fiz sofrer muito, e, definitivamente, Jack não merecia aquilo. — Er... Existe algum outro modo de fazer isso? – perguntei meio sem jeito. Foi Jack quem disse: — Quando eu morri pela primeira vez, a Morte era uma jovem muito bonita, ela ficou comigo, como uma irmã, durante o tempo em que eu fervia meus sentimentos de vingança e enquanto olhava os nossos corpos mortos no chão. Quando a bala atravessou minha carne, não existia uma foice, mas sim um abraço. Ela foi delicada comigo, como sei que foi com Ellen. — “Um abraço”...? – repeti emocionado e amando mais a minha doce Morte, aquilo seria típico dela. — Sabe o que fazer Gerard? – Dominique me perguntou. — Sim... – estranhamente eu sabia. Uma lágrima tímida correu pelo meu rosto. Me aproximei de Jack, ele fez o mesmo e caminhou até mim. Paramos um na frente do outro. — Nunca poderei agradecer o suficiente você pelo que fez hoje... – ele me disse. — E eu também a você, Jack. Ele colocou as duas mãos no meu rosto e sorriu me olhando nos olhos: — Obrigado por me libertar! Sorri, emocionado demais para dizer qualquer coisa mais. Foi aí que eu fiz. Bastou pensar e pude sentir o meu corpo atravessando o dele como se fosse ar e ao mesmo tempo matéria. Era absurdo, eu sentia os nervos dele se chocando contra os meus que lhe invadiam, senti o meu coração se chocando com o dele e depois passando ileso. Agarrei algo e carreguei comigo pra fora, eu trazia sua alma nos braços como um recém-nascido. O corpo permaneceu em pé por exatos dois segundos e depois desmoronou se convertendo em uma coisa podre e esverdeada no chão, o cadáver apodrecido que realmente era. — Por favor...- de olhos fechados a alma de Jack me disse – não me deixe ver meu corpo morto de novo... Eu não ia deixar. Trouxe Jack nos braços até entregá-lo para Dominique. — Falta pouco Gerard. – Dominique me disse ao receber Jack. — Obrigado por ter me atendido Dominique. – agradeci completamente sem jeito. — Obrigado por ter vindo quando precisei de você e... Perdoe-me também.. Dominique se inclinou sobre mim e me deu um beijo nos lábios. Quase cai pra trás, me senti tão perto de Deus, mas do que nunca em minha vida. — Pense nela Gerard. – ele disse me despertando – Pense nela, e seu coração saberá achar o caminho até a sua amada. Basta pensar, basta desejar e você chegara até o lugar onde ela está presa. Mas não se esqueça de que o vazio e povoado por criaturas e elas farão de tudo para atrapalhá-lo. Salve-a.
-Obrigado. Eu farei. — respondi e fechei os olhos. Meu corpo tornou a transformar-se em areia e foi levado pelo vento.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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