Os sete participantes estavam agora na sala de controle. A própria mente por trás do jogo estava frente à eles.

— Aahh... Vocês estão estragando meu Reality! — Disse Alma.

— O Reality acabou! — Disse Vincent.

— Sabemos quem você é... Alyssa! — Disse Sérgio.

Alma ficou confusa ao ouvir aquele nome.

— Miau? Do que vocês estão falando? Aquela garota já morreu, não?

— Não, ela não morreu... Você é ela! — Disse Zero.

— Nós lemos seu diário! Sabemos de tudo! — Disse Valentina.

Alma cruzou os braços.

— Droga... Eu devia ter protegido melhor o meu quarto...

— Por que não começa a falar logo? — Disse Diana.

— É! Queremos saber tudo que você está fazendo! — Disse Joel.

Alma coçou a cabeça.

— Ah, é mesmo... Eu apaguei a memória de vocês...

— Como é? — Perguntou Vincent.

— Eu tomei bastante cuidado escolhendo os membros desse Reality... Não se lembram da carta que chegou em suas casas?

A frase de Alma fez alguns dos membros do grupo ter uma vaga lembrança de receber um envelope pelo correio.

— Espera... — Disse Joel.

— Sim, agora eu me lembro! — Disse Zero.

— Pois bem... Vocês foram os felizes ganhadores de uma excursão nesse laboratório... Hehe, mal sabiam vocês que ele estava desativado há semanas!

Vincent cruzou os braços.

— E quando chegamos aqui... O que você fez?

— Ah, nada demais... Eu só precisei trancá-los aqui dentro e derrubar um por um com isso aqui...

Alma pegou uma seringa da gaveta de sua mesa.

— Hum... Uma fórmula para apagar memórias recentes...? — Perguntou Sérgio.

— Exato! E ainda como brinde pode derrubar alguém por horas... Hehe...

Zero pensou.

— Então... Nós estamos mesmo em um Reality?

— Claro que sim!

Emily escreveu em seu caderno.

— [Mas por quê?]

— Miau? Se vocês leram meu diário, já sabem o motivo... Eu estou atrás do Presidente!

Todos se espantaram.

— O Presidente?! — Perguntou Vincent.

— Exato... A propósito, eu consegui contato com ele... Na verdade, duas vezes ele me pediu para libertá-los... Mas quando eu fiz uma proposta, ele recusou na hora.

Valentina cruzou os braços.

— Que proposta?

— Simples... Ele acaba com a lei da pena de morte, que matou injustamente o meu pai, e eu liberto vocês... Mas adivinhem? Isso mesmo, ele negou.

Todos ficaram horrorizados com aquilo.

— Miau... Humanos são estranhos... Eles querem salvar vidas, mas ao mesmo tempo acham justo ter uma lei que permite acabar com elas... Eu fico confusa assim.

Vincent olhou fixamente para Alma.

— Alma... Não, Alyssa... Eu entendo o que você passou. Eu sei que está sendo horrível, e eu posso ajudar você!

— Ãh...?

— Eu sou um advogado! O meu trabalho é ajudar pessoas a escaparem de injustiças! Eu posso te ajudar!

Alma baixou a cabeça.

— Bem... O Reality já acabou mesmo...

— Então? Deixe a gente ir embora. — Sugeriu Joel.

— Afinal, a essa altura não vamos mais continuar com jogo nenhum. — Disse Diana.

— E o Vincent está te oferecendo ajuda. — Completou Sérgio.

Alma pensou.

— Hum... Sem Reality não precisamos mais ficar aqui, então...

Alma pegou um controle remoto.

— Que se dane!

Alma apertou o botão. Naquele instante, uma sirene ecoou pelo laboratório, e uma voz surgiu pelos alto-falantes.

— Auto-Destruição ativada! Cinco minutos para a explosão!

Todos entraram em pânico.

— O... O que você fez?! — Gritou Vincent.

— Não... Isso vai matar todos nós! — Disse Joel.

— Droga!! — Gritou Diana.

Alma riu.

— Vamos ver se vocês escapam do desafio final... Hehehe!

Vincent correu pela porta da sala de controle. Todos seguiram ele. Alma apertou outro botão do controle remoto e a porta se fechou com ela dentro.

— Isso vai ser divertido...