Deathmatch: Jogo da Sobrevivência
11 Tick-Tock-Boom!
Os sete participantes estavam agora na sala de controle. A própria mente por trás do jogo estava frente à eles.
— Aahh... Vocês estão estragando meu Reality! — Disse Alma.
— O Reality acabou! — Disse Vincent.
— Sabemos quem você é... Alyssa! — Disse Sérgio.
Alma ficou confusa ao ouvir aquele nome.
— Miau? Do que vocês estão falando? Aquela garota já morreu, não?
— Não, ela não morreu... Você é ela! — Disse Zero.
— Nós lemos seu diário! Sabemos de tudo! — Disse Valentina.
Alma cruzou os braços.
— Droga... Eu devia ter protegido melhor o meu quarto...
— Por que não começa a falar logo? — Disse Diana.
— É! Queremos saber tudo que você está fazendo! — Disse Joel.
Alma coçou a cabeça.
— Ah, é mesmo... Eu apaguei a memória de vocês...
— Como é? — Perguntou Vincent.
— Eu tomei bastante cuidado escolhendo os membros desse Reality... Não se lembram da carta que chegou em suas casas?
A frase de Alma fez alguns dos membros do grupo ter uma vaga lembrança de receber um envelope pelo correio.
— Espera... — Disse Joel.
— Sim, agora eu me lembro! — Disse Zero.
— Pois bem... Vocês foram os felizes ganhadores de uma excursão nesse laboratório... Hehe, mal sabiam vocês que ele estava desativado há semanas!
Vincent cruzou os braços.
— E quando chegamos aqui... O que você fez?
— Ah, nada demais... Eu só precisei trancá-los aqui dentro e derrubar um por um com isso aqui...
Alma pegou uma seringa da gaveta de sua mesa.
— Hum... Uma fórmula para apagar memórias recentes...? — Perguntou Sérgio.
— Exato! E ainda como brinde pode derrubar alguém por horas... Hehe...
Zero pensou.
— Então... Nós estamos mesmo em um Reality?
— Claro que sim!
Emily escreveu em seu caderno.
— [Mas por quê?]
— Miau? Se vocês leram meu diário, já sabem o motivo... Eu estou atrás do Presidente!
Todos se espantaram.
— O Presidente?! — Perguntou Vincent.
— Exato... A propósito, eu consegui contato com ele... Na verdade, duas vezes ele me pediu para libertá-los... Mas quando eu fiz uma proposta, ele recusou na hora.
Valentina cruzou os braços.
— Que proposta?
— Simples... Ele acaba com a lei da pena de morte, que matou injustamente o meu pai, e eu liberto vocês... Mas adivinhem? Isso mesmo, ele negou.
Todos ficaram horrorizados com aquilo.
— Miau... Humanos são estranhos... Eles querem salvar vidas, mas ao mesmo tempo acham justo ter uma lei que permite acabar com elas... Eu fico confusa assim.
Vincent olhou fixamente para Alma.
— Alma... Não, Alyssa... Eu entendo o que você passou. Eu sei que está sendo horrível, e eu posso ajudar você!
— Ãh...?
— Eu sou um advogado! O meu trabalho é ajudar pessoas a escaparem de injustiças! Eu posso te ajudar!
Alma baixou a cabeça.
— Bem... O Reality já acabou mesmo...
— Então? Deixe a gente ir embora. — Sugeriu Joel.
— Afinal, a essa altura não vamos mais continuar com jogo nenhum. — Disse Diana.
— E o Vincent está te oferecendo ajuda. — Completou Sérgio.
Alma pensou.
— Hum... Sem Reality não precisamos mais ficar aqui, então...
Alma pegou um controle remoto.
— Que se dane!
Alma apertou o botão. Naquele instante, uma sirene ecoou pelo laboratório, e uma voz surgiu pelos alto-falantes.
— Auto-Destruição ativada! Cinco minutos para a explosão!
Todos entraram em pânico.
— O... O que você fez?! — Gritou Vincent.
— Não... Isso vai matar todos nós! — Disse Joel.
— Droga!! — Gritou Diana.
Alma riu.
— Vamos ver se vocês escapam do desafio final... Hehehe!
Vincent correu pela porta da sala de controle. Todos seguiram ele. Alma apertou outro botão do controle remoto e a porta se fechou com ela dentro.
— Isso vai ser divertido...
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