Death Way
1 1 Os Outros Parte 2
Seja lá quem havia sido a desgraçada que tinha caído em cima de Roddie, ela não tinha muitos miolos na cabeça.
Um momento de silencio, minutos talvez...Para ele pareciam horas...Roddie só queria tira-lá de cima de si e pular por uma janela.Talvez assim ele morresse de uma vez antes que ouvisse alguém rindo.
-Meu deus! – O silencio foi interrompido por Sheva, boquiaberta com a cena.
-Desculpa!Desculpa! – ela rolou para o lado e sentou no chão. Tirando o cabelo do rosto.
Isso não pode estar acontecendo... Deve ser um pesadelo...
-Espera... – Chris começou, apontando para Roddie que ainda estava deitado no chão, sem acreditar no que havia acontecido, em um momento ele estava falando sobre coisas importantes e no outro uma loira metida a punk tinha-o derrubado no chão. – Você tocou em pele humana e ainda esta vivo?Milagre!
-Roddie você... – A mulher morena estendeu a mão, em uma tentativa de ser gentil.
-Não!Não toque em mim! – Ele a ignorou, levantando sozinho. Baxter olhou para a figura loira sentada no chão. Ela tinha bonitos olhos azuis, o cabelo loiro comprido, com algumas mechas pintadas de roxo. Era um pouco baixa (ou talvez ele fosse muito alto), mas bastante magra, não usava maquiagem, mas até ele tinha que admitir que ela não precisava, já que já era muito bonita.
Roddie estendeu a mão sem vontade;
-Até sinto pena.
Ela segurou sua mão, e ele a puxou com tanta força que ela quase perdeu o equilíbrio novamente.
-Constante? – Leon estava subindo as escadas com alguns papeis, ao ver a garota que Ingrid tinha falado, ele correu até ela. – Você esta bem?
-Estou bem... Mas e você? – Constance olhou para o homem loiro de pé, tudo que ele parecia querer era sair dali — Escute, eu sinto muito mesmo!Eu entendo que esteja zangado!
-Não se preocupe, ele nunca está de bom humor mesmo.Vai ter que se acostumar. – Leon suspirou – Certo, vou te apresentar o pessoal.
-Tem certeza que eles ainda querem me conhecer? – Ela riu.
-Claro. Esse que você atropelou é Roddie, não trabalha aqui faz muito tempo, teve treinamento militar e já foi cientista de uma ótima empresa. – Depois ele segurou os ombros dela e a moveu até que ficasse de frente para Chris, o homem moreno de olhos azuis – Esse é Chris Redfield, também teve treinamento militar, e era da S.T.A.R.S., mas depois de um pequeno acidente ele decidiu se limitar a virar policial.
-Não acho que isso tenha sido necessário...
-Calado, Essa morena de tirar o fôlego – A mulher alta de cabelos pretos, negra com bonitos olhos acinzentados fechou o punho como se ameaçasse bater em Leon – É Sheva Alomar, Teve treinamentos militar como todos aqui, ela também foi do BSSA.
-Prazer em conhecê-los.
-E eu, bom, eu só falei com você pelo telefone então... Sou Leon Scott Kennedy, fiz uns trabalhinhos para o governo, talvez já tenha ouvido falar de mim, eu salvei Ashley Graham, a filha do presidente. Tive treinamento militar. Gostaria que Claire e Ada estivessem aqui para você conhecê-las também, mas elas não trabalham aqui... Bom, você vai poder conhecê-las amanhã talvez. Mas nos fale de você por que minha garganta já esta doendo.
-Certo. – Ela hesitou um pouco, era uma formiga comparada a eles, além dela não ver ninguém feio ali, eram todos fortes e inteligentes, com treinamento militar e etc. Enquanto Constance, nem vôlei jogava direito na época da escola... Quem diria se eu puxasse um gatilho. Sinceramente Constance, você só não é completamente ignorada por eles por que é bonitinha – Bem... Eu sou Constance Lecter, não tive treinamento militar, nunca puxei um gatilho, bem, eu até tenho uma escopeta que era da minha mãe, mais nunca a usei e duvido que eu tenha força emocional para usa-lá qualquer dia... (ha-ha) Nunca conheci a filha do presidente, e vou trabalhar no necrotério...Sabe abrindo nossos amigos mortos e vendo como eles estão.Tenho vinte e cinco anos.E...Anh...É, é isso.
-Você é solteira? – Chris perguntou abrindo um sorriso.
-Calado Chris, não assuste as pessoas mais do que você já assusta.
-Só estava sendo educado. – ele riu.
-Bom, eu sou sim. Mas, no momento eu estou não sei quanto tempo atrasada pra começar a trabalhar... Então...
-Espere ai... – a voz suave e forçada de Roddie apareceu – Você vai trabalhar no necrotério?
-É.
-Então você vai ser a minha parceira? – agora sua voz parecia desesperada.
-Eu acho que sim.
Ele calmamente começou a andar para longe, ignorando todos. Até que Chris perguntou;
-Hei! Aonde você vai?
-Cortar os pulsos.
-Pode levar esse saco plástico com a “ex-mão” junto? – Chris pegou o saco por uma das pontas e o balançou no ar. Rex o ignorou.
∞
Constance resolveu ficar mais um tempo no necrotério por ter chegado mais de duas horas atrasada. Então, eram quase onze da noite quando ela examinou o ultimo corpo. De alguma maneira, o idiota tinha engolido um prego que lhe causou hemorragia interna, Consty quase se matou de rir quando pensou nisso.
-Ok amigo.–Ela pegou o prego e colocou no pote que tinha em cima da mesa ao lado do corpo. – agora eu sei que, se chupar um prego ele não vira parafuso. Certo, não teve graça.
Constance cobriu o corpo com o plástico e tirou as luvas de borracha. Logo depois tirou o jaleco e saiu da sala, ela olhou rapidamente em volta, não tinha ninguém, nem sequer uma boa alma viva.
Ela foi até a escrivaninha de Sheva, onde havia pedido para ela guardar seu suéter (já que com o passar do dia a temperatura tinha aumentado), e o pegou, estava dobrado dentro de uma das gavetas.
Então Constance desceu a escadaria, ficando feliz em ver que um guarda noturno ainda estava lá, ele a cumprimentou, e ela saiu da delegacia andando até o estacionamento.
Ela notou que havia um cemitério ao lado do lugar. Os pelos de sua nuca se arrepiaram por um momento.
Qual é!Você abriu umas nove pessoas hoje e sente medo por estar perto de um cemitério? Todo mundo ai esta enterrado em baixo de no mínimo um metro de pura terra e concreto, e ainda dentro de um caixão!
Novamente, Constance repensou, e percebeu como estava sendo covarde.
E você ainda fala como se eles fossem sair andando pelas ruas querendo te matar...
A garota loira entrou no carro. Pisou no acelerador e saiu pela estrada.
Faltavam apenas uns três quilômetros quando um forte “Plash” atingiu seus ouvidos com a mesma força que atingiu a janela fechada do motorista.
Por instinto ela abaixou a cabeça e parou o carro.
-Deus... – Ela olhou para o vidro onde havia ocorrido a batida. Uma mancha vermelha no formato de uma mão, mas a marca era de uma mão sem dois dedos. Estava “pintada” ali.
Constance enfiou a mão em baixo do banco, pegando a escopeta. Aquilo sobre ela nunca ter-la usado, era mentira.
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