Death! The life begins

2 Capítulo 2 - Um novo começo.


Notas iniciais
Hey gente,desculpa a demora e desculpa também se não estiver muito bom, eu fiz o meu máximo. espero que gostem.

– Damon -



Segurei seu corpo por impulso , impedindo-a de cair no chão. Eu estava surpreso e talvez até um pouco confuso com oque tinha acabado de acontecer ali.



Eu estava cego de fome, perdi o controle de mim mesmo no exato momento em que o cheiro daquela garota invadiu as minhas narinas.

E por mais ameaçador que eu fosse ela não teve medo de mim, não correu, não gritou e eu nem precisei compeli-la pra isso. Foi tudo tão rápido e fácil. Mas o que me surpreendeu realmente foi o fato dela ter me agradecido por aquilo.

Que tipo de coisas passavam pela cabeça dessa garota pra ela me agradecer por estar matando-a ?. Será que sua vida era tão ruim assim ?.

Coloquei seu corpo no chão e limpei minha boca observando seu rosto sereno.

Ela não me parecia nenhuma drogada e muito menos uma prostituta, era só uma garota, com seus 25 anos no máximo. Oque será que ela fazia andando sozinha aqui em um lugar como esses ?.

Eu tinha tantas perguntas pra fazer e elas ficaram rodando na minha mente sem eu conseguir obter suas respostas. Quem era aquela garota afinal ?, Porque seu cheiro me fez perder o controle desse jeito ? Porque ela não teve medo de mim ? E Porque eu me sentia tão culpado por simplesmente ter seguido meus extintos ?.

Me agachei ao lado de seu corpo para verificar se ela ainda estava viva e Senti que seu coração batia, fracamente, mas ainda batia. Respirei um pouco aliviado, foi como tirar um by Text-Enhance\">peso enorme das minhas costas.

Vasculhei seus bolsos á procura de uma identidade, cartão de crédito, qualquer coisa que revelasse algo mais sobre ela.

Em um dos seus bolsos achei uma carteira preta um pouco desgastada, abri a mesma, e nela tinha uma boa quantia em by Text-Enhance\">dinheiro, alguns cartões de crédito, Identidade, e uma conta de luz. Isso era tudo oque eu precisava no momento.

– Maya... Então é esse o seu nome. — Disse encarando sua foto na identidade.

Olhei seu corpo depositado no chão novamente e tive raiva de mim mesmo pelo pensamento que acabara de invadir minha mente.

– Droga, espero não me arrepender disso...



– Maya -



Abri os olhos e puxei o ar com dificuldade , pisquei algumas vezes até finalmente me acostumar com a claridade e sentei-me olhando em volta. Minha cabeça girava e levei alguns minutos pra finalmente perceber onde eu estava.



Eu estava no meu quarto por mais que eu não conseguisse me lembrar de como eu tinha chegado ali. Tudo me parecia tão colorido, cores tão diferentes que eu nunca tinha reparado antes.

Parei pra pensar um pouco em tudo o que tinha acontecido, e no começo tudo me vinha como um borrão. Mas não demorou muito e as senas de ontem a noite passaram na minha cabeça como flashes tão rápidos que me deixaram desorientada.

Nada fazia sentido. Aquele vampiro... Ele não me matou ? Eu queria ter morrido. Eu tinha certeza de que estava morrendo, e eu estava feliz com isso. De uma coisa eu sei, eu apaguei, não voltei pra casa sozinha, ele me trouxe aqui ? Como ? E o mais importante Porque ??. Eu estava tão confusa e parecia ficar cada vez mais sufocada tentando assimilar tudo de uma só vez.

Me levantei e vi tudo rodar. Então respirei fundo e me recompus, eu estava me sentindo de um jeito que eu nunca me senti antes. Me sentia mal ao mesmo tempo tão bem como não vinha me sentido á muitos anos.

Fui até o banheiro e parei na pia jogando um pouco de água no meu rosto. Sequei meu rosto e me encarei no espelho, eu estava muito pálida, mas também não é pra menos, um vampiro tinha sugado boa parte do meu sangue.

Com esse pensamento em mente, prendi meu cabelo de pressa em um coque e encarei meu pescoço pelo espelho, a procura de alguma marca de caninos nele mas não tinha absolutamente nada lá.

Eu simplesmente não conseguia entender oque estava acontecendo. Será que eu tinha sonhado com tudo aquilo ?. Ou der repente eu estava drogada e tudo isso não passou de alucinação minha ?. Voltei para o meu quarto e encarei o rádio relógio em cima da cômoda do outro lado do quarto, ele marcava uma hora da tarde, porém a escuridão predominava naquele lugar.

Olhei pra janela e todas as cortinas estavam fechadas, o estranho é que eu não me lembro de ter as fechado antes de sair de casa ontem, fui até a imensa cortina que impedia a claridade de adentrar o quarto, e puxei a mesma pra deixar a luz passar.

Assim que minha pele entrou em contato com os raios do sol senti uma dor insuportável, era como se minha pele estivesse pegando fogo pelo simples fato de ter entrado em contato com a luz do sol. Gritei como nunca e por impulso dei um pulo pra trás me escondendo na escuridão.

Encarei minha pele que estava em carne viva, entrei em desespero.

– Meu deus oque está acontecendo? Oque aquele desgraçado fez comigo ?? — Gritei furiosa.

Me encostei na parede e fui deslizando até sentar-me no chão. Eu estava confusa , com medo, eu não sabia oque fazer, tinha tantas perguntas e nenhuma resposta, eu só queria chorar. Respirei fundo encarando minhas mãos, que por sua vez estavam normais como se nada tivesse acontecido.

– Oque ? Como ? Eu devo estar ficando louca só pode. — Falei pra mim mesma.

Olhei em volta rezando por alguma explicação, um sinal divino, qualquer coisa que me fizesse entender oque tava acontecendo. Analisei cada centímetro do meu quarto sentindo que se eu fizesse isso encontraria a resposta. Não sei exatamente porque, extinto talvez ?? .

Finalmente notei uma pequena caixinha doirada em cima de um envelope no sofázinho que fica ao pé da cama. Para chegar até lá eu teria que passar pelo feicho de luz que dividia o quarto ao meio. Respirei fundo e corri passando pela luz o mais rápido possível, senti meu corpo queimar novamente, só que agora com menos intensidade.

Gemi de dor e me direcionei até o sofá me recuperando aos poucos. Encarei aquela caixinha dourada que eu nunca tinha visto na minha vida e senti um arrepio. Levantei a caixinha e peguei o envelope lendo o nome no verso.


– Damon Salvatore... — Li em voz alta um pouco intrigada.



Se antes aquela caixinha tinha me dado arrepios, esse nome me fez gelar. Sentei-me na cama e finalmente tomei coragem para abrir o envelope.


Dentro dele tinha uma folha dobrada e um cartão de visitas. Peguei primeiro a folha e a desdobrei cuidadosamente, era uma carta escrita a mão, com uma calegrafia bem bonita por sinal.

Me ajeitei na cama tentando e sentir um puco mais confortável e comecei a ler a carta.


" Antes de qualquer coisa eu gostaria que você lesse essa carta até o final antes de me odiar pelo que eu fiz...


Maya... Você deve estar se perguntando muitas coisas no momento, como por exemplo como eu sei seu nome, como chegou em casa, e o mais importante, porque eu não á matei.

A explicação das duas primeiras perguntas são bem simples, eu encontrei tudo sobre você na carteira que você carregava. Agora a segunda é um pouco mais complicada, digamos que eu fiquei intrigado com o seu comportamento aquela noite, oque levaria uma pessoa a não temer a morte ? Uma pessoa que já tenha morrido por dentro talvez ?.

Seja lá qual for o motivo eu acredito que todos os seres merecem uma segunda chance, e eu estou te dando essa segunda chance Maya. Aquela garota frágil e solitária que caminhava perdida em pensamentos aquela noite se foi, ela está morta.

Você agora é uma vampira e sua transição já está completa. Pode ser que você não se lembre desse detalhe, e creio eu que seja melhor assim. Por favor não me odeie, pense que eu fui o cara que te salvou, ser um vampiro não é só sinônimo de destruição, você pode ser boa e eu acredito que você será.

Mas enfrentar essa nova faze não irá ser fácil e eu não seria um bom instrutor, eu não sou uma boa pessoa Maya. E para o seu bem eu prometo ficar longe.

Não se preocupe, você não ficará sozinha, eu pedi pra uma bruxa grande amiga minha a te ajudar com isso. O Endereço dela está no cartão que veio junto com essa carta.

Outra coisa, vampiros não se dão muto bem com o sol, por isso temos um troque e ele está dentro dessa caixinha dourada, considere como um presente.

Sua vida começa agora. Tenha uma boa eternidade...

Damon Salvatore. "


Terminei de ler a carta com algumas lágrimas teimosas escapando dos meus olhos, eu estava confusa, não sabia oque fazer. Peguei a caixinha dourada e finalmente a abri, dentro dela tinha um lindo colar ( http://weheartit.com/entry/40079670/via/lary_anjos ) não sei como um colar poderia me ajudar mas não custa tentar.


Coloquei-o e me levantei encarando a faixa de luz que atravessava o meu quarto, fiquei com um pouco de medo, mas coloquei minha mão diante do sol e nada aconteceu. Pisquei algumas vezes e puxei a cortina toda deixando que o sol me cobrisse por inteiro e nada aconteceu.

Respirei aliviada, talvez não seja tão ruim assim. Talvez eu não seja grata pelo Damon Salvatore ele ter me matado, mas eu seja por ele ter me Reinventado.

Olhei para o envelope em cima da minha cama, peguei o pequeno cartão de visitas e já sabia oque eu tinha que fazer, eu iria procurar essa bruxa e daqui pra frente tudo seria diferente...



Dez anos depois...



Uma década já se passou desde a minha transformação. Tudo acontece tão rápido, eu passei quase 4 anos aprimorando meus poderes, e aprendendo a me controlar e só me alimentar de bolsas de sangue. Mas depois de todo o sofrimento eu finalmente pude ter uma vida. Coisa que eu não tive quando era humana.



Eu não passo muito tempo em uma cidade só, vivo viajando pelo mundo, conhecendo pessoas novas, e deixando grandes amizades por onde passo. Mas uma coisa que me deixa intrigada e que as vezes eu me pego pensando é por onde anda Damon Salvatore, faz uma década e ele nem se quer apareceu.

As vezes eu penso nele e me lembro de suas palavras na carta " Eu não sou uma boa pessoa Maya. E para o seu bem eu prometo ficar longe. ", será que ele nunca se deu conta do bem que ele me fez, se eu merecia uma segunda chance, porque ele não se dá uma segunda chance também ?.

– Moça, pode jogar de volta ?. — Uma voz me tirou dos meus pensamentos.

Olhei pro lado e tinha uma bola aos meus pés. Sorri e a joguei de volta para o garoto que pegou e voltou a brincar com sua família. Eu estava sentada em um parque, em Londres tomando meu café e observando as famílias ali por perto.

De repente meus sentidos todos ficaram alertas por algum motivo. E eu simplesmente saí correndo som a minha velocidade de vampiro e segui meus extintos. Quando dei por mim estava em uma parte mais fechada do parque cercada por árvores.

Senti um cheiro que u nunca esqueci e sorrir ao escutar passos se aproximando. Mais uma vez ativei minha super velocidade surpreendendo o indivíduo prensando-o contra uma arvore e pude finalmente reencontrar aquele par de olhos azuis tão enigmáticos.

– Olá Damon Salvatore, Quanto tempo. — Disse sarcástica ainda segurando-o contra a arvore.

– Olá Maya, estou vendo que a imortalidade lhe vez bem. Então não seja burra em querer matar o seu criador, eu posso fazer isso com você primeiro — Ele disse trocando de posição comigo e em um piscar de olhos eu que estava presa entre ele e a arvore.

– E quem disse que eu quero te matar ? — Olhei em seus olhos e o senti ficar confuso.

Nesse momento sua pose de durão se desfez e ele soltou meus braços. Me recompus e ficamos parados frente a frente.

– Eu sempre pensei que você me odiaria por ter feito isso com você, e que na primeira oportunidade você iria querer se vingar. — Ele disse sério.

– Muito pelo contrário, eu sou grata por tudo o que você fez comigo e não via a hora de te agradecer. — Falei calmamente.

– Você é uma caixinha de surpresas Maya, qual é a próxima surpresa ? — Ele disse sedutoramente.

– Você não faz nenhuma ideia ? ... — Falei no mesmo tom encarando seus lábios.

Então não pensei duas vezes, o empurrei contra outra arvore e o beijei, sendo correspondida no mesmo instante. O Beijo foi ficando cada vez mais intenso, ele me girou apoiando minhas costas na arvore em quanto eu envolvia minhas pernas em sua cintura.

A força e a voracidade dos nossos movimentos era sobre-humana, parecia que iríamos nos fundir em um só, e isso deixava tudo ainda mais prazeroso.

– Você não faz ideia do quanto eu queria isso. Me arrependo de não ter vindo te procurar antes. — Ele disse assim que nós nos separamos em busca de ar.

– Ah faço sim !!.Eu deveria te matar por me fazer esperar tanto tempo, Mas oque são umas décadas pra quem tem a eternidade ?. — Eu disse o olhando com desejo.

– E nossa eternidade só está começando doçura — Vi seus olhos ficarem negros e nos beijamos novamente.



Notas finais
YAY !!! É isso aí ... Acabou, quer dizer... apenas começou, se´é que vocês me entendem. Fiquem a vontade pra imaginar oque acontece depois, esse é que é o legal da história.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!