Death Road
1 I
O sol ainda nascia no horizonte quando Mary se levantou,
Ela ainda estava zonza de sono, também quem mandou ela ir dormir todos os domingos as uma da manhã?
Com muito esforço a menina se levantou da cama com os cabelos desgrenhados; ela seguiu diretamente para o banheiro com medo da provável visão monstruosa que encontraria refletida no espelho. Indignada olhou para a criatura que no momento parecia mais a medusa do que ela.
Ela se enfiou embaixo do chuveiro e empapou o cabelo com creme para ver se conseguia desembaraçar; depois de muitos puxões que acabaram lhe tirando quase metade do cabelo a menina conseguiu desembaraçar o cabelo; as vezes Mary ficava enraivecida com o fato de ter nascido com um cabelo daquele jeito. Seus cabelos não eram feios, pelo contrario, eles eram longos, lisos e de um castanho escuro que muito lembrava a terra; sua mãe lhe dizia quando ela era pequena que ela era filha da terra e da lua.
Uma solitária lagrima brotou de seus olhos e desceu pelo seu perfeito rosto como uma pedra de cristal liquido. Sua mãe havia morrido a algum tempo, para ser preciso havia morrido quando a menina tinha oito anos, agora ela estava com quinze.
Limpando a lagrima a menina se recompôs e vestiu o uniforme do colégio; ela seguiu o ritual que costumava seguir normalmente, tomou banho, vestiu o uniforme e correu para se maquiar.
Por algum motivo desconhecido a menina não se atrevia a sair de casa sem maquiagem; ela pegou o delineador e fez uma linha grossa que passava entorno de toda a pálpebra superior, era assim que Mary gostava, e ela tinha razão; seus olhos eram castanho claro, e exatamente por isso ficava lindo o contraste do preto com o castanho mel de seus olhos. Após cuidar dos olhos a menina passou um pouco de base e pó para sumir com os poucos cravinhos que existiam na perfeita pele. Satisfeita com o resultado ela desceu as escadas animada para saber como seria o primeiro dia de aula.
− Está radiante querida − Sarah a tia de Mary disse com um sorriso
− Obrigada.
Então Mary sentou-se na cadeira e tomou seu café. Mary não era de muitas palavras com sua família.
Após a morte da mãe dizem que o pai enlouquecera e por isso havia fugido; ninguém sabe o que exatamente o que aconteceu, só sabem que nunca mais o pai dela foi visto.
− Tia eu vou indo para não chegar atrasada, te amo, beijos − Disse a menina saindo apressada.
O caminho ate a escola era até curto.
No meio do caminho a menina sentiu um sensação um tanto estranha; ela não se incomodou e resolveu seguir o caminho afinal não poderia se atrasar na escola.
Finalmente ela chegou na escola e correu para procurar Dayanne.
− Achei que você tinha morrido no meio do caminho − Dayanne disse um tanto cínica.
− Hahaha muito engraçado, não é possível que eu tenha demorado tanto. Hey! Você pintou o cabelo de vermelho!
− Oh finalmente ela viu, achei que você fosse cega; pintei o cabelo de vermelho e você demorou um minuto e meio pra perceber, sua mente ta ficando mais lerda do que já era − Então Dayanne caiu na gargalhada chamando toda a atenção de quem passava pelo corredor para elas.
− Por que exatamente eu me tornei sua amiga?
− Porque eu sou a única que te atura!!!
− Oh meu deus Day, pare com isso e vamos logo para a sala!
Então após a linda e vergonhosa cena as duas seguiram juntas para a sala. Era bem curiosa a amizade das duas, elas se conheciam desde sempre, as duas eram extremamente diferentes e ainda sim eram como carne e unha.
Se sentaram uma ao lado da outra e ficaram esperando o professor de matemática entrar, a vida para Mary era um saco, ela passava a maior parte do tempo fazendo nada; entediada ela abaixou a cabeça e simplesmente esperou que a aula começasse, não que ela fosse assistir, mas ao menos poderia fingir assistir enquanto desenhava qualquer coisa no caderno.
Depois de varias aulas extremamente cansativas a garota se levantou puxando Dayanne para ir para o pátio, o sinal do recreio era a coisa que Mary mais amava ouvir.
Cansadas do chato professor matemática as duas se sentaram no chão só esperando o tempo passar.
− Day, se você pudesse mudar algo na sua vida o que você mudaria? − Mary perguntou não tendo a mínima consciência do por que de fazer aquela pergunta.
− Mudaria tudo, faria um mundo novo e bem melhor. E é claro extinguiria as escolas.
“A resposta estava boa de mais para ser verdade” Pensou Mary com um sorriso no rosto. Ela imaginou que a amiga faria a mesma pergunta, mas Day não fez. Então sozinha em sua mente ela mesma se perguntou; como já esperava ela não tinha a mínima idéia da resposta. Talvez fosse porque Mary tinha tantos sonhos que sua mente não conseguiria escolher só uma; mas a coisa que Mary pensou foi “queria que houvesse algo alem da mais pura e terrível realidade”.
Mary era sonhadora, ela era apaixonada por aqueles livros de romance e tudo que a jovem menina desejava era que algum daqueles lindos romances acontecesse com ela. Ate os quatro anos Mary sonhava em ser princesa; dos quatro aos oito sonhou em ser fada; dos oito aos treze pensou em ser vampira; e dos treze até a atualidade ela simplesmente acreditava que não existia nada alem da realidade. Seus sonhos eram lindos, tinha pretensões maravilhosas; mas a verdade é que até hoje ela acreditava que algo poderia mudar sua vida.
O sinal bateu fazendo Dayanne resmungar com raiva. As duas foram em direção da sala, Day falava sem parar da liquidação maravilhosa que estava tendo em uma loja ali perto; mas Mary estava com a cabeça em outro mundo. Um mundo o qual nunca existiu.
A aula acabou e Day correu para sair da sala, Mary estava terrivelmente cansada do quanto Day falava, e olha que ainda estavam no inicio do ano. Day foi puxando Mary que não tinha a menor intenção de não ser levada; Day arrastaria a amiga ate a loja onde estava havendo a liquidação, para Mary não fazia diferença para onde elas iriam, ela só queria estar longe de casa.
− Em que mundo você ta garota? − Day perguntou estranhando Mary não ter feito nenhum comentário sobre aqueles sapatos lindos de salto de nove centímetros.
− Não sei, tudo bem eu admito que estou meio avoada hoje; mas sei lá, não sei o que se passa− Mary disse olhando para Day.
− Ah... Não ta afim de fazer compras? − Day perguntou desanimada.
− Sim, quer dizer... Bom eu acho que consigo fazer compras. Mas não brigue comigo se eu voar em alguns estantes.
− Tudo bem.
Então as duas sentaram-se numa das mesas do shopping e começaram a decidir onde comeriam. Poderia ser uma situação comum para as duas se não fosse um garoto que apareceu de repente se intrometendo.
− Oi − Então ele se sentou na mesa das duas meninas.
Elas olharam para ele sem entender muito bem quem era aquele cara atrevido. Rapidamente se olharam para ver se alguém ali conhecia o menino. Day olhava fixamente para o garoto observando em cada detalhe. O garoto aparentava ter uns dezoito anos, tinha um cabelo castanho escuro quase preto com as pontas loiras e era um cabelo curto que lhe batia acima dos ombros. Seus olhos eram verdes como uma esmeralda.
− Então Mary como você vai − O garoto um tanto indiscreto perguntou.
− Me desculpe mas eu te conheço?
− Ora, ora, mas que insulto a minha pessoa − Disse o garoto se fingindo de vitima com uma carinha de cachorro sem dono − Não, você não me conhece − Ele disse ficando serio − Não conhece mas vai conhecer, a propósito já que nos encontramos aqui vai ser legal se nos conhecêssemos agora. Sou Pierre De La Furtune; Chame-me só de Pierre. Não precisam de se apresentar, Mary Constantine e Dayanne Morrisan.
Day olhou para ele não acreditando.
− Mary, não gosto de Mary; eu a chamarei de Marie Matin Fleur. Marie... você gosta? − Perguntou ele entretido com seus próprios pensamentos.
− Quem é você? − Day perguntou ameaçadora
− Eu já disse, Pierre De La Furtune.
− Como sabe nossos nomes? − Mary perguntou.
− Marie, Marie la fleur la plus parfaite et délicate de notre jardin...
− Votre jardin? Qu\'est ce que c\'est? − Disse Day, Mary ficou feliz de saber que a amiga sabia francês.
− Haha ... Journée mon cher, vous ne savez rien ... Je dois y aller. Laissez-vous belles dames et je m\'amuse.¹
Então Pierre se levantou e saiu do shopping.
− Quem era ele? − Day perguntou olhando fixamente para Mary.
− Não sei... mas ele era bonito. − Então as duas caíram na gargalhada nem imaginando o quanto Pierre era indesejável.
Após um louco dia de compras cada uma seguiu o caminho de casa, Mary estava revigorada e feliz; ela se sentia livre após qualquer dia de compra, era algo que a deixava tranqüila.
Mary entrou em casa e percebeu um bilhete que sua tia havia deixado, com cuidado leu a mensagem. A tia só voltaria mais tarde, tinha ido ao supermercado.
Então Mary foi para seu quarto tomou banho e resolveu ler deitada na cama.
Era impressionante como o mundo da leitura era mágico para Mary, ela as vezes se enfiava no quarto e lia durante horas seguidas, era sem duvida seu passa tempo preferido.
− Marie querida, como vai? − Pierre perguntou assustando a menina que estava entretida com o livro.
Assustada ela se levantou e percebeu que Pierre estava na janela de seu quarto, o mais impressionante é que o quarto era no segundo andar e era impossível escalar a parede, a janela anteriormente estivera fechada por dentro; assustada a menina correu para o outro lado do quarto.
− O que faz aqui e como entrou?
− Uma pergunta de cada vez queria Mary... − Outra voz desconhecida falou...
Notas finais
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1.
w22; Maria, Maria, a flor mais perfeita e delicada no nosso jardim...
w22; Seu jardim? O que é isso? - Disse Day, Mary ficou feliz saber que a amiga sabia francês.
w22; Haha... Day minha querida, você não sabe nada... Tenho que ir. Senhoras aproveitem e divirtam-se.
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