Death On Halloween
1 One-shot
Notas iniciais
Ah, e leiam a sinopse. Ela faz parte da one!
"Ill wait for you
Under the stormy sky
Just like my heart.
Is your fault."
October 31st, 1995.
Ian andava tranquilamente pelas ruas de Seoul, cujo conhecia como as linhas das próprias mãos. Mas não era nada assim, tão fácil. Apressava o passo cada vez mais e mais, ao perceber que a chuva que caíra, era tão forte como a dor que apertava seu peito de abandonar aquele que amava. Nada mais dava certo pros dois, era como se o mundo tentasse separá-los, e finalmente, conseguiu.
– Você conseguiu, não é? Você finalmente conseguiu acabar com toda a felicidade que eu poderia sentir um dia! – Max havia seguido Ian por quase todo o trajeto, fazendo o seguido parar para ouvir as palavras tão merecidas. – Você me machucou, Ian. Você nunca me amou, não é mesmo? Aliás, Ian, você sabe o que é amar? Amar verdadeiramente a ponto de sacificar-se pelo outro?
– Não, Max. – Max parou de andar na direção de Ian ao ouvir a negação. – Eu não tinha a intenção de iludir você. Eu nunca quis magoar você. Minha felicidade depende da sua. Você não estava realmente feliz comigo. – A chuva estava mais forte do que Ian imaginara; Em poucos segundos, sua roupa estava completamente encharcada, e os olhos rasgados estavam menores do que já eram. – Eu percebia como você sentia mal quando nos viam, juntos. Não queria ver seu sofrimento. E me fez sentir culpado por não ter conseguido tratá-lo como deveria, amá-lo como você merece. Por isso decidi que nós devíamos nos separar. É pro seu bem, Max.
– Meu bem é do seu lado, Ian. Você sabe o quanto eu sou obsessivo. Você não poderia ter me abandonado! Por que não me disse isso há tempos, quando terminou comigo daquela forma... Daquela forma tão... Cruel? Você fez meu coração sangrar!
– Não seja dramático, Max. Eu vou continuar sendo seu, e você meu. Mas ao longe dos olhos de todos. Não gosto como as pessoas olham pra nós, com repulsa. – Ian colou seu corpo ao de Max, abraçando-o tão fortemente quanto a chuva e as roupas molhadas permitiam. – Eu amo você, e pra sempre eu vou amar, Max. Entenda...
– Não quero mais saber de você, Ian. Você deixou uma ferida em mim tão forte que você não pode imaginar. Dói, machuca. Não é drama. Você só vai entender, quando acontecer com você. É irreversível, Ian. É inexplicável.
– Perdoe-me, Max. Não foi minha intenção, eu não queria...
– Por que, no fundo, no fundo, eu acho que você está mentindo pra mim? Você está, não está? – Ian afastou-se imediatamente de Max, olhando-o tão fundo em seus olhos que poderia jurar que via a alma negra e revoltada que o outro carregava. “Como posso convencê-lo que o amo tão verdadeiramente a ponto de morrer por ele?”. – Você está, Ian. E se estiver, serão suas últimas palavras pra mim.
– Mas que Diabos você... – Sua sentença foi interrompida pelo barulho da arma sendo engatilhada na direção do seu peito, acertando certamente no coração de Ian, mesclando o barulho do tiro ao barulho da primeira trovoada da noite.
Max sentia toda sua dor ser transferida para alívio. O sentimento aliviador de matar em sua vida era tão presente quanto o de amar, mas nunca imaginou sentir as duas coisas... Com Ian.
Max abaixou-se, ajoelhando-se no chão o lado de seu amado, que jazia ali, naquela calçada cuja estava manchada de um sangue tão vermelho quanto sua paixão por ele, quanto o amor que ele sentia mesclado com o ódio que lhe invadia a mente. “Acalme-se, Max. Não é o primeiro, e nem será o último.”
A 9mm foi deixada no chão, ao lado do corpo, juntamente com as luvas que usara. Aproximou seu rosto do rosto pálido e imóvel, selando os lábios carnudos e pequenos que tanto gostava. Ainda com os lábios juntos aos do amado, sussurou, seu hálito quente batendo contra os lábios tão frios daquele que amava.
– Happy Halloween, my love.
•••
October 31st, 2012.
“E foi assim que eu matei você. Não, eu não me arrependo daquele dia. Um peso tão grande quanto o amor que eu sinto por você foi tirado das minhas costas. É inexplicável. Espero que você não guarde rancor de mim. Esteja onde você estiver, em cima, embaixo. Você estará esperando por mim, não é? Nós poderemos viver felizes e juntos, longe dos olhos de todos que nós repugnávamos antes. E olha, tenho uma notícia boa para nós. Estaremos juntos novamente. Daqui a alguns minutos. Isso é bom não é? É, isso é bom. Poderemos ser felizes juntos. Eu ainda não achei motivos convincentes por ter matado você. Eu apenas o fiz. Você me deixou realmente muito bravo. Eu não sou um sociopata. Um psicopata. Ter vontade de matar e fazê-lo é apenas... vontade. Eu nem mesmo sem a diferença de sociopata para psicopata.”
– Max! – O carcereiro abriu a cela onde Max estava, fazendo-o retirar os olhos do caderno que escrevia desde o momento que chegou àquela prisão. – Sua hora chegou.
“Estou indo encontrá-lo agora, meu amor. Espere por mim, sim? E perdoe-me. Eu prometo fazê-lo feliz de agora em diante. Ainda não sei ao certo o porquê de ter escrito tudo aqui nesse caderno. Você não lerá, não é mesmo? Não importa, teremos toda a eternidade juntos, somente para nós. Espere por mim. Eu amo você.”
Max levantou da cama de concreto já com a roupa apropriada para sua morte. Seria tudo silencioso, privado, ele e a morte. Com as mãos e pés algemados, suspirou enquanto fechava o caderno, deixando-o em cima do lugar onde estava. Depois de tanto tempo, tudo era tão normal... A falta que Ian fazia, escrever com as mãos algemadas... Os gritos dos presos iam aumentando à medida que Max passava por eles, em direção ao corredor que todos temiam. Aquela sala escura, tão pequena, fria, rondada de morte, gritos surdos, pedidos de socorro e arrependimentos de última hora. Não... Não com Max. Não era do feitio de Max.
Suas mãos e pés foram soltas finalmente, mas não para sua liberdade. Não para a liberdade terrena, mas para a eternidade que o esperava. Sentou-se, sem ninguém ter de mandar fazê-lo. As cinta-e-liga prenderam-o ao trono letal. E seguida, o mesmo homem que retirou-o da cela molhou a esponja em um balde com água e sal, pondo ao topo da cabeça de Max. Sua visão ficou completamente escura ao ter a cabeça tapada com o capuz, e em seguida, o capacete de metal foi encaixado à sua cabeça. Sua tranquilidade sobre o que viria a seguir era tanta que era assustadora. Os eletrodos – presos na cabeça e pernas, fechando o circuito de eletricidade, como um condutor – seriam acionados em breve, o que aumentava a ansiedade de Max, para ser feliz, finalmente.
– Três.
“Espere por mim.”
– Dois.
“Eu amo você.”
– Um.
“Happy Halloween, my love.”
Notas finais
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