Às 5h30, Sophia levantou-se para se arrumar, engolir um pão com café e sair para pegar o ônibus pro trabalho no ponto à sombra do ulmeiro. Em meio a celulares tocando sertanejo e um funk proibidão para incomodar os conservadores que resmungavam sobre a geração estar perdida, Sophia tentava com seus fones ouvir qualquer coisa que não fosse os ruídos do transporte para não se estressar antes de encarar um monte de pacientes “cheios de direto” que ignoravam que ela era apenas a recepcionista e não podia fazer muito além de fazer as marcações e responder à sua chefe.

Notas finais
Quem trabalha com atendimento ao público sabe do que a Sophia tá falando