Death Note - Phoenix
7 O acordo
Emiko Demegawa, filho do antigo diretor da TV Sakura, assumiu o cargo de seu pai após sua morte. Tinha cabelos pretos e olhos castanhos claros, era alto e forte. Era um grande fã de Kira, porém era menos sensacionalista que seu pai. No momento, ele estava analisando um pacote que a TV Sakura havia recebido, estava acompanhado da repórter Mari. Ele tinha quase certeza que o pacote viera do Kira, já que não havia remetente.
Demegawa abriu cuidadosamente, Então encontrou algo estranho.
- Uma fita? – Disse Demegawa. – Você estava esperando isso não estava, Mari?
- Eu havia pedido para Kira que enviasse um sinal se ele estivesse voltado, será que é isso? – Perguntou Mari.
- Vamos ver.
Eles colocaram a fita no aparelho e ouviram uma voz modificada falando: “Saudações meus queridos seguidores, gostaria de lhes informar que estou de volta. Eu sou Kira, limparei o mundo desta podridão em que se encontra, eu criarei um mundo diferente, um mundo em que o único governo será a justiça. Eu serei o governo, Eu serei o poder, Eu serei o novo Deus”.
- Incrível, precisamos mostrar isso a todo o Japão. – Disse Mari entusiasmada.
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Alguns minutos depois, no Q.G da força-tarefa, os membros estavam assistindo a TV Sakura. Quando de repente, um plantão surge na tela, prendendo a atenção de todos.
- Esse é um comunicado do nosso Deus para todos os habitantes de Kanto. – Disse Mari. Após suas palavras, uma letra “K” surge na tela.
A mensagem é então transmitida.
“(...) Eu serei o governo, Eu serei o poder, Eu serei o novo Deus”. Após a mensagem ter sido finalizada, Keiko Mari surge na tela novamente, e diz: “A partir de hoje, teremos aqui na TV Sakura, a dose diária da Justiça Divina. Às 20 horas transmitiremos “A Hora da Justiça”. Não percam. Keiko Mari do plantão da TV Sakura”.
- Mas o que é isso?! Isso não pode estar acontecendo! – Disse Aizawa.
- Precisamos assistir a esse programa – Disse Matsuda. – O que vocês acham?
- Eu acho impossível que Light tenha voltado. – Disse Mogi. — Mas não custa nada investigar, Você conseguiu algo dos Yagami Matsuda?
- Não, aparentemente elas não sabem de nada.
- Por que você não instala câmeras na casa dos Yagami? Aproveite e instale também no apartamento de Misa. – Disse Arisu.
- Bom, eu poderia tirar Sayu e Sachiko de casa. Enquanto você e Mogi as instalam. Combinado?
- Combinado. – Disse Arisu.
- E você Aizawa, faça uma visita ainda hoje a Escola Manabu Kento
- Certo. – Disse Aizawa concordando.
- É isso que iremos fazer, mas antes deixe-me ligar para Near.
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Enquanto isso, em Londres. Near está em sua casa, quase acabando de completar o seu quebra-cabeça de 2.000 peças. Quando o telefone toca.
Near atende ao telefone calmamente: – Sim, Matsuda, eu já estava esperando sua ligação.
- Bom, acho que você já sabe do que se trata. – Disse Matsuda.
- Kira está de volta, certo?
- O que faremos?
- Acho que está na hora do retorno da SPK. Estarei viajando para o Japão.
- Estarei lhe esperando, adeus.
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Misa está se arrumando para ir a um ensaio fotográfico. Quando um pensamento lhe vem em mente.
- Eu irei levar o Death Note, acho que ele ficaria mais seguro comigo. – Disse Misa pra Moriko. — Você poderia ficar aqui Moriko querida? No último ensaio que você foi, você me desconcentrou bastante. Não quero perder o emprego por sua causa.
- E o que eu ganho com isso? Se eu não ganhar nada, eu não fico, é entediante ficar nessa casa. – Disse Moriko.
- Bem Moriko, como eu sabia que você diria isso, eu comprei isto pra você. – Disse Misa retirando um pacote da bolsa.
- Balas de cereja! – Gritou Moriko, tomando o pacote das mãos de Misa. – Adeus. — Misa foi embora.
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Hideki estava em sua sala, preparando sua aula.
Então Ryuk disse: — Eu esqueci de lhe dizer algo.
- Fale logo enquanto não há ninguém aqui. – Disse Hideki sem tirar os olhos de seus livros.
- Existe um acordo que humanos portadores de Death Note podem fazer com os Shinigamis.
-E?
- Se você me pagar metade do seu tempo de vida, você ganha os olhos de shinigami. Que servem para conseguir o nome e o tempo de vida de uma pessoa, apenas olhando-a.
- E pra que isso me será útil? – Disse Hideki indiferente.
- Você poderá ver o nome de qualquer criança apenas com um olhar.
- Eu não preciso disso. Eu trabalho em uma escola, através de registros, eu posso conseguir o nome de qualquer criança que esteja matriculada em escolas de Kanto. E não estou disposto a diminuir eu tempo de vida.
- Mas se um dia você quiser, o acordo ainda está de pé.
Um aluno surge na porta de sua sala.
- Bom Ryuk, acho melhor você se calar agora. – Sussurrou Hideki.
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Algum tempo depois, Matsuda chega a casa de Sayu.
- Matsuda, o que você está fazendo aqui? – Perguntou Sayu.
- Já faz muito tempo que vocês não saem de casa, vocês precisam se distrair. Nós poderíamos ir a um shopping, fazer compras e depois ir almoçar em algum restaurante. Tudo bem pra você? – Perguntou Matsuda gentilmente.
- Claro que sim! Você quer que a mamãe vá também?
- Sim, claro.
- Ok, nós vamos nos arrumar, será rápido.
- Tudo bem. Estarei esperando.
Sayu correu para se arrumar. Deixando Matsuda sozinho na sala.
Matsuda olha pros lados certificando-se que não há ninguém. Ele digita uma mensagem pra Arisu.
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“Plano executado com sucesso, cheguem aqui em uma hora”. Arisu visualiza a mensagem. E avisa a Mogi.
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-Já estamos prontas. – Disse Sayu com sua mãe ao lado. Ambas estavam animadas.
- Então vamos. – Disse Matsuda sorridente.
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Minutos depois que Matsuda saiu. Arisu e Mogi chegam à casa dos Yagami.
- Onde iremos instalar? – Perguntou Mogi.
- Em todos os lugares possíveis, óbvio. – Respondeu Arisu.
- Você instala nos andares inferiores, que eu instalo lá em cima.
- Tudo bem.
Mogi sobe as escadas, e começa a instalar as câmeras no quarto de Sayu. Ele tem um pouco de dificuldade em realizar a tarefa, ao contrário de Arisu que já tem certa experiência em instalar câmeras.
Minutos depois, Arisu sobe para encontrar Mogi no quarto de Sachiko.
- Você já terminou de instalar as câmeras Mogi? – Perguntou ela impaciente.
- Já acabei os outros cômodos, só falta agora o quarto de Sachiko.
- Nossa como você é lento. Vou ajudar-lhe.
Mogi e Arisu instalam a maioria das câmeras, ficando faltando apenas uma, que seria colocada no teto.
- Como iremos alcançar? – Perguntou Mogi.
- Pegue aquela escada que trouxemos, vou subir nela. – Disse Arisu.
Mogi pegou a escada e a levou até o local onde Arisu estava. Ela então subiu na escada e começa a instalar a câmera, ela realizou a tarefa rapidamente.
Arisu vira-se pra ele e diz: — Pronto acabei, é assim que instala uma câmera, lerdo. – Disse Arisu com um sorriso. Ela estava descendo, quando se desequilibra, e cai. Mogi, por um reflexo, se atira em direção a ela. Mas acabam ambos caindo no chão. Arisu cai por cima de Mogi. Que estava com as mãos próximas aos seios dela.
Estranhamente eles ficaram assim por alguns segundos. Depois quando eles perceberam a posição que estavam se levantaram apressadamente, e ficaram em silêncio. Arisu ficou um pouco vermelha.
Arisu envia uma mensagem de texto, pra Matsuda: “Acabamos”.
Um minuto depois, ela recebeu a resposta: “ótimo, voltem pro Q.G e aguardem ordens”.
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Matsuda fez compras com Sayu e Sachiko, depois foram a um restaurante onde almoçaram e então Matsuda as deixou em casa. E voltou para o Q.G.
Minutos depois, estavam todos reunidos no Q.G.
- Aizawa, vá agora pra Manabu Kento procurar a ficha do motorista e certificar-se se o caso tem relação com Kira. – Disse Matsuda. – Eu irei ao apartamento de Misa instalar as câmeras, o espaço não é tão grande, posso instala-las sozinho. Enquanto isso fiquem aqui Mogi e Arisu.
- O que iremos fazer? – Perguntou Arisu.
- Fiquem assistindo a TV Sakura, caso um plantão apareça. Bem, é isso.
Matsuda e Aizawa saem do Q.G.
Na saída, Aizawa bate no ombro de Mogi e sussurra: — Aproveite. – Depois ri.
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Matsuda estava do lado de fora do prédio do Q.G. Ele liga para Misa.
- Alô? – respondeu Misa ao telefone.
- Misa, é Matsuda, O que você está fazendo agora?
- Nesse momento, estou em um ensaio fotográfico do outro lado da Cidade.
- Que pena, gostaria de conversar com você sobre o desaparecimento de Light.
- Você tem alguma notícia dele?
- Não. Na verdade eu queria perguntar a você, se você tem notícias dele.
- Não, se eu tivesse não estaria perguntando a mesma coisa pra você.
- Tudo bem Misa, nos veremos em breve. Tchau.
- Tchau.
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Minutos depois, Aizawa chegava a Manabu Kento. Ele vai à sala do diretor e se apresenta como um policial chamado “Chieko Daisuke”. Que estava investigando o caso da morte do motorista.
- Eu gostaria de ver as fichas do motorista. – Disse Aizawa.
- Pois não, irei pegá-las. – Disse o diretor.
O diretor pega a ficha, e a entrega a Aizawa, que então começa a analisa-la.
Após analisar, ele agradece ao diretor, sai da sala, certifica-se de que está sozinho. E liga pra Matsuda.
- Matsuda, eu não encontei nenhum antecedente de crimes cometidos pelo motorista. – Disse Aizawa.
- Tudo bem, volte pro Q.G então.
Aizawa desliga o telefone, e o guarda no bolso. Ele vai caminhando pelo corredor que o levava até a saída. De repente, ele vê alguém familiar, seguindo um dos professores.
- Ryuk! – Exclamou Aizawa sem perceber que havia gritado alto, fazendo com que todos do corredor ouvissem.
Hideki olha pra trás surpreso. Depois se vira pra Ryuk e pergunta discretamente com a voz baixa: — Você não me disse que apenas eu poderia lhe ver e ouvir? – Perguntou Hideki.
- Então, há algo que eu não disse a você. Qualquer pessoa que tocar neste caderno pode me ver, e digamos... Que este caderno já foi investigado pela força-tarefa japonesa. – Disse Ryuk.
- E Por que você não me disse isso antes?!
- Achei que não seria necessário, e a propósito, ele é um membro da Força-tarefa.
- Você sabe o nome dele?
- Sim, mas há outra regra. Mas essa não tem nada a ver com o Death Note, essa é sobre mim. Eu não ajudo seres humanos.
Aizawa voltou apressadamente a Sala do diretor, e pede a lista com o nome dos professores da Escola.
Percebendo que Aizawa havia voltado para a Sala do diretor, Hideki foi atrás dele, com o Ryuk ao seu lado.
- Eu preciso mata-lo. – Disse Hideki.
Hideki percebe que Aizawa está com um envelope na mão, e vai atrás dele. Ele alcança Aizawa, e começa a conversar.
- Oi, você é o pai de algum aluno? – perguntou Hideki.
- Sim, meu nome é Chieko Daisuke. – Disse Aizawa, fazendo Ryuk dar uma risada discreta.
- De quem você é pai?
- Na verdade, eu sou padrasto de um aluno do 1º ano.
- Ah, eu sou professor do 2º ano talvez por isso eu nunca tenha o visto.
- Tenho que ir agora.
Hideki então retornou para a escola, e escreveu o nome no Death Note. Ryuk riu mais uma vez. Então, Hideki sai da escola, e rapidamente segue Aizawa até uma Estação de Metrô. Para se certificar de que ele havia morrido.
Depois de alguns minutos, Hideki percebeu que o tempo em que Aizawa deveria ter morrido já havia passado, e pensou: “Provavelmente ele deve ter me dado um nome falso”.
Hideki entrou em pânico, ele não sabia que a força-tarefa japonesa, sabia de tantas coisas, ele iria ser preso. Ele tinha certeza que estava sob suspeitas de Aizawa, ele precisava fazer alguma coisa, Hideki tinha que ter certeza que aquele policial não iria entregar o envelope a quem quer que fosse. Ele percebeu que Ryuk estava ao seu lado rindo e se divertindo com a situação. E vendo que não tinha outra escolha. Sussurrou relutantemente: — Ryuk... o acordo.
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