Nuvens acinzentadas estavam sobre o Cemitério em que o corpo de Aizawa estava sendo enterrado. Muitas pessoas estavam presentes, entre elas: Todos os membros da força-tarefa, Sayu e Sachiko, Misa e Near que havia chegado há algumas horas antes. A Senhora Shuichi estava histérica, pois não acreditava que o seu marido havia se suicidado, sua filha estava abraçada a ela e chorava intensamente.

– Isso foi feito pelo Kira, certo? – Perguntou Sachiko a Matsuda em um tom baixo mas alto o suficiente para que Misa a escutasse.

– Provavelmente sim. – Respondeu Matsuda.

– Desculpe Senhora Yagami, mas eu não pude deixar de ouvi-la, o Kira não mata pessoas decentes, ele só mata criminosos e o Aizawa não era um.

– O Meu marido morreu por culpa do Kira e o Light ainda está desaparecido, e tenho quase certeza que foi por culpa do Kira. – Disse Sachiko quase aos prontos, fazendo os membros da força-tarefa e da SPK olharem para ela.

– Estamos em um funeral, vocês poderiam respeitar a dor da família e fazerem silêncio? – Disse Sayu estressada.

“Estão manchando o nome do meu Light”. Pensou Misa consigo mesma.

O enterro estava quase no fim, quando Hideki que havia saído da escola Manabu Kento que ficava próxima ao Cemitério, estava passando em frente ao Portão quando avistou uma aglomeração de pessoas próxima a um túmulo que parecia ser novo.

Ryuk que estava o seguindo, avistou então alguém familiar: — Moriko... – Disse ele pra si mesmo. – Essa desgraçada está aqui!

– De quem é que você está falando? – Perguntou Hideki.

– De uma conhecida minha de muitos anos atrás. Está vendo esse funeral? Tenho uma notícia que pode ser boa ou não pra você, quer escuta-la?

– É óbvio que sim.

– Me prometa que vai comprar maçãs.

– Prometo Ryuk, fale logo.

– Bem, este é o funeral do membro da força-tarefa que você matou, e aí estão vários outros.

– E você me diz isso assim?! Vamos Ryuk! Precisamos sair daqui. – Hideki corre desesperadamente.

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Após o fim do funeral, Matsuda chama Sayu e Sachiko para jantar.

– Estou cansada, mas você pode ir com ele se quiser. – Disse Sachiko para Sayu.

– Com quem você vai pra casa? – Perguntou Matsuda.

– Comigo, eu posso preparar um jantar para nós. – Disse Misa sorrindo.

Misa e Sachiko vão embora.

Matsuda se aproxima de Mogi e Arisu. – Vocês gostariam de ir jantar conosco? – Perguntou ele.

– Eu gostaria, e você Arisu? – Perguntou Mogi.

– Pra mim tudo bem.

– Near você vem conosco? — Perguntou Matsuda.

– Não, vou ao escritório. – Respondeu Near.

Todos então saem do cemitério.

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Hideki já havia chegado em casa, Ryuk então começa a conversar com ele.

– Bom, espero que você não se esqueça de que me prometeu maçãs. – Disse Ryuk.

– Você não me disse nada de tão interessante, só vou dar poucas maçãs. – Disse Hideki.

– Na verdade, eu tenho algo mais, mas você tem que prometer que me dará uma caixa de maçãs.

– Dependendo do que você disser, eu lhe darei.

– Havia alguém que podia lhe interessar no cemitério: Amane Misa.

– Não me interesso por modelos Ryuk.

– Pelo o que eu vi, ela é muito mais do que isso. – Disse Ryuk se lembrando de Moriko.

– O que você está querendo dizer?

– Lamento, mas não posso te dizer mais que isso.

– Por favor, Ryuk, eu não lhe darei maçãs só por você falar de uma modelo pra mim.

– Se você quiser saber mais sobre ela, vai ter que pesquisar sobre, talvez aí você entenda do que estou falando.

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Sachiko estava no carro de Misa, e então disse: — Misa, na verdade eu não estava tão cansada, se você quiser pode ir pra casa, eu só disse aquilo pra deixar Sayu e Matsuda a sós, eu tenho saído muito com eles.

– Você quer que eu lhe leve a algum restaurante? Eu realmente não tenho nada pra fazer no momento.

– Sim quero.

O motorista as levam para um restaurante perto da Casa dos Yagami. Chegando ao lugar, Misa e Sachiko se dirigem a uma mesa. Elas se sentam, fazem o pedido. E depois, Misa pede licença para ir ao banheiro retocar sua maquiagem.

Então, ela pega sua bolsa, e vai ao banheiro. No banheiro, Ela tira o tablet da bolsa, e acessa internet. E procura pela gravação do programa Hora da Justiça. Ela adianta o vídeo para a parte em que aparecem os nomes e as fotos dos criminosos, e então pausa. Ela se certifica de que não tem ninguém olhando, e escreve os nomes no caderno. Em seguida, põe o caderno e o tablet dentro da bolsa. Então volta pra mesa.

– Demorei muito? – Perguntou Misa gentilmente.

– Não.

O garçom as serve. E elas começam a comer.

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Enquanto isso, em outro restaurante. Matsuda pede uma mesa pra quatro. Todos se sentam, e fazem um pedido. O silêncio tomava conta deles, eles apenas se entreolhavam. Mogi então decidiu quebra-lo: — Você cresceu Sayu. – Disse ele.

– Eu não poderia ser menor do que isso. – Disse Sayu rindo.

– Mas você não é muito nova pra estar com o Matsuda? – Perguntou Arisu.

– Você está me chamando de velho? Pelo menos nós assumimos que estamos juntos, e vocês?! – Disse Matsuda.

Mogi e Arisu se olham e falam ao mesmo tempo: — O quê?!

– Ele é só meu amigo Matsuda. Só isso. – Disse Arisu.

– Enfim, não vamos mais falar disso. – Disse Mogi.

– Vocês que começaram. – Disse Matsuda.

O garçom chega com a comida e os serve. Eles comem.

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Após Misa e Sachiko terem saído do Restaurante. Misa leva Sachiko para casa, e vai para o seu apartamento rapidamente.

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Quando, Matsuda e os outros terminaram de comer, Matsuda disse: — Voltem para o Q.G e me esperem, só vou levar Sayu em casa.

Todos saem do restaurante, e seguem para os seus destinos.

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Depois de alguns minutos, Matsuda chega na casa dos Yagami, beija Sayu e vai pro Q.G.

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Mogi e Arisu estavam no Q.G esperando Matsuda, e assistindo a TV Sakura, esperando a Hora da Justiça começar.

– Acho que já estamos acompanhando essa novela. – Disse Arisu.

– Todos os dias temos que assistir isso mesmo? – Perguntou Mogi.

– Sim, porque não podemos perder o “Hora da Justiça”.

– Você gosta de filmes?

– Sim, principalmente de Terror, e de preferência com muito sangue.

– Está em cartaz o filme “Rosas de Sangue” fala de uma mulher que perdeu seus pais na infância e que foi traída pelo seu primeiro namorado, desde então, ela assassina adúlteros por vingança. Você não quer assistir?

– Gostei, quero assistir.

Matsuda abre a porta, e senta-se ao lado deles esperando a Hora da Justiça.

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Misa que havia chegado em casa há alguns minutos, liga a televisão na TV Sakura, e espera ansiosamente o início do programa.

O programa se inicia e Keiko Mari aparece na tela e diz: “Boa noite, queridos seguidores de Kira, o nosso Deus como sempre não nos decepcionou, ele fez a sua justiça, todos os criminosos que denunciamos ontem foram mortos, Obrigada Deus. Agora iremos divulgar os nomes e as fotos de mais cinco criminosos”.

Os nomes e as fotos aparecem e o programa se encerra.

“Eu consegui!” Pensou Misa.

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Near que também estava assistindo ao programa, desliga a TV.

“Considerando o fato de que Yagami Light ainda está morto, e que as mortes voltaram a acontecer depois de aproximadamente quinze dias de sua morte, temos 70% de chances de haver um novo Kira”. Pensou ele. “E essa pessoa é provavelmente um grande fã do primeiro Kira”.

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Matsuda e os outros membros da força-tarefa decidiram que deveriam ligar para a TV Sakura. Demegawa atende. – Alô? – Disse ele.

– A força-tarefa japonesa solicita que o seu programa “A Hora da Justiça” seja imediatamente, tirado do ar. –Disse Matsuda.

– Nós temos liberdade de imprensa, não somos uma TV Governamental e nossa audiência subiu em 80% por causa desse programa, portanto não vamos tirar do ar, passar bem. – Demegawa desliga o telefone.

– E aí como foi? – Perguntou Mogi.

– Ele não vai tirar do ar. – Disse Matsuda.

– As coisas estão começando a ficar complicadas. – Disse Arisu.

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Hideki que assim como os outros, estava assistindo a TV Sakura, percebe que após o fim do programa, um comercial de um novo perfume surge na tela.

– Espera Ryuk, essa não é a Amane? – Perguntou Hideki.

– Sim, ela mesmo. – Respondeu Ryuk.

– Ryuk eu tenho uma dúvida, por que eu vi o tempo de vida de Keiko Mari, mas não consegui ver o da Misa?

Ryuk abre um sorriso no canto do rosto — Isso você vai ter que descobrir sozinho.