Death Note - Phoenix
18 Destino
Eram aproximadamente oito horas da noite e Misa estava como de costume, assistindo a TV Sakura, afinal, o seu programa preferido já iria começar.
Após a abertura, a gentil figura de Keiko Mari surge na tela, ela estava com uma expressão de dúvida.
“Boa Noite” Ela iniciou com um sorriso forçado “Aconteceu algo estranho, aparentemente o nosso Deus está nos abandonando, ou simplesmente tirou um dia de folga. Os criminosos que foram divulgados ontem à noite, por alguma razão não estão mortos” deu uma pausa “Kira, o que aconteceu? Iremos divulgar novamente os nomes de ontem, esperamos que dessa vez a justiça seja feita”. Os nomes surgem na tela, e dessa vez ficam por mais tempo do que das anteriores. “Por hoje é só, Tenham uma boa noite”.
Misa então desliga a TV com uma expressão que misturava susto com surpresa e dúvida. Ela pega o caderno e verifica que os nomes estavam escritos corretamente, do modo que haviam sido divulgados. — O que está acontecendo aqui? – Ela grita pra si mesma. – Moriko, você sabe de alguma coisa que não me contou? Foi o Oliver não foi? – Ela estranhou o fato disso ter acontecido justamente quando Oliver veio a sua casa, e ainda teve aquela estranha ligação de Near dizendo para ela não ir buscar o menino.
– Não sei, e mesmo que soubesse não te diria. – Respondeu a shinigami.
Ela pega o seu celular e pressiona com força o número do garoto, ela parecia estar com raiva. Ele atende no primeiro toque.
– Que bom que você ligou Misa, estava mesmo indo aí. – Disse ele.
– Com quem você está? – Perguntou ela.
– Estou com Near.
– Você sabe que horas são?
– Sim. Ele quer falar com você.
– Mas por quê?
– Misa, estou desligando. Estamos quase chegando aí. Aguarde-nos. – Diz Oliver desligando o celular.
Vários pensamentos correm pela mente de Misa naquele momento, não sabia o que deveria fazer. Só sabia que tinha que esconder aquele caderno, mesmo sendo falso. Após tê-lo escondido, ela senta-se no sofá para Oliver.
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Enquanto isso, na força-tarefa, todos tinham acabado de ver ao Hora da Justiça, e agora estavam discutindo sobre o assunto.
– Vocês acham que a morte de Hideki tem alguma ligação com a “pausa” de Kira? Isso faria dele Kira, certo? – Diz Matsuda olhando para os outros.
– Talvez sim, e se for assim resolvemos nosso caso, se não for, parece que está mais difícil do que antes. – Diz Arisu abaixando sua cabeça, encarando o chão.
– Eu espero que ele tenha sido mesmo o Kira, porque agora poderemos nos focar nas nossas vidas. – Diz Mogi olhando para Arisu.
Ela levantou o olhar — Isso é desnecessário, nós podemos levar nossas vidas muito bem como nossos trabalhos, só temos que dar prioridade a algumas coisas e outras não.
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A campainha do apartamento de Misa toca, e ela recebe as suas “visitas”.
–Oi Misa. – Disse Oliver.
– Olá querido. – Responde ela olhando para ele, em seguida muda o foco para Near– O que os traz aqui?
– Misa, é que houve um problema e Oliver não pôde ficar no Q.G, muito menos na minha casa. Ele pode dormir aqui esta noite? – Perguntou Near.
– O que aconteceu? – Ela desconfiou que esse “problema” pode ser uma invenção de Near.
– É uma informação sigilosa, não posso contar-lhe. – mentiu. — Enfim, ele pode ficar aqui?
– Claro, claro. Não se preocupe, irei cuidar bem dele.
– Tudo bem então. – Near dá um fraco empurrão em Oliver fazendo-o por os pés no apartamento. – Tchau Misa. Comporte-se Oliver.
– Tchau. – Ela fica parada na porta esperando o outro desaparecer no corredor, então fecha a porta e vira-se para sentar no sofá. Oliver senta-se ao seu lado. Ele fica olhando para o teto. Com uma cara pensativa. Um silêncio percorria todo o cômodo até que Misa decidiu quebra-lo. — Como foi o dia hoje Oliver?
– Foi normal. – Respondeu ele brevemente ainda encarando o teto.
– E aquele homem, você não tem se encontrado mais com ele, não é?
– Está falando de Hideki?
– Sim, ele mesmo.
– Não precisa se preocupar com ele, afinal ele está morto.
– Como assim?
– Near descobriu que ele era o assassino de crianças, e o prendeu. Ele morreu de ataque cardíaco enquanto estava sendo levado.
– Uma morte digna para ele. – Aquilo a deixou chocada de uma certa forma, quer dizer, ela não confiava muito em Hideki, e pretendia acabar com ele, mas ela esperava que ele poderia ter sido mais útil, já que ele tinha feito o acordo — Já está ficando tarde, se prepare pra dormir, você deve estar com sono.
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No Q.G da SPK, Near está ao computador com os pés apoiados sobre a mesa, e estava equipado com um fone de ouvido, tinha que escutar com atenção os telefonemas entre Misa e Hideki para talvez encontrar algo que a ligue ao Death Note.
Near termina de escutar o primeiro registro. – Por que ele usou o nome Fukuda Nakano? Por que ele queria enganar Misa? – Diz ele pra si mesmo, então passa para o próximo registro. Quando termina de ouvi-lo, começa a falar alto de novo – É, parece que ela havia descoberto o nome dele, então ela o ameaçava de morte? Mas se ela era uma portadora, e ele também, eles não se podem se matar não é? – Ele passa para o próximo registro.
“Alô” Near pôde ouvir a voz de Misa. “Você está assistindo seu programa preferido não está?” Disse o outro. “O que você quer idiota? você já deve saber que estou ocupada”. “Sim, mas vamos conversar eu sei que você pode fazer isso outra hora”. “Você está tentando me atrapalhar? Não tem o que fazer? Se você continuar, eu juro, eu juro que te denuncio”. “Você está tentando me atrapalhar? Não tem o que fazer? Se você continuar, eu juro, eu juro que te denuncio”. “Por que? Por eu conhece-lo?! Eu estou ocupada, Passar bem”.
– Essa foi a ligação mais interessante até agora. Enfim, vamos a próxima. – Diz ele enquanto tecla rapidamente.
“Sim?” Disse Hideki. “Por que você fez isso?” Disse Misa. “É isso o que acontece com quem se intromete em meus planos”. “Você não deveria ter feito isso”. “Bom, o que está feito, está feito, não posso voltar atrás”. “Eu acho que você se precipitou”. “Sim, eu tenho consciência disso. Mas eu fiz o que foi necessário naquele momento. Era apenas isso que você tinha pra falar?” “Sim, adeus”.
– Ok, definitivamente ela sabe de algo. Acho que devo ter uma conversa com Misa.
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No apartamento de Misa, nada podia ser escutado a não ser o som do relógio da sala. De repente, pode-se escutar passos em frente ao quarto de Oliver. Era Misa, ela abria a porta cuidadosamente para não acorda-lo. Certifica-se de que ele está mesmo dormindo, e procura pela mochila que ele havia trazido do Q.G. Ela estica o braço por baixo da cama, e a retira.
Misa estava decidida a procurar o seu caderno, tinha quase certeza que Oliver o tomou, e mesmo sabendo que haviam poucas chances de estar na mochila da escola, ela resolveu procurar.
Ela revirou por bolsos e bolsos. Procurando por esconderijos, ou possíveis lugares onde um caderno possa ser escondido sem ser percebido. Em vão, nada encontrou. Ela colocou q mochila de volta, certificando-se que havia deixado tudo em seu devido lugar.
– Eu não deveria ter desconfiado dele. – Murmurou ela. – Afinal ele não seria capaz de fazer algo desse tipo. – Ela voltou à cama.
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As horas se passam, e agora ambos já estavam acordados. Já haviam tomado café e agora estavam assistindo TV na sala. De repente, a campainha toca. — Será que é Near? – Diz Misa olhando para Oliver.
– Deve ser. – Responde ele.
Misa levanta-se e abre a porta, era Near, ela estava certa.
– Olá Near. – Diz ela sorrindo.
– Olá Misa, vim conversar. – Disse ele.
– Tudo bem, sobre?
– Sobre Hideki. – Ele começou a analisa-la para ver se ela demonstraria alguma reação ao vê-lo citar o falecido professor.
Misa se espanta um pouco com o nome, mas não demonstra. – Tudo bem, entre por favor.
Ele deu alguns poucos passos até a sala, onde viu seu amigo- Oi Oliver. – Near cumprimentou-o.
– Oi Near, o que o traz aqui tão cedo? Veio me buscar? Hoje é sábado. – Perguntou Oliver com uma sobrancelha arqueada.
– Não não, eu vim conversar com Misa.
– Você quer que eu saia?
– Sim, por favor. – O menino levanta-se e vai em direção a porta do quarto, batendo-a fingindo que havia a fechado, de fato ele havia fechado, mas não estava dentro do quarto. Ao invés disso, ele foi a cozinha, que ficava ao lado da sala e colou suas orelhas na parede, claro que ele iria escutar a conversa.
– O que quer saber? – Perguntou Misa.
– Você já deve saber que Hideki está morto.
– Sim, e eu com isso? – Ela não sabia que impressão ela queria passar.
– Qual sua relação com ele? Eu encontrei uma mensagem sua no celular dele.
– Como assim? Você tem alguma relação com a morte dele?
– Não diretamente. – Diz ele lembrando do pedido que Hideki havia feito ao shinigami pouco antes de ser levado pela SPK. — Enfim, responda-me a pergunta.
– Eu conheci Hideki há algum tempo atrás, ele havia feito uma ligação pra mim, afirmando que era um empresário e que queria me contratar. – Ela deu uma pausa.
“Confere com a ligação”. Pensa Near, em seguida, faz um sinal com as mãos pedindo que ela continuasse.
– Ao chegar lá, eu encontrei Ryuk, você chegou a conhece-lo não foi?
– Ryuk? O shinigami?
– Sim. Ryuk estava ao lado dele. Hideki acenou para mim, e pediu para que eu me aproximasse, eu estava com muito medo, então fui. Ele me disse que era um fã do meu trabalho, e que queria que eu continuasse me encontrando com ele. Ele demonstrava ter uma personalidade agressiva e louca, por isso tentei me afastar, e ameacei denuncia-lo, ele então disse que se eu o denunciasse me mataria. Quando eu fui a escola, eu não sabia que ele trabalhava lá, e nem ele sabia que eu cuidava de Oliver. Certo dia eu o vi com Oliver, isso me fez ficar com mais medo ainda. Então eu perguntei o nome dele ao garoto, e ele me disse. Ao chegar em casa, eu o telefonei e disse-lhe que descobri seu nome. No dia seguinte, eu fui até a escola, e quando eu fui buscar o Oliver, ele estava ao lado dele novamente, e dessa vez havia me visto, ele então se dirige até mim. Eu peço para Oliver entrar no carro, e ele disse que se eu falasse alguma coisa ele mataria o garoto.
– Você sabia que ele matava crianças, certo?
– Sim, pela personalidade dele, percebia-se que ele não era normal.
– Ele não fez nenhuma ligação pra você?
“Provavelmente você já deve ter escutado as ligações...” Pensa Misa. Ela tinha que calcular bem, antes de falar qualquer coisa – Sim, ele ainda me ligou mais uma vez. Estava na hora do programa que minha amiga apresenta. Você sabe, o Hora da Justiça, e você sabe bem que eu sempre gostei do Kira, sinto uma gratidão enorme por ele.
– Sim, eu lembro disso, continue.
– Hideki era totalmente louco, ele ficava dizendo que eu era a sua cúmplice, apenas pelo fato de que ele me contou os seus planos. Ele dizia que se ele fosse preso, também me levaria junto, por ser sua cúmplice, eu nunca me preocupei com isso, porque eu sabia que era loucura. Minha real preocupação era a vida de Oliver que estava sendo posta em jogo.
– Entendo, mais alguma coisa?
– Sim, eu ainda fiz uma ligação pra ele. Eu fiquei com raiva por ele ter matado meu amigo, Demegawa. Talvez você não saiba, mas ele era uma excelente pessoa.
“Tudo o que ela falou encaixa com as ligações e com os depoimentos de Oliver, talvez ela tenha desconfiado, não me lembro dela ser tão inteligente assim antes”. – Misa, já que você não tem nada a me esconder, eu gostaria de fazer uma busca em seu apartamento. – Diz ele já se levantando do sofá.
“Droga..” – Pensou ela lembrando-se que havia escondido o Death Note ontem. – Está bem Near. – Ela não demonstrava, mas estava apreensiva.
Ele então levanta-se e começa a procurar por todos os lugares da casa, revira gavetas, armários, todos os possíveis esconderijos para um caderno. – É, não está aqui. – Diz ele fechando a última gaveta do último armário. — agora só há um quarto faltando. – Ele se dirigiu ao quarto em que Oliver dorme, abrindo a porta e se deparando com o garoto deitado na cama, lendo um livro. – Ah, Olá Oliver, não sabia que estava aqui.
Assim que a conversa entre Near e Misa terminou, Oliver correu para o quarto, para parecer que ele sempre estava lá. – É, você pediu que eu saísse.
– Você poderia sair por alguns minutos, por favor ?
– Claro, tudo bem. – Oliver saiu do quarto, deixando o outro sozinho revirando o cômodo.
O cômodo não era muito grande, era só um quarto de hóspedes com um grande guarda-roupa ocupando a maior parte do quarto, e uma cama ao lado — Vejamos... – Near revirou o guarda-roupa de cima a baixo, mas nada encontrou. Após empurra-lo, rapidamente ele encontrou o que procurava, nenhum fundo falso ou esconderijo sofisticado, ele estava simplesmente lá, solto no chão, onde o armário estava. – Encontrei! – Ele pega o caderno com as mãos e em seguida caminha em passos apressados até a sala, onde estava Misa. – Pode me explicar isso? – Perguntou ele segurando o caderno.
Oliver também estava na sala, junto a ela, e viu toda a cena. Não pôde deixar de dar um discreto sorriso. “É engraçado, esse Death Note é falso, e ela pode ser inocentada, mas eu posso entregar o verdadeiro a Nate, e dizer-lhe toda a verdade, nunca pensei que algum dia eu teria o destino de alguém em minhas mãos...
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