Death Note: O Retorno De Kira (3ª Temporada)
15 Capítulo Perdido II
Notas iniciais
Capítulo Perdido II: A Morte de "L"
Rue Ryusaki... Esse nome me veio á cabeça de usar desdo caso dos assassinatos em Los Angeles. Desde aquela vez, comecei a achar possível, não, que pudesse ser possível a existência do sobrenatural. O assassino envolvido no caso eu o conhecia, era Beyond Birthday, BB. ele possuía olhos de shinigami, esses olhos podiam ver o nome das pessoas e o quanto do seu tempo de vida faltava.
Eu soube desses olhos por perceber que em Wammy's House ele era o único do órfãos que sabia o nome de todos, mesmo todos eles usando nomes falsos. Watari me contou sobre esses olhos e pediu que eu guardasse segredo, eu não acreditava que esse poder pudesse ser possível, mesmo assim guardei esse fato.
No caso do assassinatos de L.A., admito, me veio um questionamento de "será que B usou os 'olhos' para conseguir planejar isso tudo?". Me arrependo de nunca ter visitado-o na prisão e perguntado a ele, mas hoje devo dizer que tenho certeza.
Um tempo depois, após o evento, começaram a ocorrer outros assassinatos. O mais incrível desse caso era que as vítimas eram criminosos, todos morriam de parada cardíaca, o que é isso? Como isso é possível? Daí eu tinha certeza que a causa disso era algo sobrenatural, um poder de outro mundo.
Cada passo feito por mim a partir do momento que comecei a investigar o "Caso Kira" era crucial. Aquele comunicado com a Interpol, o aparecimento público da sigla "L", o meu contato com a polícia japonesa, com Light Yagami, tudo. Eu sabia que a cada passo que eu fizesse estava me aproximando da morte, sabia que alguma hora ela teria que acontecer, mas eu me manteria firme o máximo de tempo possível.
Eu tinha uma carta trunfo: Near e Mello. Essas duas crianças foram as que tinha a maior inteligência entre os de Wammy's e posso até ter certeza que se algo ocorresse comigo a inteligência deles somada poderia resolver o caso Kira, mas devo admitir, que eu não tinha total confiança nisso, na verdade, eu tinha medo de sacrificá-los, o pior, que o sacrifício deles sejam em vão. O que eu posso fazer?
Eu estava num momento de tensão, maior ainda quando surgiu o tal "segundo Kira", porém veio algo que me trouxe uma mistura de medo, susto, pavor, assombro.
Assistindo uma das mensagens da segundo Kira, Misa Aname, ela disse:
Eu quero me encontrar com o Kira. Acho que você não tem o olho, mas fique tranquilo, prometo que não vou matá-lo.
Olho?
Por favor, pense numa forma de nos encontrarmos sem que a polícia descubra. Podemos verificar nossas identidades quando nos encontrarmos e mostramos nossos shinigamis um para o outro.
Shinigami?!
"Olho", "shinigami", essas duas palavras ditas pela mesma pessoa foi um choque, pensei imediatamente em B e nesse momento caí da cadeira. Isso poderia dizer que B é o segundo Kira? Não. Ele está morto, e mesmo se estivesse vivo não agiria de maneira tão idiota caindo em tal truque da suposta mensagem de Kira tão facilmente.
Então supus: "Será que é possível que mais alguém seja capaz de ter os olhos de shinigami?"
Depois desse pensamento, prossegui a investigação contra o Kira sem deixar visível que eu sabia o que eram os "olhos" que o segundo Kira falou. Somente Watari sabia disso e só ele sabia que quando ninguém estava vendo eu pesquisava na internet para ver se achava alguma coisa.
Passaram-se alguns dias e eu estava começando a me frustrar por não encontrar nada. Os assassinatos de "Kira" estavam prosseguindo mesmo após Light e Misa estarem presos faz mais de um mês e eu só estava adiando não que eu ainda suspeitasse que eles são Kiras, eu SABIA que eles eram, mas eu não podia liberá-los antes de achar alguém que tivesse os olhos. Essa pessoa, tendo os olhos, poderia ser uma carta trunfo caso Near e Mello falhassem e eu não poderia procurá-lo depois que Liberasse Light e Misa, pois eu pretendia prosseguir as investigações de olho nele, nem que para isso tivéssemos de ser algemados um ao outro.
De repente, quando eu estava quase desistindo e pesquisando aleatoriamente outras coisas achei. Numa foto de um campeonato de jujitsu promovido por escolas públicas no Brasil, entre as várias pessoas presentes lá, somente uma estava com as íris dos olhos vermelhas. Certas pessoas poderiam considerar que era por conta do flash e na hora de apagar os olhos vermelhos da foto esqueceram dele, mas não parecia ser isso.
Pesquisei pelos nomes dos garotos daquela foto, achei o garoto de olhos vermelhos, seu nome era Ruan Santos de Andrade, tinha mais ou menos a idade do Mello e nas outras fotos dele ele sempre parecia com os olhos vermelhos. Minha certeza se concretizou mais ainda quando vi uma foto dele mais perto. Quando o flash faz com que as pessoas fiquem com os olhos vermelhos não é possível ver a pupila por que o que causa esses olhos é o reflexo, mas dava claramente para ver sua pupila. Ele realmente tinha olhos vermelhos.
Me questionei várias vezes de o que eu poderia fazer para conseguir me contactar com ele, os outros não poderiam suspeitar. Também não poderia me esquecer que cedo ou tarde iria morrer... Talvez eu poderia usar isso para contactá-lo discretamente, apenas uma hipótese.
Depois de uns dias, a descoberta do poder de Kira, o Death Note. Agora fazia sentido tal façanha, era por isso que Kira precisava do nome das pessoas para matá-las, possivelmente precisaria do rosto também para não afetar duas pessoas com o mesmo nome, como tava escrito em uma das regras escritas no caderno.
Agora que eu sabia como Kira matava eu poderia pensar em como morrer e sobreviver. A questão era, como eu faria isso? Fiz várias perguntas à shinigami Remu sobre o funcionamento do caderno e boa parte das mais importantes ela dizia não saber ou não ter certeza. É bem provável que Raito a tenha mandado não falar de mais, então perguntá-la seria inútil... Então eu só poderia levantar hipóteses... Até que eu tive uma que poderia ser interessante: Se um pedaço de uma das folhas do caderno for arrancado, ele pode funcionar como o caderno todo?
Eu não poderia perguntar isso diretamente à shinigami, mas eu tinha uma pista. Entre as folhas do caderno, havia uma que estava com um pedaço faltando. Pra que faltaria esse pedaço? Por que foi arrancado? Eu poderia contar com isso como prova da minha teoria?
As chances eram menos de 20%, mas valia a pena tentar. Após deduzir isso, decidi fazer uma pergunta à shinigami que não parecia tão ameaçadora:
– Shinigami, considerando a possibilidade da existência de duas pessoas que tenham o caderno, se, hipoteticamente ambos decidirem matar a mesma pessoa, quem a mata primeiro?
– Hum... Basicamente o primeiro que escreveu o nome.
– E se ambos programarem a morte? O primeiro para daqui a 7 dias e o segundo para daqui a 2 horas.
– ............(será que devo dizer isso?) Sinceramente, o primeiro sempre tem a prioridade, não importa a sentença escrita.
– E o que acontece com a sentença do segundo?
– É anulada pela primeira, é como eu disse, o primeiro tem a prioridade.
– E qual é o tempo mais distante que a sentença pode ir? Posso botar a pessoa para morre daqui a 10 anos? 1 ano? 1 mês?
– Isso eu já não sei.
Ok, já bastava o que eu já tinha. Não tinha como saber quanto tempo eu poderia durar no máximo, então o jeito seria arriscar um tempo. Tal vez 20 dias...
Falei sobre isso a sós com o Watari, ele me questionou que eu estava preocupado, mas realmente talvez eu estivesse.
– Acho que sei o dia que Kira vai me matar e forjar para que pareça que foi a shinigami, só preciso que você arrume tudo.
– Farei isso, senhor, mas aconselho que tenhamos ajuda de um dos outros, se eu for morto você não poderá executar o resto do seu plano sozinho.
– Eu sei... Também pensei em quem pode nos ajudar...
Eu estava com medo, com sentimento ruim. Temi: "E se Watari realmente morrer?", "E se o meu plano falhar?". Eu tinha que me controlar e não deixar que as minhas emoções me tirassem o foco, eu tinha que correr esse risco.
Num certo dia, "naquele" dia, fui ai terraço do prédio do QG e fiquei lá por um tempo até que começou a chover, continuei ali, parado na chuva. A sensação daquela água pingando em mim até que era boa, conseguia me ajudar a esfriar a cabeça do estresse de tudo que tem ocorrido com a investigação.
De repente Light apareceu por lá, me perguntando o que eu estava fazendo ali. Quem diria... Ás vezes eu não queria acreditar que ele era o Kira, mas ele certamente era, uma pena, pois se não poderíamos realmente ser amigos, porém, por ele me ver como um inimigo, em breve ele iria me matar, eu teria que morrer.
Conversamos por um tempo no terraço até sairmos da chuva. Quando estávamos nos secando continuamos conversando até que veio um momento de silêncio. Eu sei que está perto, sei que está quase na minha hora, será a qualquer momento, a qualquer hora, mas já está tudo pronto.
– Estou triste... — eu disse — Em breve nos separaremos.
Não pude deixar de ver a reação dele ao eu dizer essa frase. Era praticamente eu dizendo "eu sei que é hoje que você irá me matar", o que ele poderia ter interpretado, mas eu realmente estava sendo sincero quanto a isso.
De repente o meu celular tocou. Tínhamos que nos reunir com os outros. Estava perto da minha hora e eu estava aguardando isso, esse tempo todo estive com uma folha do caderno no bolso, já tinha a sentença escrita, só faltava o meu nome.
De acordo com o que eu tinha planejado, fiz uma "provocação" induzindo que eu pretendia testar o caderno. Disse que usaria um criminoso condenado à morte para testar a regra que dizia que uma vez usado o caderno o usuários deveria escrever um novo nome em até 13 dias se não morreria, se ele sobrevivesse seria libertado. Todos presentes obviamente não gostaram, mas deixei altamente claro que se essa regra for provada que é falsa será o ponto que poderá provar que Raito é o Kira e Misa a segunda Kira, que anularia a única coisa que os tornavam consideravelmente inocentes.
De repente tudo escureceu como se tivesse ocorrido um blecaute e as luses que emergência, que eram avermelhadas acenderam. O que tava acontecendo? Não...
– Watari...
De repente todos os arquivos foram deletados. Não! Isso indica que algo aconteceu com Watari, eu sei pois pedia a ele para deletar os dados caso isso acontecesse. Percebemos todos que a shinigami não estava ali. Droga! Tenho que agir rápido! No momento de distração de todos, escrevi o meu nome no folha do caderno e aguardei alguns segundos para injetar uma pequena droga em mim que reduziria meus batimentos cardíacos e me deixaria inconsciente um tempo, era a droga perfeita para simular a minha morte.
Quando se totalizou os 40 segundos depois de eu ter escrito o meu nome senti a droga fazer efeito então eu cai. Senti alguém me segurar, minha visão tava se embaçando, mas pude perceber que era o Light. Ouvia os outros em volta dizer algo mas eu mal podia assimilar o que era. A última coisa que lembro de ter visto foi um sorriso maligno em Light, um sorriso de vitória. Sim, ele realmente era o Kira.
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Retomei a consciência. Deu certo, consegui escrever o meu nome antes da shinigami. Olhei em volta e eu estava num quarto escuro, até que vi uma pessoa entrar.
– Ah. Você acordou, estava começando a me preocupar.
– Deu tudo certo?
– Sim, o funeral foi ontem e todos acreditaram que era você que estava no caixão.
Eu tinha arrumado um jeito de encomendar um boneco do mesmo peso e estatura que eu e claro, aquela pessoa teve de garantir que os outros não vissem e percebessem isso.
– Quanto tempo fiquei inconsciente?
– Três dias.
– E o Watari?
– ... Sinto muito.
Me veio um ponto de tristeza, realmente aquela shinigami o tinha matado.
– O que você fará agora? Quando Watari me pediu para ajudar não me deixou claro por que você queria fingir sua morte.
– Eu tenho agora só 17 dias... Vou usar esse tempo que me resta para encontrar uma pessoa. E essa pessoa com certeza irá acabar com esse evento do caderno.
– Então, acho que isso é um adeus.
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Levei um tempo para conseguir algumas roupas para me tornar ireconhecivel, passagem de avião a até mesmo para encontrar o garoto, ele fazia um tempo que esteve faltando aula e, apesar de na matrícula ser considerado que ele mora na casa dos avós, ele não mora mais lá. Finalmente o encontrei exatamente no meu último dia de vida, esperava que o que eu fizesse fosse o suficiente para cumprir o meu objetivo.
Ele estava numa roda de capoeira. Além de juigtsu também essa arte? Interessante... Na roda ele era o único quem não era de descedencia africana, mas isso não comprometia suas habilidades, ele era muito bom. Quando eles encerram a luta me aproximei dele.
– Você luta bem, rapaz.
– Hum? Ah! Obrigado.
– Estava procurando a pessoa certa para testar uma coisa, topa?
– Quer que eu lute com você?
– Não, não é um teste físico. Se não se importar, te pago um lanche se você topar.
Ele fez um olhar de desconfiado, mesmo assim decidiu aceitar. Depois de termos comido algo, peguei um monte de cartas com fotos.
– Certo, o teste que eu pretendo fazer é um pequeno jogo.
– Um jogo?
(*a partir daí segue tudo que estava citado no primeiro "capítulo perdido)
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Depois da nossa conversa, Ruan me levou à casa dele para me mostrar umas anotações que ele tinha sobre o Death Note e os shinigamis. Devo dizer que depois de ler o que ele tinha fiquei chocado. O poder dele é realmente incrível! Varias regras do Death Note seriam altamente dificeis de testar, por exemplo a teoria de escrever o nome da pessoa errado 4 vezes, se o usuário não tiver intenção a pessoa com o nome escrito se salvará e ficará imune ao caderno, mas se o ato for proposital o usuário do caderno morre.
– Você deve ter passado muito tempo fazendo isso.
– Bom, desde que descobri a verdadeira causa da morte dos meus pais, mas eu não quero falar sobre isso.
– Compreendo.
– Ei... No código que você me mostrou no restaurante você escreveu que tinha adiado a sua morte escrevendo antes da shinigami que ia te matar, certo?
– Sim.
– Quando você vai morrer? Ainda tem a folha do caderno?
Olhei por um segundo num relógio que estava no meu pulso. Progamei a minha morte na mesma hora que escrevi na folha exatamente 20 dias depois. Pelo horário local falta pouco tempo.
– Não mais que 5 minutos e a folha está no meu bolso.
– Pegue, ora.
Ham? O que ele está pensando.
– Pra que você quer? — perguntei pegando a folha.
– Deixa só eu dar uma olhada.
Quando ele pegou no papel ele fez um olhar estranho, parecia até que suas pupilas se contraíram. Depois de uns segundo ele voutou a si.
– O que foi?
– Se você sobreviver daqui a 5, não, agora 4, minutos eu te conto.
Esse garoto está aprontando alguma e querendo me suspreender de novo. O que será que ele planeja?
Esperamos o tempo passar, então chegou a hora da contagem regressiva.
– 10 segundos... — eu disse.
Pouco tempo depois ele contou.
– 5.
– 4.
– 3.
– 2.
– 1.
Esperei a minha morte, mas não aconteceu nada. O que?
– Ha ha! Caramba! Eu não sabia que conseguia fazer isso!
– Han? O que? O que você fez?
– Bom, não exatamente fiz mas vi. Sabe, nunca toquei num Death Note antes apesar de já ter visto uma ou duas vezes algum humano sendo seguido por um shinigami. E sabe o que eu vi quando toquei no papel? Você escrevendo nele.
– O que?
– E não era só isso, também vi uma shinigami, Remu, tenho certeza que esse era o nome dela, escrevendo o seu nome também. Dois escrevendo o mesmo nome simuntaneamente: isso faz que uma sentença de morte anule a outra.
– Então ao acaso escrevia ao mesmo tempo que a shinigami.
– Exatamente! Devo ter visto ela escrevendo também quando toquei o papel por que as duas sentenças se interagiram. Falando sério, eu não sabia que eu podia ver quem escreveu tal coisa no caderno e quando foi isso, eu queria só dar uma olhada no papel. Caramba! Isso é muito irado!
Não pude evitar de rir disso, não só por se engraçada a reação eufórica dele como também pelo alívio que eu sentia por dentro por estar vivo, sobrevivido ao "caderno da morte".
– E Então? O que você pretende fazer agora? Fazer um reaparecimento surpresa lá no Japão?
– Não, o excencial lá já foi feito, deveremos apenas aguardar o que irá acontecer. Uma pena será que a única pessoa que sabia que forgei a minha morte deve achar que estou morto agora, isso é natura, já que eu só escrevi o meu nome no caderno e coloquei para que eu moresse exatamente 20 dias depois. Em fim, não teremos informações por um tempo, mas poderemos tentar dar um jeito depois. Agora... Tem uma outra coisa em cima do que você tem anotado que eu quero objetivar. Como funciona a regra dos 6 cadernos?
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Foi assim que aconteceu, a regra dos 6 cadernos era a chave para acabar o evendo Kira de uma vez por todas. Claro que cedo ou tarde susguriam outros com o caderno, por isso o melhor que poderia ser feito era isso: Possuir os 6 cadernos e deixá-los num local em que ninguém pudesse encontrá-los. Assim nenhum outro Death Note funcionaria, não haveriam mais mortes como as que Light fez.
O meu último contato com o primeiro caso foi quando contactei o homem que pedia ajuda com o plano da minha morte. Isso era poucos dias depois de começar mais uma onda da assassinatos causada por um usuário do caderno, Julia. Eu o disse que estava vivo e o pedi para colaborar com essa segunda etapa e ele concordou.
O que falta agora é botar um fim nessa história.
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