Death Note: O Retorno De Kira (3ª Temporada)
6 Acontecimentos
Notas iniciais
Aqui contém cenas que entram na classificação 18, apesar de não ser muito detalhado, eu só estou avisando, ok?
Near estava mexendo com uns bonequinhos de papel, era meio estranho, mas por um segundo isso lembrava de "A". Ele mexia muito com papel, fazendo dobradoras simples e vez ou outra fazia para as crianças mais novas do orfanato. Near tinha menos de 10 anos quando ele se suicidou, era uma pena, pois ele era muito gentil...
Mas, agora, focando no presente. Era um tanto perturbador. Zeta Sabia coisas sobre o primeiro caso que nunca firam reveladas ao público, ele sequestrou Fernander, diz ele, pra adquirir informações sobre a Julia, que, se realmente ela for R-Kira, está hospitalizada, sendo assim não podendo cometer os assassinatos e aí quem poderia seria alguém que tenha pego o caderno dela, mas quem? Não há tempo para esperar que Fernander seja libertado para descobrir, ele precisa saber disso AGORA.
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Meio sonolenta, Cho acorda. Ela está com umas roupas extremamente curtas e acorrentada nas grades de uma espécie de jaula.
- Hu hu, você acordou...
Ela olha para a pessoa, um homem usando uma espécie de manto vermelho e uma máscara com a inscrição shi (morte) gravada na testa dela.
- Dormiu bem...
- Quem é você?! Me solta! — disse ela apavorada.
Cho reconhecia esse voz, mas não podia ser! Não pode ser ele!
- Você sabe quem eu sou, meu amor. Você me abandonou.
- Não... Não...
- Mas por outro lado, isso até que foi bom, me mostrou que não importa o quanto boa pareça a pessoa. ela sempre é podre por dentro...
- Pare! Não sei o que você está falando! — gritou Cho com lágrimas surgindo em seus olhos.
Ele tirou a máscara do rosto e ela pode ver o que ela mais temia ver por baixo daquela máscara, Sayko.
- Você me traiu. — disse ele com um sorriso irônico — O bom foi que isso me acordou.
- O que você vai fazer?
- Sabe Kira? O que tem o poder de matar sem precisar tocar na pessoa? Digamos que esse caderno — disse ele mostrando-a seu Death Note, justamente com "shi" escrito em branco na capa dele — É um semelhante ao o que ele tem, por isso ele pode matar sem precisar chegar perto da pessoa, basta apenas escrever o nome dela, sabendo o seu rosto. Isto é um Death Note.
- E onde você consegui um?
- Toque-o.
Ela, com receio, o toucou. Levou um susto ao ver o shinigami atrás de Sayko. Ele riu de sua reação.
- Isso é um shinigami, ele deixou cair o caderno dele e eu o peguei e agora ele me pertence, huhu.
- Você vai... Usá-lo pra...
- Não, se você pensa que vou matar o seu "namoradinho". Eu na verdade vou fazer algo muito maior, vou reescrever o mundo.
- O que?
- Toda, toda esse humanidade podre vai ser eliminada, todas as pessoas do mundo irão morrer, hu hu hu. E depois, restando só nós dois, vou repovoar o mundo com pessoas que agem da maneira certa. Não haverão guerras, não existirão assassinatos, não haverá mentiras...
- Você não está com raiva de mim? (eu não entendo... por que ele quer repovoar o mundo comigo?)
- Não posso refazer o mundo sozinho... Sim, estou com ódio do que você fez, por isso — disse ele segurando-a pelo rosto — vou fazer você sofrer pelo restos da vida e vejo que você vai viver muito, hu hu hu. (isso é o que posso ver com os meus olhos de shinigami)
Ele passou a mão nas pernas dela, Cho tentou resistir, mas ele a segurava com força. Ele lambia seu pescoço, dava um chupão e lentamente tirava a roupa dela. Ela gritava, mas ninguém podia ouvir. Ela pedia, implorava para que Sayko parasse, mas ele continuava. Ela parou quando já estava feito. Doía, doía muito, o corpo dela ser violado assim, justo por alguém que ela sofreu de amor, que sumiu e, agora, quando voltou, fez isso com ela...
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Vinicius estava encarando o teto do quarto, quando Rafael entrou.
- E aí cara, como você tá?
- Melhor que ontem, só que com um pouco de dor de cabeça...
- Lembra de alguma coisa de ontem?
- Nada, só que eu bebi.
"Ha! Sabia!", pensou Rafa.
- Ei, eu preciso que você veja uma coisa.
- Ham?
Rafael trouxe um tablet e colocou num vídeo.
- Gravei quando eu tinha saído do quarto e vi "certa pessoa".
- Quem?
- Assista aí, caramba!
Rafa ficou sentado numa cadeira deixando o Vinicius vendo o vídeo sozinho, ele apertou o play:
Vinicius estava deitado na cama, cochilando, até que um homem se aproximou e passou a mão na cabeça dele.
- Hum... — Vinicius gemeu — Você?...
- Você cresceu, filho.
Vinicius tentou se sentar.
- Você... O que tá fazendo aqui? Devi estar preso.
- Redução de pena, eu não podia ligar e você nunca me visitou, por isso não pude te dizer.
- Aquela vadia nunca deixou...
- Entendo... Você andou bebendo, não foi? Você parece meio tonto.
- Não TOU nada!
O pai dele riu.
- Me desculpa ter te deixado sozinho com ela.
- Um inferno... Foi um inferno ficar lá sem você! — ele começava a chegar perto de chorar, mas ele se segurava. — Eu nunca acreditei em nada que ela dizia, mas era difícil! Me transformei num lixo! Eu fumo, bebo, só faço merda!
- Em parte isso é minha culpa, me desculpe.
- Não... Não... Não peça desculpas. Eu só quero ir embora de lá... E... Fico feliz que você tá aqui.
O pai dele fez um olhar de surpresa, ele esperava que Vinicius o demostrasse ódio por tudo de ruim que aconteceu na vida dele, mas não, ele o valorizava apesar de tudo.
- Por que...
- Você não me abandonou quando minha mãe morreu, não me levou prum orfanato, fico... Feliz com isso.
Vinicius fez um meio sorriso e o pai dele fez de volta, eles se abraçaram.
- Tenho que ir...
- Vou te ver de novo? Tou tão tonto que acho que depois não vou me lembrar de naaaaaadinha.
- Hu hu, tal vez, estou com um pouco de medo do R-Kira...
- Ele não vai te matar, aquela vadia mereceu a surra que você deu nela.
- Ha ha ha! Certo, vá dormir, só vim para ver como você está.
- Eu estou bem... — disse Vinicius se deitando.
- Adeus...
O vídeo se encerrou e Vinícius estava com uma meia lágrima nos olhos, ele a secou antes que ela pudesse cair.
- E então? — disse Rafael.
- Meu pai está solto... — Vinicius sorriu — Obrigado por me mostrar isso.
- Sabia que você ia ficar feliz, huhu. Vou ter que sair — disse pegando o tablet de volta — só vim aqui pra te mostrar isso.
- Valeu.
- Ah! Essa é a última coisa errada que vou fazer por você: Julia está no quarto 103A, aqui está um mapinha daqui pra lá — disse entregando-o um papel.
- O que?!
- É o mínimo que posso fazer.
- V-valeu!
- Agora tou indo nessa, até!
Rafael sai do quarto. Vinícius fica parado encarando o papel, ele sorri. Finalmente depois de tanto tempo, ele estava feliz.
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