Death Note - O Novo Kira
2 Planos
Notas iniciais
30 de janeiro de 2010
O Vazio eterno, esse era o destino prometido à alma do humano que ousasse escrever um nome em um Death Note. Ryuuk, o shinigami, não usou essas palavras para descrever o destino de Light Yagami quando o conheceu, mas foi para esse destino que Kira havia se preparado.
Mas a verdade é que não existia um Vazio eterno. Light descobriu isso assim que seu coração parou de bater.
Sua alma foi para o mundo dos shinigamis, para um local retirado e cheio de outras almas que também haviam escrito nomes em outros Death Notes. Light, assim que constatou isso, chamou por Ryuuk. O shinigami veio até ele com seu costumeiro sorriso e uma maçã na mão.
— Por que não me disse, Ryuuk? – Light falou com sua voz controlada, sem emoção. Mas seus olhos castanhos faiscavam.
— Não tinha obrigação de lhe contar nada, Light. E, de qualquer forma, eu lhe disse a verdade. Não estamos nem no Céu nem no Inferno, estamos em meu mundo. Apenas omiti essa última informação. – Ryuuk sorriu – Não está aliviado agora que sabe a verdade?
— Não. – Light respondeu – Considerando que estou rodeado de idiotas e assassinos covardes, não tenho motivos para estar aliviado. Estou indignado. E entediado também.
Ryuuk riu com gosto. Assassinos covardes? Ele repetiu essa frase para si mesmo enquanto dava voltas no ar, rindo sem parar.
— Kira, você chamou essas pessoas de assassinos covardes? O que acha que é? Você também é um assassino. – o shinigami parou de rir e olhou para Light, que sustentou o olhar.
— Pode ser, mas eu tive um motivo nobre para isso. Fiz minha parte para limpar o mundo da podridão, por isso pode me chamar do que quiser, Ryuuk. Não me arrependo de nada.
— Ah é? – o shinigami olhou desafiador para Light – E agora que o poderoso Kira não está mais no mundo? O que vai ser? O mundo vai voltar a apodrecer, Light, e dessa vez não haverá um Kira para limpá-lo. Já pensou nisso? Será que, no fim, tudo aquilo valeu a pena?
Foi a vez de Light rir, aquela risada fria e cruel característica dele. Ryuuk ficou calado. O que Kira estava aprontando?
— Ryuuk – o garoto assumiu uma postura régia, um olhar fulminante e uma determinação inquebrável tomou conta dele – Kira pode não estar mais no mundo, mas o legado que deixou jamais se perderá. E, para que você saiba, eu não pretendo deixar que o mundo fique desamparado. Haverá um novo Kira.
— Quê? – Ryuuk estreitou os olhos — Não existem mais cadernos no mundo dos humanos, Light, foram todos destruídos. O que pretende? E, se me permite dizer, humano, você não passa de um espírito condenado a passar a eternidade aqui. Como pode achar que ainda tem algum poder para interferir no mundo dos humanos?
Lighr sorriu e Ryuuk arregalou os olhos.
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— Você voltará ao mundo dos humanos, Ryuuk. Você escolherá um novo Kira e reiniciará a limpeza do mundo.
— Ah é? E quem disse que eu quero fazer isso? – o shinigami desafiou.
— Porque, uma vez que você viveu essa experiência de interferir diretamente em meu mundo, você não poderá mais parar. E... acho que você poderá comer muito mais maçãs se estiver lá, certo?
— O rei não permitiria. – Ryuuk titubeou. A lógica simples e fulminante de Light o pegou.
— Dê maçãs a ele, ora. Garanto que ele vai adorar. – os olhos castanhos de Light faiscaram.
Ryuuk, o shinigami, baixou a cabeça e suspirou. Quando a ergueu, porém, ria com gosto, empolgado e ansioso.
— Light, Light... você é o humano mais interessante que eu já conheci. Está coberto de razão... eu preciso de mais diversão. Vou cantar o velho e pegar um novo Death Note. E espero que você tenha razão sobre as maçãs.
— Tenho certeza. Ele me lembrou muito você, sabia? Quando ele me recebeu aqui, eu tive a impressão de que era você em outro corpo.
— Não me insulte, humano. Eu não sou como aquele idiota preguiçoso. Mas você tem razão sobre uma coisa: eu quero diversão, por isso deixe-me ir logo que há um Death Note aqui pronto para ser deixado no seu ex mundo. Até.
— Ei, Ryuuk, espere aí! – Light chamou e Ryuuk virou-se para ele.
— Sim?
— Vai mesmo confiar na sorte de novo? E se o caderno cair nas mãos de um idiota? – Light estava com aquele seu jeito arrogante, típico de quando tinha uma ideia brilhante.
— Como assim? O que está querendo, Light?
Light Yagami caminhou em direção a Ryuuk, com os olhos pregados no shinigami.
— Deixe-me olhar lá para baixo, Ryuuk. Deixe-me escolher o novo Kira. Garanto que escolherei aluguem à altura, e isso será muito vantajoso para você.
O shinigami ficou pensativo por um instante. Não era comum um humano morto acessar o portal que permitia enxergar o mundo dos humanos, mas a ideia de Light era boa. De que adiantava deixar que qualquer um pegasse o Death Note? A diversão tinha que durar, então deveria existir alguém escolhido a dedo para a tarefa de substituir uma das figuras mais brilhantes e polêmicas da história.
Por fim, após pensar um pouco, Ryuuk concordou. Light sorriu.
— Então deixe-me começar, Ryuuk. Há um mundo lá embaixo para ser limpo, e um shinigami a ser entretido.
— Que seja, Kira. – foi a vez de Ryuuk sorrir — Vamos começar.
Dez anos depois...
Várias tentativas e erros, várias pessoas avaliadas... ninguém à altura. Light e Ryuuk estavam com dificuldades em encontrar alguém à altura do papel de Kira. A combinação tinha que ser perfeita: uma pessoa com enorme senso de justiça, uma mente brilhante, uma frieza assustadora e uma vontade enorme de fazer do mundo um espelho de si mesmo. Assim deveria ser o novo Kira.
Muitos possuíam algumas dessas qualidades, mas ninguém possuía todas. Geralmente os defeitos é que atrapalhavam: Ou os candidatos eram covardes demais ou arrogantes demais, e Light tinha certeza de que nenhuma das mentes avaliadas era boa o suficientes.
Até que conheceram Lily.
Ryuuk, voltando do campo de macieiras onde sempre ia, resolveu dar uma passada na cidade de Londres para ver como eram as coisas por ali. Ele não visitava aquele lado do mundo, costumava dar mais atenção à região da Ásia, mas depois de conhecer as maravilhosas maçãs inglesas acabou pegando gosto pela região.
E isso chamou a atenção de Light também. A Europa não era um local em que ele havia pensado em procurar um novo Kira, mas o nome “Inglaterra” lhe trouxe uma lembrança do seu tempo como vivo: L havia estudado lá e, talvez, fosse nascido lá.
Então decidiram: o novo Kira seria inglês, como um desafio à memória de L. Não precisaram procurar muito, logo uma garota chamou a atenção de Ryuuk.
E mais ainda: o que ela fez naquele dia.
Lily andava apressadamente, em meio a uma cidade cheia de pessoas apressadas. Londres era um enorme formigueiro àquela hora do dia, lotada de pessoas que iam e vinham, cuidado de suas vidas. Mas, diferente das formigas, que eram unidas, aquelas pessoas não tinham o menor interesso nas demais que caminhavam por perto. Era uma cidade de gente individualista. Se um homem caísse morto na frente de alguém ali, pouquíssimos deles dariam atenção.
E Ryuuk viu isso na prática.
Próxima a Lily, uma menina andava distraída, lendo uma mensagem em seu smartphone. “Droga guarde isso! Não sabe que pode ser assaltada?” Mal Lily havia acabado de ouvir suas próprias palavras quando um garoto aproximou-se furtivamente e tomou o celular da garota. Ela ficou desesperada e chamou por ajuda. O ladrão correu e enfiou-se em uma rua, saindo da vista de todos. Mas não de Lily, que saiu rapidamente atrás do ladrão. Em sua mão, havia uma minúscula adaga.
O ladrão andava rapidamente, tentando não chamar a atenção e, assim que pôde, dobrou a esquina em direção a um beco mal iluminado. Lily o seguiu de perto e, assim que pôde, avançou mais rapidamente em direção a ele, que não se deu conta de sua perseguidora.
Com o capuz na cabeça, o rosto de Lily estava oculto, por isso o rapaz não pôde ver quem havia puxado seu braço e lhe encostado uma adaga no pescoço. A lâmina cirurgicamente afiada logo fez o garoto começar a grunhir de dor. Era um garoto de uns dezesseis anos, sem qualquer preparo para lidar com situações como aquela. Poderia até ter fugido de sua captora, mas o medo o impediu. Lily logo percebeu e lhe lançou seu olhar mais sinistro. A expressão doce transformou-se em uma máscara fria e macabra.
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— Me solta! – disse o ladrão, com a voz trêmula.
— Abra a boca e eu te mato. Agoa devolva o celular que você pegou. Rápido! – a voz de Lily era clara e assustadora. O garoto estendeu o aparelho para ela que o pegou, sem soltar a adaga. Assim que o pegou, ela aplicou um chute no estônago do garoto, que caiu para trás, chocando-se contra uma parede. Com medo, ele olhou para os lados em busca de ajuda. Não havia ninguém. E cada vez mais Lily se aproximava com a adaga apontada para ele.
— Já devolvi, me deixa ir! – ele suava frio. Lily apenas riu, uma risada fria e mortal. Era a imagem da própria morte – Por favor! Faço o que você quiser, mas me deixa ir!
— Deixá-lo ir? – Lily estreitou os olhos – Para quê? Para que você saia por aí roubando as pessoas de bem, que trabalham duro para conquistar seus pertences? Não, essa sua vida medíocre acaba aqui.
— Não, pára! – agora o garoto estava chorando – Vão te pegar, você vai pra cadeia! É isso que você quer?
Lily riu com gosto do desespero do garoto à sua frente.
— Vou? Quem disse? Estamos sozinhos aqui, não há câmeras de vigilância nesse local e você é mais um moleque desses que trabalham para grandes traficantes. A polícia está ocupada demais para investigar a fundo casos como esse. Desculpe, você será só mais um das centenas de pivetes que morrem vítimas de outras gangues. Por isso, seja breve ao dizer suas últimas palavras e prepare-se.
O jovem olhou desesperado para aqueles olhos azuis, que mais pareciam duas pedras de gelo. Ela já apontava a adaga para ele, pronta para acertá-lo. Nas nãos dela, um par de luvas de pano. É, não haveria evidências, nada que ligasse aquela morte a ela. Estava acabado.
— Quem é você? É da polícia? – o garoto de repente quis saber. Que sua assassina fosse alguém importante, pelo menos, assim haveria talvez alguma glória para ele. Ser morto por uma qualquer seria o máximo da humilhação.
— Eu? – Lily respondeu – Quer saber quem eu sou? Pois eu lhe direi.
— Então fala logo!
O silêncio era pesado, a escuridão envolvia a tudo naquele beco. De Lily, o garoto só via os olhos que faiscavam. E, quando ela falou novamente, foi com a voz da morte.
— Eu, garoto... sou a justiça!
O braço de Lily ergueu-se no ar e desceu com força em direção a ele, que escondeu o rosto nos braços para não ver. Mas nada aconteceu. Lily estava rindo quando ele, vendo que ainda estava vivo, ergueu os olhos para ela, confuso.
— Sabe por que eu não te mato, garoto idiota? – Lily falou, sarcástica – apenas porque não quero mesmo ser pega pela polícia e estragar minha vida perfeita. Mas quer saber de uma coisa? Se não fosse por isso, eu sairia matando um por um das pessoas da sua laia! Se dependesse de mim, eu limparia o mundo da podridão que vocês são. Agora levante-se e saia já da minha frente e, se tentar qualquer gracinha, eu mato você e alego legítima defesa no inquérito! VÁ!
O garoto, em pânico, não pensou duas vezes: levantou-se e correu desesperado para longe de Lily, que ria abertamente do susto que dera naquele ladrão.
Na entrada daquela viela mal iluminada e deserta, um deus da morte observava tudo enquanto comia uma maçã. Quando ouviu o que Lily disse por último ao ladrão, sobre limpar o mundo da podridão, o shinigami começou a rir, vitorioso.
— Light! – ele disse, mal contendo o riso – Encontrei seu Kira!
No mundo dos shinigamis, Light aguardava. Estava ansioso, assistiu a cena da quase morte do garoto criminoso e viu quando Ryuuk, que observava tudo, voltou disparado como uma bala.
— Light! Você viu aquilo?
— Vi, estou impressionado. – o garoto de olhos castanhos sorria.
— É ela, Light! A sua Kira! Não posso acreditar que ela fez aquilo, e ainda falou igualzinho a você! Ela tem potencial, garoto, pode confessar.
Mas Light ainda não estava convencido.
— Ainda não posso dizer que ela seja a melhor para o posto de Kira, Ryuuk.
— Hã? Como assim? – o shinigami ficou confuso.
— Deixe-me observá-la mais de perto. Quero ver quem ela é, como age,
Jovem, esperta, fria, justiceira, uma vida a cima de qualquer suspeita, um namorado que parecia não enxcergar nenhum dos seus defeitos, pais mortos, respeitada por todos, manipuladora, mestra em se fazer amar pelas pessoas... Só não limpava o mundo da podridão para não ser pega.
Mas... e se dessem a ela uma chance de não ser pega? O que ela faria?
Simples, ela agarraria essa chance com todas as suas forças. Por isso, enquanto Lily e John jantavam felizes, Lght sentenciava para Ryuuk: É ela. Ela será a nova Kira, Ryuuk. Dê o caderno a ela. Nada mais precisa ser provado.
Ela reconstruirá esse mundo e continuará de onde o primeiro Kira parou.
**
A casa de Lily era um pequeno sobrado em uma área tranquila de Londres. Era noite, ainda chovia e estava bastante escuro para que qualquer um notasse que, na entrada da casa de tijolos claros, havia um caderno negro, deixado ali por um deus da morte.
Lá, caído em frente à porta da casa, jazia intocado o Death Note.
Lily, assim que se despediu de John, pegou as chaves da casa para abrir a porta. O rapaz já estava indo, por isso ela estava sozinha. Assim que olhou para o carpete em frente à sua porta, percebeu o caderno de capa negra, de couro, onde se liam em uma caligrafia elaborada, as apalvras “Death Note” gravadas em prata.
— Caderno da morte? – Lily estranhou e abaixou-se para pegar o caderno misterioso – O que será isso?
Abrindo a porta, acendeu a luz do hall e sentou-se em uma poltrona para analisar o objeto. Na contra-capa estavam escritas as instruções. A curiosa garota começou a ler:
— “O humano cujo nome for escrito neste caderno morrerá”. Nossa, que curioso. Quem inventaria uma coisa assim? — Lily sorriu divertida e continuou a ler, cada vez mais curiosa. Quanto mais lia, mais largo seu sorriso ia ficando.
Ao final da leitura, ela ria abertamente.
— Sério? – ela fechou o caderno e foi andando em direção ao seu quarto – Se eu escrever o nome de alguém aqui essa pessoa morrerá. Hm, curioso. Considerando que tenho uma vontade enorme de mudar esse mundo podre, esse caderno seria um presente de reis para mim. Mas... pena que é só uma brincadeira.
Ela acendu a luz do quarto e colocou o Death Note sobre a escrivaninha. Os escritos em prata rebrilharam quando ela fez isso, em especial a palavra “Death”. Um arrepio desceu pela espinha da garota, mas ela o ignorou e foi tomar um banho.
Com uma maçã na mão, Lily ligou a TV do quarto para assistir o noticiário. Deitou-se na cama para assistir enquanto comia. Ryuuk, do lado de fora, grunhiu ao ver a maçã. Torceu para aquela humana escrever logo um nome e, assim, ele poder se revelar.
“E novamente a família Khartashi envolveu-se em um escândalo. Jin, o que está havendo aí?” a âncora do noticiário falou. Lily bufou. Odiava aquela família de pessoas vazias e fúteis.
“Pois bem, Lissa” Jin, o repórter, começou a falar “Parece que as meninas Khartashis dessa vez exageraram!” E o repórter começou a narrar como as três meninas foram a uma festa e protagonizaram uma cena de ciúmes bastante exagerada.
— Quê?! – Lily deixou a maçã cair e ergueu-se na cama – quer dizer que aquelas idiotas apareceram no jornal só porque armaram um escândalo em uma festa noturna? Ah, fala sério! E esse jornal ainda faz os telespectadores perderem seu tempo escutando essa babaquice?! Putz... É muita falta do que fazer!
E, quando deu por si, Lily estava diante de seu Death Note. As palavras em prata faisacav convidativas e ela, sentando-se apressada na escrivaninha, abriu-o e pegou uma caneta.
Parou imediatamente.
— E se funcionar? – ela sorriu – Seria menos três idiotas no mundo, não é?
— Isso, Lily, vá logo, escreva! – Ryuuk, invisível no lado de fora da casa, observava ansioso.
“Parece que as meninas estão mesmo irritadas, Lissa!” Jin continuou a falar e Lily, agarrando a caneta, escreveu três nomes no caderno. Os nomes das celebridades do momento, conhecidas por darem enormes escândalos e por irritarem tremendamente Lily, que as odiava por serem tão vazias e por não agregarem nada ao mundo além de suas tendências absurdas de moda e seus escândalos desnecessários.
— Quarenta segundos, não é? Pois bem! – Lily olhou para o relógio e contou.
1... 2... 3...
O repórter continuava a falar do que acontecia no local enquanto os segundos passavam lentamente. Lily estava nervosa, não entendia como poderia ficar ansiosa com uma coisa mórbida daquelas, que com certeza não passava de uma brincadeira sem sentido, mas algo nela dizia que havia verdade por trás daquilo.
32... 33... 34...
Já suando frio, Lily levantou-se e andou pelo quarto para se acalmar. Não, tinha alguma coisa errada com aquele caderno. Um objeto normal não lhe causaria uma sensação dessas... Não podia ser algo normal! Sentou-se na cama e esperou.
37... 38... 39...
Lily olhou para a TV, esperando...
40.
Ryuuk riu com gosto e saltou no ar, pronto para entrar na casa.
Lily ouvia o noticiário, aguardando. E foi aí que aconteceu.
“E uma notícia de última hora: as três irmãs Khartashi, que participavam nesta noite de um evento de moda em Londres, foram levadas às pressas para o hospital. O estado de saúde delas não foi divulgado. Leah Tomson tem maiores informações” Lissa Jennings noticiou e Lily pulou da cama e correu para a frente da TV.
E a repórter, posicionada em frente ao local do evento, contou sobre o momento em que as três garotas, com diferença de segundos, começaram a passar mal e desmaiaram. E, alguns momentos depois, veio a notícia: estavam mortas, vítimas de paradas cardíacas.
— O quê?! – Lily, que segurava o Death Note, deixou-o cair. Estava em choque. Rapidamente mudou de canal e a notícia era a mesma: a morte repentina das três irmãs Khartashis. Pegando um jornal, Lily observou a sessão policial e anotou os nomes de vários bandidos que apareciam lá.
Não deu nem dez minutos e o telejornal, que falava sobre a morte das celebridades, noticiou que uma quadrilha inteira, que estava na penitenciária, havia acabado de sofrer, com diferença de segundos, uma parada cardíaca. Estavam mortos. Todos eles.
Lily socou o colchão e levantou-se da cama, indo até o espelho.
— Eu fiz aquilo! – ela olhava-se no espelho, seu reflexo sem expressão alguma – O caderno funciona! Ele funciona!
A chuva, que caía desde a hora em que ela havia deixado o prédio da orquestra, estava mais intensa agora, os raios e trovões explodiam ameaçadores no céu. Nem na hora em que ela havia dito aquilo, a energia caiu. Agora eram os constantes relâmpagos que iluminavam a face chocada da garota.
— O Death Note funciona, ele funciona de verdade! – e, recuperando-se do choque, Lily começou a gargalhar enlouquecida – Eu tenho o poder de um deus da morte nas mãos!
Parou e digeriu o que acabara de dizer. O poder de um deus da morte nas mãos... O poder de reformar o mundo, de limpá-lo da podridão. Nas suas mãos!
— Eu posso agora reformar o mundo à minha maneira!
— Sim, você pode. – uma voz grave soou atrás de Lily, que virou-se imediatamente. O shinigami enorme, com um sorriso macabro no roso, a encarava com seus olhos vermelhos.
— Quem é você? – ela disse sem se assustar – Você é o deus da morte a quem esse caderno pertence?
— Sou Ryuuk, o shinigami, mas esse caderno agora é seu... Kira!
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