Notas iniciais
GOMEEEN! Eu fiquei sem notebook... e de quebra meu celular estragou. Mas ok, consegui vencer essa árdua abstinên... digo, batalha. Capítulo fresquinho pra vocês. Boa leitura. O/

" – Nesta direção, mora um Chapeleiro. E nesta direção, mora uma Lebre de Março. Visite quem você quiser quiser, são ambos loucos.
— Mais eu não ando com loucos. – observou Alice.
— Oh, você não tem como evitar, somos todos loucos por aqui. Eu sou louco. Você é louca.
— Como é que você sabe que eu sou louca?
— Você deve ser. – disse o Gato. – Senão não teria vindo para cá."
(Alice In Wonderland)

P.O.V Near

— Esse jogo é divertido? – a voz fraca me fez erguer a cabeça. – Parece bem complicado. – a moça tinha a pele pálida, olhos avermelhados, cabelos loiros bem claros e ralos. Estava com roupas brancas de hospital e puxando um cilindro de oxigênio que levava o ar até suas narinas por uma cânula.

— É bem chato na verdade. – respondi e foi assim que conheci Noemi.

— Você quer que eu jogue com você?

— Tanto faz. – ela se sentou na outra cadeira com o tabuleiro entre nós.

— Então... como você aprendeu a jogar Go?

— Norton.

— Ah sim. Ele sempre foi bom nessas coisas. Um verdadeiro gênio. Sempre invejei isso. – ela riu amigavelmente pegando as pedras brancas.

— Você também aprendeu com ele? – perguntei terminando de tirar as pretas.

— Não. – ela fez o primeiro movimento. – Eu o ensinei.

— Entendo. – também fiz meu movimento sem intimidações. Depois de um tempo a partida terminou, eu tinha ganhado. – Qual... Qual o sentido disso? – perguntei, pois era óbvio que ela havia perdido de propósito.

— Ora, não é nada amigável derrotar uma criança ainda mais meu precioso irmãozinho, certo. – cerrei os olhos. – Mas além disso... eu espero que possamos ser amigos então...

— O que isso tem a ver? – falei um pouco mais alto do que devia. – O que minha idade e nossas posições tem a ver com isso? Além do mais você é a primogênita devia dar o exemplo e ganhar.

— Nate... você está dizendo que... – ela parecia espantada e começou a tossir. – Você não me odeia?

— Odiar? Por que eu devia?

— Por que... – ela tossiu mais um pouco até se recompor. – Por minha culpa sua vida é um inferno não é? Pelo menos é isso que os outros dizem.

— Não, eu não me importo de fato com essa situação. Como eu disse é tudo bem chato.

— Você.... – ela sorriu. – É mesmo só uma criança, daqui alguns anos será como todos os outros, mas até lá eu virei jogar com você sempre que estiver entediado.

— Faça como desejar, não é como se eu fosse a algum lugar mesmo. – voltei a arrumar o tabuleiro quando a porta de metal de abriu.

— Nate, Noemi está na hora. – a mulher usava as roupas de sempre: calça e jaleco branco, cabelos loiros claros preso num rabo de cabelo, óculos e batom vermelho. Nunca a vi com outra aparência senão essa, a única coisa que mudava era sua expressão, apesar de jovial ela podia mudar daquele sorriso amistoso para uma face demoníaca.

— Certo. – falamos juntos nos levantamos.

— Que bom que tenho você Nate. – Noemi estendeu a mão, me voltei brevemente para a mulher do jaleco que me fitou profundamente acenando com a cabeça. Segurei a mão fria e esquelética de Noemi e fomos andando juntos pelo corredor.

— Nate... – a voz suave de Noemi ressoava em minha mente – Nate.... – mas então mudava para uma voz maligna, cheia de ameaças.

— Você é o único que tenho... – eu reconheço essa voz? Niiki?

— Você... eu queria poder te fazer sorrir também eu... vou me tornar forte e então poderemos viver juntos lá fora... eu....

— Nate... – a voz mudava de tom. – Nate.... – agora era uma voz masculina. – NATE SEU TRAIDOR!

Abri os olhos, encarei o teto, o mundo ainda parecia desfocado.

— Near! – a voz de Mello penetrou em meus ouvidos, me sentei na cama do hotel. – Mas que merda você esqueceu seu codinome por acaso? – ele reclamou amarrando os sapatos sentado no sofá. – Anda logo o Johnny já desceu e pelo jeito os professores estão putos. Afinal, — ele se levantou me encarando com os olhos em chama. – agredir outros participantes pode causar eliminação do colégio. Parabéns, gênio.

P.O.V Jade

Desprezível. Essa era única palavra para aquela arena. Um fight milionário, trinta jogadores e um jogo tão ruim. Aquele não era um puzzle a altura, muito menos um Jeevas.

O brasão que consistia no rei do xadrez entrelaçado por ramos com espinhos era o mais prestigiado e amedrontador entre a Unter. Seu nome oficial era Ankathia, mas nós o chamávamos de Rei Amordaçado porque era uma clara referência que até mesmo os grandes eram destronados por suas arenas.

Depois que passei a trabalhar mais diretamente nisso com Seidler descobri um nome relacionado a esse clã de provedores. Jeevas. Acreditando ser o nome do homem responsável pelo grupo assim apelidei o brasão. Mas devo admitir que o passar dos anos os tornaram desprezíveis. Correndo ali por aquele campo minado eu só conseguia pensar em como era tudo tão horrível e sem graça. Não chegava nem aos pés daquele labirinto.

O jogo era o seguinte, por todo chão havia pisos coloridos de rosa, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Cada cor tinha um dispositivo diferente, por exemplo, o rosa que eletrocutava instantaneamente. Claro que eles não disseram o que cada um fazia, apenas que uma única cor era segura e soltaram os jogadores.

Cada um entrou na arena em uma cor diferente que não foi ativada, a parti daí resolver a charada foi muito fácil. Para mim os laranjas eram seguros, porque estava em cima de um, então bastava traçar uma rota até o próximo. Porém, não havia outros laranjas por perto, analisando bem as cores eram dispostas em padrões de modo que nunca havia a mesma cor perto uma da outra.

Conforme outros jogadores se arriscaram e acionaram armadilhas nos outros pisos eu percebi... bastaria pisar em combinações de cores que resultassem na mesma cor em que você estava. Depois disso era apenas uma corrida. Patético.

Não valia toda aquela grana nem receber o brasão do Rei Amordaçado. Tá que instalar e projetar toda aquela arena deve ter dado um puta trabalho e gastado uma grana, mas Arenas Jeevas nunca se trataram apenas disso, os jogos desses desgraçados são sempre bem pensados, sempre parecem levar a um paradoxo onde ninguém escapa e ainda sim sempre há possibilidade de sair vivo. Bastava olhar por outro ângulo e repensar as regras, essa era o grande trunfo deles.

— Isso foi bem fácil. – comentei pegando a garrafa de água da mão de um dos enfermeiros e dando apenas um gole.

— Realmente... não foi como outros fight, mas isso não importa. Ficamos em primeiro. – Seidler comemorou feliz. Idiota.

— Agora podemos nos reerguer com essa grana. – continuei enchendo-o de esperanças.

— Sim, seu plano tem sentido. Com minha articulação e agora esse dinheiro eu voltarei ao topo!

Seidler... o grande agente, com a melhor lábia, os melhores jogadores, prestígio, a maior fortuna e número de subordinados, outrora chamado de rei do submundo dos jogos. Mike, você o reduziu a uma criança desesperada por um brinquedo.

Hotel do Torneio, 1 hora para a terceira eliminatória.

As garotas mexicanas de cabelos negros cacheados andavam pelo corredor falando animadas sobre a próxima partida. Pararam na porta do elevador aguardando.

— E mesmo que tenham os russos e aqueles americanos se calculamos bem nossa pontuação podemos garantir com certeza o segundo lug.... – a frase ficou interrompida. Tudo que se seguiu depois foi um grito agudo que alarmou todos no corredor que saíram correndo.

— Mas que diabos.... – Mello tentou ver o que se passava abrindo um pouco a porta. Near atrás dele também parecia curioso.

Mais gritos se seguiram acompanhados pelo barulho de pessoa correndo. Logo Paul estava na porta dos garotos se certificando que estavam todos bem. Mello aproveitando a deixa e saiu para fora do quarto. Albert já estava no corredor também.

Em meio a vários gritos e o barulho de vários idiomas se misturando Mello conseguiu entender o suficiente e derrubando o vaso de uma das mesas de decoração ele conseguiu ver perfeitamente a cena lá de cima.

Dentro do elevador estava uma criança com uniforme, mas não era possível identificar o colégio nem o aluno à primeira vista, isso porque o corpo estava pálido, quase cinza, o rosto inchado, os cabelos escuros empapados colados ao rosto, a boca roxa aberta num último sinal de desespero.

— Chamem uma ambulância! – alguém gritou enquanto o barulho das portas se fechando calou todos.

As pessoas que haviam chegado ali estavam tão pasmas e assustadas que ninguém se preocupou em segurar a porta então depois de um tempo e com o fato do elevador ter sido chamado a porta se fechou. Mello logo olhou para o contador que mostrava que o elevador estava descendo para o térreo.

Paul e Alfred que tentavam falar mais alto para controlar a situação se deram conta tarde de mais quando Mello saltou da mesa e correu para o fim do corredor e alcançou as escadas.

Hotel do Torneio, 50 minutos para a terceira eliminatória.
Quarto corpo encontrado.

P.O.V. Mello

Afogado! Merda! O garoto podia estar no elevador, mas os sinais de afogamento eram evidentes o que torna tudo mais estranho. Mesmo assim o problema maior nem era esse. Por causa daquele pânico todo e pessoas idiotas o elevador desceu de novo. Se bobear ele deve ter parado em vários andares o que não só estraga a cena do crime como também vai alarmar todo mundo.

Só que agora estava indo pro térreo então alcancei a escada e desci correndo o mais rápido que podia. Nem sei porque dei esse surto tão de repente, poderia ser uma loucura minha tentar chegar antes do elevador, mas de qualquer forma eu tinha que estar lá.

Sai no térreo, já tinha um aglomerado de pessoas e gritos como de costume nessas ocasiões. Mas tudo parecia mudo e todos pareciam um borrão, minha mente só se focava em uma coisa e então logo encontrei... Corri em direção a ele e antes que me desse conta nós dois caímos no chão.

— Mas o que... – Karen gritou.

— Segure a porta antes que chamem de volta! – berrei e ela correu por entre a multidão. Matt soltou um gemino e só então me dei conta que devia estar machucando-o. Ele estava caído de bruços por cima dele tapando seu rosto, se não tivesse um cadáver ali certamente chamaríamos a atenção.

— Arthur... – ele falou com a voz baixa, eu puxei ele sentando-o de costas para o elevador. – Eu... eu acho que vi um...

— Não se vire, vai por mim. – falei sério encarando seus olhos que pareciam bem opacos, a essa altura com tantos gritos em tantas línguas ele já devia ter entendido “afogado” ou “afogamento” em alguma delas e parecia ter visto o corpo também.

Matt acenou positivamente com a cabeça, olhei por cima de seu ombro e vi Karen cuidado da situação, logo seguranças do hotel chegaram para afastar as pessoas e Paul brotou no meio da multidão dizendo em várias línguas para todos voltarem para seus quartos. Alfred também apareceu do nada do nosso lado, eu apenas o olhei rapidamente.

— Você ouviu Johnny. – me levantei e ergui a mão para ele. – Vamos antes que a escada encha de gente.

— Tá. – Matt segurou e eu o puxei, continuamos assim de mãos dadas até a porta da escada quando tivemos que empurrar a porta de metal.

Começamos a subir com calma, mas logo ouvimos passos atrás de nós e as pessoas tomaram o lugar, algumas correndo, outras chorando, outras se descabelando e outras subindo normalmente como nós. Em dado momento alguém esbarrou em nós que batemos na parede, segurei no corrimão e xinguei a pessoa. Matt parecia um pedaço de carne morta.

— Você quer parar? – perguntei e ele balançou a cabeça negativamente.

Por sorte ficávamos no segundo andar então logo chegamos no corredor e eu o puxei rápido para o quarto. A porta estava trancada, bati freneticamente dizendo que éramos nós. Near abriu a porta, lá dentro na mesa de centro entre os sofás tinha um notebook ligado. Depois de trancar a porta o albino falou.

— O diretor quer falar com a gente. – Matt se jogou na cama ignorando completamente.

— Tá. – fui para o sofá.

— Qual o problema dele? – Near perguntou apontado pra Matt que encarava o teto.

— Uma pessoa morreu seu idiota. – Near continuou me olhando com aquela sua indiferença. – TINHA A MERDA DE UM CADÁVER NO ELEVADOR! E ERA UM DOS JOGADORES SEU INSENSÍVEL, ENTENDA A PORRA DO CLIMA!

— Eu entendo. – ele respondeu. – Exatamente por isso estou surpreso que seja ele a ficar mal e não você. – aquilo me deixou um pouco pasmo.

— Arthur, Charles, Johnny... – a voz chiada de L nos tirou da discussão. – Vocês estão bem? – Near e eu nos sentamos no sofá de frente a tela.

— Sim. – Near respondeu. – Embora Johnny parece estar um pouco chocado com a situação.

— Entendo, é natural. – na tela apareceu a foto de um garoto. – Esse é Theodor Walts da Academia Worthorn dos Estados Unidos, junto com o Colégio Herstmore estavam representando o país. Ontem de noite ele foi jantar com seus colegas e professores num restaurante em Shibuya e não voltaram.

— O que? – falei. – E como ele veio parar aqui?

— Bom... – L continuou mudando o tom. – As câmeras foram adulteradas, hackeadas. – engoli em seco, Matt tinha feito alguma maracutaia com as câmeras afinal. – De fora do prédio conseguiram invadir o sistema e tiraram todas as câmeras do ar há exatos trinta minutos. Depois disso o corpo apareceu no elevador.

— Então não há registro de quem o colocou lá. – Near concluiu.

— Na verdade... – a voz de Matt ressoou no fundo. Nos viramos para ele que se sentou nos pés da cama. – Você já encontrou o sinal mesmo, não é?

— Sim. Pedi a Angeline para ficar de olho. – é mesmo Alice estava trabalhando para o L também e daquela vez em nosso quarto ela disse... — Ah e Johnny... Não se hackeia asiáticos.

— Então está resolvido. – Matt se jogou na cama de novo.

— Na verdade... – ouvimos um bip e a tela do notebook se dividiu em duas, de um lado o L e do outro a imagem de Alice. – Angeline conte novamente o que acabou de me falar.

— Sobre as filmagens... basicamente eu estava monitorando pelo sinal do Johnny dentro de uma das vans da emissora, quando o sistema foi invadido um alerta apareceu, eu consegui driblar eles e continuar recebendo as imagens, mas algumas partes sofreram falhas. Eu tentei juntar tudo e organizei pelo horário. No total cinco minutos de filmagens sumiram em várias partes do hotel incluindo a piscina. Depois disso o corpo já estava no elevador.

— O que? – agora eu estava surpreso.

— Eu calculei tudo, andei por todo o hotel antes. Considerando que é impossível alguém entrar pela portaria com um cadáver e deixar lá no elevador não tem como alguém fazer isso em apenas cinco minutos. – Matt falou ainda apático. O silêncio pairou no ar, nós já sabíamos o que significava.

— A não ser que seja alguém de dentro do hotel. – Alice falou a frase que nos fez estremecer.

— Então o assassino está entre os membros do torneio. Isso facilita um pouco as coisas. – Near começou a enrolar uma mexa da peruca. – As câmeras que saíram do ar certamente traçam o caminho que o culpado seguiu e depois disso se ele é alguém do torneio poderia estar simplesmente andando pelo corredor.

— Para fazer isso em tão pouco tempo... Uma criança deve ser leve para um adulto, é possível. Mas isso também significa que ele teria que estar com a roupa molhada. – conclui.

— Eu verifiquei todos que apareciam logo após as câmeras voltarem do corte e ninguém se enquadrava nisso. Além do mais várias rotas e câmeras avulsas sofreram cortes então não há como traçar uma rota específica. – Alice continuou séria. Eu nunca a vi daquele jeito, mesmo na época em que competíamos. A concentração dela, a precaução, raciocino e trabalho eram impecáveis. – Parece que temos um assassinato em quarto fechado¹, Diretor.

Ela riu de canto. Afinal aquela era uma referência bem comum para casos aparentemente não solucionáveis. Encontrar alguém morto dentro de um quarto trancado por dentro, parece impossível, mas se trata apenas de um truque para trancar a porta por fora sem deixar suspeitas.

— Então só temos que achar a linha e a agulha. – falei. – Se a pessoa não estava molhada pode ter usado uma toalha ou algo assim que descartou. Se acharmos isso temos uma prova e talvez a identidade do sujeito.

— Sim, apesar de complicado não é um caso impossível. – a voz de L era calma. – Eu já estou tomando as devidas providencias. Não vai demorar até eu ter encontrado a pessoa. Contudo isso não significa o fim do caso, não sabemos se o assassino em série trabalha sozinho ou mesmo se esse foi um ataque dele. Na melhor das hipóteses ele está usando o método do afogamento como bode expiatório.

— Ótimo mais lunáticos assassinos. – Matt reclamou.

— Johnny você está bem? – L perguntou. – Entendo que foi um choque, mas não precisa se preocupar....

— NÃO PRECISO? – Matt se levantou. – ME POLPE! EU JÁ OUVI ISSO ANTES! – gritou.

— Matt! – foi minha vez de levantar, mas ele me ignorou e saiu pisando duro rumo a porta.

— Matt... – a voz de L saiu fraca e o deteve. – Só dessa vez eu... – um chiado agudo tomou conta do áudio e logo em seguida o filtro de voz foi desligado. – Eu vou usar minha voz para explicar algo. A melhor forma para eu protegê-los é pegando este assassino e eu garanto que o farei. E eu digo isso não porque é minha obrigação apenas ou porque sou um adulto e quero deixá-los tranquilos, mas porque isso é um torneio. E não importa minha idade, eu sou infantil o bastante para me recusar a perder para alguém como esse assassino.

O silêncio voltou, Matt trancou a porta de volta e pareceu decidido a ficar no quarto, eu sentia que devia dizer algo, mas me faltavam palavras. Olhei para Near que pela primeira vez parecia ter alguma expressão além de tédio em seu rosto, de fato era incrível poder ouvir a voz do L, mas mesmo assim eu.... Eu só conseguia pensar em um monte de merdas do passado.

— Tsc! – Alice quebrou o silêncio. – E é assim crianças que você morre virgem, obeso e com uma dúzia de gatos pra alimentar. Eu vou voltar para as câmeras que ganho mais, além disso, Diretor preciso que eles venham até aqui para eu explicar sobre os arquivos.

— Certo, assim que a polícia terminar de recolher as provas e os ânimos se acalmarem no hotel eu providenciarei isso. – L voltou sua antiga voz eletrônica. – Até lá nenhum de vocês deixem suas posições, especialmente você Angeline.

— Tá, tá... – Alice parecia entediada e louca para desligar. – Assim que souber que rumo o torneio vai tomar eu aviso vocês três. – ela fechou sua chamada de vídeo.

— Mantenham a guarda alta e me chamem se for preciso. – L também desligou e pela primeira vez em anos eu comecei a ficar apreensivo, a ficar nervoso, a ficar ansioso, a ficar animado com aquele jogo!

P.OV. Lawliet

— Eles estão no limite. – Alice parecia mais irritada que o normal.

— Levando-se em conta o que cada um carrega em si quanto a assassinatos no passado é compreensível. Por isso mesmo quero que eles se afastem um pouco agora.

— Entendo. – ela se levantou espreguiçando e estalando os dedos. – Então isso não se aplica a mim, afinal quando o assunto é morte eu sou a pessoa mais indicada.

— Não pode entrar no hotel agora. Além disso precisamos que a perícia avalie tudo primeiro.

— Eu sei, não vou entrar. Mas também quero fazer minha própria perícia. – ela saiu do quadro da câmera.

— A?

— Eu volto em duas horas no máximo, com novas informações. Quero terminar esse caso mais do que você Ryuuzaki. – ela voltou a aparecer na tela com um casaco marrom.

— Não a vejo determinada assim desde... aquela época. Aliás... não a vejo determinada desde que chegou na Wammy’s.

— Sim, com o tempo eu só fiquei obsessiva. Mas agora eu tenho um objetivo melhor do que um pódio. – ela falou colocando a peruca.

— Qual?

— Superar a própria morte. – ela sorriu de canto. – Eu não consigo aceitar que deixei algo passar o que significa que esse garoto não devia morrer hoje.

— Ah sim, as habilidades dos seus olhos...

— Não preciso que me diga o quão soa louco e que eu nunca recuperei minha mente totalmente desde minha crise, mas enquanto isso me ajudar a resolver esse caso eu não me importo de lidar com loucura nenhuma.

— Lembre-se que o restante dos colegas e professores do aluno continuam desaparecidos, se em duas horas você não tiver nada volte para focarmos neste outro problema.

— Entendido. – ela acenou e saiu da van, desliguei a chamada. Ali... só mais essa vez... Vença mesmo a morte.

Notas finais
Só ressaltando que o "Ali" dessa última frase é referente a um apelido da Alice. Eu pretendia escrever o nome dela com 'y' por causa disso, mas Alyci um ia ficar legal, principalmente por conta do nome real dela. hehe ¹Esse é um termo usado para um tipo de crime especifico em que não há qualquer evidencia de arrombamento de portas ou janelas em um cômodo trancado apenas por dentro e ainda sim alguém morre lá dentro. Sendo portanto um "crime impossível". Porém, descobre-se mais tarde que na verdade alguém entrou sim no quarto, mas utilizando de uma agulha e linha a pessoa consegue fazer com que a tranca da porta volte a posição original pela agulha e puxando a linha não há qualquer vestígio do ato. Não é necessário entender bem isso, é meramente uma referência. OK. DESVIANDO DAS PEDRAS. Esse lance das Arenas Jeevas... apenas um conselho... MANTENHAM A CALMA! NUM ENTREM EM PÂNICO! NUM IMPORTA COMO... SÓ... NÃO.... SURTEM!!! kkkkkk eu garanto que tudo fará sentido. A parti de agora vou tentar postar pelo menos um cap de 15 em 15 dias, no fim de semana. Então vejo vocês logo.