Death Game
14 No limite da velocidade
Alice e Scott estavam caminhando por uma ruazinha estreita e silenciosa. Não havia nenhum sinal dos Faldings e nem de qualquer coisa viva, apenas casas modestas de madeira. Os dois estavam totalmente atentos.
— Senhorita Alice, você realmente acha que podem existir essas coisas que o Palmer disse? – Perguntou Scott sem baixar a guarda.
— Não duvido. Depois de tudo que eu já vi nesse lugar. – Alice passou seu olhar pelas pequenas casas. Pareciam que as modestas casas de madeira tinham dado lugar á pequenas casas revestidas de vidro de uma ponta até a outra. – Olhe que casas estranhas. Nem parecem ter entrada, apenas uma grande vitrine de vidro meio translúcida.
Scott observou as casas atentamente, pensou ter visto algo se mexendo do outro lado do vidro.
— Mas não é estranho? Daqui a pouco saímos daqui e nada desses Faldings. – Disse Alice
Scott demorou um pouco para responder. Seus olhos estavam fixados nas imensas vitrines. Algo lhe dizia que tinha algo se mexendo ali.
— Acho que eles já estão aqui... – Murmurou Scott
Nesse mesmo momento várias criaturas quebraram os vidros e avançaram nos dois.
— Fique atrás de mim, senhorita Alice. – Gritou Scott
As criaturas chegaram como um trovão e atacaram Scott com suas garras, esse por sua vez, nem teve tempo de reação.
— Que... velocidade – Gaguejou Scott com sangue escorrendo pela boca.
Sem delongas, os Faldings começaram a atacar Scott interruptamente cortando seu corpo e fazendo-o cair no chão. Um grupo de outros Faldings cercou Alice e a atacou.
— SENHORITA ALICEEEEE – Gritou Scott se levantando imediatamente e segurando a garra de um Falding sem demonstrar medo – Vão se arrepender de ter machucado a senhorita Alice.
Quando Scott foi dar um chute no Falding, uma chuva de garras veio sobre sua cabeça. Vários Faldings o atacavam com uma velocidade deslumbrante. Alice, muito mais frágil, desmaiou com a primeira leva de golpes. Scott, caído no chão, levantou sua cabeça e viu Alice desmantelada no chão.
— MESMO QUE CUSTE A MINHA VIDA, EU VOU TE PROTEGER SENHORITA ALICE! – Ele gritou conseguindo fugir de algumas e garras e se colocar de pé.
Ele tentou tirar os Faldings do caminho com um soco, mas de nada adiantou. Com uma tremenda velocidade, eles escaparam. Depois, Scott sentiu uma garra entrar em suas costas.
— Maldição... – Murmurou Scott caindo de bruços no chão
Alguns Faldings pegaram Alice que estava estirada no chão e fugiram com ela.
Scott fez um último esforço para se levantar, mas em uma fração de segundos, ele sentiu várias garras rasgarem seu corpo.
— Eu... falhei – Scott começou a fechar os olhos – NÃO CONSEGUI PROTEGER A SENHORITAAAA.
Percebendo que ele já havia sido derrotado, os Faldings foram embora e deixaram o participante caído no chão. Que por sua vez, não tardou a desmaiar.
Enquanto isso, Baxter andava por uma ruazinha repleta de casas que apesar de terem dois andares, pareciam ser muito frágeis. O silêncio era perturbador. As únicas coisas audíveis no ambiente eram a respiração ofegante de Baxter e o sopro do vento. Ele estava atordoado, sua cabeça estava confusa. Depois de todas aquelas maluquices que Palmer disse, ele já não conseguia mais se concentrar na prova.
“Mas que diabos será esse Palmer World? Será que realmente existe um mundo paralelo a Terra? Se isso for verdade, como chegamos aqui...”
Seu raciocínio foi interrompido por um barulho a sua frente. Pareciam passos. Sem pensar duas vezes, Baxter disparou para trás de uma das casas. Ele se deitou no chão e espiou por uma pequena fresta. Duas criaturas revestidas por uma carne viva e gosmenta cruzavam a ruazinha lentamente. Suas garras eram grandes e brilhosas, seus olhos eram negros.
“Que diabos está acontecendo nesse lugar? Primeiro aqueles zumbis naquela mansão mal assombrada, depois a afirmação de que não estamos na Terra e agora umas criaturas estranhas.”
As criaturas tinham cerca de 1,70 cm, elas andavam vagarosamente, pareciam que estavam procurando alguma coisa. Elas começaram a se aproximar de onde Baxter estava, e este por sua vez, tentou se locomover para trás de outra casa, para não se visto mas ao fazer isso, uma grande quantidade de poeira entrou em seu nariz. Foi agonizante.
“Maldição, não é hora pra espirrar”
Baxter começou a prender a respiração, qualquer movimento poderia ser fatal, mas as criaturas estavam se aproximando, tinha que fazer alguma coisa. Quando parecia que tudo estava perdido, as criaturas pararam bem a frente da casa que Baxter estava escondido. Elas não pareciam decididas a dar mais nenhum passo. Isso seria um grande alívio se imediatamente Baxter não suportasse mais e soltasse um espirro milenar, que o país inteiro deve ter ouvido.
Sem demorar nem um segundo, Baxter disparou pela ruazinha em toda a velocidade. Ele nem olhou pra trás. Quando parecia que já estava fora do alcance das criaturas, ele ouviu um deslize pelo chão arenoso. A única coisa que teve tempo de fazer, foi de jogar seu corpo para o lado. As garras de uma das criaturas quase cortava seu braço fora.
“Como ela chegou aqui tão rápido?” Se perguntou Baxter assustado
Nos segundos seguintes, tudo que Baxter pode ver foi um vulto avançando em sua direção, e a segunda criatura cravando suas garras em sua perna. Baxter solta um grito de dor.
— Como isso é possível? – Murmura Baxter
Ele fixa seu olhar nas duas criaturas paradas a sua frente. Em um raciocínio extremamente rápido e suicida, ele pega sua perna e encrava ainda mais na garra, fazendo-a atravessar a carne. As criaturas pareceram não entender.
— Tenha uma boa viagem – Diz Baxter pegando a cabeça da criatura e enfiando-a na ponta das garras que tinham atravessado sua perna.
Baxter solta outro grito de dor, depois pega as garras e tira da sua perna.
— Então vocês são os Fadings? – Diz Baxter olhando para a criatura ainda de pé – Adorei o primeiro contato com vocês.
Ele pega o Falding morto e ataca no outro, derrubando-o no chão. Enquanto isso Baxter sai correndo mancando pela ruazinha, até ele achar uma porta aberta em uma das casinhas, então ele entra imediatamente.
Lá dentro ele tranca a porta e se senta enquanto pressiona sua ferida.
— Que absurdo, isso vai infeccionar, vai me causar problemas. – Baxter fez uma cara de sofrimento – Por que isso está acontecendo? O que são essas coisas? O que.....
A fala de Baxter foi interrompida pelas garras do Falding atravessando a porta.
— Essa não.
Baxter se levanta rapidamente, coloca um sofá na porta, e sai correndo escada acima. Sem muitas delongas, o Falding quebra a porta ao meio usando suas garras.
Já no segundo andar, Baxter se esconde dentro de um minúsculo cômodo, totalmente excluída do resto da casa, lá tinha uma vassoura.
— Talvez isso sirva pra algo.
Os minutos seguintes foram de pura tensão. O silencio predominou totalmente no ambiente, Baxter tremia, ele esperava o momento certo para sair e atacar.
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