Death And Rose Petals

2 Paixão que consome , Amor que mata ...


Notas iniciais
Reviews minha gente !!!

Olhei o radio – relógio em cima da escrivaninha , eram 3 horas da manhã , e o sono ainda não abrira suas portas . Decidi que iria para a varanda , ficar a espiar o luar parecia uma excelente ideia naquelas condições. Me levantei aos poucos e evitando ao máximo fazer ruídos , coloquei meus pés no chão , foi quando o frio que naquele ponto estava pareceu se concentrar e subir por todo o meu corpo . Tentando ao máxima o andar como um felino , fui até a porta , dei uma ultima olhada em minha cama e por ultimo na cama de Cole , onde ele dormia sem qualquer sinal do mais leve respirar . Ao chegar na varanda , me sentei naquela velha cadeira que papai deixara . Lembro – me com grande saudade os momentos que ele me pegava no colo , e logo cole também vinha , como que para nos completar . Ao passar dos anos , esses momentos começavam a se tornar cada vez mais raros , não que o carinha diminuirá , mas as demonstrações por minha parte , essas sim foram ficando mais raras .

Ultimamente , mesmo depois que um mês se passara , ainda era difícil pensar em Cole sem me lembrar daquele beijo . E , apesar do que eu acreditava , parecia que todo o fato não foi apenas um simples caso de desequilíbrio hormonal .

Mamãe disse que como amanhã será domingo , nós poderemos sair e ir na reserva florestal , de onde poderemos nos banhar em uma lagoa ali perto . Afinal , aqui em Vancouver , há muitas dessas lagoas , o que é ótimo para Cole é péssimo pra mim , o motivo é simples : enquanto ele se interessava por natação , o que sinceramente nem um pouco me atrai , eu decidi por ficar com as aulas de vôlei . Eu no máximo consigo flutuar um pouco nas piscinas , nada mais . Perdido em meus devaneios , nem notei a figura que se aproximava atrás de mim . não foi bem um susto que levei ao ver alguém me abraçar , já que eu conhecia muito bem aquele toque , aquele calor , aquele cheiro , e logo recebi um beijo no rosto , e uma mão a afagar – me os cabelos .

- O que foi , filho ? – mamãe disse , por trás da fina penumbra .

- Mãe , a senhora sente muita falta dele ? – precisa tocar nesse assunto mais cedo ou mais tarde .

Mamãe suspirou e parou por um instante , como que querendo enxergar algo no céu escuro estrelado que somente ela poderia visualizar .

- Sim , Dylan , eu sinto . Mas sempre que olho você e Cole , bem , de alguma forma , era como se seu pai estivesse aqui .

Por minutos , ficamos em silêncio , apenas fitando as estrelas , como se elas pudessem de alguma forma nos ouvir .

- Vem , Dylan , vamos dormir .

Nós no levantamos e fomos em direção aos nosso respectivos quartos , ali chegando , me deitei e fechei os olhos , e devo ter dormido , um sono sem sonhos , pois só me lembro de depois abrir os olhos e ter visto uma leve luz a passar pela pequena fresta da janela . Cole já havia se levantado , e pensar que em tempos passados ele costuma me acordar com um bom – dia e um largo sorriso , não que isso me faça falta , ah não , não dou a mínima . Desci as escadas , apressado com sempre , indo até a cozinha onde mamãe e Cole já tomavam o café – da – manhã .

- Bom dia , mãe , bom dia , Cole . – Até que falei com um bom humor inesperado para quem acaba de acordar .

- Bom dia , filho . – mamãe disse , meio que entre em bocejos típicos de uma pessoa que não estava acostumada a acordar cedo em finais de semana , cole continuou a remexer em seu cereal mal – comido . Ótimo , eu pensei em apenas seguirmos em frente , esquecermos a besteira que fizemos , mas jã que ele queria jogar , vamos jogar , meu bem .

- Garotos , 10 minutos para se arrumarem , sabem que vamos sair hoje , quer dizer , eu avisei , não é ? – mamãe estava realmente confusa por acordar cedo .

- Sim , mamãe , você nos avisou , – Cole quem respondeu dessa vez , como que nos dando a " honra " de ouvir sua voz – mas o dia parece estar começando a ficar nublado .

Mamãe foi até a janela verificar .

- Acho que apesar de estar nublado , não deve chover . Então , queridinho , pare de desculpas para ficar aqui e ligar para a sua namorada e vão logo se arrumar .

Um daqueles momentos em que eu tanto queria gritar e não podia , sim , esse foi um desses momentos . Infelizmente , o pedaço de maça que eu estava comendo , meio que me fez engasgar , dando — me a esquecer e a me perguntar " como é que se respira mesmo ? " .

Não demorou muito para que Cole corresse até mim , me segurando pela cintura , tentando empurrar o ar para fora para que assim eu desengasgasse , enfim tudo funcionou .

- Tudo bem ? – Cole se virou pra mim , mas uma vez , Cole , o preocupado .

- É , hm . Sim , vivendo , né ? – minha mente mandava alertas de " perto demais , perto demais " .

Ele me soltou , acho que iria dizer alguma coisa , mas por fim , pareceu pensar bem , e decidiu por não dizer . Mamãe começou a perguntar se estava tudo bem , e eu , ainda no automático , respondia que sim . Me levantei e fui ao banheiro , escovar os dentes novamente , quando sai , vi Cole e novamente , por um terno momento , nossos olhares se cruzaram , e foi a primeira vez que eu realmente senti . Foi ... como , não sei bem , como e um milhão de calafrios e chocassem em me corpo , como se minha mente se deturpasse , e aquele nó na garganta ao pensar que ele ainda não conversava comigo . Tudo isso se fez em um minuto , e eu nem conseguiria pensar em sair dali , e , mesmo que conseguisse pensar , minhas pernas não estavam em condições de responder .Cole enfim passou por mim e , quando o fez , de leve nossas mãos se tocaram , e uma corrente elétrica pareceu sair de seu corpo e passar através do meu , algo tão ... forte . Estava em transe quando ouvi alguém a me chamar , era mamãe .

Consegui ir até o quarto e trocar de roupa , desci , entramos no carro e fomos . Quando nos colocamos a andar , percebi que Cole havia tido a , afinal , o dia andava mesmo nublado . Ao passar pelos pequenos penhascos , Cole notou uma das amigas dele , espera , droga , acho que sei bem quem era aquela , deveria ser a tal " namorada " que mamãe mencionara .A tal garota veio em nossa direção , e essa altura mamãe já estava a procura de protetores – solares no carro , enquanto eu e Cole caminhávamos na frente , ela o lançou um sorriso , garotinha vulgar , ela mal chegou e já foi abraçando e apertando Cole como se ele fosse um joystick , lançando a ele flertes sempre que via uma chance . Não parecia estar muito incomodada por eu estar ali , pois mal me deu um " oi " e um olhar com o canto dos olhos . Era alguém realmente vulgar , daquele tipo que coloca o celular no sutiã só pra sentir o prazer de ter que tira – lo na frente dos garotos para exibir aquelas " coisas " . Quando ela deu um beijo no rosto de Cole , eu realmente me imaginei socando aquele rostinho dela contra o chão , ah sim , seria ótimo , mas ela ainda era uma garota , de forma que não pude fazer outra coisa a não ser sair dali e deixar de apreciar aquela cena depravavel , apesar de que em minha cabeças se passava um verdadeiro livro de " como matar uma garota sem que deixar vestígios " .

Fui em direção a lagoa , amaldiçoando até a terceira geração daquela maldita criatura que estava nos braços do meu irmão . Fiquei ali parado um tempo , analisando as ondinas e imaginando o quão profundas eram . Levou questões de segundos para que eu ouvisse alguém , o que me parecia ser um homem , gritando para que todos saíssem da frente , ao passo que olhei para traz e vi o pipoqueiro se esquivando entre as pessoas e gritando enquanto se carrinho vinha justo na minha direção . Imaginei que eu realmente poderia fazer alguma coisa , mas com já é de praxe , e para que não perdemos o costume , minhas pernas resolverão por mais uma vez não me obedecerem , acho que ela não pensarem que se eu morresse , elas morreriam também . Finalmente , fiz a única coisa que me cabia , pulei dentro do lago , o quão desesperado não fiquei quando me lembrei que não sabia nadar . Desesperado , comecei a me debater , porém , nada adiantava , o ar já estava a se esvair , mas era o máximo que poderia fazer , ao menos assim alguém me veria , apesar de ser estranho ninguém ter visto que fui empurrado , ou melhor , pulado , dentro da lagoa . Ouvi o barulho de um corpo a se chocar contra a agua , alguém havia vindo mesmo me salvar ? A pessoa primeiro me puxou pelo braço , tentando me levar para cima , com dificuldade , tudo culpa das malditas tortas de framboesa que mamãe insistia em fazer , tortas de framboesa , nunca mais . Me abraçando , a pessoa continuou a me levar em direção a borda da lagoa , me colocando enfim na areia . Senti seus lábios doces a se encostarem aos meus e , sinceramente , eu não estava nem um pouco afim de levantar e dizer que uma respiração boca – a – boca não era necessária , qual não foi minha surpresa ao abrir os olhos e ver que quem me salvara e estava ali , mais uma vez com seus lábios nos meus era ...

- Cole ? – meio que gaguejando e atordoado empurrei – o de cima de mim .

- Dylan ? Dylan , olha pra mim , vai ficar tudo bem , olha pr...

- Vai caçar o que fazer , Cole , você fala demais ! – minha cabeça realmente parecia que ia explodir , e eu tinha certeza que a culpa não era do afogamento , sem citar a maldita dor que eu sentia nos pulmões , que ardiam como fogo em brasa . Cole simplesmente sorriu , me abraçando e beijando o topo da minha cabeça , ali mesmo retirando nossas camisas , me ajudou a levantar e fomos em direção ao carro , o contato da pele dele na minha , aquele calor , aquele perfume , aquele maldita , ou bendita , não sei bem , textura de nossos corpos assim , tão juntos , mas era pecado demais , não é ? Era errado demais , não é mesmo ? Por incrível que pareça , mamãe ainda estava a procurar pelos protetores – solares , eu e Cole entramos no carro , mamãe começou a se desesperar e a fazer perguntas , não estava conseguindo responde – lás , então lancei um olhar para que Cole as respondesse , ele deve ter explicado o que viu , mas eu não consegui me concentrar muito . Mamãe entrou no carro e disse que iriamos ao hospital , o que eu realmente achava desnecessária , mas ninguém ali parecia dar muita importância ao que eu achava no momento . Eu e Cole fomos atrás , comigo sentado em seu colo , com os braços envoltos em suas costas e repousando a cabeça em seu ombro esquerdo .

- Você não é o papai – sussurrei em seus ouvidos .

- Nunca disse que queria ser seu pai , quero ser outra coisa bem diferente – ele parecia falar sério .

- Idiota – eu disse , me arrependo no segundo seguinte quando percebi a expressão de tristeza que se formou em sua face , tive que fazer algo , afinal , ele acabara de me salvar .

- Mas é meu idiota – só depois que disse eu disso isso , é que percebi que as coisas nunca mais poderiam ser as mesmas .

Chegando ao hospital , era um tal de Dr. Faustus que nos atenderia , parecia ser bom médico , foi gentil , ouviu minha respiração , deu uma receita a minha mãe , e disse que eu precisava de repouso e , sim , por incrível que pareça , muita agua . No caminha de volta , não me incomodei em ir no colo de Cole de novo , apesar do receio de que mamãe alguma coisa estranhasse .

- Bem , ao menos pra alguma coisa isso tudo serviu , vocês fizeram as pazes , meninos ? – mamãe disse , olhando pelo retrovisor do carro .

- Como assim , mamãe ? – eu disse , fingindo surpresa – Eu nunca brigaria com o Cole , nunca brigaria com meu maninho – e , assim que mamãe voltou a prestar atenção na estrada , fui devagar até o ouvido de Cole e sussurrei : — Afinal , mamãe , eu amo meu maninho .

Senti – o arrepiar diante o ato , o que me deixou estranhamente alegre . Chegando em casa , mamãe pediu que descêssemos e fossemos para o quarto para que eu descansasse , enquanto ela iria a farmácia comprar os remédios que o medico receitara .

Ao entrarmos , fomos direto ao quarto , deitei na cama , abraçando fortemente meu travesseiro . Cole veio por trás de mim , dando leves e carinhosos beijos por toda extensão do pescoço , me fazendo questionar se eu não havia morrido afogado naquele lago e agora estava no céu ( não necessariamente que eu merecesse ir pro céu ) . Em um sussurro , ele chegou perto dos meus ouvidos dizendo :

- Acho que tem coisa melhor pra você abraçar – É claro que isso me ruborizou mais que tudo , me deixando vermelho aos extremos . A partir daí , não sei bem qual foi o momento que minha alma pareceu estar em outro plano , nós fomos nos banhar e deitamos na cama dele porque , a essa altura , a minha cama estava cheia de areia . Ele distribuía beijos pelas minhas costas , estávamos semi – nus , seguindo com seus terno beijos pelos meus ombros , mordidinhas na , orelha , tudo aquilo era perfeito , parecia até que a qualquer momento poderia se quebrar .Gentil como sempre , ele me virou , fazendo com que eu o encarasse , aqueles olhos , pareciam querer entregar – me a alma , e o beijo em fim foi me dado , nossas línguas pareciam ter fome , ter sede da boca do outro , se guiavam , eu queria explorar cada pedaço de sua boca , cada gosto e sabor , tudo , exatamente tudo era doce , mas não era só um doce que se sentia fisicamente , era algo de dentro , algo que faziam nossos corpos se juntarem , se buscarem por mais e mais . Ele parou o beijo e sugou meu pescoço , deixando uma marca , como que pra dizer " não toquem nesse ou eu buscarei suas almas no inferno " .

Levamos um grande solavanco ao ouvir alguém a bater na porta e logo ir entrando , empurrei Cole com tanta força de cima de mim , que tenho certeza que ele aquilo que ele proferiu ao se levantar não foi um " eu te amo " . Pensei logo em nos defender , começando :

- Mãe , a culpa não é do Cole – eu meio que devo ter esbugalhado meus olhos em sinal de apavoramento o eu notavelmente deixou a mulher que ali estava na minha frente em estado de alerta .

- Dylan , calma , eu sei que a culpa não é de Cole .

Comecei a analisar a janela do quarto , será que se nós pulássemos , sobreviveríamos ?

- Deus , então você pensa que sou eu , pensa que eu o seduzi e agora vai me matar . Oh , merda !

Mamãe , apesar de querer me matar , estava me olhando com curiosidade .

- Dylan , querido , acho que você está delirando de febre ... Quem foi que você seduziu ?

Eu a olhei com os olhos semi – cerrados por instantes , então ela não havia nem desconfiado de nada ?

- Hã , mamãe , é você ? Eu ... estou enjoado . – eu disse , tentando ao máximo parecer alguém com distúrbios mentais .

- Filho , você deve estar delirando , vou te dar os remédios que o médico passou .

Tive a impressão que Cole , ao se levantar , me deu um olhada e balbuciou algo como : " eu o salvo de se afogar e ele faz com que meu traseiro fique doendo durante semanas , e nem é do jeito que eu esperava que ele fizesse – o doer ." Lancei – o um olhar de desculpas .

As semanas passavam e cada vez nos aproximávamos mais . Era ótimo poder contar com ele em tudo , te – lo ali , sempre comigo , por sermos iguais , no inicio das aulas fomos colocados em salas distintas. Nem conseguia mais me concentrar no que os professores falavam , eu ficava desenhando nossos nomes entrelaçados pelos cadernos . Certa vez quase que fui pego na aula de matemática , mas disfarcei , e o professor ignorou o ocorrido . Precisava tomar mas cuidado , tenho medo que nos descubram e nos separem , e isso seria a morte pra mim .

Não consigo mais me imaginar sem ele , como se um completasse o outro , perder ele seria como viver em um mundo sem ar .

Notas finais
E um Beta Também !!!