Dear Survivor

1 Mother F*cker


Notas iniciais
Hey galera minha primeira história '0'
Espero que gostem.

Annabeth
XOXO

Pov. Clarisse

-Mãããããããããeeeeeeee, da pra comprar doces?

Eu estava no banco de trás do carro. Iríamos no mercado fazer compras e eu estava com fome, então queria comprar algo saudável(só que não) para comer, e meu padrasto estava junto. Sempre que ele estava junto ele comprava qualquer coisa que eu quisesse para tentar me alegrar e eu não ficar com a cara de bunda de quando ele está no mesmo ambiente que eu. Sim, eu odiava meu padrasto, peguei esse ódio dele quando descobri que ele batia na minha mãe.

-Hoje não filha.

-Claro que sim princesinha!- Eles falaram juntos. Perai, ele me chamou de princesa? Mais falso que os peitos das meninas da minha escola.

Minha mãe ficou chocada e botou as patas de cavalo(te amo mãe) na face do meu padrasto...

-MAS O QUE? Ta ficando louco Dan?- nome do meu padrasto e aliás, meu nome é Clarisse Grier, filha de John Grier, melhor caçador dos Estados Unidos e da mulher mais tosca, otária e burra do mundo: Julie Grier. Eu tinha aulas de tiro, caça e rastreamento com meu pai todos os sábados, fazia Boxe, Muay Thai e Taekwon-Do cinco dias por semana, e era a melhor aluna da escola, além de fazer ballet à noite nas segundas, quartas e sextas. Passava meus sábados e domingos "livres" na casa do meu pai. É, minha agenda era um pouquinho cheia.

Mas agora voltando ao carro:

-Você quer que ela vire uma criança mimada?

-Não, mas quando ela era menor e queria guloseimas você e o John não deixavam. Eu não quero ser um pai idiota como o seu marido era!

Opaaa, agora ele estava falando do meu pai, MEU PAI, eu estava cagando e andando pra ele se meu pai não era um "bom pai" só porque ele me ensinou a atirar e minha mãe achava muito arriscado, mas meu pai dizia que eu deveria aprender a me defender, por isso ele pagava todas as aulas de lutas pra mim, enquanto minha mãe só o ballet e a escola, e é por isso que eles se separaram, minha mãe é uma idiota.

Pra mim ele é o pai perfeito!

-Nós não queríamos que ela tivesse cáries!

-Foda-se as cáries, quero que ela não me odeie! E cala a sua boca sua vadia escrota!

Vadia escrota, vadia escrota, vadia escrota...fiquei repetindo essas palavras na minha mente até eu realmente perceber que ele as tinha dito.

Agora leitor, eu te pergunto:

COMO EU NÃO VOU ODIAR ESSE FILHO DA PUTA SE ELE CHAMA A MINHA MÃE DE VADIA ESCROTA?

Eu sei que a minha mãe as vezes mereça ser chamada daquilo, mas não saindo da fuça daquele gordo, escroto, velho, rolha de poço, cuzão, filho de uma égua...

Eu amo a minha mãe. Mesmo ela sendo uma songa-monga, continua sendo a minha mãe, a mulher que me carregou na barriga por nove meses e a mulher que me alimenta e me da um lar hoje em dia(como eu não posso morar no meu pai por causa dos negócios da guarda e tal), ele não pode chama-la disso, é uma ofensa terrível, mesmo eu usando piores para algumas pessoas.

-Não fale palav...-minha mãe tentou falar mas eu logo a interrompi assustando a mim mesma com o tom de voz que eu usei.

-Vadia escrota é sua mãe seu velho do caralho! Você é um gordo estúpido que não faz nada além de beber a porra do álcool, assistir a porra do futebol e espancar a minha mãe seu viado! Você pode parar de tentar me bajular? Você sabe que mesmo você me dando o melhor presente do mundo eu vou te odiar. CUZÃO!

Ele parou o carro no meio da rua mesmo e fez o retorno. Estávamos voltando pra casa e eu sabia o que ele iria fazer, o que ele começou a fazer ano passado quando eu comecei a retruca-lo: Bater na minha mãe na minha frente.

Ficamos todos em silêncio durante toda a volta mas eu e minha mãe trocávamos olhares assustados pelo retrovisor.

Você, leitor, deve estar se perguntando: “Pô, se ele é um puto assim porque sua mãe não faz o divórcio?”

A resposta é complicada meu amigo: “No início ele foi muito bonzinho comigo e com a minha mãe, mas depois ele se revelou, ele só era bonzinho assim por causa do dinheiro da minha mãe. Ele começou a bater na minha mãe. A minha mãe ia se divorciar dele, mas ele a ameaçou de morte e me ameaçou também, meu pai não poderia saber pois se soubesse ele iria morrer também.”

É isso.

Depois de uns dez minutos chegamos de volta a minha casa e ele mandou nós sairmos do carro, minha mãe não pensou duas vezes e já saiu do carro, eu fiquei um tempo e pensei em trancar a minha porta, mas do que iria adiantar se ele pode abrir as outras. Ele me puxou brutalmente para fora do carro e pegou minha mãe pelos cabelos assim como eu.

Chegamos no quarto e ele já começou a bater na minha mãe enquanto eu tentava achar um meio de sair dali já que ele tinha trancado a porta. Eu não conseguia olhar para os dois, sabia que se eu olhasse iria gritar e não conseguiria pensar em algo, até que um grito de horror faz ele parar e ir até a janela ver o que estava acontecendo, enquanto ele estava indo eu discretamente peguei o abajur que estava do lado da cama e joguei na cabeça dele, aquele abajur era muito pesado e deve ter atingido uma parte meio séria da cabeça dele, pois ele apagou na hora.

Eu fui ver como minha mãe estava, e ela estava “bem” apenas com um corte no cílio, ele não tinha a batido muito como normalmente. Nós pegamos a chave do quarto no bolço do Danniel e saímos do quarto, como teríamos que sair daquela casa, minha mãe mandou eu ir fazer as malas no meu quarto que ela ia ver as malas dela e a comida.

Fui para o meu quarto e peguei uma mala e duas mochilas, na mala eu coloquei todas as minhas roupas, em uma mochila os sapatos e meus livros(eu costumava ir na biblioteca então não comprava muitos livros) que se resumiam em toda a saga do Harry Potter, sim, eu era totalmente potterhead, eu amo Harry Potter...

Na outra mochila coloquei alguns acessórios como luvas, toucas, cintos, bandanas, minhas coisas do Harry Potter que eram: A varinha do Voldemort, o uniforme de Hogwarts e meu caderno de autógrafos. E coloquei algumas decorações do meu quarto, porta retratos e outras coisas...

E peguei uma bolça cruzada para levar algo que nem minha mãe sabia que existia: A arma do Danniel. Tinha descoberto ela quando estava procurando os óculos da minha mãe. Ela ficava em uma gaveta, do lado da cama. A peguei e carreguei as malas até a sala e encontrei minha mãe saindo da cozinha com uma sacola gigante cheia de comida e outra com vários medicamentos.

-Vamos?

-Aham.

Saímos de dentro de casa para colocar as coisas no carro que estava estacionado na frente e nos deparamos com a cena mais horrível que eu já tinha visto.

Um cara com olhos brancos e sem alguns membros devorando algo que estava na sua frente:

Uma pessoa.

Notas finais
Então? Gostaram? Deem dicas, opiniões, tudo é útil okay?

Annabeth
XOXO