Dear Sun
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Espero que gostem e me desculpem pela nota enorme que eu escrevi.
Capítulo 2
Saíram da sala estupefatos pela resposta totalmente inesperada e foram até o camarim, dois andares abaixo, sem pronunciar nem mesmo uma palavra, ainda analisando a reação do Big Boss.
– Eu simplesmente não posso acreditar que ele concordou! – Jun exclamou, sorrindo, depois de quase quinze minutos de silêncio.
– Nem eu! – Aiba, Sho, Ohno e Nino responderam em uníssono, sem desviar os olhos que haviam se fixado em diversos pontos da parede oposta à que se sentaram.
Nino finalmente parou de olhar para a parede e pegou seu DS na bolsa, começando a jogar.
– Pra onde será que ele vai nos levar? – Aiba fez a pergunta que se passara repetidas vezes na cabeça de cada um deles.
– Espero que não seja frio, onde quer que ele nos leve. – Sho exclamou, lembrando-se da época em que acontecera o grande terremoto, que todos desligavam os aquecedores e cobriam-se de grossos suéteres de lã pra se aquecer, economizando energia elétrica, que por causa do terremoto podia vir a faltar se houvesse grande sobrecarga.
– Agora é início de primavera no Burajiru, mas não parece fazer muito frio por lá. – Jun falou – Exceto no sul do país... nada com que não possamos lidar, se levarmos em conta que lá não neva.
– Como sabe...? – Ohno perguntou, assustado com tamanho conhecimento do mais novo sobre o país.
– Eu pesquisei um pouco depois que conversamos sobre ir. – Jun colocou os óculos e sentou-se com sua melhor pose de diva nerd.
– Hontou? – Nino perguntou, com os olhos fixos no jogo.
– Hai... – Jun começou a responder, mas foi interrompido por duas leves batidas na porta.
O staff que batera pediu que eles fossem gravar o novo CM da Nintendo e avisou a eles que haveria uma pequena reunião com o chefe logo após o almoço.
Gravaram o CM alegremente durante o resto da manhã, almoçaram em um pequeno restaurante onde discutiram durante todo o tempo sobre os possíveis destinos e depois voltaram para a JE, ansiosos pela reunião.
~~
– Vou ser breve – Johnny falou, enquanto acomodavam-se.
Jun, Aiba e Sho sentaram-se lado a lado no sofá diretamente em frente à poltrona do chefe. Ohno e Nino acomodaram-se no outro sofá.
– Sei que não sabem muito sobre o Burajiru, mas o lugar para onde vamos chama-se Foz do Iguaçu. – Johnny falou, observando a ansiedade contida de cada um deles . – E não se preocupem com o clima, porque lá é bem quente.
~~
– Jun-pon, você que é um cara que sabe das coisas, pode me dizer se temos fãs por lá? – Sho perguntou, preocupado com o possível assédio das brasileiras.
– Fiquei sabendo de uma comunidade de fãs no Burajiru, mas acho que não são muitas, e como vamos para o interior do país, creio que nem saibam de nós por lá. – Jun respondeu alegremente, pensando na remota possibilidade de andar tranquilamente para todos os lados e sem disfarces.
Ouviram batidas na porta e Johnny Kitagawa adentrou o camarim em seguida, notoriamente vestido de maneira casual e com um sorriso atípico estampado em sua face.
– Vamos viajar Arashi! – Johnny falou .
– Haaai! – Todos concordaram, levantando-se.
Disfarçaram-se com bonés e óculos de sol e partiram para o aeroporto, acompanhados do Big Boss e um grande número de staffs.
~~
Enquanto isso no Brasil...
Eloise era uma mulher dedicada em tudo que fazia, que há muito sonhara ser jornalista e morar no Japão, perto de seus grandes ídolos – o Arashi. Ficara frustrada ao perder a grande chance de sua vida e assim, conformara-se em dar o melhor de si como guia turística durante o dia nas Cataratas do Iguaçu e fã louca no tempo que lhe sobrava.
Conhecera o Arashi aos 13 anos, por meio de uma agora famosa escritora. Nove anos se passaram desde então e sua paixão pelo grupo só aumentara. Ela lutara bravamente para realizar seu sonho, mas sua situação financeira não lhe permitiu seguir em frente.
Acabou por conseguir o emprego de guia e conformou-se em atrasar sua ida ao Japão. O emprego só lhe fora oferecido pelo fato dela saber falar inglês e japonês fluentemente, além da língua-mãe.
Ao fim de cada mês, o que sobrava de seu escasso salário era depositado em uma poupança ou utilizado para a compra de singles, álbuns, DVDs e outras coisas relacionadas ao Arashi.
Mas tudo mudou quando, em seu horário de almoço, Eloise leu o tuíte de uma fã japonesa:
“Acho que o Arashi está indo para a América. Vi eles no aeroporto. O voo era pra Miami.”
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