Dear Myself

2 Vizinhos e jogos


Notas iniciais
Ok, eu sei. Estou duas quintas atrasada, mas tomem aqui uma sequencia de dois capítulos como recompensa! (Viu, Romanoff. Eu to postando, Lady Zanão também.)

Dear Myself...

Como uma pessoa ser tão... Insegura? Penso comigo mesma, mas então, respondo a mim mesma. Após o traumatizante episodio que presenciei na lanchonete, eu praticamente voei para casa, agora, estava deitada confortavelmente na minha cama enquanto assistia Sierra Burgess é uma loser. Uma maravilha de filme, apenas comentando, sorria em meio a algumas partes. Eu estava tão concentrada no filme que nem notei que meu celular apitava, apenas quando a musica de ligações começou...
—O que?..-Ainda meio perdida procuro o meu celular, pelo som, ele vinha da cozinha, mas minha audição não era perfeita.- Certo... Pensa, Maidy, pensa...-Começo a murmurar, até encontrar o maldito celular- Que, querendo ou não, estava de baixo do travesseiro.- Elas estão me ligando.. Por quê?-Indago para o felino ao meu lado, que me encara irritado, provavelmente por eu te-lo acordado.-Desculpa, Noah...- Murmuro, sigo o olhar até a janela onde eu fiquei observando.
Respiro quatro vezes e respondo todas as mensagens alheias, desligando a Tv e indo fazer as atividades pedidas. Após uma meia hora ali, escrevendo, eu apenas deitei minha cabeça em meio aos cadernos... Já eram quase nove da noite, mas meus pais não chegaram, eu olho para a parede do quarto observando os inúmeros posters de gênios, bandas, filmes, entre frases de efeito. Quando percebi que estava tendo pensamentos demais, apenas levantei a cabeça e comecei a fazer o pedido de Luisa, Fiz uma folha toda, apenas por fazer. Sabia que para mim aquilo não valeria nada, mas, a loira certamente iria por muita emoção ali.
—Parabéns, ruivinha...-Sussuro para mim mesma, feliz com o resultado, volto para a cama, procurando algum livro inacabado entre as estantes cheias de livros- que eu, persuativamente, fiz meus pais encherem de livros ainda quando criança.- optei por "Para todos os garotos que já amei", era um bom livro, por mais clichê que pareça, eu entendia Lara Jean. Afinal, romance por si só, já era um assunto assustador. Por fim, resolvi mergulhar de cabeça no livro, não notando a hora em que fui dormir, apenas, quando acordei e percebi estar coberta e com o livro sã e salvo na escrivaninha, minha intuição sugeriu que meu pai quem fez tal coisa, afinal, mamãe não tinha paciencia para tal. Observando as horas no relogio digital ao lado da cama, finalmente recordo que não tinha aulahoje.-Por que eu fiz a lição ontem: Euy podia ter feito amanha!- Reclamo batendo em minha testa, com muito luto, saio da cama arrastando meu corpo, descendo as escadas vejo a mesa pronta e o cheiro do café ainda recente, meus pais devem ter saido a pouco tempo. Penso, vejo Noah miar para mim e olhar sua tigela vazia-Estou pensando seriamente em te chamar de Snap, Noah. Você teve uma carinha mais bondosa comigo...-Reclamo em tom de brincadeira, recebendo um miado indignado do gato, sorrio e acaricio seus fios negros, indo ate sua tijla e enchendo-a. Volto para a sala e ligo a Tv, pondo na Netflix, preparada para termiar Sierra Burgess.
Enquanto o filme passava, so conseguia pensar em como seria se minha vida fosse como aquele filme... Eu provavelmente teria bloqueado o garoto desde o começo. Acabo rindo pelo meu proprio pensamento, seria mesmo possivel eu fazer isso? Volto a pretar atenção ao filme, quase chorando no final com a musica, que, por Deus, que musica! Suspirando, vou até a cozinha começar a lavar a louça, para depois, o resto da casa. Eu gostava de fazer faxina, era uma viciada em limpeza nata, mas, ainda sentia falta de quando eu era mais nova, com meus pais dançando ao som de alguma musica e eu, um cotoco de gente, tentando alcançar o detergente. Acho que eram por momentos assim que eu ainda estudava com tanto afinco, se minhas notas chamassem a atenção dos meus pais e os deixassem orgulhosos por mim estava tudo bem. Após dar uma geral na cozinha, eu subo para os quartos- os quais, na minha opinião, eram os mais chatos.- Tive que seprara as roupas para dobrar e lavar, depois arrumar as camas, tirar o pó, etc. Quando, uma hora depois, eu estava quase terminando, resolvi jogar o lixo fora.
—Olha ela ali, Maidy!-Ouço um dos vizinhos gritarem e sorri
—Bom Dia, tio Jonas.-Cumprimento educadamente, recebendo um "bom dia, ruivinha" do mesmo, oilho por cima do seu ombro o garoto de ontem
—Esse é o novo vizinho, ele não sabe onde é a escola, você poderia mostrar para ele? Eu tenho uma consulta agora...
—Ahn... Hoje não tem aula graças ao feriado, mas amanhã podemos ir juntos se quiser.-Digo, tentando ser gemtil.
—Wow... Valeu, ruiva. Você realmente vai me ajudar muito se fizer isso.-Ele sorriu, seu sorriso me lembrava um pouco o sorriso de Willian de Skam.
—Meu nome é Maidy... Só pra começar.-Digo, forçando um sorriso fechado-Amanhã as sete e dez, ok? É o horario que eu saio.
—Prometo tentar.-Sorriu ainda mais, ok, ele era bonito sorrindo, mas não era meu tipo. Ele era alto, aparentemente atletico, moreno, pintas espalhadas pelo rosto e um sorriso fofo.
Entro em casa novamente e termino a faxina, mando uma mensagem para os meus pais, perguntando se posso dormir esse final de semana em Paty. Depois, apenas me joguei no sofa, conectando o computador a Tv, para jogar qualquer jogo aleatorio. Após algumas horas tentando zerar o maldito jogo, meu pai me responde. Negando ao meu pedido, apenas jogo meu celular de volta, voltando ao jogo.
—Ótima visão, pai. Trancar sua filha, escondendo-a do mundo, enquanto jovens de 15 ou 16 estão por ai, se embebedando. Eu não pedi isso! Qual o problema de ir dormir na Paty? Ela é uma otima garota, gentil e confiável.-Murmuro irritada, descontando isso no pobre jogo. Eu parecia tão agressiva olhando assim... Ouço batidas na porta e me levanto, Sorte da pessoa que eu tinha terminado o jogo. Senão ficaria ali fora o dia todo! Abro vendo novamente, o vizinho novo
—Hey, Meridith-Como ele erra meu nome?
—É Maidy.-Coprijo o mesmo- Em que posso ajudar?
—Bom... Não sei se deu pra perceber, mas... Minha famlia é meio americana, por isso meu sutaque, então minha mãe me forçou a vir aqui te convidar para jantar lá em casa. É como um acordo de paz, entende?-Murmura bagunçando o cabelo, eu queria muito rir de sua cara, ele parecia bem tímido, apenas concordei com a cabeça.
—Vou mandar uma mensagem avisando meus pais, espere aqui.- Ordeno, mas ele simplesmente entra em casa, como alguém pode ser tão folgado?
—Esse jogo é bom. Zerei duas vezes, qual fase você parou?-Indaga me encarando, como se fosse super noemla invadir a casa alheia
—Não sei, nem me dei ao trabalho de ver, eu não disse para esperar lá fora...
—Cris. Cristopher Thomas Magnusson, mas por favor... Me chame de Cris!-Praticamente implora
—Ok, Magnusson.-Chamo por seu sobrenome, rindo internamente ao vê-lo sorrir sínico, aviso meus parentes, expulsando o menino da casa, após desligar a Tv e desconectar o notbook da mesma. Tranco tudo e sigo o mesmo em direção a pequena mansão ao lado da minha.

Notas finais
Fim :3