Dear Hogwarts - Interativa
7 Capítulo 7 – Reuniões, Reuniões, Objetivos A Parte
Notas iniciais
A reunião do núcleo Purista discorria há algumas horas quando a jovem auror adentrou o local, assim que um dos criados abriu. Todos eles viraram sua atenção para a morena enquanto seus saltos estalavam na madeira até chegar a seu lugar.
– Achou que agora era uma hora adequada para chegar, Srta. Crawley? – Lorde Le Fay indagou.
– Perdão, milorde. Acharam o corpo da sangue-ruim há algumas horas e movemos grande parte do corpo de aurores para lá. McGonagall fez aquele discursinho patético para os alunos não muito depois. – Ela informou
– Ótimo, eles sabem que fomos nós? – O loiro aristocrata indagou.
– Na reunião com o resto dos aurores, confirmamos as suspeitas da McGonagall sobre um novo grupo. Eu sugeri que quisessem “limpar” o mundo bruxo e Potter sugeriu que chamássemos de Puristas até que um nome seja divulgado. – A auror confirmou.
– Ótimo! – O homem sorriu – Seu atraso valeu a pena, Srta. Crawley. Não repta isso novamente. Agora, vamos prosseguir...
Enquanto a reunião continuava, Cora sentia-se cada vez mais orgulhosa de ter conquistado seu lugar no círculo interno, e mais: de cumprir o objetivo de sua falecida mãe. Lady Le Fay, surpreendentemente, não estava presente, o que atiçou a curiosidade da morena, que já possuía sua atenção desviada da pauta que estavam discutindo.
Assim que a reunião foi encerrada, Cora aparatou para a Mansão Malfoy, onde não ficou por mais de meia hora e retornou para Hogwarts. Ela precisava ter o álibi perfeito, a jovem Crawley faria tudo e qualquer coisa para não desapontar seu mestre.
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Mary odiava ter os aurores por perto. Eles faziam toda a questão do mundo de ouvir o que ela, Peter e Tiberius conversavam enquanto estavam no Salão Comunal, sem o resto do grupo. Quando estavam reunidos era mil vezes pior. Um deles sentava na mesa ao lado e escutava cada palavra.
Toda correspondência era aberta e revisada. Eles precisavam urgentemente conversar sobre os acontecimentos presenciados por eles. A garota sentia-se incrivelmente perdida. Ela sempre sabia a resposta das perguntas, mas daquela vez ela sentia-a intrigada por não conseguir resolver.
No momento, ela estava, junto a Hunith, Samantha, Katherine, Elize, Felicity, Avery, Alexis, Lyra e Delayla, sentada na beira do Lago, com os pés dentro d’água. Elas conversavam, os sussurros, sobre como poderiam se comunicar.
– Tinta invisível? – Samantha sugeriu.
– Tem um feitiço para identificar. – Elize rebateu.
– Tinta invisível trouxa? – Felicity sugeriu, fazendo Elize e Samantha torcerem o nariz – É uma caneta com uma luz na tampa que aparece o que você escrever.
– Não muito animador. – Elize resmungou.
– Certo. – Delayla passou a sugestão, antes que as duas iniciassem uma discussão – Nós podemos criar um código.
– Tipo Código Morse? – Kate franziu o cenho.
– Talvez possamos usar uma língua já existente, que eles não pensariam em usar. – Mary sugeriu.
– Ótima ideia! – Hunith concordou – Mas qual?
– Dothraki. – Alexis sugeriu – É uma língua fala por um povo em um livro trouxa.
– Ótima! – Avery se animou – Vamos fazer um “dicionário” para nós. Ninguém pode perder!
– Como vocês pretendem colocar as mãos no dicionário original? – Lyra perguntou, extremamente curiosa.
– Os monitores vão supervisionar Hogsmade amanhã. – Mary indicou. – Eu poderia pegar, mas eles têm me mantido em vista grossa porque acham que estamos planejando algo.
– Podemos perguntar a Nina. Mas nós teríamos que contra a ela, ela nunca contrabandearia sem saber o porquê. – Alexis respondeu.
– Só para ela. – Todas concordaram, após ponderarem por alguns momentos.
– Ótimo! Agora precisamos ir, aula da Trelawney com bônus de supervisão da Crawley. – Hunith pôs-se de pé, logo seguida pelas sonserinas. –Até o jantar.
Elas dirigiram-se conversando entre si para a Torre Norte enquanto o resto delas permaneceu ali. Na sala, o cheiro de incenso sempre presente, Cora Crawley estava sentada espiando-as curiosamente.
A auror tentou, suavemente, aplicar a Legilimência nas sonserinas, querendo descobrir sobre o que tanto conversavam e paravam quando alguém se aproximava. Aquilo estava causando suspeitas a morena, e certamente uma dúzia de sextanistas não a impediriam de alcança seu objetivo.
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Os garotos estavam no Campo de Quadribol, onde Daeron e Peter trocavam toques de quadribol enquanto Ty e Thomas assistiam, completamente entediados. Quando a dupla cansou de jogar quadribol, eles uniram-se aos sonserinos na arquibancada.
– Os aurores por aqui o tempo todo é uma merda. – Ty resmungou assim que Daeron e Peter sentaram por perto.
– Obrigado por voltarem. – Thomas falou sério – Agora o Blood vai compartilhar toda a frustração que está sentindo através da frase “Os aurores por aqui o tempo todo é uma merda. ”, o que é extremamente empolgante.
– Oh, cale a boca! – O loiro rebateu, aplicando um soco no ombro do moreno, que se limitou a se proteger e revirar seus orbes castanhos.
– As duas mocinhas podem parar e dar importância para o que é importante no momento? – Daeron falou.
– Agora, agora? O que seria, exatamente? – Peter perguntou, com o cenho franzido.
– O treino feminino geral de quadribol! — O moreno respondeu, atordoado por ninguém ter se lembrado.
– Oh, merda! É hoje? – Ty perguntou, sentando-se imediatamente – Que bom que já estamos aqui!
Enquanto a conversa entre o loiro e o moreno prosseguiam nesse tópico, Peter e Thomas esperavam, entediados, que o tópico acabasse. Não muito depois de tal tópico ser iniciado, Matthew McBley, o goleiro corvino, aproximou-se deles.
– Algum de vocês sabe que horas o treino feminino começa? – O loiro perguntou.
– Cara, você não tem vergonha de perguntar assim? Sem nem disfarçar? – O grifinório loiro brincou, fazendo o corvino rir em resposta.
– Eu fui convidado para catar umas bolas por aí. – O corvino devolveu a brincadeira – E eu queria pular a aula do Slughorn com supervisão do Williamson.
O corvino juntou-se a roda que os meninos formavam e conversaram sobre os aurores e quadribol. Aos poucos, as meninas foram chegando e, como oito das meninas do pequeno grupo que eles formavam jogavam quadribol, não tardou para que elas aparecessem.
Matt juntou-se ao resto das meninas que participavam dos times de quadribol enquanto Elize e Hunith juntaram-se a eles. Ty cantava Hunith para implicar com Daeron, que ficava visivelmente mais irritado a cada frase, fazendo Thomas e Elize rirem do quão protetor ele era.
Subitamente, todos se com frio e infelizes, sendo a sensação seguida pelo tempo fechado. Vindos da direção da Floresta Proibida, uma grande massa de dementadores voavam na direção do Campo de Qudribol. Os aurores, cerca de cinquenta, executam o Feitiço do Patrono, logo seguidos pelos diversos alunos que sabiam como fazê-lo.
O céu foi iluminado por hordas de diferentes animais, diferentes espécies conjuradas por diferentes pessoas. Naquele momento Mary sentiu que todos os estudantes eram um só, que todos ali presentes estavam em uma sincronia única. Ela olhava para os lados, onde constatava Avery conjurando seu puro-sangue inglês, Kate e Lyra suas águias de espécies diferentes, Samantha sua quimera, Alexis seu coelho, Delayla sua cobra e Felicity sua raposa. Na arquibancada pôde ver Thomas invocando seu pastor alemão, Hunith seu dragão, Daeron seu urso pardo, Ty seu grifo, Elize seu puma e Peter seu border collie. Aquela certamente seria sua nova boa lembrança para a próxima vez que fosse necessário trazer seu lobo iluminado de volta.
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