Dear Hogwarts - Interativa

6 Capítulo 6 – Cora Crawley


Notas iniciais
Amoresss, consegui postar hoje! Posso ouvir um amém? haha Anyway, esse capítulo é presente de aniversário (no dia certo, o que é surpreendente por si só) para a Srta Martin aka daffodil ♥ O nome Cora Crawley eu só roubei de Downton Abbey, mas não é ela não! haha Também agradecendo ao Mr Hogwarts, mannú, Suhyiun, Srta Stark, Sr D Blood, Kiraly Senpai e as minhas baby gals Mary Bellisario e Srta Martin. Espero que gostem! Qualquer errinho é só avisar! XOXO

Dormir no chão é péssimo. Dormir no chão da Torre de Astronomia acordando a cada cinco minutos para ter certeza de que estava viva era, certamente, mil vezes pior. A tensão e o fato de todas as vezes que fechava os olhos ela via a zeladora ser torturada a morta fez com que aquela fosse a pior noite da vida de Katherine. E ela já tivera péssimas noites.

Kate se levantou e espiou discretamente o que estava acima das grades. Já era manhã, provavelmente pelas sete, o que significava que todos eles estavam muito atrasados. A ruiva sabia que, assim como ela, todos iriam faltar as aulas. Como alguém poderia possivelmente prestar atenção em Herbologia após ver alguém sendo torturado e assassinado?

– Ty? – Ela chamou baixo

– Hã? Alguém entrou aqui? – O loiro acordou assustado logo sacando a varinha e pondo-se de pé.

– Não, não! – Ela o acalmou – Já é manhã! Nós precisamos sair daqui antes que alguém de falta de nós!

– Ah, claro. – Ele relaxava aos poucos.

Conforme eles acordavam os amigos, e todos tinham a mesma reação de Tiberius, foi combinado que eles passariam o dia “doentes” e se encontrariam em algum lugar de noite, algum lugar bem longe da Torre de Astronomia. Acompanhada por Samantha, Hunith, Daeron, Lyra e Thomas, Kate retornou ao dormitório das cobras, mas ela sabia que não conseguiria dormir.

– Não vão subir? – Samantha perguntou quando viu que a ruiva e a morena não acompanharam ela e Hunith.

– Duvido que eu consiga dormir. – Lyra respondeu, fazendo com que Kate acenasse positivamente em concordância.

– Vamos subir. – Hunith falou para a loira, que respondeu com um aceno positivo.

A ruiva estava surpresa pelos gêmeos e Samantha parecem os menos abatidos com os acontecimentos da noite anterior. Em contrapartida, Avery, Peter, Alexis, Lyra e Felicity pareciam completamente afetados e indignados por ela, Ty, Elize, Thomas e Mary não estarem tão devastados quanto eles.

Ela havia conseguido ouviu os sussurros angustiados de Felicity durante toda a noite, assim como os de Peter e Alexis a acalmando. Do grupo, a metamorfomaga era a única que não era mestiça ou sangue puro, o que era um pouco assustador. Ela, Elize e Mary estavam parcialmente familiarizadas com o tipo de coisa que acontecia quando o “mestre” dava ordens, assim como tinham consciência da punição para não as cumprir.

A cabeça da ruiva rodava com todos esses pensamentos, além da preocupação de terem sido vistos na noite anterior. Ela sentia vontade de escrever para seu pai e seu avô sobre o acontecido, mas não duvidava que eles a mandariam se alistar caso aumentasse o prestigio da família. Ela imaginava se Elize estava se sentindo como se precisasse falar com algum familiar, mas não podia.

– Hey, não vi vocês no dormitório hoje! – A voz familiar de sua colega de quarto soou da entrada do Salão Comunal.

– Nós, hm, dormimos fora. – Lyra respondeu.

– Não se preocupem! Não vou contar para ninguém! – Allana riu e piscou um olho – Caso vocês esbarrem com o Ronan avisem que quero falar com ele? Soube que vocês andando com lufanas também.

– Oh, claro! – Kate concordou.

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– Onde vocês estavam ontem à noite? – Ronan perguntou assim que avistou Avery e Alexis entrarem no Salão Comunal lufano, fazendo-as revirar os olhos para o loiro – Hey, não me culpem. Eu preciso perguntar, é meu trabalho.

– Desculpe, Ronan, nossa culpa. – Alexis respondeu – Fizemos uma “festa do pijama” com as garotas. Da próxima avisamos antes de combinar.

As duas subiram para seus dormitórios e, a convite da húngara, ficaram em sua cama. O cubículo de Alexis era decorado de modo criativo. Seu gato, Yue, estava deitado no travesseiro, logo sendo expulso pela morena.

Elas ficaram jogando conversa fora, sendo quadribol o tema principal, como um modo de esquecer os trágicos acontecimentos da noite anterior. Não que estivesse adiantando. Subitamente, Eleanor, colega quarto puxou as cortinas até abri-las totalmente. Ela estava de olhos arregalados.

– Encontraram o corpo da assistente do Filtch! – Ela falou, com sua voz mais estridente que o habitual.

A dupla fingiu surpresa e a seguiram, a extremo contragosto, até o Salão Principal, onde a professora McGonagall iria falar sobre o acontecido. As tradicionais mesas haviam sido substituídas por várias cadeiras enfileiradas. Elas uniram-se ao grupo de amigos, já presentes.

– Vocês acham que ela sabe quem foi? – Avery sussurrou.

– Duvido. – Hunith respondeu, no mesmo tom – Mas tem aurores espalhados por toda a escola.

– Vocês acham que eles informaram aos nossos familiares que aconteceu? – Elize perguntou, recebendo um aceno positivo de todos.

– Queridos alunos, hoje estamos aqui por um motiva extremamente desagradável. A Srta. Padmore foi encontrada há algumas horas atrás por um grupo de quartanistas. Os medibruxos e aurores confirmaram seu óbito. Até que tudo seja esclarecido, aurores ficarão de plantão no castelo e seus arredores. Eles estarão nos corredores, nas aulas e nos dormitórios. Qualquer dúvida poderá ser esclarecida com algum professor ou com a Srta. Crawley. – A diretora falou – Seus familiares já estão cientes da situação. Se algo mais acontecer, vocês serão encaminhados de volta para casa até segunda ordem.

Cora Crawley, chefe dos Aurores, ela uma morena alta e esguia, com expressivos olhos cor de caramelo. Ela usava excêntricas roupas, porém extremamente bonitas. Quant mais o grupo a analisava, mais familiar ela lhes parecia. Quando foram dispensados, em uma decisão muda, todos rumaram para a orla da Floresta Proibida, onde, de certa forma, tudo começou.

– A Crawley só me pareceu familiar ou mais alguém? – Felicity indagou.

– Talvez com alguém do nosso primeiro ano? – Mary sugeriu.

– Acho que não. – Thomas respondeu

– Talvez com algum familiar de alguém do sétimo? Eles têm vindo bastante para tratar da formatura. – Lyra sugeriu.

– Acho que não. –Ty rebateu.

– Ela parece a mulher de ontem à noite. – Samantha comentou.

– Não acho que aquela mulher seja auror, muito menos a chefe do departamento. – Kate contestou.

– Nós podemos torcer que ela não seja, mas ela é familiar. – Daeron resmungou.

– Vocês acham que deviríamos contar o que vimos? – Peter perguntou.

– Definitivamente não. – Delayla, Hunith, Kate, Lyra, Samantha, Alexis e Avery responderam em uníssono, fazendo o grifinório erguer as mãos em sinal de rendição.

– O que estão fazendo aqui fora? E na orla da Floresta? – Um dos aurores que estava por perto perguntou, porém não lhes deu tempo para responder. – Entrem imediatamente! Conversem na biblioteca ou nos salões comunais.

Eles, apesar de discordarem, seguiram a ordem do auror e ficaram em uma saleta vazia, onde continuaram a conversar sobre Cora Crawley, quem eram aquelas pessoas e por que mataram a zeladora.