Dear Hogwarts - Interativa

10 Capítulo 10 – Puro Sangue


Notas iniciais
Demorou mas chegou! haha Desculpem a demorinha! Viajei e não pude levar o computador, aí já viram... Terminei de escrever agorinha, passei aquele corretor "ótimo" do Word e já estou postando, já que talvez não consiga postar de novo antes do Carnaval, já que agora são três fics pra escrever! hahha Anyway, espero que gostem! PS.: Estou imaginando a Cora como Julianne Moore morena ou Morena Baccarin (Dra Leslie Thompkins, de Gotham), o que acham? XOXO

Cora caminhava altiva até a grande mansão onde os Puristas iriam se reunir. A mulher sorria antecipadamente pelas notícias que daria ao Lorde Le Fay. Manter as crianças que presenciaram a morte da professora fora uma ótima ideia de seu Mestre, e recrutá-las seria extremamente fácil, ela pensou.

— Cora Crawley. – Ela identificou-se ao mordomo – Sangue puro é melhor.

— Seja bem-vinda, senhorita Crawley. – Ela permitiu sua entrada, fazendo uma reverência – Todos estão na Sala de Jantar.

Ela seguiu para o cômodo indicado, onde quase todos já estavam presentes. Ela sentou-se ao lado de Tobias Ackles, dando um sorriso desdenhoso para ele. Ele se divertia ao imaginar a expressão do homem ao ser informado sobre suas descendentes e as amizades das garotas.

Lorde Le Fay entrou no recinto e sentou-se na cabeceira, como usual. Ele permitiu que cada membro contasse as informações recolhidas, todas extremamente tediosas e desnecessárias. Quando a vez da auror ela já sorria por antecipação.

— Milorde, as crianças de Hogwarts estão agindo como o previsto. – Ela informou – Acredito que logo estarão prontos para serem convocados.

— Ótimo. – O líder assentiu – Informe os nomes e sangue dos que sabem do acontecido.

— Avery Pearl, mestiça; Thomas Kane, puro; Katherine e Elize Ackles, puro; Lyra Winchester, mestiça; Hunith e Daeron d’Auvergne; Tiberius Blood, mestiço; Samantha Black, puro; Peter Burkhardt, mestiço; Alexis Kraskov, mestiça; Delayla Cerasis, puro; Felicity Sartori, sangue-ruim; Mary Hoffwen, puro; Ronan Moon, mestiço e Matthew McBley, sangue-ruim. – A morena respondeu.

— Mais crianças sabem. – O homem falou descontente – Além disso, muitos mestiços, e até sangues-ruins.

— Tenho certeza que quando chegar a hora minhas netas cuidarão dos sangues-ruins, milorde. – O patriarca Ackles replicou.

— Não irá dizer o mesmo, d’Auvergne? – Lorde Le Fay falou, analisando o patriarca da família.

— Meu primogênito foi banido quando decidiu criar os filhos com a filosofia dos Sommers, milorde. – O homem replicou – Eles são traidores do próprio sangue.

— Entendo. – O líder assentiu – Crawley será responsável pela Cerasis e Hoffwen seguirem o caminho certo. Eu vou achar uma maneira de fazer o mesmo com minha sobrinha. Dispensados.

Cora deixou o local tão rápido quanto chegara. Ela sabia que aproximar-se para ser tutora das duas garotas demonstraria ser uma tarefa difícil, principalmente porque elas não gostavam da auror. Ela suspirou pesadamente antes de aparatar para Hogsmade. Era muito tarde para alguém preocupar-se em checar seu álibi.

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Harvey acordara particularmente animado naquela manhã, apesar de estar atrasado. Ele rapidamente irrigou suas flores rapidamente e apressou-se para se arrumar. Chegando no Salão Principal sem sequer ter amarrado sua gravata, ele sentou-se ao lado de Daniel e de frente a Ninaly.

— Você realmente deveria dormir mais, Harv. – Daniel constatou, ao notar o quão cansado o amigo parecia.

— Como se isso fosse uma novidade. – Ninaly revirou os olhos para o moreno e para o loiro.

— Vocês estão matando meu bom humor! – O mais novo reclamou falsamente fazendo Daniel passar um braço ao seu redor apertando-o suavemente, causando-o o imediato enrijecer de postura.

— Você é a única pessoa que acorda de bom humor. – A morena rebateu, já acostumada com os dois.

— Oh, preciso ir! Hagrid disse que se eu me atrasasse mais uma vez ele teria que dar uma detenção. – O loiro explicou já se levantando e acenando.

— Harv, – A garota chamou quando o amigo já estava longe o suficiente, logo fazendo-o olhar para ela – você devia contar para ele.

— Não é uma opção. – Ele negou – Agora tenho que ir, prometi ao professor Longbottom que o ajudaria com o Marroio que chegou hoje. Me avise se eles se comunicarem pelo código que conseguimos.

A morena observou a amigo passar pelas Portas Principais e seguir no caminho do jardim, torcendo para que ele contasse para Danny sobre seus sentimentos logo. Enquanto ela ainda olhava, perdida em pensamentos, para a entrada, Avery, Alexis e Ronan uniram-se ao resto do grupo “suspeito” já sentado na mesa dos leões. Sem conseguir se concentrar naquilo agora, a morena se limitou a deixar o Salão Principal para trás e chegar mais cedo para a aula de Poções.

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Assim que os lufanos se sentaram na mesa os sonserinos suspiraram impacientes, fazendo os outros revirarem os olhos.

— Vocês demoraram uma eternidade! – Lyra reclamou

— As portas foram abertas há cinco minutos. – Alexis respondeu seca, em seu não-tão-bom humor matinal.

— Ela só está ansiosa para contar algo que pensamos ontem – Kate defendeu a amiga.

— Agora que todos chegaram vocês podem contar? – Peter indagou curiosamente.

— Kate? Sam? Vocês vão explicar melhor esse negócio de Q. – Daeron virou para elas.

— O Código Q é um código que a Marinha e as Forças Armadas usam – Kate esclareceu – Pensamos em fazer uma adaptação simples dele.

— São três letras iniciadas por Q. – Samantha acrescentou – Se eu mandasse um QRE para Elize, por exemplo. Oficialmente significa “em que horas pensa em chegar ao local X? ”, mas em nossa adaptação poderia significar “Tem um auror me vigiando”.

— Mas a hora não seria codificada. – Mary apontou.

— Os militares usam hora em milhares. Mil e oitocentos é o mesmo que seis horas da tarde. – Ty respondeu, fazendo todos olhares surpresos – Eu assisto NCIS nas férias.

— Tipo CSI? – Felicity perguntou, um pouco confusa.

— Naval Crime Investigation Service. – O loiro esclareceu, fazendo Thomas e Daeron revirarem os olhos.

— Para ela você não manda aquela grosseria de disléxico. – Thomas resmungou, fazendo a maioria do grupo rir.

— Enfim, se alguém pegasse alguma mensagem leria algo como “QRE? 1800. QRM? 3.” – Hunith falou – Poderíamos colocar os horários dobrados também, mas queríamos saber e vocês topavam.

— Isso é muito inteligente. – Elize admitiu.

— Isso é genial, na verdade. – Matthew elogiou.

— É genial. – Ronan concordou.

— Acho que podemos deixar os horários em milhares comuns. Se alguém pegar o papel só vai ler “1800”. – Avery acrescentou, concordando.

— É mais simples que Dothraki. – Delayla concordou, fazendo Mary assentir positivamente.

— Então hoje 2300 na Floresta, ok? Vamos ficar só um pouco adentro da orla. – Daeron combinou. – Lyra, preciso falar com você.

Lyra e Daeron saíram do salão, não muito depois sendo seguidos por Kate, Tiberius, Avery e Thomas. Enquanto o resto deles permaneceu na mesa, ainda conversando e comendo, a chefe dos aurores se aproximou do pequeno grupo restante.

— Bom dia, queridos! – Ela sorriu – Preciso falar em particular com as senhoritas Hoffwen e Cerasis, sim?

— Uh, claro. – Mary concordou após trocar um olhar rápido com Delayla.

A dupla seguiu Cora para o terceiro andar, onde ficava sua sala temporária. Ambas se sentaram nas cadeiras dispostas de frente a mesa da auror. A morena estava encostada em sua mesa de frente para elas, sorrindo.

— Sei que vocês não gostam muito de ter os aurores por perto, somos cheios de regras e blá blá blá. – Ela sorriu simpática – Eu quero que vocês saibam que podem confiar em mim com qualquer coisa, posso até ajuda-las com algum dever, caso vocês queiram. Acho que é muito importante ter um adulto por aqui com quem vocês possam contar, certo?

— Claro. – Ambas disseram em uníssono, sorrindo forçadamente.

— Podemos ir? Vamos acabar nos atrasando. – Delayla perguntou recebendo um aceno positivo como resposta. – Obrigada, srta. Crawley.

— Cora para amigos, queridas. – Ela corrigiu antes das meninas saírem.

Assim que as meninas fecharam a porta, Cora revirou os olhos e murmurou pragas para elas. Uma coisa que a morena sempre odiara era crianças, principalmente na adolescência, quando questionavam tudo. Ela sentou-se em sua cadeira estofada, acendendo um cigarro e observando a paisagem de sua janela, pensando em sua mãe.

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Elize, Samantha, Hunith, Mary, Matthew e Peter estavam matando aula nas arquibancadas do campo de quadribol, onde os dois garotos treinavam quadribol. As garotas ouviam o estranho relato da morena sobre a conversa com a auror enquanto uma coruja negra pousou ao lado de Elize, estendendo-lhe a perna.

— Olá, Zohra. – A loira cumprimentou sua coruja ao tirar a carta da perna e começar a ler. – Oh, merda! Isso é ruim em tantos níveis.

— O que é ruim, Liz? – Samantha indagou.

— “Queridas Elize e Kate, no próximo fim de semana, junto aos seus pais, vou a Hogwarts. Soube que vocês andaram jogando o nome da família na lama. Andar com sangues-ruins? Vocês estão se tornando uma vergonha à Família Ackles. Espero que consertem este erro horrendo até o dia que iremos, assim sua punição não será tão ruim. Vou dar-lhes um motivo ainda mais forte para lembrar do Toujours Pur. Atenciosamente, Tobias. ” – Ela leu em voz alta.

— Você acha que tem alguma coisa relacionada ao “chat com a Crawley”? – Hunith perguntou.

— Eu não duvidaria. – Ela respondeu, pensativa.

— Você vai avisar a Kate, certo? – Mary verificou.

— Claro que sim. – Elize sorriu.

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Katherine, Tiberius, Avery e Thomas não poderiam estar mais entediados. A professora Trelawney os pedira para determinar o futuro de seu parceiro através das bolas de cristal emprestadas a eles.

Avery fazia gestos e expressões de cigana, causando falsos espirros a Kate durante toda a aula. Ty dormia descaradamente enquanto Thomas fazia o dever da aula de Transfiguração. Não faltando muito tempo para a aula acabar, Sybill caiu no chão, parecendo estar tendo uma convulsão. Os quatro, seguidos de alguns alunos, tentaram ajudar a professora, que se debatia ainda mais.

— Os leões, as cobras, os texugos e as águias devem reunir-se para derrotar aqueles que se orgulham da pureza de seu sangue. Os jovens deverão sobrepujar aqueles que menos esperam. – Ela falou, em uma voz abafada e cortante, desmaiando em seguida.

O quarteto se entreolhou, indagando a si mesmos se eram eles e se os que perturbariam a paz era o mesmo grupo que assassinara a zeladora. Quando a diretora adentrou o local, seguida por Cora, eles foram ordenados a permanecer no local para perguntas.

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Cora andava apressadamente para a grande mansão a sua frente. Ela abriu a porta sem pensar duas vezes, sabendo eu seu mestre deveria ser informado imediatamente. Quando a morena entrara no local onde as reuniões aconteciam, o casal Le Fay estava conversando com uma mulher altas, doa de cachos negros revoltados.

— Mãe? – A auror indagou completamente chocada.