Notas iniciais
Olá a todos! Que tal uma nova informação desse mistério? Será que mudará tudo para vocês ou ainda não é o suficiente? O momento das respostas se aproxima, e espero que suas teorias, estejam certas. ;) Sem mais delongas, tenham todos uma ótima leitura! ♥

Tempos atrás...

Em uma cabana abandonada em meio a floresta, a mesma que era conhecida como "a cabana do desafio", havia uma pessoa. Aquilo que era visto como lenda, na verdade, era real, ou, se tornou real. A cabana de fato era habitada por alguém e aquela pessoa estava sentada à uma mesa velha, de madeira. Pela sua estatura física, se tratava de um homem e ele vestia uma calça preta e uma blusa moletom, estando encapuzado. Ele estava com os braços apoiados na mesa e cabisbaixo e ao seu lado direito, havia um celular. Naquele momento, a tela do celular acendeu, ao receber uma notificação de mensagem e aquele homem logo olhou em direção. Em seguida, ele pegou o aparelho para ver quem o contatava.

CHAT:

Jaden

(Jaden) — Olá.

(Jaden) — Você tem um minuto para conversar?

Desconhecido está agora online

(Desconhecido) — Quem é você e como conseguiu meu número?

(Jaden) — Esses são detalhes irrelevantes e que nos fará perder um precioso tempo.

(Jaden) — Já faz tempo que eu observo você, de uma forma diferente, esperando o momento certo para me comunicar.

(Jaden) — Você é a lenda responsável pelo sequestro de Hannah Donfort e, pelo que percebo, não está onde deveria, que é atrás das grades.

(Jaden) — Mas eu não estou aqui para falar disso.

(Jaden) — Eu estou aqui para lhe dar informações, que você nunca sequer imaginou, sobre uma pessoa específica.

(Jaden) — Ao saber dessas informações, você terá a oportunidade de se livrar dessa imagem de vilão e, talvez, quem sabe, se tornar um herói.

(Jaden) — Está preparado para isso?

Aquele desconhecido ficou estático por alguns instantes, enquanto que em seus olhos, foi possível enxergar uma certa esperança.

Agora...

Na casa dos amigos, a maioria havia chegado do trabalho e estavam em seus quartos. Exceto Jessy, que estava sentada à mesa da varanda, pensativa, enquanto encarava seu celular. Mais cedo, Dan havia entrado em contato com ela por mensagens. Ela, porém, não estava pronta para conversar e nem para tentar entender o passado dele, pois era necessário tempo para que todos assimilassem as informações recebidas. Porém, apesar de ter rejeitado a tentativa de Dan em conversar sobre tudo, naquele momento, Jessy encarava as mensagens que havia trocado com ele.

CHAT:

Dan

(Dan) — Oi bebê

Jessy está agora online

(Dan) — Eu sabia que corria o risco de ser ignorado, mas mesmo assim, precisava tentar.

(Dan) — Bem, eu não tenho muito o que dizer, a não ser...

(Dan) — Que sinto sua falta.

(Jessy) — Bom...

(Jessy) — Talvez eu tenha que agradecê-lo por ter evitado que eu cometesse um grande erro

(Dan) — Do que está falando?

(Jessy) — Tudo poderia ter sido pior se nós estivéssemos em uma relação

(Jessy) — Teria sido ainda mais terrível para mim descobrir que, além do meu irmão e do Richy, você também esconde segredos tão graves

(Dan) — Você está mesmo me comparando com esses dois???

(Jessy) — O que te difere deles, Dan???

(Jessy) — Me diz???

(Jessy) — Infelizmente, eu sinto algo por você, o que me faz sentir uma imensa tristeza agora

(Jessy) — Mas poderia estar sendo pior se estivéssemos em uma relação e, por isso, me sinto aliviada por não ter cometido esse erro

(Dan) — Então, eu seria um erro na sua vida... Uau...

(Jessy) — Preciso ir

(Jessy) — Eu não tenho mais tempo para conversar

(Jessy) — As meninas estão me esperando para almoçarmos juntas

(Dan) — Fique tranquila

(Dan) — Eu não pretendo mais tomar o seu precioso tempo

(Dan) — Assim como não pretendo mais procurá-la e, acredite, essa decisão me matará um pouco a cada dia

(Dan) — Porque diferente do que você me define, para mim, você foi a melhor coisa que já me aconteceu, mesmo que não tenhamos uma relação

(Dan) — O que eu sentia e sinto por você, é muito mais forte do que posso explicar

(Dan) — Mas não quero atrapalhar sua vida, assim como seu irmão e seu amiguinho fizeram e lamento se já fiz isso, mesmo que por pouco tempo

(Dan) — Portanto, mesmo que tenhamos que conviver um com o outro, por estarmos morando na mesma casa, prometo não lhe dirigir mais a palavra, a partir de hoje.

(Dan) — Adeus, Jessica.

Dan está agora offline

Após terminar a leitura das mensagens, Jessy travou a tela de seu celular, deixou ele sobre a mesa e suspirou, estando com os olhos marejados. Naquele momento, ela sentia a dor da ausência e um imenso arrependimento por ter falado palavras tão duras com Dan. Depois de alguns instantes, ela passou as mãos no rosto e respirou fundo, recuando suas lágrimas. Em seguida, ela se levantou e entrou na casa.

Ela seguiu até as escadas e as subiu. Ao chegar no topo, ela caminhou pelo corredor dos quartos, mas ao invés de parar na porta do que lhe correspondia, ela seguiu até o último quarto, que era o de Dan. Ao chegar em frente a porta, ela a encarou por alguns segundos, até que ergueu sua mão direita, mesmo relutante, para bater na mesma. Ela respirou fundo mais uma vez e bateu quatro vezes. Porém, alguns instantes se passaram e não houve resposta, assim como ninguém abriu a porta. Jessy, novamente, bateu quatro vezes e esperou mais alguns segundos, mas a resposta almejada, não veio. Estranhando o silêncio de Dan, ela aproximou seu ouvido da porta, numa tentativa de ouvir qualquer movimentação dele no quarto, mas logo se intrigou ao perceber que tudo estava quieto demais. Como já havia passado do horário em que Dan voltava do trabalho, Jessy se preocupou com sua ausência e insistiu em procurá-lo. Ela levou sua mão até a maçaneta e abriu a porta devagar.

(Jessy) — Dan? — Ela o chamou, espreitando o quarto.

Como não houve resposta, ela entrou no quarto e notou que nem mesmo a mochila que Dan levava para o trabalho estava no quarto, o que a deixou ainda mais preocupada.

Enquanto isso, Adie ainda estava em uma situação complexa. Ao ter seu braço agarrado, involuntariamente, ela soltou seu celular, que caiu no chão, e se virou rapidamente e extremamente assustada, encarando aquele que havia agarrado seu braço. Porém, era quem ela menos imaginava...

(Adie) — Dan?! Mas que merda você pensa que está fazendo aqui?! — Ela tirou seu braço bruscamente da mão dele.

Ele estava com seu uniforme de trabalho e carregava sua mochila preta, nas costas.

(Dan) — Me desculpe, Adie. Eu não queria te assustar. Eu só queria te alcançar antes que entrasse no Aurora.

Adie estava respirando pesadamente, ainda assustada e o olhou com raiva.

(Adie) — Ah, não queria me assustar?! Você é um idiota! — Ela deu um tapa no braço de Dan.

(Dan) — Ai! Calma, eu já pedi desculpas!

Adie continuou olhando-o com raiva, até que bufou e desviou o olhar para o seu celular, que ainda estava no chão. Em seguida, ela se aproximou do mesmo e o pegou, observando se a tela havia sido danificada.

(Adie) — Que bom que não aconteceu nada com o meu celular, do contrário, eu faria o mesmo dano em você.

(Dan) — Hum... — Ele desviou o olhar, balançando a cabeça em negação. — Que ótimo que esclareceu que seu celular é mais valioso do que eu.

Adie o olhou, com uma de suas sobrancelhas arqueada, mas revirou os olhos e logo voltou sua atenção para o celular, enviando a resposta para o delegado Alan. Em seguida, ela travou a tela de seu celular e o guardou no bolso de sua calça.

(Adie) — Será que você pode me dizer o que veio fazer aqui?

Dan a olhou.

(Dan) — Por um acaso o bar é seu, para que eu tenha que lhe dar explicações do porque estou aqui?

(Adie) — Não, não é. Mas o bar sequer está no horário de funcionamento, o que não justifica sua presença aqui, coincidentemente, no momento em que eu decidi vir falar com o Phil.

(Dan) — Ah, pense a porcaria que quiser! — Ele se virou e começou a caminhar, em direção de onde veio.

Adie o observou se afastando, até que bufou, revirou os olhos e começou a segui-lo.

(Adie) — Ei, espere.

(Dan) — Não. Eu não vou esperar.

(Adie) — Deixe de ser infantil!

Dan continuou caminhando, indiferente, e Adie o seguiu por mais alguns instantes, até que desistiu e parou.

(Adie) — Então vai à merda!

Naquele momento, Dan parou de caminhar e se virou, olhando-a.

(Dan) — Para a sua informação, eu já estou na merda, querida. Mas, mesmo assim, eu percebi que não deveria deixá-la sozinha.

Adie ficou em silêncio por alguns segundos, até que voltou a caminhar e se aproximou dele.

(Adie) — O que aconteceu?

(Dan) — Eu apenas aprendi uma importante lição, Adie... Se nossas intenções são as melhores, mas nossa presença pode fazer mal a alguém que amamos, é melhor nos retirarmos, mesmo que isso nos cause dor.

Adie ficou levemente surpresa e sem reação.

(Dan) — Por isso, eu vou embora. E me desculpe pelo celular. — Ele se virou e logo voltou a caminhar.

Adie o observou por mais alguns segundos, até que suspirou e ficou cabisbaixa.

(Adie) — Dan... Por favor, fique.

Dan parou e depois de alguns segundos, se virou, olhando-a. Adie levantou o olhar e tirou do bolso de sua calça as chaves do carro.

(Adie) — É ótimo tê-lo por perto... Apenas peço que espere um tempo no carro, enquanto eu falo com o Phil, pois ele se recusará a falar qualquer coisa na presença de outra pessoa. — Ela se aproximou e deu a chave, para que ele pegasse.

Dan a observou por alguns segundos, estando com as mãos nos bolsos e intercalando seu olhar entre ela e as chaves que ela segurava.

(Dan) — Eu fico, mas com uma condição.

(Adie) — E qual é?

(Dan) — Que aproveitemos que já estamos aqui para tomar um drink.

Ela se intrigou.

(Adie) — Pensei que tínhamos combinado de fazer isso na varanda de casa.

Dan suspirou e desviou o olhar.

(Dan) — Acontece que eu não quero voltar para casa tão cedo, e não me pergunte o porquê, pois não quero falar sobre isso.

Adie o observou por alguns segundos, em silêncio.

(Adie) — Certo, como quiser.

Dan voltou a olhá-la e pegou a chave do carro. Em seguida, ela se virou e os dois caminharam lado a lado, até Dan chegar no carro e entrar e Adie seguir até o bar Aurora.

Na delegacia de Duskwood, Alan e Brandon saíram da sala do delegado e caminhavam pelo corredor, a caminho da recepção. Alan pegou seu celular no bolso de sua calça, para olhar suas notificações e notou ter recebido uma mensagem de Adie.

(Alan) — Hum, a senhorita Folsham me respondeu.

Brandon, que caminhava ao seu lado, estando com as mãos nos bolsos, o olhou com serenidade, como se não se surpreendesse com a informação.

(Brandon) — E o que ela disse?

Alan finalizou a leitura da mensagem de Adie e guardou o celular no bolso.

(Alan) — Ela aceitou o meu convite para vir até aqui amanhã, para conversarmos. — Ele o olhou, esboçando um leve sorriso malicioso.

Brandon sorriu sutilmente e desviou o olhar.

(Brandon) — Que bom, senhor.

Enquanto isso, Adie entrou no bar Aurora, mas estranhou o fato de que parecia não haver ninguém. Ela olhava a sua volta atentamente, procurando por alguma movimentação, até que chegou próxima ao balcão do barman.

(Adie) — Olá...

Ninguém respondeu ao seu chamado. Porém, depois de alguns segundos, uma linda mulher, usando um vestido tubinho de cor rosa, saiu da cozinha e se aproximou do balcão.

(Lina) — Buf! — Ela bufou e revirou os olhos, ao ver Adie. — Você de novo? O que veio fazer aqui?

Adie arqueou uma de suas sobrancelhas.

(Adie) — Não se preocupe, eu não vim falar com você.

Lina franziu o cenho.

(Phil) — Adie! — Ele saiu da cozinha, vestido com uma camisa e calça básicas, ambas pretas, e sorrindo ao vê-la.

(Adie) — Oi, Phil. — Ela o olhou e sorriu sutilmente. — Tudo b... — Ela logo notou que o fecho da calça de Phil estava aberto, deixando a mostra o que não deveria. — Ah, Deus... — Ela desviou o olhar, constrangida.

Phil, ao olhar para onde ela olhou, logo percebeu o descuido.

(Phil) — Ah, d-desculpe. — Ele se apressou em fechar o zíper de sua calça.

(Lina) — Como acaba de perceber, você está sendo totalmente inconveniente.

Adie a olhou

(Adie) — E como você também deve ter percebido, eu não te perguntei absolutamente nada.

Lina se surpreendeu e ao mesmo tempo, se irritou.

(Lina) — Olha aqui garota! — Ela partiu pra cima de Adie, mesmo tendo o balcão como obstáculo, mas teve seu braço segurado por Phil.

(Phil) — Ei, já chega! Você não tem porque ser tão grosseira com a Adie.

Lina o olhou com raiva e o empurrou, se soltando de sua mão.

(Lina) — Você está defendendo ela?! Você viu como ela falou comigo?

(Phil) — Mas foi você quem começou!

Lina se surpreendeu, ficando boquiaberta.

(Lina) — Nossa... Pelo que percebo, você valoriza muito a presença dessa aí. Me diga logo de uma vez, Phil... — Ela cruzou os braços — O que você tem com essa garota?

Adie intercalava seu olhar entre ela e Phil, estando neutra.

(Phil) — Adie é minha amiga. — Ele olhou para Adie. — Melhor dizendo... Minha melhor amiga. — Ele sorriu sutilmente, como um galanteador.

Adie revirou os olhos e desviou o olhar, mas Lina se surpreendeu com a maneira em que Phil a olhou.

(Lina) — Pois bem... Então fique com a sua amiguinha a partir de hoje. — Ela saiu de trás do balcão e passou ao lado de Adie, enfurecida, e foi embora.

Após Lina sair, Adie olhou para Phil, que ainda sorria sutilmente.

(Phil) — Mal ela sabe que esse é o meu maior sonho.

Adie franziu o cenho.

(Adie) — Porque insiste em ser um idiota com as mulheres que tem sentimentos por você?

O sorriso de Phil logo se desfez.

(Phil) — Mas, Adie, eu apenas defendi você.

Ela suspirou, levemente irritada e desviou o olhar.

(Adie) — Tá, tanto faz. Eu não vim aqui para te dar lição de moral.

(Phil) — Hum... — Ele sorriu sutilmente e escorou os braços no balcão. — E ao que devo o imenso prazer de sua visita?

Adie voltou a olhá-lo.

(Adie) — Eu disse que voltaria em outro momento para continuarmos aquele assunto da Lucy, não se lembra?

Phil logo ficou sério, suspirou e desviou o olhar por um breve momento, incomodado.

(Phil) — Adie, eu odeio falar sobre esse assunto. — Ele voltou a olhá-la.

(Adie) — Eu prometo que será a última vez em que toco nesse assunto, desde que você responda todas as minhas perguntas.

Ele desviou o olhar novamente e ficou pensativo por alguns segundos.

(Phil) — Certo... — Ele voltou a olhá-la. — Tudo bem. Mas, antes, sente-se e escolha o que quer beber.

Adie se aproximou de um dos banquinhos, que ficavam em frente ao balcão, e se sentou.

(Phil) — Eu bebi um drink agora a pouco, mas já que temos que falar disso, eu vou precisar de mais álcool. Vou até a cozinha, preparar uma marguerita para mim, você quer?

(Adie) — Hum... Eu devo mesmo confiar no que vier da cozinha?

Ele deu uma leve risada.

(Phil) — Você pode ficar tranquila. Mesmo após ingerir álcool, eu sou muito focado e faço tais coisas com o máximo de atenção possível, cuidando para não esbarrar em nada além de pontos, muito específicos, de prazer. — Ele olhou para Adie de cima a baixo e mordiscou o lábio inferior. — Se quiser, posso te dar uma demonstração do que estou dizendo.

Ela, que encarava-o extremamente séria, arqueou uma de suas sobrancelhas.

(Adie) — Pois bem... Demonstre isso, focando em me trazer um copo de água com gelo e limão, o que me proporcionará o prazer de degustá-la.

Phil riu.

(Phil) — Como quiser, gata. — Ele piscou para ela. — Eu já volto. — Ele foi até a cozinha.

Adie deu uma leve risada e pegou seu celular no bolso de sua calça.

Enquanto isso, na casa, Jessy saiu do quarto de Dan e foi até a cozinha. Mas ao chegar na sala de jantar, ela viu Lilly sentada à mesa, tomando uma xícara de café e mexendo em seu celular.

(Jessy) — Oi. — Ela se aproximou.

Lilly logo a olhou.

(Lilly) — Oi, Jessy. — Ela travou a tela de seu celular e o deixou sobre a mesa.

Jessy se sentou à mesa, a duas cadeiras de distância.

(Jessy) — O Dan ainda não chegou do trabalho e eu estou muito preocupada.

(Lilly) — É sério?! Mas ele é sempre o primeiro a chegar.

(Jessy) — Sim, mas já é noite e ele ainda não voltou. E o pior de tudo, eu sou a culpada por isso. — Ela suspirou, escorou os cotovelos na mesa e passou as mãos no rosto.

Lilly se intrigou.

(Lilly) — Você?

(Jessy) — Sim. — Ela voltou a olhá-la. — Ele tentou falar comigo mais cedo e eu deixei claro que, para mim, tudo que aconteceu provou que ter uma relação com ele, seria um grande erro.

Lilly ficou levemente surpresa.

(Lilly) — Nossa... — Ela desviou o olhar e tomou um pouco de seu café.

(Jessy) — Depois disso, ele prometeu que não voltaria mais a me dirigir a palavra e... Só agora eu entendo o quanto a ausência dele me dói. — Ela ficou cabisbaixa.

Lilly voltou a olhá-la.

(Lilly) — Eu entendo. — Ela suspirou. — Bem, tudo que eu posso dizer é que teremos que encontrar uma maneira de resolver essa situação que nós mesmas criamos. Nós tivemos uma boa intenção, mas as consequências de nossas ações, distanciou nosso grupo por inteiro. Veja... Perceba o quanto tudo por aqui está silencioso.

Jessy a olhou por um breve momento, até que ficou cabisbaixa novamente.

(Lilly) — Eu também estou me sentindo péssima e sei que a única maneira de consertarmos isso, é deixando nosso orgulho de lado, Jessy.

Jessy voltou a olhá-la.

(Lilly) — Não há outra maneira.

Jessy suspirou e ficou pensativa.

No bar Aurora, Phil retornou da cozinha, segurando uma bandeja com um copo de água com limão e gelo e uma taça de marguerita.

(Phil) — Aqui está sua água. — Ele a serviu.

(Adie) — Obrigada.

Em seguida, ele colocou sua taça em cima do balcão e se sentou em um banquinho, ficando de frente para Adie.

(Phil) — E então, como estão todos na casa?

(Adie) — Bem, eu acredito.

(Phil) — E porque não tem certeza? — Ele virou um gole de sua bebida.

(Adie) — Porque eu não os vi hoje ainda, e chega de rodeios. Vamos falar do que realmente importa.

(Phil) — Eu só estou tentando tornar as coisas mais leves. Falar sobre isso realmente me incomoda.

(Adie) — Eu não entendo... Se é, de fato, tão incômodo para você, porque fez sexo com a esposa de seu melhor amigo?

(Phil) — Acontece que, por mais que outros homens não tenham coragem de reconhecer, eu admito... — Ele a olhou com desejo. — Foi exatamente porque eu sou incapaz de controlar meu desejo... — Ele aproximou seu rosto do dela, de forma que seus lábios ficaram próximos, e ele os olhou, desejando-os. — Diante de mulheres tão lindas. — Ele sussurrou e voltou a olhá-la nos olhos.

Adie bufou e virou o rosto, mas apesar de sua rejeição, Phil sorriu, como um galanteador e se afastou.

(Adie) — Ou seja... — Ela voltou a olhá-lo. — É exatamente porque você se assemelha a um cachorro com um cio incessante.

(Phil) — Ah, não fale assim. Vai me dizer que não te intriga o fato de que as mulheres, da qual eu me envolvo, sempre se apaixonam?

(Adie) — Bem, o que eu não pude deixar de notar, é o que elas têm em comum, que são comportamentos de pessoas inseguras e sem amor próprio.

Phil ficou em silêncio, apenas olhando-a, ainda esboçando um leve sorriso galanteador.

(Phil) — É exatamente por isso que você me fascina. Você é diferente... — Ele mordiscou o lábio inferior novamente. — Eu sou um apreciador da beleza feminina em todas as suas nuances, e consigo estar com mulheres maravilhosas apenas por ser sincero. Porém, mesmo conseguindo isso, existe apenas uma mulher que eu de fato gostaria de ter todos os dias e de todas as formas.

Ela franziu o cenho e Phil voltou a se aproximar.

(Phil) — Por essa mulher eu renunciaria tudo e me tornaria alguém diferente. — Ele acariciou o queixo dela com a ponta dos dedos. — Basta apenas um sim, Adie... E eu mudo de vida completamente, por você.

Adie permaneceu séria, olhando-o nos olhos e afastou a mão dele de seu rosto.

(Adie) — Certo. Muito fofo seu discurso, mas... Eu espero que tenha acabado com a conversa fiada, porque está na hora de você responder às minhas perguntas. — Ela tirou os cotovelos do balcão, endireitando sua postura e pegou seu copo de água, bebendo um gole da mesma.

Phil suspirou, desapontado, e endireitou sua postura, também tirando os braços do balcão.

(Phil) — Certo, certo. Já que não tenho saída...

(Adie) — Me diga, você tinha consciência da amizade entre o Derick e o Richy?

Ele virou um gole de sua bebida.

(Phil) — Bom... Sim. O Derick sempre levava o carro para fazer manutenções na Roger's Garage e, para falar a verdade, foi através dele que eu conheci o Richy. Os dois se tornaram amigos e de vez em quando, o Richy vinha até o bar com o Derick.

Adie se surpreendeu.

(Adie) — E porque você não mencionou isso quando me contou sobre o Derick?

(Phil) — Eu não achei que isso fosse importante, afinal, o Richy está morto.

Ela desviou o olhar e suspirou.

(Adie) — Bem, eu... Eu acreditei que você tivesse conhecido o Richy através da Jessy.

(Phil) — Não. A Jessy começou a trabalhar na Roger's um tempo depois, quando eu já o conhecia.

(Adie) — Entendo. E alguém mais soube do seu caso com a Lucy?

(Phil) — Não. Eu nunca contei isso para ninguém, além de você, é claro.

(Adie) — E a Lucy? Será que ela contou isso ao Derick, ou... a outra pessoa?

(Phil) — Bem, eu cheguei a acreditar nisso por um tempo, pois da última vez em que o Derick se comunicou comigo por mensagem, o que já faz exatamente um mês, ele havia me dito que estava se mudando para Colville, o que me fez acreditar que essa mudança havia sido influenciada por algo que a Lucy falou. Porém, anteontem, ele me surpreendeu ao vir visitar o bar, sem a companhia dela, é claro. Eu acreditava mesmo que nunca mais o veria.

(Adie) — E você acha mesmo que se ele descobrir o que você fez com a mulher dele, ele simplesmente vai embora, sem antes vir aqui arrebentar sua cara?

Phil ficou levemente surpreso.

(Phil) — E porque ele faria isso? Sendo que a esposa dele não é nenhuma vítima inocente.

(Adie) — Hum... Vai saber. Enfim... Precisamos entender quem teve acesso a essa informação. — Ela ficou com o olhar distante, pensativa. — Se não foi ele, então, quem contou ao Richy sobre isso?

Phil se intrigou.

(Phil) — Richy?

Adie logo voltou a olhá-lo.

(Adie) — Nada, esquece. Me diz... Até onde você está disposto a me ajudar a descobrir mais sobre isso?

Phil ficou pensativo por alguns segundos.

(Phil) — Bem... Você sabe que eu faria qualquer coisa por você, Adie.

(Adie) — Até mesmo... Entrar em contato com a Lucy e pedir para que ela venha até aqui?

Phil ficou extremamente surpreso e sem resposta por alguns instantes. Ele desviou o olhar por um breve momento e suspirou.

(Phil) — Não há outra maneira de te ajudar? — Ele voltou a olhá-la.

(Adie) — Ah, qual é, Phil... Colville está a aproximadamente 5 horas de distância e se o percurso for feito de carro, temos a chance de obter essas respostas ainda hoje. Ela é a única que pode esclarecer nossas dúvidas.

(Phil) — E se ela não souber de nada?

(Adie) — Bem, é um risco que precisamos correr.

Phil suspirou, balançando a cabeça em negação.

(Phil) — Adie, acontece que se eu entrar em contato e pedir para que ela venha até aqui, ela pode entender tudo errado e achar que quero outra coisa.

(Adie) — Fique tranquilo. Eu só preciso que você atraia ela até aqui. Quando ela chegar, eu irei assumir a conversa.

Ele desviou o olhar e ficou pensativo por mais alguns segundos.

(Phil) — Tudo bem. Eu faço isso...

Adie sorriu.

(Adie) — Obriga...

(Phil) — Mas...Tem uma condição.

O sorriso de Adie logo se desfez.

(Adie) — E qual é?

(Phil) — Que eu apresente você a ela, como minha namorada.

Adie ficou extremamente surpresa ao ser coagida por aquela proposta.

Notas finais
Obrigada por chegarem até aqui! ♥