Notas iniciais
Olá a todos! Bora de mais um capítulo? Espero que gostem ♥ Tenham todos uma ótima leitura!

Depois de alguns minutos de estrada, Adie, Cleo, Hannah, Lilly e Jessy chegaram ao Aurora. Por ser um dia de menos movimento, Phil, que estava atrás de seu balcão e mexia em seu celular, notou algumas pessoas entrando no bar e, ao olhar em direção, se surpreendeu ao vê-las.

(Hannah) — Vamos sentar naquela mesa. – Ela apontou para uma mesa que estava no canto superior esquerdo.

(Jessy) — Sim, vamos.

Todas seguiram até a mesa e, enquanto se sentavam, Phil se aproximou.

(Phil) — Que adorável surpresa, senhoritas! – Ele esboçou um sutil sorriso galanteador.

Hannah e Lilly sorriram sutilmente, mas Jessy o olhou com uma certa reprovação e Cleo e Adie não se esforçaram para sorrir.

(Hannah) — Oi, Phil. É bom poder estar aqui novamente, depois de tanto tempo.

(Phil) — É um enorme prazer tê-la aqui, Hannah e, devo ressaltar, que vocês estão lindas. – Apesar de direcionar sua fala a todas, ele olhou para Adie, que logo desviou o olhar, incomodada. — Bem, aqui está o cardápio e quando decidirem o que pedir, é só acenar para mim que, obviamente, estarei atento a vocês e imediatamente virei atendê-las. – Ele esboçou um sutil sorriso galanteador novamente. — Com licença. – Antes de sair, ele olhou novamente para Adie, que olhava para o cardápio sobre a mesa, e se virou, retornando para o balcão.

(Cleo) — Nossa, é incrível como ele nunca muda, urgh.

Jessy suspirou, incomodada.

(Adie) — É… Eu tenho que concordar.

(Jessy) — Bem, vamos focar na nossa noite. – Ela pegou o cardápio e o olhou por alguns segundos. — Eu estou afim de um Jäger Ginger. Alguém mais?

(Hannah) — Eu também quero um.

(Lilly) — Eu vou pedir uma margarita.

(Cleo) — Bem, antes de todas pedirem bebidas com álcool, precisamos saber quem vai dirigir de volta para casa. Afinal, ninguém aqui quer dar uma de Dan.

Lilly e Adie riram.

(Lilly) — Que cruel!

Cleo também riu.

(Jessy) — Bem, o carro é da Adie, então…

(Adie) — Então o que?! Eu já dirigi na vinda e não vejo problema algum em deixá-lo sob a direção de uma de vocês.

Todas pensaram por alguns segundos, até que Lilly bufou.

(Lilly) — Tudo bem, eu dirijo na volta.

(Cleo) — Ufa! Pensei que sobraria para mim.

Todas riram.

(Adie) — Isso quer dizer que você pretende encher a cara hoje?

(Cleo) — Bem, já que eu estou livre da responsabilidade de dirigir, não é uma má ideia. A propósito, eu quero a margarita que a Lilly ia beber, antes de se tornar a motorista da noite. – Ela sorriu com deboche, olhando para Lilly.

(Lilly) — Ah, e quem disse que eu não vou beber pelo menos uma margarita? Não banque a esperta!

Cleo riu.

(Jessy) — Então, vocês duas vão querer uma margarita, certo?

(Cleo) — Sim, por favor. E enquanto vocês fazem os pedidos para o Phil, eu vou ao banheiro. – Ela logo se levantou.

(Adie) — Eu vou com você. – Ela também se levantou.

(Jessy) — E o que você vai beber, Adie?

(Adie) — Hum… Hoje vou começar com um Manhattan. – Ela piscou para Jessy.

(Jessy) — Certo. – Ela sorriu.

Cleo e Adie foram até o banheiro e Jessy acenou para Phil, chamando-o até a mesa. Ele logo viu o sinal de sua irmã e seguiu em direção, passando ao lado de Adie e Cleo, que foram totalmente indiferentes a ele.

Enquanto isso, na casa, o silêncio tomou conta por alguns segundos e Jake encarava Dan que, juntamente com Thomas, o encarava de volta.

(Jake) — Eu fiz uma pergunta, Daniel. Por favor, repita o que disse sobre a Adie.

(Dan) — É… – Ele olhou para Thomas por um breve momento. — Bem… Desde quando você ouve conversas alheias?

(Jake) — Sem rodeios! Você disse que a Adie aceitou ser namorada do Phil por uma noite, em troca de informações, ou eu ouvi mal?

Dan pensou por alguns segundos, até que bufou.

(Dan) — Não, você ouviu bem. E eu pensei que essa seria a primeira coisa que ela te contaria ao chegar em casa, mas pelo visto…

(Thomas) — Espera, espera… Ela chegou a… a ter algo com ele em troca de informações?!

Jake logo o olhou, com raiva.

(Dan) — Não! Você ficou doido?! Ela não é tão maluca assim! Ela só aceitou que ele a apresentasse para a tal Lucy como namorada. Bem, pelo menos, foi só isso que eu vi. Depois, eu bebi demais e não sei o que aconteceu.

Jake estava claramente furioso e respirava pesadamente. Sem dizer nada, ele apenas se virou e seguiu até as escadas, subindo-as. Ao chegar no seu quarto e entrar, ele bateu a porta, o que fez Thomas e Dan se assustarem.

(Dan) — Cara… Eu acho que fiz merda. – Ele balançou a cabeça em negação, preocupado.

Sem dizer nada, Thomas desviou o olhar, ainda surpreso com as informações que acabara de ter.

No bar Aurora, as garotas já haviam sido servidas e saboreavam suas bebidas e alguns petiscos enquanto conversavam.

(Hannah) — Hum… – Ela tomou um pouco de seu Jäger Ginger por um canudo. — E o que você ia nos contar no carro, Lilly?

(Lilly) — Ah, bem… Agora eu estou com vergonha de contar.

Adie arqueou uma de suas sobrancelhas.

(Adie) — Vergonha? Eu esperava que você fosse se sentir assim antes de ingerir álcool.

(Jessy) — É um pouco tarde para ter vergonha, Lilly. Você já nos deixou curiosa.

(Hannah) — Uhum. – Ela assentiu com a cabeça. — Muito curiosa.

Lilly estava um pouco sem jeito, como se precisasse encontrar uma maneira melhor para confessar um segredo surpreendente. Depois de alguns segundos, ela suspirou.

(Lilly) — Ai… Certo, vamos lá… Vocês se lembram dos policiais que estavam na busca na floresta?

(Jessy) — Sim.

(Cleo) — Claro. Eram tão bonitos e gentis, que não poderíamos esquecê-los.

Todas olharam Cleo, levemente surpresas.

(Cleo) — O que foi? É a verdade.

(Jessy) — É, eu tenho que concordar.

(Adie) — Todas concordamos. Continue, Lilly.

(Lilly) — Bom, todos são realmente muito bonitos, mas, um em especial, me chamou a atenção de um jeito diferente.

Todas se surpreenderam.

(Hannah) — Qual deles?

(Lilly) — Foi o mesmo que foi revistar a casa quando a Adie sofreu o ataque do homem sem rosto.

(Cleo) — Haviam dois. Qual deles seria?

(Lilly) — Bem… O mesmo que acompanhou a Adie durante a busca.

Adie, que estava olhando em direção aos petiscos e havia pegado uma azeitona com o palito, logo a olhou.

(Jessy) — Ah, me lembro dele. Como ele se chama mesmo?

(Lilly) — Esse é o problema. Devido a tudo que tem acontecido desde então, eu esqueci o nome dele.

(Adie) — Brandon.

Lilly se surpreendeu e sorriu.

(Lilly) — Sim, é ele mesmo!

(Hannah) — Tenho que admitir que você tem um ótimo gosto. Ele é realmente um gato!

(Lilly) — Sim… – Ela suspirou e sorriu sutilmente, como uma boba apaixonada.

(Cleo) — Bem, e agora que você tem um nome, pode procurá-lo nas redes sociais.

(Jessy) — Verdade.

(Lilly) — Ah, eu não sei se isso seria uma boa ideia. Apesar do meu interesse por ele, tanto no dia da revista na casa, quanto no dia da busca, ele sequer me olhou. É como se ele fosse sempre muito profissional.

(Hannah) — Sinceramente, acho que todos eles se parecem bastante com o delegado, que é sempre muito sério e reservado.

(Cleo) — Concordo.

Lilly ficou pensativa por alguns segundos, até que olhou para Adie.

(Lilly) — Adie, quando você e ele desapareceram no dia da busca, onde passaram a noite?

Adie, que havia acabado de tomar um gole de seu manhattan, ficou pensativa por alguns segundos.

Enquanto isso, no quarto de Jake, ele estava sentado em frente ao seu computador e encarava a tela através de seus óculos, estando com um olhar raivoso. Naquele momento, em sua mente, lembranças que descreviam exatamente seus sentimentos atuais, ecoavam.

Flashback on

(Cena do capítulo 11 — O Mistério Tem Um Nome)

…

Thomas voltou a olhar para o jogo e movimentou mais uma peça no tabuleiro, passando a vez para Jake.

(Thomas) — Sabe... Somos parecidos nessa parte. Eu nunca fui muito bom em dizer ou demonstrar o que sinto. – Ele suspirou e desviou o olhar por um breve momento, em direção aos rapazes que ainda carregavam coisas. — Mas tudo mudou quando a Hannah desapareceu.

Jake, que estava atento ao jogo, logo o olhou.

(Thomas) — Quando eu soube que ela estava em perigo, todas as emoções que eu nunca fui bom em deixar aparecer, saíram automaticamente. Foi quando eu percebi o quanto a amo, mas também foi quando eu descobri o quão longe sou capaz de ir para salvá-la, para recuperá-la, para não perdê-la.

Jake voltou a olhar para o jogo e ficou pensativo.

(Thomas) — Foi quando descobri que eu estaria disposto a matar e a morrer por ela. Mas também foi quando descobri que, se algum idiota, como ele... – Ele apontou o dedo discretamente para Phil. — Voltar a se aproximar dela com segundas intenções, eu não responderei por mim.

….

Tempos depois…

(Cena do capítulo 22 — O Fim das Incertezas)

…

(Phil) — Hum, eu duvido muito que ela queira alguém tão sem graça como você, e eu já disse que não vou deixar de lutar para conquistá-la.

(Jake) — O que você acha que ela é? Um troféu?

(Phil) — Quem está falando dela como se fosse uma propriedade é você! – Ele disse alterado. — Para mim, ela é a mulher mais incrível que já conheci e não pretendo desistir dela porque você está me pedindo, ou melhor, me ordenando. – Ele disse com deboche.

(Jake) — Eu não vou mais perder meu tempo com você. Já está avisado.

Phil se aproximou de um jeito ameaçador.

(Phil) — Ah é? E o que vai fazer se eu não obedecer?

Jake o olhou nos olhos, sem nenhuma intimidação.

(Jake) — Só tenha em mente que você não me conhece, Phillip. E há pessoas que não precisam de força física para acabar com outras.

Flashback off

Após essas lembranças, Jake bufou, se ajeitou na cadeira e colocou suas mãos sobre o teclado. Em seguida, já em posse de um endereço de IP, ele inseriu as informações num sistema que a alguns meses ele não utilizava. Se tratava de um sistema desenvolvido clandestinamente por um grupo de hackers russos, projetado para fazer invasões em dispositivos independentemente do grau de segurança e do tipo de sistema operacional do smartphone. Logo após inserir as informações, levou cerca de um minuto para que seu acesso fosse garantido e, estranhamente, um sutil sorriso malicioso surgiu em seus lábios.

No bar Aurora, Adie suspirou e desviou o olhar por um breve momento, se lembrando daquele dia que, apesar do tempo que passou, ainda era difícil falar sobre.

(Adie) — Bem… Por sorte, encontramos uma cabana velha na floresta e nos abrigamos nela.

(Jessy) — E os tiros? Acertaram quem?

Adie ficou cabisbaixa por alguns segundos, claramente incomodada.

(Adie) — Nós dois. – Ela voltou a olhá-las.

Todas se surpreenderam.

(Hannah) — O quê?!

(Cleo) — Mas… Como isso é possível?! Você parecia estar perfeitamente bem, fisicamente, quando voltou.

(Lilly) — É verdade. Nem mesmo a sua jaqueta tinha alguma mancha de sangue ou perfuração.

(Adie) — Eu apenas escondi muito bem. Minha jaqueta não foi afetada porque eu estava sem ela no momento em que fui ferida. Depois de caminhar alguns metros pela floresta, eu a tirei por ter sentido calor.

Todas estavam claramente perplexas.

(Cleo) — E porque vocês não pediram ajuda ao invés de se esconderem?

(Adie) — Sinceramente, eu não tenho uma explicação plausível para nossa atitude. Tudo aconteceu tão rápido que nós só nos preocupamos em nos manter seguros. Além disso, eu e o Brandon estávamos perdendo sangue e era mais prudente nos abrigarmos para cuidarmos das feridas.

(Jessy) — E porque você escondeu tudo isso da gente, Adie?

(Adie) — Porque eu não queria preocupá-los e nem que vocês me forçassem a ir ao hospital. Eu sabia como cuidar daquela ferida e tudo que eu menos queria naquele momento, eram perguntas. – Ela ficou com o olhar distante por alguns segundos, até que suspirou. — Bem… Hoje compreendo que, talvez, eu devo me desculpar por isso.

(Lilly) — Não, Adie… Você não precisa se desculpar. Sabe… nesses últimos dias, eu pude refletir um pouco sobre sua maneira de ser. Nós do grupo estamos acostumados a compartilhar nossos sentimentos uns com os outros e por isso nos consideramos melhores amigos, mas você é diferente. Talvez, por coisas que aconteceram em sua vida e lhe fizeram ser assim, mais reservada, ou apenas por ser uma característica da sua personalidade, mas, independente do motivo, eu compreendi que não é por mal e isso não muda o fato de você também fazer parte do nosso grupo de melhores amigos. Além disso, o Jake também é assim e sabemos que a vida o levou a reprimir tanto as próprias emoções, que chegou ao ponto de ter dificuldades de reconhecê-las. Mas é exatamente por isso que vocês estão juntos… Porque vocês são iguais e conseguem se entender, como ninguém mais conseguiria.

Adie pensou por alguns segundos, até que assentiu com a cabeça e esboçou um sutil sorriso.

(Adie) — Você tem razão… Somos iguais.

(Jessy) — E é por isso que ele sempre confiou tanto em você. Coisas assim, nós sentimos.

(Adie) — Sim… – Ela ficou cabisbaixa por um breve momento.

(Hannah) — Que bom que finalmente vocês chegaram ao ponto de entendê-la ao invés de julgá-la.

Lilly também ficou cabisbaixa por um breve momento e suspirou.

(Lilly) — Acontece que está na hora de seguirmos em frente e aceitarmos o que o Richy se tornou, sem achar que todo mundo é da mesma forma.

(Cleo) — Você tem razão. E eu me desculpo mais uma vez, Adie, por ter permitido que a minha decepção com o Richy me fizesse julgá-la mal em alguns momentos, como se a história pudesse estar se repetindo.

Adie sorriu sutilmente.

(Adie) — Eu fico muito feliz que vocês estejam conseguindo ressignificar tudo, mesmo que o Richy ainda não tenha parado. Olhem… Eu quero que guardem bem o que vou dizer agora…

Todas a olhavam atentamente.

(Adie) — Todas nós somos adultas o suficiente para compreender que o futuro é sempre incerto. E como eu ainda sou o alvo de alguém, da qual desconheço as intenções e os motivos que o levaram a me perseguir, quero que vocês tenham a certeza de que eu sempre fui autêntica. Vocês me conheceram verdadeiramente e tudo que fiz e vivi com vocês… foi com sinceridade. – Os olhos dela marejaram. — Independente do que me espera no futuro, vocês sempre serão muito importantes para mim.

Todas a olhavam com ternura e sorriam sutilmente.

(Hannah) — Ai, amiga, você vai me fazer chorar. – Ela abanou o rosto com a mão direita e respirou fundo, tentando impedir o choro.

(Lilly) — Você também é muito importante para nós, Adie.

(Jessy) — Sim. Mas, por favor, pare de falar como se o pior fosse acontecer. Lembre-se que agora todas vamos apoiar você e faremos tudo que for possível para protegê-la.

Adie suspirou e assentiu com a cabeça, esboçando um sutil sorriso.

Naquele momento, enquanto elas conversavam, Phil, que estava distraído com o seu celular, olhou em direção a Adie e ficou admirando-a. Depois de alguns segundos, ele suspirou e voltou a olhar para o seu celular. Estando em uma de suas redes sociais, ele rolava publicações para cima, porém, de repente, a tela de seu celular teve uma interferência. Ele estranhou, mas, após passar alguns segundos sem que aquilo se repetisse, ele apenas balançou a cabeça em negação e continuou passando as publicações. Porém, de repente, toques fantasmas começaram a surgir em sua tela, fechando e abrindo aplicativos aleatórios, até que o chat foi aberto e os toques pararam.

(Phil) — Mas que porra está acontecendo com esse celular?!

Irritado, ele fechou o chat e voltou a abrir a rede social em que estava antes, insistindo em olhar as publicações. Porém, depois de alguns segundos, começaram a acontecer interferências seguidas, até que a tela ficou totalmente escura e, de repente, um olho vermelho apareceu. Phil se intrigou extremamente e após surgir a imagem do olho, uma voz modificada, disse: Eu avisei!

Ele tomou um susto e imediatamente deixou o celular sobre o balcão. A tela de seu telefone se apagou por completo e em seguida, ele começou a olhar a sua volta, assustado e tentando encontrar alguém que fosse suspeito e pudesse ser o autor daquela possível brincadeira de mal gosto. Porém, todos no bar estavam distraídos, conversando, sorrindo, e ninguém parecia suspeito o bastante para tal coisa. Seu olhar parou em Adie que, naquele instante, o olhou por um breve momento, mas logo voltou sua atenção para a sua bebida.

Após virar um gole de seu manhattan, Adie olhou para Hannah, pensativa.

(Adie) — Hannah, me perdoe se eu estiver sendo inconveniente, mas… como foi para você e para Lilly aceitarem um meio irmão, que foi fruto de uma infidelidade de seu pai?

Hannah suspirou e ficou pensativa, enquanto Lilly olhou para baixo, em direção ao seu copo, por um breve momento.

(Hannah) — Bem… O Jake não tem culpa de nada. Seria injusto odiá-lo por um erro do nosso pai.

(Lilly) — Sendo ele, o único inocente dessa história.

(Adie) — Isso é muito nobre da parte de vocês.

Adie suspirou e, estranhamente, pareceu se entristecer e ficar pensativa, enquanto olhava para o seu copo.

(Cleo) — E você tem irmãos, Adie?

Ela logo a olhou.

(Adie) — Ah… Bom… Sim.

Todas ficaram levemente surpresas.

(Hannah) — Que incrível! Nós nunca soubemos disso! São irmãos, irmãs, ou apenas um de cada?

Adie pensou por alguns segundos e suspirou.

(Adie) — Apenas um irmão.

(Lilly) — E onde ele está?

(Adie) — Bem…

(Hannah) — Ele se parece com você?

(Adie) — Hum… Eu nunca parei para observar.

(Hannah) — Bem, se ele for bonito como você, apresente-o para a Cleo. – Ela sorriu com um leve deboche, olhando para Cleo, e bebeu um gole de seu Jäger Jinger pelo canudo.

Adie sorriu e Cleo se surpreendeu e logo olhou para Hannah, com o cenho franzido.

(Cleo) — Vem cá, porque essa insistência em me empurrar para alguém hoje?

(Lilly) — Seria bem interessante se você conhecesse e tivesse uma relação com o irmão da Adie. Isso faria com que ela tivesse três cunhadas no nosso grupo de amigos. – Ela sorriu.

(Jessy) — É verdade! Ah, eu adoraria ser sua cunhada também, Adie.

Todas olharam Jessy, levemente surpresas.

(Cleo) — Não repita isso perto do Jake, pois ele a odiaria. Afinal, todos nós já sabemos que ele não suporta o Phil, exatamente porque ele insiste em tentar tornar a Adie sua cunhada.

(Lilly) — Uhum, isso é verdade.

(Jessy) — Ai, vocês entenderam errado! Eu não me refiro a ser cunhada da Adie por ela ficar com o Phil, mas, já que a Cleo não se interessou em conhecer seu irmão…

Adie a olhou surpresa.

(Cleo) — Ei, eu não disse isso! E porque eu acabo de sentir ciúmes de alguém que eu sequer conheço? – Ela bufou, balançando a cabeça em negação e virou o último gole de sua margarita.

Hannah, Lilly e Jessy deram risada.

(Adie) — Mas… e o Dan, Jessy?

Jessy a olhou e suspirou entristecida.

(Jessy) — Ah, Adie, sejamos realistas… Ele nunca vai me perdoar.

(Hannah) — Não perca as esperanças, amiga. Eu pensei isso sobre o Thomas e, finalmente, nos acertamos.

Jessy desviou o olhar por um breve momento, sem expectativa.

(Lilly) — Ah, seria tão bom se todos se acertassem. Faltaria apenas a Adie apresentar o irmão dela para a Cleo e o meu querido Brandon me notar. Hum… – Ela suspirou, como uma boba apaixonada.

(Hannah) — Ah, seria tão lindo!

Sem dizer nada, Adie deu uma leve risada e virou o restante de sua bebida.

(Jessy) — Enquanto isso não acontece… Precisamos de mais bebidas. Todas prontas para a segunda rodada?

(Adie) — Sempre!

(Cleo) — Vamos lá!

(Hannah) — Com certeza!

(Lilly) — Para mim, apenas um refrigerante, é claro. – Ela bufou e revirou os olhos.

Jessy sorriu e logo acenou para Phil. Ele, porém, estava distraído, olhando para a tela de seu celular, que ainda permanecia totalmente preta.

(Jessy) — Ah, ele não olha. Eu vou até lá. – Ela se levantou e foi até o balcão.

Estando preocupado, Phil não percebeu que ela havia se aproximado e o olhava.

(Jessy) — Phil?

Ele tomou um leve susto e a olhou.

(Phil) — O que é?

(Jessy) — Estamos querendo pedir mais bebidas.

Ele a olhou com desdém e bufou. Em seguida, ele pegou de seu bolso um pequeno bloco de folhas para anotar os pedidos e uma caneta.

(Phil) — O que querem?

Jessy arqueou uma de suas sobrancelhas.

(Jessy) — Eu esperava que você fosse até a mesa para que nós falássemos o que queremos. Está mesmo esperando que eu faça o seu trabalho?

Ele franziu o cenho, pois estranhou o tom em que Jessy falou, o que era uma novidade.

(Phil) — Qual é a sua, hein? Hum. – Ele resmungou, balançando a cabeça em negação e foi até a mesa das meninas.

Jessy deu de ombros e também voltou para a mesa.

(Phil) — E então, lindas… – Ele disse ao se aproximar. — O que desejam?

As garotas o olharam e Jessy se sentou onde estava antes.

(Hannah) — Bem, eu vou querer uma margarita.

(Cleo) — Um manhattan para mim.

(Adie) — Outro para mim também.

(Lilly) — Eu quero um refrigerante de uva.

(Jessy) — Para mim, um Dunkel e Stürming.

(Phil) — Certo… – Ele terminou de anotar os pedidos no pequeno bloco de folhas. — Dessa vez, irei trazer pessoalmente os pedidos de você. – Ele esboçou um sorriso galanteador e olhou para Adie. — Com licença.

Ela logo desviou o olhar e Phil se virou e seguiu até a cozinha.

(Hannah) — Então… Do que falávamos?

(Adie) — Do quanto seria bom todos do grupo se acertarem.

(Lilly) — E do quanto eu gostaria que o policial Brandon me notasse.

Adie a olhou com uma de suas sobrancelhas arqueada.

(Adie) — Você está falando sério? Gostou tanto assim dele?

(Lilly) — Eu sei que soa exagerado. Mas ele tem algo que me encantou, embora eu não consiga descrever exatamente o que é.

(Cleo) — A propósito, o que você está esperando para pesquisar o nome dele nas redes sociais?

(Lilly) — Oh, é mesmo!

(Hannah) — Por favor, pesquise logo e nos conte tudo!

Lilly logo tirou seu celular de sua pequena bolsa de cor azul cobalto, que estava sobre a mesa, e abriu uma de suas redes sociais.

(Lilly) — Hum… Será que eu irei encontrá-lo sem um sobrenome? Existem diversos Brandon 's no mundo.

(Jessy) — Você não sabe o sobrenome dele, Adie?

(Adie) — Hum… – Ela pensou por alguns segundos. — Ramsey, eu acho.

(Jessy) — Brandon Ramsey… Um belo nome.

(Lilly) — Um belo nome para um belo homem. – Ela suspirou, digitando o nome na barra de pesquisa e clicou em buscar.

(Cleo) — Sinceramente, eu nunca imaginei que veria você apaixonada por um policial.

Lilly não disse nada e olhava fixamente para a tela de seu celular. Ela rolou alguns perfis para baixo, mas ao chegar no fim dos resultados de sua pesquisa, ela suspirou frustrada, pois nenhum correspondia a Brandon.

(Lilly) — Parece que ele não tem um perfil nessa rede social.

(Jessy) — Bem, parece que policiais não tem muito tempo para navegar nas redes sociais.

Lilly assentiu com a cabeça e finalizou sua pesquisa, voltando para o seu feed de notícias. Porém, ao passar uma breve olhada nas postagens mais recentes, ela pareceu se surpreender extremamente.

(Lilly) — Ah, Deus! – Ela ficou boquiaberta e tapou a boca com uma das mãos.

Todas se intrigaram.

(Hannah) — O que foi?!

(Lilly) — É que… O Phil… Vejam vocês mesmas. – Ela mostrou o celular para as demais.

Todas se atentaram ao celular de Lilly e depois de alguns segundos, Jessy, Adie, Cleo e Hannah também se surpreenderam extremamente.

(Hannah) — Ah, céus!

(Cleo) — Que horror!

(Adie) — Mas o que…

(Jessy) — Por que ele fez isso?! Eu vou questioná-lo agora mesmo! – Ela se levantou imediatamente.

(Adie) — Espera, Jessy!

Jessy ignorou Adie completamente e seguiu em direção a cozinha. Phil, que estava saindo da cozinha e carregava uma bandeja com três copos com bebidas, se assustou ao dar de cara com ela.

(Phil) — O que você pensa que está fazendo aqui?!

(Jessy) — Como ainda pergunta?! Sinceramente, eu demorei muito para ver o quão crápula você é, mas se expor dessa maneira, é se sujar demais!

Ele ficou extremamente confuso e foi até o balcão, colocando a bandeja sobre ele ao se aproximar.

(Phil) — Do que diabos você está falando, Jessica?

Enfurecida, Jessy pegou seu celular do bolso de sua calça, enquanto se aproximava dele, abriu sua rede social e mostrou a postagem mais recente feita por Phil.

(Jessy) — Disso aqui!

Ao ler o que dizia a publicação, Phil ficou extremamente surpreso e boquiaberto.

(Phil) — M-Mas… Que porra é essa?!

(Jessy) — Eu não entendo. Porque você fez isso?

Ele a olhou, ainda abismado.

(Phil) — É óbvio que eu não fiz isso, sua estúpida! – Ele disse alterado e logo tirou seu celular do bolso de sua calça.

O celular havia voltado a funcionar perfeitamente e ele rapidamente tentou abrir o próprio perfil na rede social, mas ficou evidente que havia acontecido uma alteração de senha, o que o impediu de acessá-lo.

(Phil) — Merda! Agora eu não consigo acessar o meu próprio perfil! – Furioso, ele jogou o celular no chão.

Jessy se assustou.

(Jessy) — Quebrar o celular não vai mudar o que você fez!

Ele a olhou com raiva.

(Phil) — Cale essa boca! – Ele pegou o celular de Jessy de sua mão bruscamente e olhou novamente para a publicação.

A postagem se tratava de um texto que dizia:

“Sendo um amante da vida desregrada, o que nem sempre me esforço tanto para esconder, possuo alguns segredos. Porém, o maior deles, decidi compartilhar com vocês. Eu possuo um grande amigo, amigo de infância. Seu nome é Derick Williams, e nossa amizade era inabalável, até que ele me apresentou sua namorada, que hoje é esposa, Lucille Seifer. Tamanha tentação que eu jamais poderia resistir, sendo como sou.”

Abaixo do texto, havia prints de conversas íntimas com Lucy, com datas e horas, além de uma foto dos dois deitados em uma cama, aparentemente pelados, cobertos por um lençol e abraçados.

Após olhar a publicação detalhadamente, Phil balançou a cabeça em negação.

(Phil) — Mas que merda! – Ele olhou para Jessy. — Eu jamais faria uma idiotice dessa!

Jessy estava com os braços cruzados, olhando-o com total reprovação e balançou a cabeça em negação. Em seguida, ele olhou novamente para o celular, notando uma nova notificação na rede social de Jessy e logo abriu. A internet tem a incrível capacidade de espalhar qualquer informação extremamente rápido e alguns comentários começaram a surgir.

Ary e mais duas pessoas comentaram a publicação de Phil Hawkins:

“Ary — Cara, que porra é essa?! Isso não se faz com um amigo!”

“Lina — Você estava com ela ao mesmo tempo em que estava comigo?! Você é nojento!”

“Mia — Faça o favor de nunca mais me procurar! Escroto.”

Ao terminar de ler os comentários, mais alguns surgiram rapidamente. Phil, porém, travou a tela do celular de Jessy e a entregou. Ao pegá-lo, Jessy suspirou entristecida.

(Jessy) — É lamentável ter que aceitar o que você se tornou, Phil.

Ele a olhou com raiva e ela se virou e voltou para à mesa onde estava com as amigas.

Phil suspirou e passou as mãos no rosto. Em seguida, ele pegou seu celular do chão, notando que, apesar da forte pancada, havia apenas algumas rachaduras na tela. Ele colocou o celular sobre o balcão e começou a observar os clientes que estavam no bar, notando que alguns haviam acabado de pagar a conta, se levantaram e passaram por ele, olhando-o com repulsa e seguiram para a saída. Phil suspirou novamente e balançou a cabeça em negação, sem saber como parar aquilo. Naquele momento, a tela de seu celular acendeu e ele olhou em direção, notando ser uma notificação de mensagem. Receoso, ele pegou o celular e abriu o chat, notando ser Lucy.

CHAT:

Lucy

(Lucy) — Phil

(Lucy) — O que foi que você fez?!

(Lucy) — Você não tinha o direito de me expor dessa maneira!

(Lucy) — Meu casamento está prestes a acabar por sua culpa!

(Lucy) — O Derick está furioso e está indo para o Aurora nesse exato momento!

Ao perceber que as coisas poderiam ficar muito piores do que já estavam, Phil arregalou os olhos.

Notas finais
Obrigada por chegarem até aqui! ♥