Notas iniciais
Olá a todos! Me desculpem pela demora! Os últimos dias foram de muitos contratempos e por conta disso, demorei mais para postar um novo capítulo. Por ser uma história com muitos detalhes, levo mais tempo para revisar e deixar tudo certinho para postar. Sem mais delongas, tenham todos uma ótima leitura! ♥

Após enviar aquelas mensagens para Adie, a pessoa por trás daquele contato, Private, desligou seu celular e o guardou dentro de uma gaveta em sua mesa de cabeceira, mas um detalhe interessante é que, em cima da mesa, tinha outro celular.

Na manhã do dia seguinte, Adie estava sentada à mesa da varanda e parecia desconectada do que acontecia à sua volta. Seu olhar estava distante enquanto em sua mente, as palavras de Private se repetiam continuamente... "Sugiro que comece a pensar em um plano, antes que descubram o seu segredo..."

Apesar de estar vivendo a doce sensação de ter amigos verdadeiros e um relacionamento repleto de amor e cumplicidade, em seu coração, ela sabia a verdade... o que não permitia que ela passasse um dia sequer sem pensar na possibilidade de tudo acabar de repente. Porém, o que mais lhe importava no momento não eram suas próprias dores, mas sim, ferir as pessoas que amava, isso seria uma tragédia. Para lutar contra esses pensamentos que sempre lhe tiravam o sono e tendo o auxílio da única coisa que amenizava-os, que era uma dose de whisky, ela tinha consigo um único objetivo... proteger Jake. Ela não teria que escolher, seria sempre ele sua prioridade, mas... lhe perturbava pensar no que aconteceria se ele soubesse quem é o Primeiro.

Enquanto continuava perdida dentro de si mesma, alguém abriu a porta da casa e saiu, se aproximando dela em seguida.

(Phil) — Será que eu posso me sentar aqui com você?

Adie tomou um leve susto, voltando a se conectar com a realidade à sua volta e o olhou.

(Adie) — Sim, claro.

Phil se sentou ao lado dela na mesa e ficou observando-a, enquanto ela voltou a ficar com seu olhar distante.

(Phil) — Você está bem?

(Adie) — Sim, estou. E você? – Ela disse sem olhá-lo.

(Phil) — Melhor agora que você está aqui de novo.

Adie o olhou e sorriu sutilmente, mas logo voltou a olhar para frente. Phil também desviou o olhar para a mesma direção em que ela olhava.

(Phil) — E então... você se lembra de tudo o que aconteceu durante a festa?

Ela o olhou.

(Adie) — Bom... – Ela desviou o olhar por um breve momento enquanto buscava suas lembranças. — Acho que sim. Porque? – Ela voltou a olhá-lo.

(Phil) — É só uma curiosidade, nada demais. – Ele sorriu sutilmente.

Adie ficou levemente intrigada, mas voltou a desviar o olhar.

(Phil) — Foi eu quem te encontrou caída no dia do ocorrido e, sabe... eu nunca me preocupei tanto com alguém como me preocupei com você, Adie.

Os dois se olharam ao mesmo tempo.

(Phil) — Foi ali que me dei conta do quanto você é importante para mim. E eu sei que você não acredita, afinal, já lhe disseram coisas sobre mim e criaram a imagem de um mulherengo sem sentimentos, mas... você é diferente.

Ela desviou o olhar impaciente.

(Adie) — Phil, eu já disse que...

(Phil) — Eu sei, você não está interessada. Mas eu não posso deixar de confessar isso, Adie...

Ele pegou em uma das mãos dela e ela o olhou surpresa.

(Phil) — Eu acho que estou...

Ele foi interrompido por alguém que saiu da casa e logo foi em direção a eles.

(Jessy) — Adie, já vamos começar a preparar o almoço.

Phil revirou os olhos e soltou a mão de Adie.

(Phil) — Nossa! Como você consegue ser sempre tão inconveniente? – Ele disse alterado.

Jessy tomou um leve susto e Adie o olhou com uma de suas sobrancelhas arqueada.

(Jessy) — M-Me desculpe, eu não sabia que vocês estavam ocupados.

(Phil) — E porque não tentou perguntar primeiro?

(Adie) — Nós não estávamos, Jessy, fique tranquila. Você veio me chamar para ajudar no almoço, certo?

Phil a olhou levemente surpreso e Jessy assentiu com a cabeça.

(Adie) — Ótimo. Pode me ajudar a levantar, por favor?

(Jessy) — Cla...

(Phil) — Quer que eu te ajude?

(Adie) — Não se incomode. Jessy?

(Jessy) — Sim, amiga. – Ela se aproximou de Adie e a ajudou a se levantar.

As duas seguiram o caminho para dentro de casa e Phil as acompanhou com os olhos, até que suspirou frustrado e desviou o olhar.

Depois de alguns minutos, Adie, Jessy, Cleo e Dan estavam preparando o almoço, enquanto as irmãs Donfort, Thomas e o Homem Hacker estavam na sala, distraídos com o PS5, já o Barman, havia saído para dar uma volta pelas proximidades.

Na cozinha, cada um fazia uma coisa. Dan e Adie estavam sentados e cortavam alguns legumes, enquanto Cleo olhava as panelas e Jessy lavava as louças.

(Jessy) — Gente, acabo de me dar conta de algo. – Ela disse após terminar de enxaguar um copo.

(Cleo) — O quê? – Ela estava de costas e concentrada nas panelas.

Jessy se virou de frente para Dan e Adie enquanto secava as mãos com um pano.

(Jessy) — Estamos tranquilos demais para pessoas que tiveram a casa invadida por um desconhecido que usava o mesmo disfarce do nosso pior pesadelo.

Adie, que estava de cabeça baixa, concentrada nos legumes que cortava, logo a olhou.

(Adie) — Bom, é melhor assim, não?

Cleo se virou de frente para todos.

(Cleo) — Eu também acho, afinal, ficarmos com medo ou preocupados, não vai ajudar em nada.

(Dan) — Pois é, e além disso, a polícia está cuidando de tudo. – Ele disse sem olhá-las.

(Adie) — Hum, claro. – Ela disse com ironia enquanto voltou a olhar para baixo e continuou a cortar os legumes.

Todos a olharam intrigados e ela demorou um tempo para perceber, até que estranhou o silêncio e levantou o olhar.

(Adie) — O que, gente? Eu só... concordei, ué.

(Dan) — Então ninguém sabe ainda que você jantou o delegado naquele dia no hospital?

Adie suspirou e revirou os olhos, enquanto Cleo e Jessy ficaram ainda mais intrigadas.

(Cleo) — O quê?

(Adie) — Ai, você e sua boca grande! – Ela disse para Dan.

(Dan) — Ué, isso era um segredo? Eu não tinha como adivinhar. – Ele deu de ombros.

(Jessy) — Que história é essa?

Adie pensou por alguns segundos, até que parou de cortar os legumes.

(Adie) — Acontece que o Dan é um exagerado! Eu só... falei umas verdades para o Delegado Alan.

(Cleo) — Hum, que tipo de verdades?

(Dan) — Cara, eu pensei que ela fosse bater nele!

Adie o olhou de canto e Dan também a olhou, porém, com um sorriso debochado.

(Dan) — É sério, até eu fiquei com medo de você, parecia possuída.

Adie o cutucou com o cotovelo e ele deu risada.

(Jessy) — Mas o que o delegado fez que te irritou tanto assim, Adie?

(Adie) — Ah, nada demais. Acontece que eu não concordo com o modo dele trabalhar. É lento demais, se concentra em coisas irrelevantes e não se atenta em como alguns criminosos são capazes de usar o ilógico a seu favor. O caso do desaparecimento da Hannah deixou isso muito evidente e agora que estamos novamente lidando com alguém que usa a mesma lenda para amedrontar a vítima, que no caso sou eu, ele se concentrou mais na quantidade que eu havia bebido naquela noite.

(Dan) — Ah, então agora você me entende, não é mesmo?

Adie o olhou com a testa franzida.

(Adie) — Não queira comparar! Você foi idiota mesmo e nós já havíamos concordado nisso.

Dan arqueou uma de suas sobrancelhas.

(Cleo) — Eu entendo sua revolta. Imagine se tivéssemos esperado a polícia agir quando a Hannah desapareceu? Acho que... o pior teria acontecido.

(Jessy) — Não exagere, Cleo! O Richy não seria capaz disso.

(Dan) — Hum, eu não sei não, viu.

Jessy o olhou levemente irritada, mas suspirou e desviou o olhar.

(Jessy) — Enfim... Posso entender sua opinião sobre o delegado, Adie. Até mesmo na prisão do Phil foi preciso que você interferisse. Ele foi preso por uma acusação sem provas e o Delegado não parecia muito preocupado com o caso dele.

Dan raspou a garganta e Adie o olhou de canto, mas logo disfarçou.

(Adie) — É... sim. Foram exatamente essas coisas, e mais uma em particular, que me fizeram tomar uma importante decisão.

Dan revirou os olhos.

(Dan) — Ai, lá vem.

Adie o olhou de canto novamente.

(Jessy) — Que decisão, amiga?

(Adie) — Bom... Eu fui até a delegacia ontem para entregar uma pista importante desse caso para o delegado.

(Cleo) — Espera, uma pista?

(Adie) — Sim. Um vídeo que o próprio Homem Sem Rosto gravou de mim no estacionamento do supermercado.

Dan a olhou intrigado.

(Dan) — Espera, naquele dia em que fomos juntos?

(Adie) — Exato. E o mesmo me enviou o vídeo naquele momento.

(Dan) — Então, por isso você ficou toda esquisita de repente?

(Adie) — Sim, mas além disso, no dia da festa, ele havia me enviado uma foto da porta da casa e uma mensagem, porém, eu só vi quando retornei do hospital.

Todos se surpreenderam.

(Cleo) — Meu Deus!

(Jessy) — Porque não nos disse nada sobre esse episódio no supermercado?

(Adie) — Porque estávamos prestes a comemorar o recomeço depois do caos. Como eu ia chegar e dizer para todos que o recomeço, na verdade, era de todo o caos?

Jessy desviou o olhar pensativa.

(Adie) — Além do mais, nem mesmo eu queria acreditar que tudo estava começando de novo... ou nem sequer tinha realmente acabado. – Ela suspirou e desviou o olhar para os legumes.

(Cleo) — Nós te entendemos, Adie. Mas agora, é você quem precisa ser protegida, e precisamos que você entenda e aceite que é nossa vez de fazer isso.

Adie a olhou.

(Adie) — Bom... sobre minha decisão tomada... O Delegado Alan me propôs trabalhar com ele nas investigações sobre esse novo Homem Sem Rosto.

(Dan) — O quê?!

(Cleo) — E o que você disse?

(Jessy) — Você disse que não, não é? Adie, por favor, diz que você rejeitou!

Adie observou a apreensão dos três por alguns segundos, até que voltou a olhar para baixo.

(Adie) — Me perdoem... mas eu aceitei.

(Dan) — Puta que pariu!

Cleo desviou o olhar e ficou pensativa.

(Jessy) — Mas... porquê? Você precisa de tempo, assim como nós, Adie! Você está tão exausta e traumatizada quanto nós, porque enfrentar tudo isso de novo?

Adie continuou cabisbaixa.

(Dan) — Você tinha me dito que deixaria a polícia trabalhar dessa vez, cara! Que merda!

Cleo continuou em silêncio e cabisbaixa, mas depois de alguns segundos, ela saiu da cozinha. Adie continuava sem palavras e a observou se afastando.

(Adie) — Jessy, pegue, por favor. – Ela entregou a vasilha de legumes. — Eu preciso ir falar com a Cleo.

(Dan) — Mas antes você também nos deve uma explicação, não acha?

(Adie) — Eu sei e prometo que lhes darei uma explicação, mas primeiro tenho que falar com ela.

Jessy, mesmo relutante, pegou a vasilha das mãos de Adie.

(Adie) — Você pode me ajudar a levantar?

Jessy suspirou entristecida e colocou a vasilha sobre a pia. Em seguida, ela se aproximou de Adie e a ajudou a se levantar. Após entregar as muletas para ela, Adie saiu da cozinha.

Jessy ficou observando-a entristecida e Dan a observava.

(Dan) — Ei...

Ela o olhou.

(Dan) — Eu sei que você se preocupa muito com ela, assim como eu, mas, acredite, ela é mais forte do que todos nós juntos.

(Jessy) — Mas não é justo! É ela quem precisa ser protegida dessa vez. – Ela disse entristecida.

(Dan) — Bebê, eu vi com meus próprios olhos ela se preocupar com todo mundo, mesmo tendo acabado de acordar de um desmaio causado por uma puta pancada na cabeça e ainda sentindo a dor do tornozelo torcido. E ela só voltou a descansar quando eu disse que a polícia havia vindo para cá para garantir a segurança de vocês e que o homem Hacker estava bem e também seguro. Não adianta tentarmos mudá-la, ela sempre tentará proteger a todos em primeiro lugar, e agora que a coisa é com ela, ela não vai permitir que nós nos arrisquemos. Embora eu também esteja puto por ela ser assim, não temos muito o que fazer.

Jessy balançou a cabeça em negação e desviou o olhar entristecida. Enquanto isso, Cleo estava na varanda, sentada à mesa, e Adie abriu a porta da casa, saindo e se aproximando dela.

(Adie) — Porque saiu de lá?

Cleo a olhou.

(Cleo) — Porque eu queria conversar com você a sós.

(Adie) — Hum, então eu não entendi errado.

Adie se aproximou e se sentou em uma das cadeiras com cuidado, ficando de frente para Cleo.

(Adie) — Certo, já pode me dar sua bronca.

Cleo sorriu sutilmente.

(Cleo) — Não, eu não tenho nenhuma bronca para te dar.

Adie se intrigou.

(Cleo) — Minha intenção é fazer por você o que aqueles dois não conseguiram. Eu quero te ouvir e tentar compreender suas razões.

Adie ficou levemente surpresa.

(Cleo) — Então... quais foram suas reais razões para aceitar trabalhar nesse caso com a polícia, Adie?

Adie desviou o olhar, pensativa por alguns segundos, até que suspirou.

(Adie) — Eu penso que sou a mais indicada para isso, já que sou o alvo da vez. Mas minha maior razão, é tentar fazer com que a polícia tire o foco da gente e pare de suspeitar que eu escondo o Hacker. Se eu conseguir a confiança do Delegado e provar minha inocência nisso, as chances do Jake ter mais liberdade em Duskwood são maiores.

(Cleo) — Hum, imaginei que tivesse algo a ver com ele.

(Adie) — É... você me conhece bem. – Ela sorriu sutilmente. — Mas por favor, não diga nada aos outros sobre isso. Eu sei que vou receber muitas broncas, mas já estou preparada para isso.

(Cleo) — Fique tranquila, Adie. – Ela sorriu sutilmente. — E sobre sua decisão... – Ela desviou o olhar por alguns segundos, até que voltou a olhá-la nos olhos. — Confesso que me surpreendeu, mas quero que saiba que, assim como você confiou em mim para revelar sua verdadeira razão, eu confio em você para solucionar esse caso, afinal, eu sei que você fazia esse tipo de trabalho antes de vir para Duskwood.

Adie sorriu sutilmente.

(Cleo) — Mas me prometa que vai ter cuidado.

Adie assentiu com a cabeça.

(Adie) — Eu prometo, Cleozinha.

Cleo sorriu.

(Cleo) — Ótimo. – Ela suspirou. — Bem... podemos voltar para a cozinha agora.

(Adie) — Certo, mas você tem que fingir que está pelo menos um pouco chateada comigo.

Cleo a olhou intrigada.

(Adie) — É para não suspeitarem que você sabe de mais coisas.

Cleo riu.

(Cleo) — Ah, certo. Eu vou tentar.

Adie riu.

Enquanto isso, na delegacia de Duskwood, o Delegado estava em sua sala olhando atentamente para a tela de seu computador, ele estava assistindo o vídeo que Adie havia lhe concedido como pista. Naquele momento, Brandon entrou na sala.

(Brandon) — Senhor Blommgate, tem um minuto?

Alan não respondeu, continuou concentrado no vídeo e Brandon se aproximou da mesa.

(Brandon) — Senhor Blommgate?

(Alan) — Hum? – Ele o olhou. — O que?

(Brandon) — O senhor está muito ocupado?

(Alan) — Não... – Ele voltou a olhar a tela do computador e fechou o vídeo. — Eu já acabei. – Ele virou sua cadeira para frente, em direção a Brandon.

(Brandon) — Era o vídeo da senhorita Folsham?

(Alan) — Sim. Eu estava pensando por onde começar com esse caso. Essa pista é muito vaga e eu estava um pouco perdido. Além disso, estamos em uma corrida contra o tempo, pois não acredito que a senhorita Folsham vai ficar de braços cruzados esperando que eu entre em contato.

(Brandon) — Hum, mas isso não é exatamente o que o senhor quer? Afinal, ela pode recorrer ao Hacker novamente.

(Alan) — Sim, é o que eu quero, mas de nada vai adiantar se ela estiver longe.

(Brandon) — Hum, entendo. Então, alguma ideia de onde podemos começar?

(Alan) — Bem, começaremos pelo mais óbvio. Teremos que fazer uma busca na floresta em que o tal homem sem rosto gravou o vídeo da senhorita Folsham, mas é de suma importância que ela nos acompanhe.

(Brandon) — Entendo, mas essa busca então terá que esperar um tempo para acontecer.

Alan se intrigou.

(Alan) — Porque?

(Brandon) — Ora, senhor Blommgate, ela está com o tornozelo machucado e mal consegue andar.

(Alan) — Ah, droga! – Ele esfregou as mãos no rosto. — Eu tinha me esquecido completamente disso. – Ele se recostou em sua cadeira e escorou o queixo com uma das mãos, ficando pensativo.

Brandon também ficou pensativo por alguns segundos, até que teve uma ideia.

(Brandon) — E se propormos que aquela busca que foi planejada pelas pessoas do Portão da Esperança para encontrar algo sobre a Hannah, aconteça nessa floresta, porém, dessa vez, podemos sugerir acompanhá-los.

Alan continuou pensativo por alguns segundos.

(Alan) — Sua ideia não é ruim, mas a presença da senhorita Folsham é indispensável.

Brandon ficou intrigado e Alan notou.

(Alan) — Entenda, até hoje não temos ideia de qual é a profissão dela, mas ficou claro que a capacidade analítica e persuasiva dela é acima da normalidade. Eu estou extremamente focado em nossos dois principais objetivos. Um, encontrar o tal Homem Sem Rosto. Dois, descobrir se a senhorita Folsham esconde os hackers. Mas posso dizer que há um terceiro objetivo em particular, interligado aos demais... Descobrir quem ela é de verdade.

Brandon continuou sério e levemente intrigado com o grande interesse de Alan em Adie.

Na casa dos amigos, estava na hora do almoço, mas também era hora de Adie informar aos demais sobre sua aliança com o delegado de Duskwood. Porém, como ela não podia contar a todos sobre sua verdadeira razão para isso, ela teve que ouvir todas as broncas sem contestar.

(Phil) — Adie, isso é uma loucura!

(Hannah) — Em algum momento você parou para pensar que é perigoso demais ir atrás de alguém que está atrás de você?

(Lilly) — Você mal se recuperou de tudo que tivemos que enfrentar, Adie! Você também foi uma vítima de tudo!

(Jessy) — Foi o que eu disse a ela! O certo seria que todos nós ficássemos distantes dessas investigações e o nosso objetivo como amigos seria protegê-la, aqui!

(Thomas) — É verdade, Adie. Você precisa de um tempo, assim como nós.

(Dan) — Vocês ainda não entenderam que ela é maluca? Não adianta falar.

Em meio aos sermões, ela apenas assentia com a cabeça e fingia dar razão a todos. De certo modo, era incrível ver que todos se preocupavam com ela de verdade.

Mais tarde, Adie estava em seu quarto e Jake estava com ela, sentado ao seu lado e abraçando-a, enquanto ela escorava sua cabeça em seu peito.

(Jake) — Minha linda, posso te perguntar uma coisa? – Ele acariciava os cabelos dela.

(Adie) — Claro.

Ele pensou por um breve momento nas melhores palavras para formular sua pergunta.

(Jake) — Bom... se algum dia nós formos forçados a ir embora e nos afastar de todos, você estará pronta para aceitar?

Adie se intrigou e logo levantou sua cabeça para olhá-lo nos olhos.

(Adie) — Porque está me perguntando isso, Jake?

Ele suspirou e olhou para baixo por alguns segundos.

(Jake) — É que... Eu acho que estou aprendendo a identificar algumas emoções em você. – Ele a olhou. — E quando todos estavam te dando broncas, demonstrando preocupação com o seu bem estar, percebi que isso significou muito para você. Sendo assim, acredito que você jamais queira perder tudo isso.

Adie ficou pensativa e desviou o olhar por alguns segundos.

(Jake) — Ei... – Ele tocou o queixo dela com carinho, fazendo com que ela o olhasse. — Eu não estou dizendo que isso vai acontecer. Apenas quero que saiba que isso me motivará ainda mais a continuar seguro. Além de não poder viver longe de você, também quero garantir que sempre esteja assim, feliz e na companhia de quem é importante para você.

Ela o olhou nos olhos, por alguns segundos, até que sorriu sutilmente e acariciou o rosto dele. Depois, ela voltou a se aconchegar no abraço dele e eles ficaram um tempo em silêncio, até que Adie decidiu tocar em um assunto.

(Adie) — Jake?

(Jake) — Sim?

Ela levantou a cabeça para olhá-lo.

(Adie) — Bom, é que... – Ela desviou o olhar, tímida. — Eu acho que tenho que me desculpar pelo que aconteceu no dia da festa.

Ele se intrigou.

(Jake) — Do que está falando?

Ela ficou ainda mais envergonhada, demorando alguns segundos para falar.

(Adie) — Bom... Você sabe... aquele momento que... ficamos sozinhos aqui no quarto. – Ela o olhou tímida. — Eu sei que... você esperava que chegássemos ao fim, mas... eu... eu estava bêbada demais. – Ela sorriu envergonhada.

Jake ficou sem entender do que ela estava falando.

(Jake) — Mas... eu ainda não entendo do que você está falando, Adie.

Adie se intrigou.

(Adie) — Você não se lembra?

Ele a olhava totalmente intrigado.

(Adie) — Eu vim para o quarto por estar me sentindo mal, e enquanto eu procurava uma roupa para me trocar, você entrou sem que eu percebesse e... e me abraçou, me beijou no pescoço... – Ela disse tímida. — E então, tivemos um momento de muitas carícias e beijos... mas eu não consegui ir até o fim com você por estar muito mal. Um tempo depois, você disse que ia lá fora chamar a Jessy para ficar aqui comigo e demorou para voltar.

Jake ficou pensativo enquanto a olhava, mas depois de alguns segundos, ele se lembrou de um detalhe...

Flashback on

Jake estava distraído enquanto ouvia algumas boas histórias contadas por suas irmãs, mas em certo momento, ele olhou em direção a casa e viu Phil saindo, ficando parado na varanda e pegando um cigarro. Em seguida, Jake olhou ao redor e notou a ausência de Adie, o que o deixou intrigado.

Flashback off

(Adie) — Jake? – Ela o chamou ao notar sua distração.

Ele tomou um leve susto e a olhou.

(Jake) — Sim, me desculpe.

(Adie) — Tudo bem.

Ele ficou em silêncio, enquanto em seu rosto a raiva começou a ficar evidente.

(Adie) — Está tudo bem?

Ele continuou pensativo por mais alguns segundos, até que a olhou.

(Jake) — Adie, você tem certeza que era eu quem esteve com você naquele dia?

Ela ficou intrigada.

(Adie) — Mas é claro que tenho! Bom... eu não vi o seu rosto nitidamente, pois minha visão estava muito embaçada, mas eu senti o seu perfume.

Jake ficou surpreso e ao mesmo tempo, furioso com as possíveis evidências do que havia de fato acontecido naquela noite. Sem dizer nada, ele se levantou e foi até a porta do quarto, deixando-a intrigada.

(Adie) — Onde vai?

(Jake) — Fique tranquila, eu não demoro. – Ele saiu do quarto.

Adie ficou extremamente confusa com a reação dele, mas ela só tinha uma única alternativa, esperar ele voltar.

Enquanto isso, Phil estava na varanda, mexendo em seu celular enquanto fumava um cigarro. Depois de alguns minutos, alguém abriu a porta da casa, mas ele não se preocupou em olhar quem era, até que foi surpreendido.

(Jake) — Precisamos conversar.

Phil logo olhou em direção a Jake e arqueou uma de suas sobrancelhas.

Notas finais
Obrigada por chegarem até aqui! ♥