Notas iniciais
Olá a todos! Mais um capítulo cheio de mistérios e a partir daqui, começa uma nova fase da história. Tenham todos uma ótima leitura ♥

Antes…

CHAT:

Private

(Private) — Encare tudo isso como um jogo. Você agora está brincando de pique-pega com uma lenda macabra de Duskwood.

(Adie) — Hum, quem me dera fosse só isso.

(Private) — É exatamente isso, Adie. O ponto importante aqui é: Você deve pegá-lo, e não o contrário.

(Adie) — É muito fácil falar!

(Adie) — Eu já estou cansada dessa brincadeira!

(Private) — Ei, não desanime agora!

(Private) — Você tem uma vantagem maior e sabemos que é impossível que ele te pegue, pois você ainda está longe, estou certo?

(Adie) — Certo.

(Private) — Então suas chances são maiores, e pense que se conseguir pegá-lo, Duskwood poderá se tornar sua nova casa.

(Adie) — Tudo bem, mas chega de mistérios.

(Adie) — Para onde foi sua mudança?

(Private) — Porque acha que estou te incentivando tanto a prosseguir nessa investigação do Homem Sem Rosto e vir para Duskwood?

(Adie) — Espera…

(Adie) — “vir”?

(Private) — Haha

(Private) — Em breve nos veremos, Adelynn. ;)

Private está agora offline

Agora…

Após aproximadamente uma hora e meia, a festa foi finalizada, o som foi desligado e quase todos foram dormir.

Adie pegou no sono rápido e Jake também dormia estando bem pertinho dela, abraçando-a pela cintura.

Quando já era madrugada, Adie acordou de repente de um sono profundo e logo olhou à sua volta, vendo Jake dormindo de costas para ela. Ela sentiu sede e decidiu se levantar para tomar água. Ao sentar-se na cama, ela percebeu que tudo ainda parecia rodar e seria difícil chegar até a cozinha sozinha. Novamente ela olhou para Jake e o tocou no braço, sacudindo-o de leve numa tentativa de fazê-lo despertar.

(Adie) — Jake? – Ela o chamou com carinho.

Mas ele estava em um sono profundo e nem se mexeu. Ela suspirou frustrada e decidiu tentar ir até a cozinha sozinha.

Após se levantar e caminhar até a porta do quarto, ela a abriu com cuidado e saiu. Ela caminhou devagar em direção a escada, mas, de repente, ela ouviu o que pareceu ser um “Psiu” vindo de um dos quartos. Ela imediatamente se virou para olhar, mas por não ver ninguém, acreditou que pudesse ser coisa de sua imaginação e voltou a caminhar até a escada. Ao chegar no topo e descer o primeiro degrau, ela foi paralisada ao ouvir uma voz masculina dizendo “Ei, aqui” dessa vez mais nítido e pareceu ter vindo do penúltimo quarto do corredor. Ela ficou olhando em direção por um tempo e se lembrou que aquele quarto era de Phil, e talvez ele estivesse chamando-a porque precisava de algo. Após pensar por alguns segundos, ela subiu o degrau e caminhou devagar pelo corredor, em direção ao quarto de Phil. Ao se aproximar, ela notou que a porta estava aberta.

(Adie) — Phil? Está tudo bem?

Ela não obteve resposta e se aproximou mais, mas antes de chegar em frente a porta, um homem alto, com roupas pretas e uma máscara que cobria o rosto, saiu do quarto e parou bem na sua frente, olhando-a diretamente. Não seria tão assustador se aquela máscara não fosse dele, o Homem Sem Rosto. Adie ficou paralisada e com os olhos arregalados.

(Adie) — V-Você…

Era inacreditável que ele estivesse ali pois não fazia sentido, e era isso que deixava tudo ainda mais perturbador.

Movida pelo medo, Adie começou a dar passos vagarosos para trás.

(Adie) — V-Você não é real… – Sua respiração ficou pesada. — É um sonho… — Vamos, Adie… acorde… acorde, por favor… você precisa acordar agora! – Ela deu alguns tapas no próprio rosto enquanto andava para trás.

O Homem sem Rosto começou a caminhar em direção a ela e, ao perceber que tudo era real, uma realidade perturbadora, ela se apavorou e se virou para correr, o que fez com que ele também corresse para alcançá-la. Por ainda estar tonta, ela corria desajeitada e para não cair, se apoiava nas paredes. Apesar da dificuldade, ela conseguiu chegar na escada e começou a descer apressadamente, porém, ao chegar no quarto degrau, ela pisou de mal jeito e torceu o tornozelo, o que a fez cair. Ela rolou escada abaixo e bateu a cabeça com muita força ao chegar no chão. Ela gemeu e se contorceu com a dor do impacto, sua visão ficou ainda mais embaçada e ela começou a sentir uma sensação de desmaio. O Homem sem Rosto surgiu no topo da escada e a encarou por alguns segundos, até que começou a descer os degraus. Ela estava ofegante, apavorada, tentava se levantar para correr, mas não era possível.

(Adie) — Porque você voltou… – Sua visão começou a escurecer. — Seu filho… da pu… – Ela perdeu a consciência.

O Homem sem rosto descia calmamente, mas, quando chegou na metade da escada, ouviu a porta da casa ser aberta e parou. Ao perceber alguém se aproximando, ele se apressou e subiu os degraus rapidamente.

Phil estava na varanda e entrou para ir para o seu quarto, mas ao se aproximar da escada e notar Adie caída, se assustou.

(Phil) — Adie?!

Ele se aproximou rapidamente e se ajoelhou perto dela.

(Phil) — Mas o que aconteceu com você?! – Ele a sacudiu de leve, numa tentativa de acordá-la. — Adie, acorda! Ah, Deus!

Após a tentativa sem sucesso de acordá-la, ele se levantou e subiu as escadas rapidamente.

Ao chegar na porta do primeiro quarto, ele bateu de forma desesperada.

(Phil) — Ei, acorda!

Ele seguiu para o segundo quarto e fez o mesmo.

(Phil) — Acordem! Adie precisa de ajuda!

Ele seguiu e bateu na porta do quarto de Hannah e Thomas.

(Phil) — Socorro! Adie precisa de ajuda!

Obviamente ele não parou em seu próprio quarto, mas era possível notar que agora, a porta estava fechada. Ele seguiu para o último quarto que era o de Dan e bateu na porta.

(Phil) — POR FAVOR, ACORDEM LOGO! SOCORRO! – Ele gritou aflito.

Em seguida, ele correu pelo corredor e desceu as escadas apressado, mas logo escutou uma das portas se abrindo.

(Lilly) — O que foi, Phil?! – Ela disse a porta e logo correu até as escadas. — Que gritaria é… – Ela se assustou ao ver Adie desacordada enquanto Phil tentava apoiá-la em seus braços. — Ah, meu Deus, Adie! – Ela desceu rapidamente. — O que aconteceu com ela?!

(Phil) — Eu não sei! Eu estava na varanda e quando entrei ela já estava caída.

Lilly ficou assustada e boquiaberta.

(Phil) — Chame os outros, rápido!

(Lilly) — C-Certo! – Ela subiu as escadas correndo e foi até a porta do quarto de Jake. — JAKE! ABRE, POR FAVOR! ADIE PRECISA DE AJUDA!

Jake acordou com as batidas insistentes na porta e logo olhou para o lado, notando a ausência de Adie, o que o fez despertar totalmente e bem rápido.

(Lilly) — JAKE, ADIE PRECISA DE AJUDA! POR FAVOR, ACORDE!

Ele se assustou e rapidamente pegou seus óculos na mesa de cabeceira e se levantou apressado. Enquanto isso, Thomas e Hannah também saíram do quarto.

(Hannah) — Lilly, o que foi?

(Lilly) — É a Adie! Ela está desmaiada lá embaixo.

Hannah e Thomas ficaram surpresos.

(Jake) — O quê?! – Ele disse após ter acabado de abrir a porta.

(Hannah) — Ai, meu Deus! – Ela desceu as escadas correndo.

Jake, Lilly e Thomas também desceram apressadamente. Phil estava sentado no chão e apoiava a cabeça de Adie em seu colo.

(Jake) — Adie?! – Ele se ajoelhou perto dela e mexeu seu rosto com cuidado. — Acorda, por favor!

(Hannah) — Amiga?! – Ela se ajoelhou próxima as pernas de Adie e sacudiu a perna direita de leve.

(Thomas) — O que aconteceu com ela?

(Lilly) — Não sabemos, Thomas!

(Jessy) — O que está acontecendo, gente?!

(Cleo) — Eu ouvi vocês gritando o nome da Adie, o que…

As duas surgiram no topo da escada e logo se assustaram ao ver Adie no chão.

(Jessy) — Oh, céus!

(Cleo) — Meu Deus!

Elas desceram correndo as escadas e Jessy logo se ajoelhou perto de Adie.

(Jessy) — O que aconteceu com ela, Phil?!

(Phil) — Eu não sei!

(Jake) — Estamos esperando o que para levá-la para um hospital?! – Ele perguntou alterado.

(Thomas) — Jake, o hospital mais próximo está a mais de 45 minutos daqui.

(Jake) — Então temos que levá-la agora!

(Cleo) — O Jake tem razão, não podemos mais perder tempo!

(Thomas) — Certo, vou trazer o carro para mais perto da entrada. – Ele saiu apressado.

Jake segurava uma das mãos de Adie e estava extremamente aflito. Ele nem sequer se importou que Phil estivesse tão perto, tudo que ele pensava naquele momento era que queria vê-la acordar.

(Dan) — Cara, o que tá rolando aqui? – Ele chegou no topo da escada.

(Cleo) — Adie está desmaiada. – Ela subiu as escadas para ajudar Dan a descer com a cadeira de rodas.

(Dan) — O quê?! Mas o que aconteceu com ela?!

(Cleo) — Nós não sabemos!

Depois de alguns minutos, Thomas entrou em casa apressado.

(Thomas) — Pronto, o carro está perto.

(Phil) — Vamos levá-la. – Ele apoiou a cabeça dela e tentou carregá-la, mas Jake o impediu.

(Jake) — Eu levo ela!

Phil o olhou levemente surpreso e irritado, mas não disse nada. Jake logo a pegou no colo e caminhou apressado para fora da casa, chegando até o carro de Thomas. Lilly, Jessy, Hannah e Phil foram até a porta da casa, e quando Cleo ajudou Dan a descer o último degrau, ele logo se apressou com a cadeira de rodas e também saiu da casa.

(Dan) — Me esperem, eu vou com ela. – Ele se aproximou do carro.

(Jessy) — Dan, é melhor deixar o Jake ir com ela.

(Dan) — Certo, ele pode ir, mas eu também vou! Vamos, alguém me ajude a entrar no carro.

(Phil) — Cara, isso é mesmo uma boa ideia?

(Jake) — Está tudo bem, será melhor se ele for conosco. – Ele disse já estando dentro do carro, no banco de trás e apoiando a cabeça de Adie em seu colo.

Phil balançou a cabeça em desaprovação, mas foi até Dan para ajudá-lo a entrar no carro, no banco da frente.

Depois de alguns segundos, Thomas saiu e eles seguiram para o hospital de Duskwood.

Quando já havia amanhecido, Adie começou a retomar a consciência. Ela abriu os olhos, enxergando tudo embaçado de início, mas aos poucos foi melhorando, até que foi possível enxergar mais nitidamente. Ela logo estranhou o lugar em que estava e começou a olhar para os lados intrigada.

(Dan) — Olha só quem acordou! – Ele estava perto da janela, ao lado direito.

Ela se assustou e logo o olhou.

(Adie) — Dan?! Porque eu estou aqui?

Ele se aproximou.

(Dan) — Bem, posso dizer que estamos quase quites e eu posso te chamar de garota Black Label a partir de hoje. – Ele disse com deboche.

Ela o olhou intrigada.

(Adie) — O quê?!

(Dan) — Não lembra mesmo do que aconteceu? Porque todos esperávamos que você nos dissesse. Encontraram você desmaiada perto da escada.

Ela desviou o olhar confusa, mas de repente, pareceu se assustar ao se lembrar de algo.

(Adie) — Onde estão os outros? Eles estão bem?

(Dan) — Acho que você deveria se preocupar apenas consigo mesma nesse momento.

(Adie) — Eles ainda estão na casa?

Dan a olhou intrigado.

(Dan) — Bom… sim. Jessy, Cleo, Lilly, Phil e Hannah estão lá.

Adie arregalou os olhos e se desesperou.

(Adie) — Ai, merda! – Ela tirou a agulha de soro de seu braço bruscamente e logo tentou se levantar, mas foi paralisada por uma forte dor no tornozelo direito. — Ai! Cacete! – Ela voltou a se deitar e se contorceu de dor.

Dan se assustou.

(Dan) — Vem cá, você ficou maluca?!

(Adie) — Mas que merda aconteceu com a minha perna?! – Ela perguntou em meio a agonia da dor que sentia.

(Dan) — Por alguma razão você está com o tornozelo fudido, então esqueça de correr por uns tempos!

Dan começou a observá-la e ficou pensativo por alguns segundos.

(Dan) — Espera… Acho que acabo de entender como isso aconteceu.

Adie se esforçou para se sentar na cama, ainda com uma expressão de dor.

(Dan) — Você deve ter tentado descer as escadas estando ainda tonta por conta dos drinks, torceu o tornozelo e caiu. Posso considerar isso tão estúpido quanto dirigir depois de beber.

(Adie) — Dan, você não está entendendo! Ele ainda está na casa! – Ela ainda demonstrava sentir dor.

Dan continuava confuso.

(Dan) — Ele quem?

Ela desviou o olhar por alguns segundos e suspirou, parecendo sentir um pouco de alívio da dor, mas ainda sim, parecia amedrontada, era como se tivesse visto um monstro, o que não era uma mentira.

(Adie) — Foi por causa dele que eu torci o tornozelo e caí da escada. Eu estava correndo dele, aquele filho da puta invadiu a casa e tentou me sequestrar! – Ela disse alterada.

Dan começou a se preocupar com o estado dela, ela não parecia estar brincando ou exagerando, mas mesmo assim, ele tentou disfarçar e se aproximou dela.

(Dan) — Ah, qual é? Vai fugir da sua responsabilidade desse jeito? Pare com iss… – Ele pegou em uma das mãos dela e se assustou, ela estava gelada. — Cara… O que está acontecendo com você?

(Adie) — Eu estou com medo, Dan! – Seus olhos marejaram. — E-Ele voltou!

(Dan) — Mas… ele quem?!

As lágrimas desceram dos olhos dela enquanto sua respiração estava um pouco acelerada e suas mãos tremiam.

(Adie) — O… O Homem Sem Rosto!

Dan ficou extremamente surpreso e com os olhos arregalados.

Enquanto isso, Jake estava no carro de Thomas que estava estacionado do lado de fora do hospital. Ele encarava o celular apreensivo, esperando por notícias de Adie, mas Dan estava tão perturbado com o que acabou de ouvir dela, que se esqueceu de mandar uma mensagem para ele.

(Dan) — Adie… é-é sério, você precisa mesmo parar de beber.

Ela desviou o olhar e respirou fundo, tentando se acalmar enquanto enxugava as lágrimas que desceram pelo seu rosto.

(Adie) — Eu estou falando sério, Dan!

Ele ficou extremamente intrigado e desviou o olhar.

(Dan) — Mas se esse tal Homem sem Cabeça, Sem Rosto, sei lá… Era o idiota do Richy e ele morreu na explosão na Mina, como ele poder ter voltado?!

(Adie) — Eu não sei! Eu apenas o vi e você precisa acreditar em mim! Por favor, Dan, diga aos outros para saírem da casa agora!

Dan a encarou em silêncio por alguns segundos, notando o quanto ela estava aflita, até que suspirou e desviou o olhar.

(Dan) — Certo, tudo bem. – Ele pegou seu celular no bolso da calça. — Mas antes, preciso avisar o homem Hacker que você acordou.

Adie o olhou assustada.

(Adie) — Onde o Jake está? Diga a ele para não ir até a casa, por favor!

(Dan) — Calma, Adie! O Jake está lá fora, no carro do Thomas.

Ela respirou aliviada, mas ainda estava preocupada com os demais.

(Dan) — Olha, volte a ficar deitada e tente descansar. Preciso fazer uma ligação e volto em alguns minutos.

(Adie) — Como você quer que eu descanse?! Ele ainda está na casa e pode fazer alguma coisa com os outros!

(Dan) — Fique calma! Eu vou cuidar disso, eu prometo. Agora tente relaxar.

Adie não disse nada, ainda estava assustada, mas decidiu confiar em Dan.

(Dan) — Eu já volto. – Ele saiu do quarto.



Enquanto isso, na casa, todos estavam sentados à mesa da varanda e apreensivos, esperando por notícias de Adie, até que Jessy recebeu uma mensagem de Dan.

Chat:

Dan

(Dan) — Bebê

(Dan) — Ela acordou e está bem, porém, muito assustada.

Jessy estava atenta ao celular e logo viu as mensagens.

(Jessy) — Gente, o Dan me mandou mensagem. – Ela disse aos demais. — Adie acordou e está bem.

(Lilly) — Oh, céus, ainda bem!

(Cleo) — Que bom saber isso! Não aguentava mais essa angústia. – Ela respirou aliviada.

(Hannah) — Fico muito aliviada por ouvir isso.

(Phil) — E o que fez ela desmaiar?

Jessy não respondeu por estar intrigada com a outra parte da mensagem de Dan...

Chat:

Dan

(Jessy) — Estou muito aliviada por saber que ela está bem

(Jessy) — Mas…

(Jessy) — Porque ela está tão assustada?

(Dan) — Onde você e os outros estão?

(Jessy) — Ora, na casa.

(Dan) — Onde exatamente na casa?

(Jessy) — Estamos na varanda

(Jessy) — Mas porque está perguntando isso?

(Dan) — Tudo que eu peço é que fiquem todos juntos e não entrem na casa

(Dan) — Se puder, tranque a porta pelo lado de fora e espere a polícia chegar.

(Jessy) — O quê?!

(Jessy) — A polícia?! O que está acontecendo?!

(Dan) — Bem…

(Dan) — Pelo que Adie me contou, tudo indica que o pesadelo está prestes a recomeçar

(Dan) — O tal Homem sem Rosto está de volta e ele está na casa.

Jessy arregalou os olhos e ficou boquiaberta.

Notas finais
Obrigada por chegarem até aqui ♥