Dear Hacker - Duskwood Continuation (Em Revisão)
30 Perplexidade
Notas iniciais
Após terem ficado tensos e sem resposta para a pergunta de Carter, Hannah desviou o olhar, ficando cabisbaixa, enquanto Thomas tentou dar uma resposta convincente.
(Thomas) — Bom, é que… ao meu ver, isso parece se referir ao nosso amigo que morreu na explosão da Mina Ironsplinter.
Carter continuou intrigado.
(Carter) — Bem, e qual é a parte pecaminosa? Aqui diz: Você se lembra de seus pecados?
Thomas ficou sutilmente tenso e não soube o que responder.
(Hannah) — Talvez eu tenha cometido um pecado…
Thomas a olhou surpreso.
(Hannah) — … Por não ter tentado salvá-lo na mina. – Ela ficou com o olhar distante.
Thomas continuava olhando-a, agora um pouco entristecido por perceber que ela de fato se sentia culpada por aquilo. Carter pareceu compreender o sentido das frases, acreditando na explicação deles.
(Carter) — Bem, seja lá quem for esse tal homem sem rosto, ele está por dentro de todos esses acontecimentos e está tentando mexer com a cabeça de vocês.
Hannah permaneceu com o olhar distante, enquanto Thomas direcionou seu olhar para Carter.
(Carter) — E pelo visto, ele sabe que consegue fazer isso. – Ele olhava para Hannah.
Depois de alguns segundos, ele guardou a folha dentro do envelope.
(Carter) — Bom, precisamos seguir. Vocês estão bem?
Thomas olhou para Hannah e ela olhou para Carter, assentindo com a cabeça.
(Carter) — Certo. Então, vamos seguir. – Ele se virou e começou a caminhar.
Hannah e Thomas o seguiram.
No lado esquerdo da encruzilhada, Alan e Lilly caminhavam em silêncio. Lilly estava focada, observando ao redor cuidadosamente. Já Alan, além de observar ao redor, também observava Lilly sutilmente. Por se tratar de uma investigação simultânea, naquele momento, ele acreditou ter encontrado uma nova oportunidade de obter alguma informação valiosa, porém, não era sobre o homem sem rosto, mas sim, sobre Adie.
(Alan) — Estou começando a duvidar que encontraremos alguma coisa nessa busca que possa nos ajudar.
Lilly, que estava distraída, tomou um leve susto e logo o olhou, mas desviou seu olhar em seguida, para frente.
(Lilly) — Bom, vamos acreditar que, talvez, pelo menos os outros grupos tenham encontrado alguma coisa.
(Alan) — Hum… – Ele sorriu sutilmente. — Acho interessante o quanto a senhorita é focada.
Ela o olhou novamente.
(Lilly) — Eu?
Ele também a olhou.
(Alan) — Sim. Bem, essa é uma característica de algumas pessoas do seu grupo de amigos, como por exemplo, da senhorita Adie.
(Lilly) — É, eu concordo.
Alan desviou o olhar e pensou por alguns segundos, enquanto Lilly voltou a se concentrar na floresta.
(Alan) — Posso fazer uma pergunta um pouco pessoal?
(Lilly) — Sim.
(Alan) — O que fez a senhorita se arrepender de ter publicado aquelas informações sobre Adie e o Hacker misterioso?
Os dois se olharam ao mesmo tempo e ela estava levemente surpresa, mas desviou o olhar logo em seguida.
(Alan) — A senhorita apagou tudo pouco tempo depois e, sinceramente, eu não consegui pensar em uma razão lógica para isso, afinal, a senhorita parecia bastante convicta do que dizia no vídeo.
Lilly ficou pensativa por alguns segundos.
(Lilly) — Bem… Eu… eu só percebi que havia agido por impulso e… não estou acostumada a fazer isso. Percebi que aquilo não estava certo.
(Alan) — Bem, eu posso afirmar com toda segurança do mundo que a senhorita está enganada.
Lilly voltou a olhá-lo.
(Alan) — Graças às informações que a senhorita publicou, o FBI voltou a ter esperanças de encontrar aquele hacker. Ele é um homem perigoso, um criminoso que precisa ser colocado atrás das grades o mais rápido possível.
Lilly olhava para o delegado e ouvia atentamente suas palavras, mas em sua mente, ela estava tentando criar alguma esperança de que, talvez, ele estivesse equivocado e falando de outra pessoa, e não de Jake.
(Alan) — A senhorita sabe do que ele é acusado?
Ela se viu acuada pela pergunta que evitou fazer a si mesma desde que soube a verdade sobre Jake ser seu meio-irmão.
(Lilly) — Não. – Ela desviou o olhar.
(Alan) — Hum.
Alan continuou observando-a sutilmente enquanto pensava. Ele era experiente e sabia que para conseguir informações de forma natural, sem precisar fazer perguntas invasivas, seria necessário conquistar a confiança dela. Mas para isso, ele precisava fazer com que Lilly acreditasse que ele também confia nela, de certa forma.
(Alan) — Bem, eu vou lhe contar. Mas quero que saiba que, como delegado, eu não deveria passar essa informação a qualquer pessoa, mesmo que a senhorita talvez já saiba por alto. Porém, vou lhe contar com um pouco mais de riqueza de detalhes, apenas porque a senhorita me passa confiança. Está preparada?
Ele a olhava e, naquele momento, Lilly também voltou a olhá-lo e assentiu com a cabeça.
(Alan) — Pois bem... O FBI está buscando por um grupo de hackers que invadiu o seu sistema e tiveram acesso a documentos Top Secret, que são documentos ultrassecretos do Governo dos Estados Unidos. Para pessoas comuns, isso é algo praticamente impossível de obter, mas eles conseguiram, e o pior, sem deixar rastros. O que deixa claro a perspicácia e genialidade desses criminosos. Como se não bastasse invadir o sistema e ter acesso aos documentos, eles publicaram algumas informações contidas nos mesmos, além de terem interceptado mensagens do governo norte coreano, o que foi compreendido como um ato de guerra e deixou o governo americano em alerta. Para alguns funcionários da Inteligência Americana, a divulgação dessas informações representa uma "violação significativa da segurança". Houve até mesmo o enfraquecimento de uma aliança entre os Estados Unidos e um outro país que não posso citar, pois é uma informação passada apenas para os oficiais que estão trabalhando no caso.
As informações deixaram Lilly sem reação.
(Alan) — Mas não para por aí. O detalhe mais interessante disso tudo, é que eles não publicaram todos os documentos obtidos, o que fez com que o governo entendesse que eles o tinha nas mãos. Recentemente eu soube que um dos hackers que trabalhou com esse grupo, mas se rebelou antes da conclusão do plano e da divulgação dos documentos, foi o responsável por entregar informações sobre os outros. Porém, pelo que compreendi disso tudo, o FBI não tornou público os nomes ou os rostos desses hackers, exatamente por estarem pisando em ovos e executando uma investigação extremamente sigilosa, pois o risco que eles trouxeram apenas com a interceptação das mensagens norte coreanas, exige extrema cautela, para que não aconteça uma catástrofe ainda maior.
Lilly ficou surpresa e boquiaberta.
(Alan) — Eles estão lidando com pessoas extremamente inteligentes e mestres em se esconderem. A senhorita entende o quanto colaborou com a justiça ao publicar aquelas informações?
Ela desviou o olhar e não respondeu.
(Alan) — Ao mesmo tempo, a senhorita compreende a quem a sua amiga, Adie, resolveu se aliar para encontrar sua irmã?
Lilly continuou em silêncio e com o olhar distante.
(Alan) — Espero que ela esteja sendo realmente sincera sobre tudo. Pois, caso contrário, se descobrirmos que ela de fato esconde aquele hacker, ela poderá ser condenada por obstrução de justiça.
Lilly se assustou novamente e o olhou. Depois de alguns segundos, ela suspirou e se perdeu em seus pensamentos. Naquele momento, ela se sentiu dividida. A culpa que ela sentia por ter feito aquilo com o irmão dela começou a ser dissipada por um sentimento de incerteza. Quem de fato Jake era? Ele seria mesmo capaz de algo tão sujo assim? Teria sido aquilo a coisa certa a ser feita?
(Alan) — Senhorita?
Ela tomou um leve susto.
(Lilly) — Sim. Desculpe, senhor delegado. Eu só… fiquei surpresa com as informações que o senhor me deu.
(Alan) — Eu entendo, senhorita. Mas volto a pedir que não conte isso a ninguém e nem fique contra sua amiga. Afinal, Adie precisa de apoio nesse momento e eu não me perdoaria se algum de vocês a abandonasse quando ela mais precisa.
Lilly o observou por alguns segundos, admirada com tamanha bondade, o que era um diferencial para um delegado de polícia. Em seguida, ela assentiu com a cabeça e desviou o olhar, enquanto Alan sorria sutilmente, revelando uma certa malícia. Mal ela sabia que o interesse dele em manter Adie perto do grupo era para ter a chance de continuar vigiando os passos dela, através de seus amigos.
Na direção Leste, Jason estava com o envelope nas mãos e começou a abri-lo, sem cerimônia. Ao contrário dos outros, ele tirou a folha por completo para depois observá-la melhor. Ao observá-la, sua expressão era de total intriga e ele se distraiu por alguns segundos. Enquanto isso, Cleo e Dan estavam olhando-o, curiosos para saber do que se tratava.
(Dan) — Será que vamos poder ver também?
Jason o olhou com a testa franzida.
(Jason) — Sim, é claro. – Ele estendeu a folha para eles e Dan a pegou.
Assim como os outros, aquela era uma imagem do sinal do corvo, impresso em preto e branco. Assim como os demais, Cleo e Dan se surpreenderam.
(Cleo) — É o sinal do corvo!
(Jason) — Pois é. Eu ouvi muito pouco sobre essa tal lenda e esse sinal, mas pelo que sei, essa imagem não deveria aparecer na porta de alguém que fosse marcado ou algo assim?
(Cleo) — Sim, mas parece que estamos lidando com alguém que resolveu mudar sua maneira de marcar suas vítimas.
(Jason) — Hum… Então quer dizer que todos nós estamos marcados por termos encontrado essa imagem?
(Cleo) — Bom, tal…
(Dan) — Não. – Ele a interrompeu, enquanto olhava para o verso da folha.
Cleo e Jason o olharam.
(Dan) — Isso aqui foi para uma pessoa específica. – Ele levantou o olhar e apertou a folha com raiva, amassando-a.
Enquanto isso, Phil e Jessy caminhavam à esquerda da encruzilhada. Jessy olhava tudo ao redor com um certo medo. A ideia de que alguém pudesse estar espreitando-os, era perturbadora. Phil também estava concentrado ao redor, mas em certo momento, ele começou a observar a irmã sutilmente. Era como se ele quisesse falar alguma coisa, mas precisasse tomar coragem primeiro. Depois de um tempo observando-a, ele desviou o olhar e seguiu olhando para frente.
(Phil) — Então… você acha que os outros grupos encontraram alguma coisa importante?
Ela estava muito distraída, mas ao ouvi-lo falar, logo o olhou.
(Jessy) — Hum, bom…Talvez.
Ele seguiu em silêncio e olhando para o chão. Depois de alguns segundos, ele suspirou e levantou o olhar.
(Phil) — Eu percebi que você estranhou o fato de eu ter preferido seguir na mesma direção que você.
Jessy voltou a olhá-lo.
(Jessy) — Sim. Eu realmente não esperava por isso. Até porque, nos últimos dias, você tem me deixado mais de lado do que nunca.
(Phil) — Não seja tão dramática, Jessy! Você sabe que nos últimos dias não só eu, mas todos, estavam mais concentrados em se recuperar de todo o caos vivido.
(Jessy) — Eu entendo isso. Mas você se tornou ainda mais rude comigo, como se eu fosse a culpada por tudo que aconteceu.
Phil se irritou.
(Phil) — Não seja idiota!
Ao agir por impulso e insultá-la, ele parou para pensar sobre sua atitude e conseguiu compreender o que Jessy acabou de dizer. Ele fechou os olhos e respirou fundo, se acalmando.
(Phil) — Certo, tudo bem. Me desculpe por ser rude com você sem necessidade.
(Jessy) — Acontece que nunca há necessidade, Phil! Você sabe que nunca falo ou faço algo para o seu mal.
Ele a olhou, ainda tentando controlar sua raiva.
(Phil) — Não, eu não sei disso! Você vive falando mal de mim para os seus amigos e eles me tratam como se eu fosse um bandido. E quando você percebe eles me tratando de forma grosseira, faz drama para eles me tratarem melhor, mas no fim das contas, é sempre você que causa tudo isso!
(Jessy) — Eu não faço drama, apenas falo a verdade!
Ele se alterou.
(Phil) — QUE VERDADE, JESSICA? É APENAS A SUA VERDADE!
Jessy se assustou e desviou o olhar, entristecida.
(Phil) — Até para a Adie, que é nova no seu grupo de amigos, você já falou as piores coisas a meu respeito.
Ela o olhou intrigada.
(Jessy) — Está enganado! Eu não disse nada para ela.
(Phil) — Se não foi você, com certeza foi um dos seus amiguinhos idiotas! O que deixa claro que a culpa continua sendo sua! Você fala para todos o quanto se incomoda com o meu jeito, o quanto eu sou um péssimo irmão, mas porque você não vem perguntar meus motivos? Porque não vem falar diretamente comigo?
Jessy se irritou e parou de caminhar.
(Jessy) — E QUANDO FOI QUE VOCÊ PAROU PARA ME OUVIR, PHIL?
Phil logo se surpreendeu e também parou de caminhar.
(Jessy) — EU JÁ TENTEI FALAR COM VOCÊ INÚMERAS VEZES, MAS VOCÊ SEMPRE COMEÇA A ME ATACAR COM PALAVRAS E NÃO ME ESCUTA!
Ele ficou assustado e sem reação diante da postura de sua irmã. Jessy desviou o olhar e respirou fundo, tentando se acalmar.
(Jessy) — E-Eu nunca soube porque você parece me odiar… mas a verdade é que eu sempre amei você incondicionalmente! – Os olhos dela marejaram. — Tudo bem, eu assumo ser dramática as vezes, mas é porque eu gostaria que você enxergasse que o seu desprezo me machuca! Já faz um tempo que só restou eu e você de nossa família. Mesmo que tenhamos uma mãe, um pai e uma irmã mais velha, todos estão longe e vivendo suas vidas. Mas nós estamos aqui, juntos, mesmo depois de tanto tempo. Só que… infelizmente, você me despreza… – Ela ficou cabisbaixa. — … E eu nem sequer sei o motivo. – Ela disse com a voz trêmula e logo desceram lágrimas de seus olhos, mas ela rapidamente as enxugou.
Phil continuou sem palavras, mas permanecia olhando-a. Vê-la chorar ao dizer aquilo, partiu seu coração. Naquele momento, ele se deu conta de que ela nunca teve culpa de nada, mas foi nela que ele sempre descontou tudo. Ele não foi o único a sofrer com o abandono dos pais, ela também passou pelo mesmo e, mesmo tendo a atenção da avó deles, ela sempre tentou ficar mais próxima dele. Várias lembranças foram surgindo em sua mente, de momentos em que ela tentava agradá-lo quando os dois ainda eram crianças. Mas ele sempre a tratou com desprezo, pois estava ocupado demais se vitimizando e não foi capaz de compreender que, se eles tivessem ficado mais próximos, eles poderiam ter se apoiado naquele momento tão doloroso e tudo teria ficado mais leve.
(Phil) — Eu não a desprezo, Jessy. Eu… Eu sinto muito se fiz você se sentir assim.
Jessy continuou cabisbaixa.
(Jessy) — Apesar de tudo, eu não tenho nenhuma mágoa contra você. – Ela voltou a olhá-lo. — E peço que me perdoe pelo meu jeito dramático de ser. Eu só queria que… ficássemos mais unidos.
Phil ficou pensativo por alguns segundos, até que suspirou.
(Phil) — Bom, eu… – Ele desviou o olhar. — … Eu preciso de tempo para assimilar algumas coisas. Como eu disse, os últimos acontecimentos afetaram a todos nós.
Em seguida, ele colocou a mão em um dos bolsos da frente de sua calça e tirou um cigarro, colocando-o na boca e pegando um isqueiro do mesmo bolso.
(Jessy) — Sim, eu entendo. Mas… posso te perguntar uma coisa?
Ele a olhou e acendeu seu cigarro, tirando-o da boca em seguida e soprando a fumaça para o lado.
(Phil) — Sim.
(Jessy) — Você me ama?
Phil ficou levemente surpreso e desviou o olhar. Ele colocou o cigarro na boca novamente e demorou alguns segundos para responder.
Jessy suspirou entristecida e ficou cabisbaixa.
(Jessy) — Certo, eu já entendi.
Ele voltou a olhá-la e continuou pensativo. Depois de alguns segundos, ele tirou o cigarro da boca e soprou a fumaça para o lado. Em seguida, ele deu dois passos em direção a ela, se aproximando. Jessy logo voltou a olhá-lo e ele a olhou nos olhos. Pela primeira vez, ele sentiu carinho, ao invés de irritação, o que o fez sorrir sutilmente enquanto a observava. Porém, aquele lindo momento foi interrompido por um barulho que parecia ser um tiro e os dois se assustaram.
(Jessy) — Ai, Deus! O que foi isso?! -- Ele olhou na direção do barulho.
(Phil) — Pareceu um tiro. -- Ele também encarava a mesma direção.
(Jessy) — Será que alguém encontrou ele? O homem sem rosto?
Ele a olhou.
(Phil) — Eu não sei.
Do outro lado da encruzilhada, Alan e Lilly seguiam andando em silêncio, até que, de repente, eles ouviram o disparo e também se assustaram.
(Alan) — Isso foi um tiro.
(Lilly) — Então, isso quer dizer que alguém o encontrou!
(Alan) — É o que esperamos.
Alan pegou seu celular no bolso e o olhou, mas nenhum dos outros policiais havia mandado alguma mensagem.
(Alan) — Ficarei atento para caso algum deles precise de reforço.
Lilly ainda olhava em direção aos disparos, estando preocupada.
(Alan) — Vamos seguir?
Ela o olhou.
(Lilly) — Sim… vamos.
Mesmo preocupada, ela começou a caminhar junto do delegado.
No lado Norte, Carter, Thomas e Hannah também estavam parados e assustados.
(Hannah) — O que será que está acontecendo? Será que alguém encontrou ele?
(Carter) — É provável.
(Hannah) — Será que a Adie está bem? O policial que está com ela respondeu suas mensagens?
Carter suspirou preocupado.
(Carter) — Infelizmente não, senhorita. Até agora não temos notícias dos dois.
Hannah ficou extremamente preocupada e Thomas, que também estava preocupado, a abraçou de lado.
Depois de mais alguns passos, Alan e Lilly avistaram um envelope amarelo preso a uma árvore e logo pararam de caminhar.
(Alan) — Um envelope no meio da floresta… interessante.
Lilly permaneceu em silêncio, olhando em direção ao envelope e estando desconfiada. Sem cerimônia, o delegado foi em direção a árvore em que o envelope estava para pegá-lo, mas antes que pudesse tocá-lo, o som de mais um tiro foi ouvido e eles novamente se assustaram e olharam em direção.
(Lilly) — Essa não, outro tiro.
Em seguida, mais um tiro foi ouvido e os dois se assustaram novamente.
(Lilly) — Meu Deus! O que será que está acontecendo?
Novamente, mais um disparo foi ouvido e, depois de alguns segundos, alguns pássaros passaram voando, fugindo do barulho. Ao observar a direção que os pássaros vieram, Alan se deu conta de onde os disparos poderiam ter sido efetuados.
(Alan) — Esse bando veio da direção Oeste.
(Lilly) — Espera… – Ela se assustou. — Não é onde a Adie está?
Alan a olhou preocupado e não disse nada.
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