Notas iniciais
Olá a todos! Vamos de mais suspense? Espero que gostem do capítulo de hoje ♥ Tenham todos uma ótima leitura! ♥

Depois que o som de quatro tiros foi ouvido por toda floresta, todos lutavam para se manterem calmos e tentavam acreditar que Adie e Brandon estavam bem, apesar de tudo. Ao leste, Cleo, Dan e Jason estavam parados e encaravam a direção de onde os disparos pareciam ter vindo.

(Cleo) — Ah, céus, quem será que encontrou ele?

(Jason) — Não tenho ideia. Até o momento, nenhum dos policiais se comunicou. – Ele estava com o celular na mão, enquanto olhava ao redor.

(Dan) — Não importa quem seja. Eu só espero que todos esses tiros tenham acertado esse filho da puta! – Ele disse com raiva.

Jason e Cleo o olharam intrigados, mas não disseram nada.

Ao norte, depois de passar alguns instantes de que eles ouviram o último disparo, Carter sentiu seu celular vibrar no bolso e logo o pegou para ver do que se tratava.

(Thomas) — Algum problema, senhor policial?

(Carter) — O delegado acaba de mandar uma mensagem para nós policiais pedindo para que todos voltem para o ponto de partida.

(Hannah) — Vamos torcer para que o policial Brandon também responda ao chamado do delegado.

Carter digitou uma mensagem curta e enviou.

(Carter) — Eu vou ficar de olho nisso, senhorita. Qualquer contato dele, eu aviso.

Hannah assentiu com a cabeça.

À direita da encruzilhada, Phil e Jessy também estavam parados e assustados com o barulho dos disparos e permaneciam olhando ao redor com apreensão. Depois de alguns segundos, Phil sentiu seu celular vibrar e logo o pegou para ver do que se tratava.

(Jessy) — O que foi?

(Phil) — É o delegado. Ele pediu para voltarmos.

(Jessy) — Pergunte a ele se tem alguma notícia da Adie. Eu estou tão preocupada.

(Phil) — É, eu também estou. Vou perguntar a ele.

Phil digitou a mensagem e enviou ao delegado. Depois de alguns segundos, ele recebeu uma resposta. Após ler a mensagem, ele suspirou preocupado e, sem dizer nada, guardou o celular no bolso.

(Jessy) — E então?

Ele olhou para Jessy e apenas balançou a cabeça em negação. Jessy logo entendeu e passou a mão na testa, suspirando com uma certa aflição.

Após se comunicar com os demais, Alan pegou o envelope que estava preso na árvore.

(Alan) — Vamos voltar. Abriremos o envelope quando encontrarmos os outros.

(Lilly) — Certo.

Os dois começaram a caminhar de volta e assim todos seguiram para o ponto que foi marcado no início da busca.

Depois de alguns minutos, Carter, Thomas e Hannah chegaram no local marcado, chamado por eles de ponto de partida. Apesar das tentativas de manterem a esperança de que Adie e Brandon estivessem bem, os semblantes de Hannah e Thomas deixavam claro o quão preocupados eles estavam. Mais alguns minutos se passaram e Jason, Dan e Cleo também chegaram. Ao verem eles se aproximando, Hannah e Thomas foram de encontro. Dan tirou o braço de sobre os ombros de Cleo, e Hannah, ao se aproximar dela, logo a abraçou.

(Thomas) — O que houve com você? – Ele perguntou ao ver Dan mancando.

(Dan) — Ah, nada. Essa porcaria resolveu doer.

(Carter) — Então vocês também encontraram um desses? – Ele notou Dan segurando um envelope, igual ao que ele segurava.

(Jason) — Isso quer dizer que todos do grupo foram marcados?

(Cleo) — Bom, o Dan disse que a marca foi para uma pessoa específica.

(Jason) — Só que precisamos saber o que está escrito atrás para termos certeza disso.

(Dan) — Acho que ninguém além da pessoa marcada precisa saber o que está escrito aqui.

(Thomas) — Então, você foi realmente marcado?

Dan suspirou irritado.

(Dan) — É, fui.

Todos se preocuparam e, depois de mais alguns minutos, Alan chegou, juntamente com Lilly, Jessy e Phil.

(Alan) — Que bom que já estão aqui. Todos estão bem?

Todos assentiram com a cabeça.

(Jessy) — Adie se comunicou com algum de vocês?

Todos balançaram a cabeça em negação.

(Hannah) — Eu até tentei contato com ela, mas não tive resposta.

(Jessy) — Oh, céus… – Ela ficou aflita.

(Cleo) — Vamos pensar positivo e esperar. Talvez ela chegue daqui a alguns minutos.

Os policiais se olharam preocupados, pois Brandon não havia respondido as mensagens do delegado no grupo.

(Alan) — Vamos manter a calma e pensar no que a senhorita Cleonice disse. Talvez eles estejam a caminho. Vamos esperar mais alguns minutos e, enquanto isso, vamos ver quais pistas cada grupo conseguiu.

Todos continuaram preocupados e evidentemente sem entusiasmo para falar de pistas, mas não havia outra saída.

(Alan) — Pelo que vejo, vocês também encontraram um envelope. Já viram o que tem dentro deles?

(Carter) — Sim.

(Jason) — Sim.

(Alan) — Certo. Vamos começar com você Carter, nos mostre o que sua equipe conseguiu.

(Carter) — Certo. Bem, caminhamos por uma certa distância sem encontrar nada, mas em certo momento, encontramos esse envelope pendurado em uma árvore e, como já visto, não fomos os únicos. -- Ele disse olhando os envelopes nas mãos de Dan e nas mãos do delegado.

(Alan) — Hum... tudo indica que o homem sem rosto estava nos espreitando o tempo todo e, sabendo por onde cada grupo passaria, deixou esses envelopes.

Todos olharam uns para os outros, estando intrigados e assustados.

(Alan) — Por gentileza, Carter, nos mostre o conteúdo do envelope.

Carter abriu o envelope e tirou a folha que estava dentro, virando-a de frente para os integrantes do grupo e para o delegado.

Jessy, Phil e Lilly arregalaram os olhos, pois eles eram os únicos a não terem visto aquela imagem do sinal do corvo, até então. Alan, mesmo não tendo visto, continuou sério, com uma expressão concentrada.

(Carter) — E no verso da folha há duas frases: A morte de alguém jamais poderá ser esquecida. Você se lembra de seus pecados?

Naquele momento, Lilly logo entendeu o sentido da frase e olhou disfarçadamente para Hannah.

(Alan) — Essa frase parece muito específica, como se tivesse sido escrita para alguém que o agressor está ciente de seus… “pecados”.

Todos, menos Phil, ficaram levemente tensos.

(Alan) — Vocês sabem o que ele quis dizer com essa frase?

Todos tentaram disfarçar suas tensões, enquanto o delegado observava-os atentamente. Sem ter encontrado palavras para respondê-lo, todos apenas balançaram a cabeça em negação.

Alan os observou por mais alguns segundos, estando pensativo, até que suspirou e direcionou seu olhar para Dan.

(Alan) — Senhor Anderson.

Dan o olhava sério e ainda parecia irritado.

(Alan) — Mostre o conteúdo do envelope em suas mãos, por favor.

(Dan) — É a mesma coisa, a imagem de um corvo.

(Alan) — Hum. E há alguma frase no verso?

(Dan) — Não.

Alan arqueou uma de suas sobrancelhas, olhando-o desconfiado.

(Alan) — Será que eu poderia dar uma olhada, senhor Anderson?

Dan engoliu seco e pensou por alguns segundos, até que, sem dizer nada, deu alguns passos à frente, mesmo que mancando, e entregou o envelope ao delegado. Alan pegou o envelope e logo abriu, tirando a folha de dentro e vendo a imagem do corvo. Em seguida, ele virou a folha e observou o verso por alguns segundos.

(Alan) — Hum… isso é bem pessoal, não é? – Ele levantou o olhar, em direção a Dan.

Dan suspirou irritado.

(Dan) — Sim.

Alan continuou observando-o por alguns segundos, até que compreendeu que aquilo de fato havia mexido com a mente dele.

(Alan) — Terei que ficar com o envelope, mas manterei em sigilo o que acabei de ler, por respeito ao senhor.

Dan assentiu com a cabeça.

(Alan) — Certo. Eu e a senhorita Donfort também encontramos um envelope igual a esses, mas não tivemos a oportunidade de abri-lo, pois foi bem no instante em que ouvimos os disparos. Portanto, vamos ver agora o que temos aqui. – Ele abriu o envelope.

Assim como nos outros, havia uma folha com o sinal do corvo, mas no verso, havia uma frase diferente. Alan leu a frase apenas mentalmente e franziu a testa, ficando extremamente intrigado. Depois de alguns segundos, ele levantou o olhar e viu todos olhando-o com uma certa expectativa e, ao mesmo tempo, apreensão.

(Alan) — Ah, bem… – Ele raspou a garganta. — A frase é um tanto quanto… – Ele buscou a melhor palavra para defini-la. — Interessante. – Ele completou.

Todos se intrigaram e Alan os encarou por alguns segundos, até que voltou seu olhar para a folha.

(Alan) — Certo… vamos lá. A frase é a seguinte: Há uma alegria selvagem em estar vivo. Há uma embriaguez da existência. Cada hora é uma amante para o meu desejo infinito. "Artur Lundkvist”

Todos ficaram ainda mais intrigados.

(Cleo) — Hum, interessante o homem sem rosto citar algo de Artur Lundkvist.

(Alan) — Sim. E embaixo dessa frase está escrito: PS: Lucy.

Ao ouvir aquele nome, Phil arregalou os olhos, enquanto os demais continuavam intrigados.

(Alan) — Vocês conhecem alguma pessoa com esse nome? – Ele voltou a olhá-los.

Phil ficou levemente tenso e cabisbaixo, enquanto os outros pensavam se conheciam alguém com aquele nome, mas balançando a cabeça em negação ao se darem conta de que não.

(Jessy) — Espere, eu acho que conheço uma pessoa com esse nome.

Phil a olhou surpreso.

(Alan) — E você acha que essa frase tem algo haver com essa pessoa?

(Jessy) — Bom… eu não sei. Eu a conheço vagamente. Apenas sei que ela trabalha como garçonete no Aurora e…

(Phil) — Trabalhava. – Ele a interrompeu.

Todos o olharam e ele direcionou seu olhar para o delegado.

(Phil) — Bem… faz aproximadamente um mês que ela se demitiu.

(Alan) — Hum. E teve algum motivo específico para isso?

Phil ficou ainda mais tenso, mas disfarçou.

(Phil) — Ah, n-não… não que ela tenha me dito.

Alan o olhou um pouco desconfiado.

(Alan) — Entendi, senhor Hawkins. Bom, depois investigaremos melhor sobre essas frases. – Ele pegou seu celular no bolso e verificou se havia recebido alguma nova mensagem. — Infelizmente continuamos sem o contato de Brandon. – Ele voltou a olhar para os integrantes do grupo. — Algum de vocês recebeu alguma mensagem de Adie?

Todos balançaram a cabeça em negação.

(Alan) — Certo. – Ele suspirou. — Bem, eu vou pedir ao policial Jason que os acompanhe para fora da floresta e depois volte para nos encontrar. Nós iremos em busca deles e entraremos em contato assim que tivermos alguma notícia.

Todos do grupo se surpreenderam e, ao mesmo tempo, se irritaram.

(Lilly) — O que?! Mas porque não podemos ir com vocês?! Nós estamos aqui para ajudar!

(Alan) — Senhorita, eu entendo que vocês estejam preocupados com a amiga de vocês e querem ajudar, mas eu não posso permitir que vocês continuem correndo riscos.

(Lilly) — Isso não faz sentido, senhor delegado! Já corremos todos os riscos na busca por pistas. Qual é a diferença agora?

(Hannah) — Eu concordo. Adie é nossa amiga! E estamos dispostos a correr ainda mais riscos se for para ajudá-la.

(Phil) — Eu concordo.

(Cleo) — Eu também.

(Dan) — Mesmo estando com a perna fudida, também concordo.

(Thomas) — E eu também.

(Jessy) — Todos concordamos! Sairmos daqui sem saber nada sobre ela será pior para todos. Nós queremos e precisamos ajudar!

Alan os encarou, pensativo.

(Lilly) — Senhor delegado, não foi o senhor mesmo que me disse para não abandoná-la neste momento tão difícil? Adie precisa de nós!

Alan pensou por mais alguns segundos, até que suspirou.

(Alan) — Tudo bem. Vocês venceram. Eu vou na frente e peço que Jason e Carter lhes dê cobertura. Fiquem todos atentos e fale sobre qualquer coisa que verem e acharem suspeito.

Todos assentiram com a cabeça e Alan se virou para a direção em que eles iriam seguir.

(Alan) — Vamos lá.

Todos o seguiram e a busca por Adie e Brandon foi iniciada.

Todos caminharam em silêncio, concentrados ao redor e tentando manter a esperança de que encontrariam Adie e Brandon sem nenhum arranhão.

Em certo momento, Dan, que já conseguia andar sem se apoiar em Cleo e apenas mancava um pouco, continuava com um semblante cheio de raiva. A testa franzida, os dentes cerrados e a respiração um pouco mais pesada que o comum, deixava claro que, seja lá o que estivesse escrito naquela folha, mexeu em algo muito delicado para ele. Podemos até pensar que seja algo muito familiar para o autor daquela frase. Porém, além da raiva pelo que estava escrito naquela folha, Dan também estava lidando com sua preocupação pela possibilidade de Adie ter sido pega. Ele estava distraído com sua bagunça interna e nem havia percebido que Jessy o observava em alguns momentos, até que sentiu a ruiva pegar sua mão e logo a olhou.

(Jessy) — Eu sei que pode parecer uma pergunta estúpida, pelo momento em que estamos vivendo, mas… você está bem?

Ele a encarou por alguns segundos, ainda com a testa franzida, mas logo sentiu sua raiva sendo amenizada pela doçura de Jessy.

(Dan) — Eu vou ficar bem, bebê. Não se preocupe. – Ele acariciou a mão dela e depois deu um beijo.

Jessy suspirou e sorriu sutilmente e os dois voltaram suas atenções para a busca.

Depois de alguns minutos, Alan, que estava caminhando a frente de todos, parou.

(Alan) — Ei… – Ele sinalizou com uma das mãos, pedindo aos demais que também parassem.

Todos logo olharam para o delegado e pararam, mas antes que pudessem fazer qualquer pergunta, eles olharam para o chão, na direção em que Alan estava encarando.

(Lilly) — Um celular.

(Jason) — E se parece com o do Brandon.

Alan pegou o celular no chão e o olhou por alguns segundos.

(Alan) — É o do Brandon.

(Jessy) — Ah, Deus, isso não é um bom sinal.

Todos ficaram preocupados e, enquanto olhavam para o celular ou encaravam uns aos outros, Carter e Jason começaram a observar tudo ao redor, com mais atenção. Em seguida, Alan guardou o celular de Brandon em seu bolso.

(Alan) — Escutem. A partir daqui, precisamos olhar tudo ao redor com muito mais atenção.

Todos do grupo assentiram com a cabeça e Alan começou a caminhar, olhando tudo em volta. Os integrantes do grupo também fizeram o mesmo, eles se espalharam pelas proximidades, de forma que todos ainda se viam, mas cada um analisava diferentes pontos.

(Jason) — Senhor, encontrei uma coisa. – Ele estava distante de todos, um pouco mais a frente.

Alan rapidamente foi até ele e, ao se aproximar, Jason o mostrou uma bala de uma pistola.

(Jason) — Essa bala é, sem dúvidas, a mesma da arma usada por nós policiais.

(Alan) — Onde ela estava?

(Jason) — Bem aqui. – Ele apontou para o chão, na direção exata.

Alan começou a analisar o chão, próximo de onde a bala estava, até que se agachou.

(Alan) — Então foi aqui que um dos disparos foi efetuado. – Ele apontou para um pequena marca que a bala deixou no chão.

(Thomas) — Pessoal, tem uma marca de bala aqui nessa árvore. – Ele estava um pouco à frente dos policiais e todos o olharam.

Alan levantou e foi até ele. Ao se aproximar da árvore, observou a marca do tiro e ficou pensativo por alguns segundos.

(Hannah) — Isso pode ser um bom sinal, não é? Pode ser que todos os tiros tenham sido apenas para fazer o homem sem rosto correr, ou algo assim.

(Dan) — Eu acho que não.

Dan estava um pouco mais atrás de onde Thomas e Alan estavam. Ele estava de costas e observava o chão.

(Alan) — Do que está falando, senhor Anderson?

Dan se virou, com uma expressão pasma e, ao mesmo tempo, preocupada.

(Dan) — É que… venham ver vocês mesmos.

Todos foram até ele rapidamente.

(Jessy) — Dan, você está me assustando! Fala logo o que foi? – Ela disse enquanto se aproximava.

(Thomas) — Eu já entendi o que ele quis dizer. – Ele já estava ao lado de Dan e olhava para o chão.

Os demais se aproximaram de Thomas e logo arregalaram os olhos ao verem o que tinha ali.

(Cleo) — Essa não…

(Carter) — Isso é…

(Alan) — Sangue.

Notas finais
Obrigada por chegarem até aqui! ♥