Notas iniciais
HELLO GUYS, EU AMO ME ENFIAR EM DESAFIOS E ESSE AQUI VAI SER MEU FAVORITO PORQUE EU TO APAIXONADA, É ISSO.

Bom, agora desligando o caps lock, vamos falar sobre a fic. Conta a história de Alice e Benjamin, de como se conheceram até como se apaixonaram. Espero mesmo que vocês gostem desse desafio e dessa fic tanto quanto eu estou gostando!

Semana 1: a primeira vez que nos falamos.

See ya,
Lucy Dias

Tiro os óculos de dentro do bolso do moletom e coloco-os no rosto completamente irritada, evitando esbarrar nas pessoas que aparecem no meu caminho como formigas no caminho do torrão de açúcar. Algo nos óculos me faz bufar alto, atraindo a atenção de uma senhora que também anda rápido ao meu lado e fazendo-a tomar uma distância segura de mim. Tiro os óculos para limpa-los e sinto minha cabeça rodar.

Sério, ter miopia e astigmatismo é algo que não desejo nem ao meu pior inimigo.

Recoloco os óculos para analisar se as lentes continuam sujas ou se por algum milagre de Deus consegui limpa-los depois de esfrega-los com violência contra o tecido escuro do moletom largo. Os óculos continuam sujos e eu estou mais atrasada do que nunca para meu curso. Me encosto em uma parede aleatória e abro minha mochila para encontrar a caixa dos óculos e, consequentemente, o tecido recomendado para limpar as lentes corretamente. Olho para os lados tentando não ser assaltada por ninguém já que não conheço a vizinhança onde estou e muito menos os becos de onde qualquer um poderia sair a qualquer momento.

— Vamos logo, estou atrasada... — murmuro para mim mesma quando vejo que as lentes continuam sujas. — Que merda!

— Ei, boca suja! Pare de reclamar com um objeto inanimado!

Olho para frente quando um cara aleatório grita isso de dentro de um carro para mim. Reviro os olhos, jogo os óculos dentro da mochila e saio andando a passos largos e cabeça baixa enquanto tento fechar a mochila que, por uma droga de ironia do destino, resolveu ter o zíper emperrado exatamente no momento que mais preciso que ela se feche. Procuro um dos grandes relógios que ficam espalhados no meio da rua para pensar se estou salva do exercício vergonhoso dos atrasados ou se vou ser uma das atrasadas sortudas.

13h17. Meu Deus.

Começo a correr como se não houvesse amanhã, por mais que minha sinusite não permita que eu respire enquanto corra sem ficar com uma puta dor de cabeça no meio do processo. Desvio de algumas pessoas e respondo a alguns xingamentos de desavisados que não escutam minhas desculpas sem nem me importar em virar para trás. Começo a tossir conforme chego perto do meu curso e vejo a professora já entrar dentro do estabelecimento. Meu coração dói só de pensar que vou precisar fazer exercícios depois dessa corrida master que estou fazendo agora de graça e sem exatamente ninguém ver que estou correndo para me ajudar como testemunha.

Subo as escadas de dois em dois degraus com a mochila pesada castigando minhas costas por ser idiota o suficiente para usar somente uma das alças da mochila em apenas um dos braços. Olho para dentro da sala de aula e solto minha respiração quando não encontro a professora em canto algum da sala. Entro escondida dentro da sala e solto meu corpo em um dos pufs que compramos para o intervalo que nos é dado entre as aulas de expressão corporal e expressão vocal. Busco uma garrafa de água dentro da mochila toda remexida depois dessa corrida maluca e puxo-a junto com meus óculos mais sujos do que nunca.

— Porcaria de óculos, não acredito que paguei caro pra ficar com essa porcaria que não aguenta a limpeza da parte de um moletom, que merda... — resmungo e tento não surtar com a raiva que estou passando nesse exato momento.

— Acho que você vai quebrar esses óculos se não pegar um pouco mais leve com eles. Quero dizer, é uma armação de plástico, vai quebrar se você continuar forçando desse jeito.

Ao ouvir a mesma voz que escutei minutos atrás no meio da rua, bufo e levanto o rosto para encarar os olhos escuros e os cabelos castanhos na minha frente. O rapaz cruza os braços e sorri quando me reconhece, analisando meu rosto e corpo assim como estou fazendo com ele nesse momento. Apesar de não ligar de estar sendo analisada tão descaradamente, não gosto da ideia de ambos estarmos fazendo a mesma coisa ao mesmo tempo.

— A moça boca suja do meio da rua! Felipe, vem cá! — Ele se vira para trás e acena para outro rapaz que pede alguns minutos com um aceno de cabeça por estar conversando com Rafaela, uma de minhas colegas de teatro. — Como está, moça?

— Estou irritada, me deixe em paz. — Respondo e tomo um gole de água olhando nos olhos dele. — E meu nome não é "moça boca suja".

— E eu poderia saber qual é? — Ele pergunta no mesmo momento que a professora entra na sala de aula com diversas apostilas nas mãos.

Dou de ombros para ele, me levanto e vou atrás da professora para pegar uma das apostilas de estudo teórico, voltando para o lugar completamente chocada quando ela quase a arranca de minhas mãos, lembrando-me que hoje trabalharemos em duplas.

Posso dizer novamente? Posso.

Merda.

— Alice... hoje não posso te colocar com a Rafaela. Vocês sempre inovam no conteúdo, mas hoje quero que inovem na companhia uma da outra. Rafa, fique com Felipe hoje. Alice, fique com Benjamin, por favor.

O quê?! Quem diabos é Benjamin?!

— Alice... — A voz irritante sussurra no meu ouvido, fazendo-me revirar os olhos com desprezo. — Bem vinda ao país das maravilhas, porque é só isso que você vai ter comigo, querida. Maravilhas.

É claro, maravilhosamente puta. É assim que vou ficar com você, Benjamin. — Sorrio e fico de frente para ele, prevendo todo meu sofrimento em menos de duas semanas.

Notas finais
E aí bebês, o que acharam? Gostaram? Odiaram? Amaram tanto que estão com ódio ou odiaram tanto que estão pensando em amar? SUA OPINIÃO É SUPER IMPORTANTE, EU PRECISO DELA PRA SOBREVIVER! Obrigadinha por passar por aqui e tu vai ganhar um brigadeiro ou um docinho de sua preferência se quiser deixar um comentário rsrs ♥ até semana que vem bebês!

See ya,
Lucy Dias

GENTE, TÁ CURTO PORQUE EU ESQUECI QUE ERA PRA POSTAR HOJE, FOI MAL.