Dear Diary Video
3 Diário, não quero ele por perto!
Notas iniciais
POV ELSA
Oi querido vídeo diário! Lembram de ontem quando eu falei que estava no meu carro, e de repente...? Então, não aconteceu nada, é só que eu esqueci meu casaco e o segurança veio entregar, eu queria dar um suspense mas acabou realmente sendo um suspense por minha mãe ter me mandado dormir. Bom, mas aí voltamos para casa e deu tudo certo.
Esquecemos de falar nossas roupas umas com as outras ontem, então enviamos fotos das nossas roupas no grupo do WhatsApp, e eu vi o que a Anna vai usar pessoalmente ontem, óbvio, mas agora ela já vestiu a roupa e está tomando café.
Como vocês podem ver eu estou usando o cabelo solto com uma toca azul; blusa caída azul marinho com um floco de neve desenhado branco; calça jeans cinza; vans verde água; brinco de um boneco de neve (adoro brincos com objetos e essas coisas, Anna também) e pulseira branca de silicone.
Na foto da Merida ela está com essa calça jeans azul clara; blusa marrom clara com um urso azul desenhado (ela disse que essa coisa de ursos não tem explicação, ela só gosta muito de ursos) com manga comprida de um lado e sem manga do outro; aquele estilo de tênis gigante da Nike preto; colar de urso como sempre e brincos dourados de argola combinando com a ponteira do cadarço do tênis.
Rapunzel vai com um shorts bem curto do tipo que começa no umbigo verde claro; top rosa que vai até o umbigo e ela enfiará dentro do shorts; colete roxo jeans; cabelo trançado; brincos verdes quadrados e o colar dourado de flor.
Anna está com uma blusa preta com gola dobrada e sem manga; calça jeans azul escura; bota até a canela preta com cadarço (tipo um tênis mas é uma bota); brinco de flor feita com várias pedras pretas brilhantes; colar de sempre por baixo da roupa e bolsa azul clara com zíper dourado (antes usávamos nossos bolsos mas resolvemos começar a ir de bolsa, é chique, apesar de hoje só a Anna estar de bolsa.)
Eu só estou gravando antes de passar o dia porque tinha que terminar a história de ontem, mas eu tenho que sair, então tchau!
POV MERIDA
Olá! Hoje eu não sei porque, mas estou feliz, então eu vou gravar um querido vídeo diário antes de ir para a festa. Eu vou daqui à duas horas.
Fui para escola na minha moto e lá eu vi as meninas me esperando na vaga que eu sempre paro.
Estacionei a moto e saí, tirei minha mochila do bagageiro, na verdade é só uma bolsa grande, daquele tipo de bolsa aberta de pano grande e com alças longas, para carregar livros.
— E aí?-me aproximei delas.
— Vamos!- disse Elsa começando a ir na direção da entrada do colégio.
Elsa e Punzie foram para aula delas e Anna foi comigo para o meu armário.
— Assim, o que você acha de "corn dogs"? Eu acho que são até bons, mas sei lá, parecem salsicha com massa de milho...-dizia Anna enquanto eu pegava meus livros.
— E SÃO salsichas com massa de milho.-eu a interrompi.
— Eu sei, mas não acha que deviam ser salsichas com pipoca em volta?-ela perguntou.
Antes que eu pudesse dizer alguma coisa a idiota da Astrid chegou.
— Oi...-ela disse com um ar de desprezo e eu a ignorei.
— Oi.-disse Anna.
— Soube que vão na minha festa.-disse ela ainda com desprezo.
— Pois é, se sente incomodada?-perguntou Anna sorrindo.
— Não é que, engraçado vocês estarem vindo...-ela sorriu com a cabeça para baixo.- Eu não iria na festa de vocês se me convidassem.
— É que nós somos educadas, não deve estar acostumada, entendo...-eu disse e ela levantou a cabeça irritada.
— Seu senso de humor me preocupa Merida.-ela disse e eu ri.
— E seu comportamento me irrita.-eu disse e ela saiu andando novamente, com a cara de desprezo.
Fechei meu armário e segui com a Anna para nossa sala.
Nossa aula de inglês foi tão chata quanto os jogos de baseball dos meus irmãos (eu já não gosto de baseball, mas colocar crianças que nem sabem para que serve o taco no campo, durmo toda vez que sou obrigada a assistir). Graças ao relógio as aulas acabaram rápido, ou graças à meu "cochilo" de duas aulas...
No almoço fomos na nossa mesa de sempre e comemos uma gororoba estranha.
— Vocês também não acham que os "corn dogs" deviam ser salsichas com pipoca em volta?-perguntou Anna entre garfadas.
— Ah não! Esse papo de novo não!-eu disse.
— Tá bom...-ela disse fazendo uma careta para mim.
— Vocês já sabem como vão na festa?-perguntou Elsa.
— De carro.-disse Punzie.
— Estava falando da roupa.-disse Elsa irritada e Punzie riu.
— Mas você mesma que comprou a roupa delas para a festa.-eu disse.
— Eu sei, mas a Anna mudou de ideia...-Anna sorriu com uma expressão de "he he...".
— Eu não mudei.-disse Punzie.
— E eu fui no shopping depois com a minha mãe e comprei isso.-dei meu celular na mão da Elsa para ela ver a foto da minha roupa.
Elsa olhou e Anna se inclinou para o lado de Elsa tentando ver também.
— Deixa eu ver!-gritou Punzie tentando tomar o celular da mão de Elsa.
— Que lindo!!!-elas disseram.
— Valeu.-eu sorri.
— E a SUA roupa Elsa?-perguntou Rapunzel.
— Aqui.-ela mostrou a foto.
— Que linda!-disse Punzie.
— Concordo.-falei.
— Agora tenho que ir para a aula.-disse Punzie.
— Todas temos, o almoço acabou.-disse Anna.
— Tchau!-disse Elsa.
Depois das aulas nós estávamos no estacionamento conversando antes de ir embora.
— Tem certeza que não querem ir lá em casa?-eu perguntei.
— Não precisa, além do que, preciso de HORAS para fazer o cabelo, ia fazer um engarrafamento no banheiro.-disse Rapunzel sorrindo.
— Bem pensado...-eu sorri.
— Bom, você não vai de moto Merida, quer carona?-perguntou Rapunzel.
— No seu fusca rosa?-perguntei com a sobrancelha arqueada e ela riu.
— Falou, mas depois quando ligar por uma carona, saiba que perdeu essa, garota.-ela disse brincando e eu ri.
— Cansei de ir para os lugares de motorista, sabe? Como a Merida disse, preciso passar um tempo com meu carro!-disse Elsa.
— O meu é moto.-eu a corrigi.
— Boba.-disse Elsa.
— Além do que, do que adianta ter carteira de motorista e não dirigir?-disse Elsa.
— Fala com a mãe e o pai para poder vir sozinha de carro, eu também quero, mas lembre-se de que eles tem que deixar, e tem a Rapunzel que vai com a gente.-afirmou Anna.
— De que adianta ter um fusca novo rosa de ninguém o vê?-perguntou Rapunzel sorrindo.
— Então só falta a mãe e o pai.-disse Anna e Elsa sorriu.
— Bom... Estou indo.-eu disse colocando minha sacola no bagageiro.
— Tchau.-elas disseram e eu acenei.
Coloquei o capacete já sentada na moto e liguei o motor. Chegando em casa entrei e corri para o meu quarto.
— Merida?!-minha mãe gritou da cozinha.
— Oi!-eu gritei descendo a escada.
— Vem aqui!-ela gritou e eu entrei na cozinha.
— Oi.-eu disse na porta do cômodo.
— Você pode dar uma volta no condomínio com os cachorros?-ela perguntou.
— Na verdade eu não posso mas eu sei que não tenho escolha.-minha mãe arqueou a sobrancelha e eu dei um sorriso forçado.
Chamei os cachorros e saí de casa. Mexendo no celular eu andava pelo condomínio, chegando no portão eu parei para responder uma mensagem.
De repente, tirei os olhos da tela do celular e quando vi, um dos cães estava fazendo xixi perto da portaria. Corri para impedi-lo.
— Não! Sai daí!-eu cheguei perto e o espantei.
Quando o vi correndo, fui me desculpar com o porteiro. Olhei para o lado e me deparei com Hiccup, sim, ele estava lá, o que estava fazendo ali?!?!?
Me escondi atrás da cabine onde ficava o porteiro, ele estava com os pais, será que? Não, não pode ser. O porteiro foi até eles e conversou por alguns segundos, logo, eles voltaram para dentro do carro e os portões se abriram.
Um dos cães resolveu parar bem na frente do carro, é oficial, eles me odeiam. A janela do carro se abriu.
— De quem é o cão?-o homem no volante perguntou para o porteiro.
Mas que saco! Corri para a frente do carro e puxei o cachorro. O carro passou e de repente parou com a janela do banco de trás do meu lado, ela se abriu.
— Merida?-perguntou Hiccup.
— Ah! Hiccup!-fingi estar surpresa.
— Então esse é o seu cavalo?-ele perguntou como se soubesse que eu menti sobre o cavalo.
— Não, AQUELE é o meu cavalo.-falei apontando para Angus, que comia a grama entre as árvores.
— UOU!-ele gritou quando viu o animal.
— O que faz aqui?!?-eu perguntei.
— Acho que vou morar aqui, e você?-aquelas eram as únicas palavras que não queria ouvir, POR QUÊ?!?!?!?
— Meus país são os síndicos.-eu falei engolindo a seco o que ele acabara de dizer.
— Que legal, a gente se vê!-ele fechou o vidro e o carro continuou andando.
Pararam em uma vaga de visitante e entraram na última casa da "rua" atrás da minha casa. Eu chamei os cachorros e entrei rapidamente.
— PAI!!!!!!!!!!!-eu gritei em frente à escada.
Subi batendo os pés e fui no quarto dos meus irmãos, onde meu pai jogava videogame com eles.
— PAI!-gritei na porta fazendo todos dentro do quarto olharem para mim.- Você falou que não tinham mais vagas no condomínio!
— Quando eu falei isso?-ele perguntou confuso.
— Mês passado!-falei, ainda indignada.
— Então! Lembra daquele casal que tinham dois cachorros?
— Sim.
— Eles acabaram trazendo milhões de cachorros um dia e tiveram que se mudar para terem mais espaço.-ele disse e eu olhei angustiada.
— De repente apareceram 100 cachorros na casa deles?!?!?-falei exagerada.
— Algo assim.
— E por que não me avisou?!?
— Não sabia que você se interessava em assuntos do condomínio, afinal, você nem perguntou!-ele disse.
— Argh!!!-gritei de raiva e desci.
Fui para a cozinha tirar satisfação com a minha mãe.
— Mãe!-eu gritei entrando na cozinha.
— Sim.-ela disse terminando de limpar a pia.
— Por que não me avisou que Hiccup moraria aqui?!?!?-perguntei brava.
— Hiccup?-ela perguntou arrumando a toalha de mesa.
— Berk.-eu disse.
— Ah! O senhor é a senhora Berk! Eu lhe falei semana passada.-ela disse colocando uma bandeja de brownies na mesa.
— Não avisou não!-eu me manifestei.
— Falei quando você estava indo na sorveteria com as meninas.-ela disse
»Flashback on«
— MÃE!!!-gritei abrindo a porta com uma mão e digitando uma mensagem no celular com a outra.- VOU NA SORVETERIA COM MINHAS PRIMAS!!!
— OKAY!!!-ela gritou do andar de cima.- SÓ NÃO SE ESQUEÇA QUE SEMANA QUE VEM VAMOS RECEBER VISITANTES INTERESSADOS EM SE MUDAR PARA CÁ!!!
— Tá, tá...-falei ignorando e fechei a porta.
«Flashback off»
— Você esperava que eu lembrasse?!?!?-disse e ela me olhou irritada.
— Bom, eles já devem estar chegando, vai ficar vestida assim?
— COMO ASSIM?!?!?!?!? NÃO ME DIGA QUE VIRÃO PARA CÁ!!!-gritei brava.
— Quando foi a última vez que alguém se mudou para cá? Você não se lembra? Sempre recebemos as pessoas aqui e as apresentamos a casa.
— Quer dizer?!?!? Eles vão olhar TODOS OS CÔMODOS?!?!?!?!?
— Sim, já arrumei todos os quartos.
— VOCÊ MEXEU NAS MINHAS COISAS!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?-gritei com ódio.
— Não se preocupe, só arrumei.
Corri para a escada que começava do lado da porta principal.
— Merida!-minha mãe falou antes que eu pudesse subir.
— O quê?!?!?-gritei ainda brava.
— Você também sabe que terá que apresentar o condomínio para eles, né?
— O QUÊ?!?!?!?!?!?!?!?!?!?-gritei indignada.
— O filho primogênito dos síndicos à partir dos 13 anos tem que apresentar o condomínio com os pais, pois "crianças" conhecem bem o condomínio e já tem opinião própria.
— Vocês são os síndicos ou corretores de imóveis?!?!?
— Por sermos os primeiros a nos mudar para o condomínio, conhecemos MUITO daqui, então acabamos influenciando na escolha dos visitantes, e você ajuda também, e como é obrigatório já irá conosco de qualquer jeito.
— Não, não e NÃO!!!-eu gritei e fui para a porta.
— MERIDA!!!-minha mãe correu e segurou meu braço antes que eu pudesse sair.
Olhei para ela brava e ela me encarou com os olhos arregalados como quem queria dizer "Não se atreva", soltei a maçaneta e ela largou meu braço.
—AH!!!!!!!!!!!!!!!!!!!-gritei de ódio e subi as escadas correndo.
Fui para o meu quarto. Ele estava com minha beliche de madeira (com um dos pilares que sustentava a cama todo cortado pela minha espada), minhas espadas, meu espelho, guarda-roupa, baú, cômoda, arco e flecha,.... ESPERA! ONDE ESTÁ MEU ARCO E FLECHA?!?!?!?!?!?!?!?
Fui até a escada e quando estava prestes à descer, ouvi a campainha, fiquei imobilizada no topo da escada.
— Olá!- minha mãe abriu a porta.
— Olá!-os pais de Hiccup cumprimentaram-na.
— Você é a mãe da Merida?-Hiccup perguntou.
— Sim.-minha mãe sorriu para ele.- Comam alguns brownies enquanto espero meu marido e minha filha que estão lá em cima terminando de arrumar as coisas.
— Obrigado.-agradeceu o pai de Hiccup entrando na frente.
Foram até a cozinha e eu os segui escondida, fiquei olhando por baixo da porta e ouvindo.
— Desculpem, não me apresentei. Elinor Dunbroch- minha mãe disse erguendo a mão para um aperto.
— Valka Berk.-a mulher cumprimentou.
— Stoick Berk.-ele cumprimentou minha mãe.
— Hiccup.-Hiccup a cumprimentou.
Acho que ninguém na família dele gosta dos filhos...
— Já vou apresentar meu marido antes de ele chegar.-minha mãe sorriu simpática.- ele se chama Fergus Dunbroch. Meus trigêmeos são Harris, Hamish e Hubert. E minha primogênita Merida.
Os pais de Hiccup sorriram. Minha mãe deu a volta na mesa e foi até a porta. Levantei rapidamente e me escondi dentro do armário que ficava embaixo da escada.
— FERGUS!!!!-minha mãe chamou meu pai.
Pelo que vi por baixo da porta ele estava com meus três irmãos pendurados na perna.
— Onde está a Merida?-minha mãe perguntou impaciente do lado da porta da cozinha.
— Aqui!-eu abri a porta do armário.
— Por que estava aí?-ela perguntou com a sobrancelha arqueada.
— Caiu meu brinco.-inventei.
— Ele está na sua orelha.-ela disse apontando.
— É que eu coloquei enquanto estava lá dentro.
— Por que fechou a porta para colocar o brinco?-perguntou ela confusa.
— Para ter privacidade, não quero que veja minha orelha pelada.-falei e ela me olhou com cara de "Mas que porra?!?!?"
Entrei rápido na cozinha e cumprimentei todos no cômodo (menos meu pai e meus irmãos, óbvio), minha mãe entrou depois.
— Então vamos conhecer a casa!-minha mãe disse de um modo convidativo.
Passamos pelos cômodos, eu apenas sorrindo sem falar nada com meus pais explicando.
Chegou meu quarto, por quê!?!? Entramos e vi um ligeiro sorriso no rosto de Hiccup, quase o soquei...
— Esse é o quarto da Merida.-disse minha mãe.
— Ela tem espadas?!-perguntou Stoick, minha mãe suou frio.
— Ah...-ela ficou constrangida.
— Sim, para enfiar em quem mexer comigo.-eu disse pegando uma das espadas e a olhando.
Quando eu disse aquilo Stoick sorriu animado para o Hiccup.
— Que fantástico!-ele gritou sorrindo.- Lutaria com você, mas não luto com principiantes.-falou ele desafiador.
— Nesse caso, lute comigo.-eu disse sorrindo.
— Merida...-minha mãe disse suando preocupada.
— Esse é o último cômodo da casa mãe, acho que com uma luta no gramado ele irá se familiarizar mais rápido.- falei jogando uma espada para Stoick.
Fomos para o gramado na frente da minha casa e começamos a luta. Hiccup e Valka se sentaram encostados na parede da minha casa do lado de fora perto da porta, meu pai assistia em pé, orgulhoso, mamãe parecia nervosa.
Não sei se ele estava pegando leve comigo, mas eu estava arrasando com ele. Ele parecia esforçado, então eu acredito que eu sou melhor do que imaginava. Uma hora o desarmei, nesse momento a luta acabou e ele me deu um aperto de mão sorrindo.
— Nesse caso acho que o senhor é o principiante.-eu sorri desafiadora.
— Calma, ainda não lutamos com seu pai.-ele brincou e meu pai riu.
Meu pai se aproximou e pegou a espada da minha mão. Entendi isso como uma deixa para os dois começarem a lutar, me afastei e sentei entre Hiccup e minha mãe.
— Você é a filha que meu pai nunca teve.-disse Hiccup para mim quando eu sentei.
— Você é o príncipe que minha mãe nunca teve.-eu disse sorrindo e ele riu.
— Mas ela tem você.-ele disse.
— Eu não sou menino.
— Mas parece...-ele disse e eu soquei o braço dele.
— Quer perder o outro pé também?-perguntei ameaçando dar um soco e ele riu.
Na luta entre meu pai e Stoick eles empataram, no resto da visita vimos o condomínio inteiro com meus pais explicando e meus irmãos causando.
Depois eu fiquei fazendo arco e flecha enquanto cavalgava e eles ficaram me olhando.
— Impressionados?-perguntei com a sobrancelha arqueada.
— Muito.-disse Valka sorrindo.
Quando eles estavam indo embora nos despedimos antes de cruzarem o portão.
— Ia te dar um aperto de mão mas lembrei que você é anti-social.-Hiccup disse para mim.
— Não sou anti-social, sou anti-idiotas.-eu disse e ele riu.
De repente ele pegou meu braço e apertou minha mão.
— Não sou idiota.-ele sorriu e eu retribuí.
Eles entraram no carro de volta e foram embora.
Eu odeio os populares, ficam próximos de você, mas ao mesmo tempo, tão distantes...
POV RAPUNZEL
Depois de terminar meu cabelo eu fui colocar minha roupa, era um vestido branco com renda curto justo; jaqueta rosa clara que termina antes do umbigo e tem manga até o cotovelo e um salto alto plataforma marrom, com um cadarço, estilo tênis. Estava atrasada, faltava 30 minutos e ainda tinha que fazer maquiagem.
Ainda bem que consegui fazer a maquiagem rápido e me sobraram dez minutos para checar o endereço no WhatsApp. Atravessei aquela desgraça de floresta e fui para o carro.
Já tinha ido para a casa da Astrid antes então não tive muito trabalho em chegar. Arranjei uma vaga e fiquei esperando pelas meninas no carro. Queríamos entrar juntas.
Esperei por alguns minutos e vi o carro de Elsa chegando. De dentro saíram todas, devem ter passado para pegar a Merida já que moto e mini shorts jeans não combinam.
Merida estava com um top que acaba antes do umbigo de manga comprida verde escuro; mini shorts jeans cinza claro com detalhes de rasgos; bota marrom com salto bem alto; brinco de pena verde quase azul com dois brilhantes nos outros dois furos da orelha (ou seja, ela tem três furos) e cabelo solto.
Anna com um top tomara-que-caia preto emendado com uma saia folgada até alguns centímetros antes do joelho azul escura; salto plataforma preto; colar de sempre do floco de neve prata com uma pedra azul dentro; brinco igual o colar, porém menor e sem pedra dentro e cabelo solto bem liso com chapinha.
Elsa com uma blusa regata de alça fina, cobrindo a regata tinha um tecido transparente azul bebê que a acompanhava, a regata por baixo era azul turquesa; uma calça azul escura com listras bem estreitas brancas; salto alto plataforma azul bem caro com a base azul escura; corrente dourada; brinco de argola dourado com alguns pingentes de pedra azul contornando a argola e cabelo solto jogado para o lado esquerdo.
Havia várias pessoas fora da casa, entramos e demos de cara com a Astrid, ela estava bebendo alguma coisa em um copo de plástico e nos olhava com desprezo, inveja é foda...
— Veja quem chegou, a pobre Merida e companhia.-ela disse, parecia bêbada.
— Só você que é pobre, de caráter.-disse Merida.
— Nossa, quase me senti ofendida...-ela disse com cara triste e depois riu.
— Não era para ofender, porque se fosse, você estaria esmagada.-disse Merida e Astrid engoliu a seco.
Passamos reto e entramos na sala, toda lotada. Ficamos andando, dando oi para a galera, bom, quem conhecíamos.
Uma hora os garotos estavam fazendo uma competição de bebida. Aquele tipo de competição de beber um daqueles jarros gigantes de bebidas alcoólicas (vodka, whisky, cerveja, tequila e essas coisas) em um gole só, tão infantis...
A competição acabou logo, nem fiquei para ver o resto, coisa idiota... Fui para o jardim, lá era calmo e não tinha ninguém, me sentei no balanço e fiquei lá pensando... Lá estava muito turbulento, acho que só aceitei vir para essa festa porque todos viriam, inclusive nossos amigos da pista de skate.
De repente, Ariel chegou, ela era popular, uma das amigas da Astrid. Ariel era uma garota ruiva, de olhos azuis e extremamente magra, um pouco alta, usando uma regata branca por baixo de uma espécie de blusa roxa caída folgada que ia até o umbigo; sandália salto alto verde clara; saia verde escura e brinco de estrela do mar laranja.
— Oi...-ela falou se sentando no balanço do meu lado.
—... Oi...-eu disse.
— Você gosta da Astrid?-ela perguntou e eu estranhei.
—... Não...-eu disse ainda estranhando.
— Ninguém gosta dela! Ela xinga os outros para poder se sentir melhor, fala seus podres na frente do cara que você gosta, ela é uma vadia! Queria que ela sentisse do próprio veneno, ela é uma invejosa! INVEJOSA, só porque ela gosta do Hiccup e quando tentou beijá-lo ele NÃO deixou, ela fica pulando para cima dele, mas ele é outro idiota, um dia eu estava com ele em uma festa e quando ele ficou bêbado me contou que a ama e tenta se fazer de difícil, ODEIO aquela gente! ODEIO OS POPULARES!!!–ela disse me fazendo arregalar os olhos pelas suas confissões.
— Somos duas.-eu disse.
— Eu queria ser a SUA amiga.-eu estranhei.- Sabe Rapunzel, você parece ser uma pessoa muito legal, mas eu nunca conversei com você, porque a Astrid me prende no grupinho ridículo dela, não conheço nem metade das pessoas que estão aqui! E a maioria me odeia! Eu nem os conheço, mas o caráter desse grupinho faz todos ao redor nos odiarem.-ela falou.
— Ah...-não sabia o que dizer.
— Obrigada por me deixar dividir isso com você.-ela disse e foi embora.
Não me contive e gargalhei com o que ela dizia, coitada, apesar de estar falando a verdade era tão engraçado, acho que ela estava bêbada, falando qualquer merda para qualquer pessoa...
— Rapunzel!-gritou alguém me fazendo olhar para trás.
Era Eugene na porta, o garoto não mais "semi-popular", ele me fazia um sinal de "venha aqui" com a mão, eu o fiz.
— Oi...-eu cheguei desanimada.
— Vamos jogar verdade ou desafio, quer vir?-ele perguntou.
— Você quer dizer beijo ou transa?-eu perguntei com a sobrancelha arqueada.
— Não, verdade ou desafio mesmo...-ele riu.
— Falou.-eu disse e ele pegou na minha mão para me guiar até o cômodo.
Fomos para o andar de cima, no quarto que seria o escritório da casa. Sentei do lado das minhas primas que já estavam lá.
— Pronto! Jogo fechado!-disse Eugene e fechou a porta do cômodo.
— Por onde esteve?-perguntou Elsa para mim.
— No jardim.-eu disse.
— É assim, faremos um jogo de verdade ou desafio, nos desafios, quem não quiser fazer bebe dois copos de qualquer bebida.-ele apontou para o centro onde tinham diversos tipos de bebida alcoólica.- Quem escolher pelo menos três vezes seguidas desafios terá que fazer três vezes seguidas de verdade, e antes de responder terá que beber um copo de vodka, e na primeira vez que for desafiado é obrigado a fazer o desafio.
— Ou seja, ou se fode ou se fode.-disse Cabeça-dura.
Bom... Eu continuarei essa história amanhã porque está bem...
Narrador: Rapunzel para e olha o horário no celular.
Uou! BEM tarde... Então adeus querido diário! Ou melhor, querido VÍDEO-diário... tchau!
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