Notas iniciais
Amei demais esse capítulo!! Boa leitura.

Peter esperou Emma desaparecer no alto da escada para atender a porta, quem quer que fosse estava tocando a campainha insistentemente, isso era irritante. Não se surpreendeu ao ver Simon parado no hall de entrada.

- E aí Peter?

- Simon. – ele não podia ter escolhido hora pior para aparecer. – O que você está fazendo aqui?

- Só vim fazer uma visita. Por quê? Estou interrompendo algo?

Sim!

- Não! É claro que não! –disse mais ironicamente do que pretendia.

- Por acaso isso envolve a Emma? – Peter não pôde deixar de notar o tom malicioso de Simon.

- O que te faz pensar isso?

- Não questione a minha inteligência, Peter.

- Inteligência? Você?

- Ha! Ha! Muito engraçado. Vai me deixar entrar ou não?

- Eu preciso mesmo?

- Cara, você é muito chato!

- É um dom! Pode entrar, já que não vou me livrar de você.

- Não mesmo! – Simon deu uma breve olhada ao seu redor antes de falar novamente. – E a Isabel?

- Hum... Ela está viajando.

- E a Emma?

- Ouvi meu nome! – Emma disse chamando a atenção deles. – Oi Simon!

- Vocês dois estão sozinhos?

- Não, Rick está lá em cima. Por quê? – Emma olhou interrogativamente para Simon.

- Nada não! – riu.

Emma apenas deu de ombros sem entender direito o que acontecia ali, Peter olhava pra Simon, que parecia estar se divertindo com a situação, com uma expressão não muito simpática.

- Só passei para dar um “oi”, logo já estou indo. Não é muito o meu gênero segurar vela.

Emma mordeu o lábio inferior sem saber o que responder. Nem precisa, estava óbvio para quem quisesse ver, mas ela não podia estar se sentindo melhor.

1 hora depois

Assim que Simon foi embora Emma voltou a ficar apreensiva, ela e Peter tinham um assunto pendente, tinha medo do que poderia acontecer. E se nada fosse como ela imaginava? Tratou de eliminar esses pensamentos o mais rápido que pôde e foi ao encontro de Peter. Precisavam terminar aquele assunto.

Quando o encontrou não soube o que falar, ficou parada em silêncio até que a viu. Seu corpo teve a mesma reação de sempre: seu coração bateu mais rápido, sentiu suas pernas tremerem, suas mãos suarem... Será que nunca ia superar isso? Pareceu que um longo tempo havia se passado antes dele quebrar o silêncio que os cercava.

- Então... Você pensou no que eu te falei antes?

- Sim. – Emma respirou fundo antes de voltar a falar, queria dizer tudo o que estava sentindo, sem esconder nada. – Olha Peter... Eu não aguento mais fingir, eu preciso falar isso.

- Então apenas fale, seja o que for... Eu posso suportar. – viu uma ponta de dor nos olhos de Peter, não gostava de vê-lo assim.

- Eu não consigo ficar longe de você! – Emma disse rapidamente e esperou ansiosa pela reação de Peter.

Ele ergueu os olhos até encontrarem os seus, sua expressão de descrença se desmanchou dando lugar àquele sorriso que ela tanto gostava. O seu sorriso.

- Você não imagina como esperei ouvir isso.

Ele a puxou para perto e a beijou. Esse beijo foi diferente do primeiro, mais voraz e urgente, que ela correspondeu com o mesmo ardor. Havia ansiado a semana inteira por aquele beijo, pelo toque daqueles lábios nos seus.

- Você não vai sair correndo de novo, não é? – ele sussurrou a centímetros de sua boca. Isso estava dificultando qualquer linha de raciocínio que ela pudesse ter.

- Nunca mais! — e procurou novamente os seus lábios. Não queria perder um segundo sequer. Só queria ele.

Não conseguiu segurar um gemido quando Peter interrompeu o beijo com uma mordida leve no seu lábio inferior. Ele continuou fazendo uma trilha até o lóbulo de sua orelha, agarrando-o em seguida com os lábios úmidos. Soltou um suspiro profundo.

- Emma... – o simples som de seu nome vindo dele já era suficiente para fazer o seu corpo ficar em alerta.

- Não diga nada. – murmurou olhando em seus olhos.

Peter apenas assentiu e continuou a beijando, descendo pelo seu pescoço em direção ao decote de sua blusa. Emma fechou os olhos aproveitando as sensações que a percorriam. Seu corpo respondia a cada toque dele, como se sempre esperasse por apenas esse momento. Seu corpo inteiro estremeceu ao sentir os seus dedos abrindo os botões de sua blusa rapidamente.

Ele a olhou preocupado, sem entender sua reação natural ao seu toque.

- Devo continuar?

- Sim... Por favor. – respondeu ofegante.

Segunda-feira, 4 de abril, 9h

Querido Diário

Você já se sentiu a pessoa mais feliz do mundo?

Não?

Pois eu sim!

Tão feliz que até parece errado, mas eu não ligo. Nada pode estragar esse dia. Absolutamente nada. Você deve estar ansioso para saber o que aconteceu (como se um pedaço de papel tivesse emoções). Azar, hoje eu posso falar até com pó de café se eu quiser e ninguém deve me achar louca (mesmo tendo as minhas dúvidas quanto a isso). O que você faria se visse uma retardada falando com o pó de café?

Enfim... Acho melhor eu contar logo o que aconteceu.

Peter e eu passamos a nossa primeira noite juntos!!!

Eu sei!!!

Eu estou surtando!!!

Foi tudo tão perfeito que eu não consigo encontrar as palavras certas para descrever o que aconteceu. Lindo! Maravilhoso! Colossal! Acho que eu estou apaixonada! Na verdade, eu tenho certeza.

Bom, agora eu tenho que ir. Tenho que ligar para minha avó que teve estar tendo um ataque por eu estar tanto tempo sem dar notícias. Falando nela, ela tinha toda a razão (como sempre). E depois eu vou tomar um delicioso café da manhã com o Peter! E pode deixar que eu não vou conversar com o pó do café, pelo menos não na frente dele.

Notas finais
Reviews??