Dear Diary

29 29 - Lua de mel


Notas iniciais
mal a demora povo, eu tava sem tempo nem inspiração .-.
enfim, ta aí, enjoy s2

Por volta de 3 da manhã, os primeiros convidados começaram a ir embora. Confesso que parte de mim quis mandar os outros convidados junto para finalmente poder ficar a sós com o Tom e começar logo nossa lua de mel, mas me contive.


Eu já estava cansada de tanto dançar e a essa altura meus ouvidos já zuniam por conta da musica alta, então fui caminhando até a parte mais afastada do jardim. Eu estava tão distraída enquanto caminhava que não percebi que estava sendo seguida.


–Amanda, espera – dei um pulo e olhei para trás, vendo que era apenas Joe. Ele riu, nervoso, e continuou – desculpe, não quis te assustar. Eu só queria conversar um pouco.


Ele sorriu, e por um minuto lembrei do porquê havia me apaixonado daquele jeito por ele. Não importava quão ruins as coisas estivessem, ele fazia-me melhorar só por sorrir pra mim. Devolvi-lhe o sorriso, mesmo que involuntariamente.


–Pode falar – respondi, sentando-me em um dos bancos e dando espaço para que ele sentasse ao meu lado – tudo bem?


Acariciei de leve seu rosto; ele sorriu, fechou os olhos e respondeu:


–Você ainda me conhece melhor que qualquer outra pessoa – ele riu – eu senti sua falta. – ele abriu os olhos e fitou-me – me promete uma coisa?


–Depende – sussurrei, fazendo-o rir.


–Promete que, mesmo se casando agora e tudo o mais, você não vai se esquecer de mim? Promete que não vai esquecer do que significamos um para o outro? – seus olhos ficaram marejados – eu nunca esqueci, sabia?


–Eu... eu não esperava por isso. – suspirei – você me pegou de surpresa agora. Levei tempo, mas mesmo assim não é uma coisa fácil de se esquecer. Afinal – sorri – você foi meu primeiro namorado sério.


–É, e com o segundo você casou – ele respondeu rabugento, fazendo-me rir – não acha que deveria aproveitar mais um pouco antes de casar? – mostrei-lhe a língua – então, amigos?


–Dã, sempre fomos, idiota. Você pula, eu pulo. Lembra? – Ele riu. Levantei-me, puxei-o comigo e dei-lhe um abraço – agora vamos voltar pra dentro, está ficando frio aqui fora.


Voltamos de mãos dadas para o salão. Quando entramos Tom veio ao nosso encontro, sorriu e me puxou para uma dança.


–Não gosto quando você fica de conversa com outros caras – ele sussurrou em meu ouvido – você é minha.


Ele olhou-me com os olhos em brasa e beijou-me. Esqueci completamente de onde estávamos enquanto ele me beijava; passei os braços por seu pescoço e aprofundei o beijo. Tom suspirou e puxou-me mais para perto.


–Ei – ouvimos um pigarro. Afastei-me dele com relutância, deparando-me com Bill e Chris olhando-nos com diversão no olhar.


–Obrigada por nos atrapalhar – ele fuzilou-os enquanto eu ria – o que vocês querem?


–Relaxa, tenho a impressão de que você vai gostar do motivo pra isso – ele sorriu – temos que ir logo, senão nunca vamos conseguir pegar o avião.


Tom sorriu e puxou-me para onde estavam os convidados; nos despedimos deles e com Tom ainda sorrindo subimos para trocar de roupa. Parei na frente do espelho, observando-me. Logo Tom veio ao meu encontro, abraçou-me por trás e murmurou, olhando para o reflexo no espelho:


–Fazemos um casal bonito – assenti, sorrindo. Dei-lhe um selinho e fui trocar de roupa. Escolhi uma saia degradê, uma blusa branca e soltinha, minha jaqueta de couro e um tênis. Tom já havia trocado de roupa, então ficou me olhando enquanto eu colocava as minhas – sou um cara de sorte – disse ele. Comecei a rir enquanto ele me beijava.


Ouvimos uma batida na porta e a voz de Bill avisando-nos para nos apressarmos. Sorri, peguei minha bolsa e puxei Tom para fora.


–Vocês não cansam de ser estraga-prazeres, não? – murmurou Tom quando viu Bill. Não deu tempo de responder, porque quando passamos pelas portas do salão, começaram a jogar arroz em cima dos quatro. Começamos a correr até o carro, entramos e nos despedimos de todos, indo para o aeroporto.


Chegamos lá e eu e Chris descobrimos que passaríamos a lua de mel em lugares diferentes. Ela e Bill iriam para o Caribe, Florença, que fica na Itália, Paris e para o Japão, país pelo qual Bill era apaixonado.


Chris tinha sorte. Pedi para ela me ligar sempre que pudesse, já que ficaríamos um mês sem nos vermos. Sentiria saudades dos dois, e não pude evitar chorar quando nos despedimos, assim como a Chris. Bill e Tom nos olhavam como se estivéssemos ficando loucas.


Eles não entendem a mente feminina.


Eu e Tom nos despedimos dos dois, desejamos boa viajem e fomos fazer o check-in.


–Espera aí – falei – Havaí? Serio? – ele sorriu e assentiu – Veneza? Los Angeles e Carmel? – ele deu de ombros. Levantei uma sobrancelha e lancei-lhe um olhar interrogativo – quando você ficou tão romântico?


–Eu só acho que esses são bons lugares para se passar férias. E eu sempre fui romântico com você.


–Verdade, não posso reclamar disso – respondi, dando-lhe vários selinhos.


A atendente pigarreou, fazendo-nos olhar para ela, que sorria pedindo desculpas. Entregamos nossas malas, pegamos nossas passagens e fomos caminhando em direção ao portão de embarque, parando em uma livraria e em um Starbucks para comprarmos nossos cafés.


Finalmente entramos no avião e nos dirigimos aos nossos lugares. Percebi que na primeira classe por enquanto só havíamos eu e Tom, o que me deixou ainda mais animada; poderíamos nos divertir um pouco, se é que você me entende.


Nos sentamos em nossos lugares e logo Tom já colocou seus fones de ouvido e passou um de seus braços à minha volta, tentando fingir indiferença. Sorri. Sempre achei engraçado o fato de que Tom Kaulitz, o machão, tinha medo de altura.


O avião decolou e logo Tom estava dormindo. A comissária de bordo perguntou se eu desejava alguma coisa e entregou-me dois travesseiros e dois cobertores. Disse a ela que eu apenas queria um pouco de sossego e privacidade, e ela entregou-me um controle do qual eu apertaria o botão caso precisasse de algo. Agradeci e observei-a saindo.


Apoiei a cabeça no peito de Tom, ouvindo as batidas suaves de seu coração. Comecei a traçar distraidamente leves círculos por sua coxa, subindo e descendo as unhas por sua perna e pensando no que ele diria caso estivesse acordado.


Mal percebi que as batidas de seu coração tinham se acelerado até que seu corpo enrijeceu e sua mão segurou a minha.


–Amanda, pára. – disse ele, sério. Olhei-o assustada.


–Desculpa, pensei que você estivesse dormindo.


–E eu estava, até ser acordado com alguém me provocando. – ele sorriu, mas pude ver o desejo em seus olhos.


–Isso te excita? – perguntei enquanto passava novamente as unhas por sua coxa, só que dessa vez mais forte. Subi por sua perna, parando a poucos centímetros de seu membro, desenhando pequenos círculos por ali. Ele me olhou com os olhos em brasa e me beijou.


Tom passou as mãos por minha cintura e me puxou até que eu ficasse sobre de seu colo. Gemi baixinho quando nossas intimidades se tocaram por sobre as roupas. Tentei tirar sua blusa, mas ele resistiu e olhou-me preocupado.


–Não é perigoso? – perguntou Tom.


–Uau, Tom Kaulitz com medo de ser pego fazendo sexo – comecei a rir – fica tranquilo, pedi para a comissária que ninguém nos perturbasse até que chamássemos.



Ele sorriu, entendendo, ajudou-me a tirar sua blusa e voltou a me beijar. Puxei seu pescoço contra minha boca e comecei a dar leves mordidas, lambidas e chupões calmamente por toda essa área enquanto descia minhas unhas por sua barriga. Dessa vez, desci até o fecho de sua calça, abri-o e abaixei sua calça até os joelhos. Com as minhas mãos comecei a acariciar seu membro enquanto ele gemia. Sorri e parei, voltando a beijá-lo.


Tom olhou-me frustrado, e sorri para ele. Ele tirou de vez sua calça, minha blusa e minha saia, deitou-me nos bancos e deitou-se por cima de mim. Suas mãos exploravam meu corpo enquanto sua boca traçava um caminho molhado pelo meu pescoço e meu colo.


Puxei seu rosto para o meu e olhei profundamente em seus olhos, dizendo:


–Promete que não vai deixar nada nos separar?


–Prometo – respondeu ele – eu te amo.


–Para sempre.


E então percebi a verdade de nossas palavras. Nosso amor seria para sempre.


E talvez, só talvez, fosse muito além disso.