Dear Diary
16 16 - Surpresas
Notas iniciais
Aproveitem, beijo s2
“Querido diário,
Estou aqui no Brasil, apesar de ter jurado nunca mais voltar aqui, e você sabe bem o quanto que eu preferia estar longe daqui, mas enfim. Estou fazendo isso pelo Tom. Por falar nele, ele está me ajudando muito, e tenho que admitir que não está tão ruim assim por aqui. Estou na minha casa, reencontrei a Mel, a Fe, a Jana e a Karol, minhas únicas amigas verdadeiras alem da Chris e estou feliz, mas tenho alguns problemas, pra variar.
Quando eu o reencontrei, e você sabe de quem estou falando, fiquei sem fala, e por um momento ele pareceu tão aflito quanto eu. Ele me olhava de vez em quando enquanto eu dava oi pra todos e os Kaulitz lhe davam oi e contavam as novidades. Quando Tom me deu um beijo na frente de todos mais tarde na casa dele, ele simplesmente foi para o quarto dele e ficou lá por um tempo.
Juro que não estou entendendo mais nada.
A questão é que fora isso estou feliz porque eu percebi que mesmo sentindo falta da Kauane aqui, de ainda ter muita gente falsa e falando mal de mim, e sabe porque? Porque eu consegui superar isso, e ter o Tom, o Bill, a Chris e as minhas amigas que reencontrei aqui vale a pena.
-Amanda”
Terminei de escrever, guardei o diário e fiquei pensando no que havia acontecido até agora. Estávamos aqui há dois dias, e eu estava muito melhor do que imaginava. Os G’s estava aqui também, e os dois com suas respectivas namoradas estavam aqui em casa também. Reencontrar minhas amigas foi a melhor coisa que podia ter acontecido, e eu não estava tão aflita com esse casamento tanto quanto esperava.
Olhei para o lado, e vi Tom sorrir pra mim.
-Tudo bem, amor? – perguntou ele – você adora escrever nesse diário, né?
-Está sim amor – sorri de volta – sim, digamos que é um jeito de desabafar.
-Ué, e porque você não desabafa comigo? – ele franziu a testa – não estou aqui apenas como seu objeto sexual, viu? – ele fingiu estar magoado. Sorri e abracei-o, me aninhando em seu peito em seguida.
-Sei disso, bobo. Na verdade é só um jeito de contar como foi meu dia Kauane, é como se eu estivesse escrevendo pra ela. – ele sorriu pra mim e assentiu. Nós nos entendíamos muito bem.
Logo levantamos e fomos nos arrumar; hoje iríamos encontrar nossos amigos e iríamos à festa da piscina que o Joe e a namorada dariam. Ouvi falar de que ela não queria que eu fosse, mas saber disso só me deixou mais animada ainda.
Que foi? Não é porque eu estava feliz que eu iria deixar de infernizar aqueles que me magoaram.
Coloquei uma roupa mais básica, short, camiseta branca, tênis, fiz uma maquiagem leve e saímos. Encontramos nossos amigos e fomos para a casa de Joe. Quando chegamos lá todos nos olharam como se fossemos ETs ou algo do tipo, mas eu só comecei a rir e fui a caminho de um dos quartos da casa. Era uma casa grande, que eu conhecia bem, porque vivia lá quando eu e ele namorávamos. Eu e Tom nos instalamos em um dos quartos e fomos ao encontro do resto do pessoal.
Lá Bill e o Tom foram com os meninos e eu e a Chris começamos a conversar com nossas amigas. No meio delas estava a Jennie, a tal garota que agora estava noiva dele. Não preciso citar mais nomes né? Sempre que ela podia ela tocava no assunto dos dois, do casamento e olhava pra mim, como se isso me atingisse. Eu apenas sorria e continuava a conversa.
Ela estava ficando puta comigo. E eu ria, é claro.
A Karol estava namorando há pouco tempo, mas ela se recusava a dizer com quem ela estava namorando, e isso me deixava curiosa. A mel estava com um garoto muito lindo chamado Andy, eles estavam há algum tempo juntos, e no fim descobri que todas as minhas amigas estavam namorando com alguém, e todas estavam felizes. Isso me deixou feliz, mas ao mesmo fiquei arrependida, porque fiquei muito tempo longe.
Fui ajudar a Mel a preparar a comida, porque hoje o almoço ficaria por nossa conta, e enquanto íamos preparando o almoço a Jennie apareceu e começou a falar uma coisa que me deixou completamente chocada:
-Ei, eu não sei como você descobriu que o Tom é amigo do Joe, mas acho bom você parar de tentar estragar meu futuro casamento, entendeu? – disse ela, fazendo com que eu a olhasse chocada.
-Como é? Desculpa, acho que não ouvi direito – respondi.
-Ah, ouviu sim. Você vai se afastar do Joe, do Tom e de todos que estão aqui hoje, entendeu? – ela me olhou ameaçadoramente – eu já acabei com a sua vida uma vez, posso fazer isso de novo.
-Escuta aqui... – começou a Mel, mas a interrompi.
-Mel, por favor, vai lá fora um pouquinho, eu preciso falar com ela rapidinho – lancei-lhe um sorriso, mas ela apenas me olhou preocupada e foi pra fora. – olha só, eu não vim aqui porque quero te destruir nem nada. Eu to aqui por causa do Tom, estamos namorando e eu o amo muito, e não vou embora daqui sem ele. – me aproximei dela e murmurei – e vou deixar bem claro: eu não tenho medo de você.
-E ela não está sozinha, e ninguém aqui vai deixar você encostar um dedo nela, entendeu? – respondeu a Mel – que foi? Você não achou mesmo que eu ia te deixar sozinha aqui com essa vadia, né? Nunca gostei dela mesmo.
-Vadia é sua mãe, sua...
-O que está acontecendo aqui? – murmurou Joe, se aproximando. Ele deve ter ouvido os gritos da namorada ou algo assim.
-Nada – dissemos as duas juntas – vou terminar de preparar a comida – falei, indo em direção à cozinha de novo. Ele olhou para a Jennie e veio em minha direção. Enrijeci.
-Ei Amanda, eu posso conversar com você rapidinho? – disse ele, pegando meu braço e me olhando. Afastei-me dele e respondi:
-Não, não temos nada para conversar. – ele começou a murmurar um mas, mas logo falei – não tem mas nenhum. Acabou. Não temos mais nada pra conversar, você mesmo disso isso, lembra? – ele me olhou serio. – olha só, eu estou aqui por causa do Tom, então não temos nada demais pra falar. Me deixa, por favor. – afastei-me dele e fui procurar a Chris, que estava conversando com o Bill.
Ela chamou a Mel, a Karol e a Jana e elas foram comigo até meu quarto. Elas ficaram um tempo lá comigo enquanto eu explicava a elas tudo que havia acabado de acontecer e depois fomos preparar o almoço. Acabamos nos divertindo muito e eu esqueci o que havia acabado de acontecer. Almoçamos e depois fomos descansar um pouco.
Durante o almoço todo senti olhares de duas pessoas em especial na minha direção, mas ignorei e esperei até o final do almoço para chamar o Tom:
-Amor, estou cansada, podemos ir descansar um pouco? –falei.
-Claro amor, só um minutinho. – ele se despediu do pessoal e fomos para o nosso quarto. Chegamos lá, desabei na cama e o olhei, triste – ta tudo bem, Amanda?
-Não, eu discuti com a Jennie e com o Joe; por favor Tom, me leva pra casa – falei, chorosa. Ele me abraçou e me acalmou o bastante até que me recompus. Depois arrumarmos nossas coisas e fomos para casa.
Chegamos lá, puxei o Tom até a sala, nos deitamos no sofá e eu murmurei:
-Amor, me promete uma coisa?
-O que você quiser. – ele sorriu; não pude deixar de sorrir.
-Promete que não vai me deixar? Promete que não vai me trair? Promete que vai me amar? – ele segurou meu rosto entre as mãos, me beijou suavemente e falou:
-Eu pretendia fazer isso de outro jeito, mas parece que essa vai ser a melhor hora – o olhei confusa. Ele me sentou no sofá, se ajoelhou na minha frente e falou – Amanda Ramos de Souza, eu prometo nunca te deixar, prometo te proteger sempre, nem que isso custe minha vida. Eu sou seu, você é minha, e quero que seja sempre assim. – ele tirou uma caixinha do bolso – eu prometo, vou te amar por toda a eternidade. Quer casar comigo?
Comecei a chorar. Eu não conseguia acreditar nisso. Aquele cara cafajeste de quando eu o conheci que deu em cima de mim desde a primeira vez que nos vimos estava agora me pedindo em casamento. Ele me amava, e eu o amava com todas as minhas forças. Sorri entre lágrimas e sussurrei:
-Tom Kaulitz, eu te amo mais que a mim mesma, e viver sem você seria o pior castigo pra mim. é claro que eu aceito casar com você. – ele sorriu pra mim, colocou a aliança em meu dedo e me beijou. Eu estava feliz como nunca na vida, e não podia imaginar nada melhor.
E então olhamos para a aliança que agora estava em meu dedo e que ficaria, eu acredito, que pelo resto da eternidade.
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