Dear Diary
12 12 - Dona Simone
Notas iniciais
Enfim, ta aqui mais um cap, aproveitem s2
Tom e eu estávamos deitados na espreguiçadeira da piscina quando o Bill e a Chris chegaram trazendo um cachorro lindo. Tom quando o viu sorriu e foi correndo ao encontro dele.
–Amanda, esse é o Scotty, nosso bebê — Tom sorriu, e não pude deixar de sorrir também — como foi o dia de vocês? — perguntou ele ao Bill.
–Muito bom, fomos ao shopping e depois fomos à casa da nossa mãe para buscar o Scotty; ele gostou muito da Chris. — Chris sorriu e o beijou; eu adorava ver os dois juntos e felizes desse jeito — ah, nossa mãe convidou vocês pra irem jantar lá em casa. "Ela quer conhecer as nossas namoradas sortudas", segundo ela.
Tom riu e eu e Chris trocamos um olhar preocupado. E se ela não gostasse da gente?
–Minha mãe vai adorar vocês, tenho certeza disso — Tom sussurrou pra mim. Sorri, ele parecia ler meus pensamentos.
Soltamos o Scotty e o deixamos conhecer sua nova casa enquanto fomos nos arrumar para ir jantar na casa da dona Simone.
Tom já tinha me falado muito dela, ele disse que ela era a melhor mãe do mundo, que eu iria adorá-la e tudo o mais; eu estava ansiosa, mas ao mesmo tempo com medo.
–Ah, merda — murmurei.
–O que foi amor? — disse o Tom, preocupado.
–Nada amor, é só que eu não tenho nenhum sapato decente para usar. — Tom revirou os olhos, mas disse que eu poderia ir comprar uma roupa e sapatos novos, desde que eu não demorasse muito.
Me arrumei rapido e fui pro shopping; lá andei muito até encontrar algo que fosse decente, mas no fim acabei encontrando. Comprei minhas roupas e quando estava saindo, esbarrei em alguém e quase, se não fosse essa pessoa me segurar.
Definitivamente eu era uma pessoa muito desastrada.
–Ai meu Deus, desculpa... — olhei para quem eu tinha esbarrado e sorri — voce aqui?
–Eu que digo isso, você não ia pra LA? — disse ele — achei que não te veria mais. Senti sua falta — ele me lançou um meio sorriso lindo.
–Eu ia, mas resolvi ficar... E você, não ia pra Alemanha ou algo assim, Ian? Tambem senti sua falta. — corei.
–Eu ia, mas desisti. Quero tentar a carreira de ator, não de modelo. — falei que ele iria se dar bem como galã de novelas, e ele riu. — acho que me dou melhor como o vilão. Sabe como é, o vilão é o bonitão, sedutor e tal.
Começamos a rir com isso.
Ficamos conversando por mais um tempo até o Tom me ligar e perguntar porque eu estava demorando tanto, então tive que ir correndo; quando fui dar um beijo no Ian, ele me puxou contra si e me deu um abraço apertado de que eu sentia muita falta.
–Se cuida pequena — sussurrou ele em meu ouvido.
Andei meio tonta até o carro. Meu Deus, eu tinha esquecido de como ele era lindo; Ian Somerhalder era um cara sedutor demais, que abalava os pensamentos de qualquer pessoa. Afastei esse pensamento o voltei para a casa, onde o Tom já me esperava impaciente.
Fui correndo para o quarto e me arrumei rapido; coloquei uma blusa preta, uma saia de paetês, uma camisa por cima e um salto não muito alto. Fiz uma maquiagem leve, peguei minha bolsa e saí.
–Uau — murmuraram todos, menos a Chris, ela só sorriu. Ela sempre soube que eu gostava de chamar a atenção. Ela estava linda também, toda de rosa.
–Vocês estão perfeitas. Eu ainda fico chocado com isso, minha nossa. – disse Bill, dando um beijo na Chris e um abraço apertado em mim.
–Concordo com o Bill. Vocês estão perfeitas, nossa mãe vai amar vocês, principalmente quando ela souber o quanto vocês nos fazem felizes. – sorrimos. Os dois conseguem ser muito fofos quando querem.
Entramos no carro e fomos para a casa da Dona Simone, e quanto mais perto chegávamos, mais nervosa eu ficava.
Chegamos à pequena mansão deles. A vista era incrível, com jardins enormes, uma garagem gigante e uma piscina enorme na parte de trás da casa. Essa casa me lembrou muito a do meu tio, que em breve seria nossa. Eu e a Chris nos olhamos, com os olhos brilhando de tanta felicidade. Saímos do carro e entramos na casa. Logo no hall de entrada tinha uma escada toda trabalhada que dava para o segundo andar, uma sala de estar com uma lareira e uma mesa de jantar logo abaixo da escada.
Logo depois dona Simone apareceu. Ela é linda, e tem os mesmos olhos do Tom e do Bill. Ela os abraçou e depois parou para nos olhar. Ela pareceu gostar do que viu, porque começou a sorrir e olhou para aonde estavam o Bill e o Tom. Ela chegou perto da Chris, abraçou-a e disse:
–Então você é a famosa Chris? Bill não para de falar de você sempre que volta para casa. É um prazer conhecer a garota que é responsável por colocar tantos sorrisos no rosto de meu Bill. Você é muito linda, aliás.
–Famosa? Nossa. E obrigada mesmo dona Simone, é um prazer enorme conhecer você. – ela sorriu, tímida.
–Obrigada pelo famosa, mãe. – Bill fez uma careta, e todos começaram a rir
Dei um sorriso tímido, corei e ela se aproximou de mim, me abraçou e falou:
–Você é a Amanda, não é? Você é muito linda, agora entendo porque você conseguiu segurar o meu Tom. Aliás, muito obrigada, eu estava com medo de ele nunca conseguir sossegar. – ela lançou uma careta ao Tom, que sorriu e se aproximou. Ele me abraçou.
–Obrigada, você também é muito bonita, e digamos que não foi tão difícil assim de prender o Tom. Ainda não entendo porque ele me escolheu, mas enfim.
–Ah, eu entendo. – disse um amigo deles, que mais tarde descobri que se chamava Georg, se aproximando e me analisando bem. Corei ainda mais. Gustav estava atrás dele, e me analisava também, os dois pareciam ter gostado do que viam. Logo vi que o Tom me abraçou mais forte, com um ar protetor demais.
Olhei para a Chris, e ela estava chocada. Não esperávamos que os dois estivessem aqui hoje. Gustav de aproximou, me deu um abraço e depois uma na Chris, seguido pelo Georg e falou:
–Vocês duas são lindas mesmo. Eu entendo bem porque o Tom te escolheu. Parece que nossos amigos finalmente desencalharam. Demorou, mas acho que valeu a pena, porque né.
Meu deus, minhas bochechas estavam muito vermelhas. Foi uma surpresa enorme quando os G’s apareceram aqui, eu não contava com isso. O abraço dos dois era muito bom, o Georg era muito lindo, todo musculoso, enquanto o Gustav era mais fofinho, do tipo que qualquer uma gostaria de ter como melhor amigo. Sorri. Essa noite estava sendo melhor do que eu esperava.
Dona Simone foi muito gentil comigo e com a Chris. Ela sempre que podia nos agradava, dizia que éramos lindas, e parecia que o Georg e o Gustav concordavam com ela. Eu via o Georg me olhar de vez em quando, e sempre corava quando nossos olhares se encontravam; Tom percebeu isso, e ele começou a ficar mais possessivo. Achei aquilo fofo, mas meio estranho. Não queria que o Tom tivesse ciúme, até porque ele sabe que amo a ele e a mais ninguém. Fui ajudar a dona Simone a preparar a comida. Eu e ela conversamos muito, ela me agradeceu mais uma vez por ter conseguido segurar o Tom; comecei a rir e disse que não precisei me esforçar muito. Ela me perguntou se eu usei o sexo para prendê-lo, mas eu corei e disse que não, que na verdade nós só tínhamos feito sexo depois de um tempo juntos. Ela me olhou surpresa e disse “uau, ele deve gostar mesmo de você para esperar esse tempo todo”.
Ela é muito divertida e carinhosa; enquanto conversávamos e fazíamos o jantar, não pude deixar de pensar em como queria que minha família fosse assim. Afastei esse pensamento e continuei a fazer as coisas. Quando estava terminando a sobremesa, ela me olhou curiosa e perguntou:
–Você e sua amiga não são daqui, né?
–Não, somos brasileiras, apesar de minha família ser de origem alemã. – sorri para ela.
–Ah, você se parece com alguém que eu conheço, um amigo meu do Brasil... Mas deve ser só coincidência.
–Bom, talvez. O Brasil é mesmo um país muito grande. – ela me lançou um sorriso e fomos levar os pratos.
Fomos levar a comida para a sala de jantar e chamamos os outros para comer. A sala era linda, toda em tons pasteis, bem decorada e organizada. Todos adoraram o jantar da dona Simone, ela é mesmo uma ótima cozinheira. Quando eles comeram minha sobremesa, todos gostaram muito.
Eu estava gostando muito desse dia. Será que tinha como ficar melhor?
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