Dear Diary
5 05 - revelações
Notas iniciais
Bom, aproveitem.
Beijo
Quando acordei estranhei por não estar no meu quarto, olhei em volta, vi que estava no quarto do Bill e só entao me lembrei do que tinha acontecido. Corei.
Já era noite, Tom deveria ter contado à tal garota o que ele sentia por ela. Suspirei e fiquei pensando nisso enquanto vestia uma blusa do Bill e saía em direção à sala. Quando entrei lá Bill e Tom estavam conversando e quando me viram pararam imediatamente e ficaram me olhando.
Olhei para o Bill, que piscou e sorriu; não pude deixar de devolver o sorriso, e quando olhei para o Tom tive que me segurar para não chorar ou não agarrá-lo; não sei bem o que faria se tivesse a chance.
Tom estava perfeito. Ele usava uma roupa escura e uma faixa roxa na cabeça. Ele primeiro olhou para a minha roupa (ou para a falta dela) depois olhou em meus olhos e sorriu. Ao ver seu sorriso senti um nó na garganta e abaixei a cabeça. Bill percebeu o que eu sentia e entendeu quando eu pedi desculpas e saí às pressas da sala, indo para meu próprio quarto.
Entrei no quarto, tomei um banho e evitei de todo modo não pensar nisso. Peguei meu diário e quando terminei de escrevê-lo bateram na porta.
–Vai embora, Bill! Não quero falar sobre isso agora.
–Não é o Bill Amanda. Sou eu, Tom. Posso entrar? Por favor, eu preciso falar com você.
Tom's Pov
Ontem dormi no quarto da Amanda, abraçado a ela. Contei a ela o que eu estava sentindo, mas ela não percebeu que eu quis dizer que era por ela que eu estava apaixonado. Ela me encorajou a contar à 'tal garota' e era isso que eu ia fazer.
Passei o dia fora e quando voltei Bill me contou o que tinha acontecido entre os dois. Confesso que não gostei muito disso. Eu senti inveja do meu irmão, queria estar em seu lugar. Ela o adorava, isso era fato, e acho que estava apaixonada por ele, não por mim, mas Bil me falou o contrário. Que ela estava gostando muito mesmo de mim.
Sorri com essa hipótese.
–Tom, você me ouviu? Pare de sorrir feito idiota e me escuta. – pediu ele, vendo que eu não prestava atenção no que ele dizia – A Amanda é minha amiga e eu não quero que ela saia magoada nisso tudo.
-Sua "amiga", é claro. Porque não lembrei disso antes? — falei, mal-humorado
–É sim, e apesar de eu gostar dela, é por você que ela está apaixonada. Só não a magoe, ok?
–Tá, tá. Posso ir vê-la? Você disse que ela estava dormindo.
–Pode sim, mas não a acorde, seu idiota.
Ignorei o insulto, me levantei e fui olhá-la. Ela estava seminua, dormindo e tremendo um pouco com o frio. Puxei um cobertor, tapei-a e fiquei um tempo parado, olhando para ela. Tirei seu cabelo do rosto, dei-lhe um beijo na testa e saí.
Eu estava conversando com o Bill quando ela apareceu usando apenas uma blusa do meu irmão. Ela o olhou e sorriu, mas quando me viu não consegui identificar sua expressão, ela apenas pediu desculpas, abaixou a cabeça e foi para seu quarto.
Dei um tempo a ela, mas não consegui esperar muito e logo depois fui procurá-la. Bati em sua porta e ela gritou:
–Vai embora, Bill! Eu não quero falarsobre isso agora.
–Não é o Bill, Amanda. Sou eu, Tom. Posso entrar? Preciso falar com você.
Ela abriu a porta e parou, me olhando a avaliando minha expressão. Ela não estava bem, e eu odiava mesmo vê-la daquele jeito.
–O que aconteceu, Amanda?
–Nada Tom, eu só andei pensando em umas besteiras e acabei me magoando sozinha. Só isso. sou uma idiota — ela riu de si mesma.
–Não você não é — falei, mas ela limitou-se a rir.
–Então Tom, você já contou a ela o que você sente?
–Sim, ja contei — ela foi para a sacada e ficou de costas pra mim — mas ela não entendeu o que eu quis dizer.
–Como assim?
–Ela não entendeu porque eu não falei exatamente que era por ela que eu estava apaixonado — falei, me aproximando e a abraçando por trás — sabe o que ela fez?
–Claro que não Tom, eu não estava lá. — nós dois rimos. Ela não fazia ideia do quanto estava enganada.
–Ela me deu uns conselhos e depois dormimos juntos.
–Especifique dormir juntos, Tom. — pediu ela, com a voz séria. Comecei a rir, e ela fez uma careta. Ela simplesmente me olhou e fez carinho em meu rosto. Fechei os olhos sentindo seu perfume.
Ela riu, mas virou-se novamente e perguntou se eu não iria especificar dormir juntos.
–Boba – sorri – Nós conversamos, nos provocamos um pouco e depois dormimos abraçados — sorri ainda mais e acrescentei — e agora há pouco eu descobri que a pessoa por quem estou apaixonado ficou com meu irmão. E pelo visto a coisa foi boa, porque ela saiu do quarto dele vestindo só as roupas intimas e uma blusa dele. Não gostei daquilo; senti ciume e inveja dele, queria estar em seu lugar.
Ela se virou, me encarando chocada. Sorri e apontei para a blusa de Bill no chão. Ela abriu sua boca mas as palavras não saíram.
Ela se aproximou de mim, entrelaçou nossas mãos e murmurou baixinho, sorrindo:
–Eu também estou apaixonada por você, Tom.
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