Dear Diary

2 02 - Os Kaulitz


Notas iniciais
Desculpa gente, é que eu to meio triste e passando por alguns problemas pessoais e acho que acabei passando isso pra fic. Aproveitem.

–Boa noite, meu nome é Tom, o que eu posso fazer por você? – ele me olhou e passou de novo a língua naquele piercing. Era sexy, eu tinha que admitir, mas por outro lado me dava nojo.


“Pode se matar”, pensei. Que cara convencido e arrogante.


Tá, admito, ele era lindo. Ele tinha um estilo que era bem sexy, dreads no cabelo escuro e comprido, uma boca convidativa e olhos hipnotizantes. Comecei a encará-lo enquanto ele sustentava meu olhar de um jeito bem intenso, mas logo depois saí do transe, corei e respondi:


–Bom, é que você está fazendo muito barulho, e eu não estou conseguindo dormir. Você podia abaixar o volume?


–Claro gatinha, mas nós podemos substituir esse barulho por outro, um bem mais excitante. – Ele me olhou de cima a baixo novamente, e acompanhei seu olhar. Só então percebi que meu pijama era curto e mostrava mais partes do meu corpo do que eu esperava. Corei ainda mais e entendi seu olhar. – qual seu nome?


–Amanda. Olha, eu só vim aqui pedir silencio, nem tente fazer o que sei está pensando.


–Eu não pensei nada, mas já que você sugeriu... – ele se aproximou, me puxou para dentro do quarto e me jogou contra a parede, colando nossos corpos. Ele distribuía beijos pelo meu pescoço enquanto eu gemia baixinho e eu já estava quase cedendo quando minha razão voltou. Dei-lhe um tapa, começamos a discutir e gritar quando saiu outro cara de um dos quartos.


Esse era diferente. ele tinha os cabelos em um topete na cor cinza, a pele muito clara e ele era claramente mais magro. Ele tinha as feições mais jovens; eles eram diferentes, mas ao mesmo tempo parecidos: a cor dos olhos, o formato da boca, do nariz... Me peguei olhando pra ele tempo demais e desviei o rosto. Eles deviam ser irmãos ou primos.


–Que gritaria é essa? – ele estava com uma carinha fofa de sono e nem prestou atenção ao que estávamos fazendo, só se virou, evitando olhar para nós e completou: – quem é essa garota, Tom? Ah, oi, meu nome é Bill.


–Amanda. Pelo amor de deus, me ajuda aqui – ele se virou na nossa direção me olhou assustado – seu amiguinho me agarrou quando eu fui pedir pra ele fazer menos barulho.


Para meu espanto, Bill riu. Fiz cara feia pra ele e ele me olhou com mais atenção dessa vez. Diferentemente do Tom, ele não olhava para meu corpo, e sim para os meus meus olhos. Ele me olhou de um jeito tão intenso que fez com que minhas pernas ficassem bambas e se não fosse pelo Tom ainda me segurando, eu teria caído. Era como se ele olhasse dentro de mim; para a minha alma ou algo do tipo.


Bill se aproximou, ainda olhando nos meus olhos, sem dizer uma palavra me tirou dos braços do Tom e me levou até o sofá onde me sentou. Ele perguntou se eu estava bem, e mesmo eu sempre repetindo que estava bem ele fez questão de cuidar de mim. Bill foi muito gentil comigo e acabei ficando lá por muito mais tempo do que pretendia. Ele me deu um roupão para vestir por cima do pijama e foi tomar um banho, me deixando sozinha com seu irmão louco.


Tom pegou um violão e começou a tocá-lo; eu teria reclamado se não tivesse reconhecido a musica. Comecei a cantar baixinho. Ele me olhou surpreso e continuou tocando enquanto sorriamos um para o outro. Porque ele não podia ser sempre assim? Parecia bem mais atraente pra mim.


Ele terminou de tocar a musica, se aproximou de mim e falou uma coisa que me pegou de surpresa:


–Olha, desculpa pelo que eu fiz antes, não queria ter te machucado nem nada.


Ele me lançou um olhar suplicante pedindo desculpas. Ele parecia sincero, então sustentei seu olhar e falei:


–Tudo bem, sério. Só quero que você entenda que eu não sou como as garotas com que você sai.


–Não, você não é. – ele fez uma careta. Deixei passar, eu tinha a sensação de que não gostaria de saber o que ele quis dizer com isso. Ele continuou a me fitar e me arrepiei com a intensidade daquele olhar. O que estava acontecendo comigo?


Nessa hora, Bill chegou e eu congelei. Ele estava com uma maquiagem escura nos olhos e uma roupa toda preta; o seu cabelo estava todo arrepiado, erguido em um penteado diferente, mas que eu adorei. Meu coração disparou. Meu deus, eu estava me sentindo atraída pelos dois, quando tinha jurado que isso não iria acontecer. Nunca mais.


Eu já estava vendo como isso iria acabar, e não queria que isso acontecesse.


Me levantei de repente, assustando-os. Eu não queria mais ficar ali. Avisei que precisava ir e o Bill se assustou ainda mais, perguntando:


–Por quê? O Tom te fez alguma coisa? – Tom olhou pra ele, incrédulo.


–Não, claro que não! –respondi – É que já está quase amanhecendo, e não quero mais atrapalhar vocês. Prometo que vocês não vão mais precisar se incomodar comigo.


–Você não atrapalhou e... – Bill ia dizer mais alguma coisa, mas saí correndo e fui para meu quarto. Entrei lá e desejei que tudo fosse um sonho e que quando eu acordasse, tudo voltasse ao normal. Por que eles tinham que aparecer justo quando eu não queria me envolver? Justo quando eu estava melhorando? Por que eu me sentia tão atraída por eles? E ainda por cima pelos dois?


Peguei meu diário e fui escrever. Era o unico jeito de desabafar

.

“Querido diário,

Aconteceram coisas estranhas. Hoje acordei e acabei conhecendo os dois caras mais lindos do mundo. Eles são gêmeos, mas são muito diferentes, e não só na aparência. Bill é um doce, super fofo e carinhoso, já o Tom é mais galinha e cafajeste, tanto que ele tentou me agarrar. Não vou mentir, por um lado eu gostei e quase cedi a ele, mas não sou louca. Não muito.

Eles acabaram de bater na porta do quarto, mas não atendi. Não sei porque não fiz isso.

Bill cuidando de mim, se preocupando comigo e me dando carinho fez com que eu me sentisse amada. Sei que é ridículo, mas foi importante pra mim. Afinal, nunca tive carinho da minha família e meus amigos eram falsos na grande maioria, então tê-los foi como se eu me sentisse segura. O Tom foi um cafajeste no inicio, mas depois ele pediu desculpas e me fez rir como eu não ria fazia tempo. Eu me senti muito bem.

Amanda.”


Guardei o diário e fui dormir.


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Alguns dias depois, acordei e fui me arrumar. Meu guarda roupa estava bem limitado, já que não pude ir para a casa dos meus pais pegar minhas coisas antes de me mudar para cá, então decidi fazer umas compras hoje.


Terminei de me arrumar e me olhei no espelho. Eu estava com uma saia preta colada ao corpo, uma blusa cinza escura mais soltinha e um casaco listrado cinza claro e preto. Usava óculos escuros, uma bolsa preta e botas pretas com salto baixo. Meu cabelo estava solto e eu estava com uma maquiagem escura destacando meus olhos. Gostei da minha aparência, então sorri para o espelho.


Já era começo de tarde quando eu saí do hotel, e não pude deixar de parar ao passar pelo quarto dos Kaulitz. Nos últimos dias, eu deixei o roupão deles na porta do quarto com um bilhete agradecendo e desde então é só assim que nos falamos: por bilhetes. É muito infantil, mas enfim.


Eu não sei por que, mas eu sempre guardava os bilhetes que eles escreviam.


Comecei a pensar neles e na noite que nos conhecemos. Nos vimos mais algumas vezes aqui no hotel, mas eu sempre fugia, e não sabia bem o porquê disso. Cada vez que eu os via meu coração disparava e eu preferia não pensar nisso, mas era impossível.


Afugentei esse pensamento e fui caminhando pela cidade; no fim acabei entrando em varias lojas e comprei muitas coisas. Ao sair de uma das lojas tropecei e teria deixado tudo cair se não tivessem me ajudado de novo.


–Quem diria, será que só vamos nos encontrar quando você estiver derrubando algo? – sorriu ele.


–Ah, oi Ian. Você é um anjo, obrigada por me ajudar de novo. – sorri para ele.


Fomos conversando até o café mais próximo. Nos divertimos muito, mas o Ian me deu uma bronca por ter parado de ligar pra ele. Fiquei arrependida e contei que não queria me envolver agora, só não contei por que. Eu não me sentia pronta pra falar isso a ninguém. Ele sorriu e disse que estava tudo bem, que ele queria ser meu amigo acima de tudo.


Ele se ofereceu para me ajudar com as sacolas, então saímos de lá e fomos até o hotel. Subimos até meu quarto, virei-me para ele e comecei a dizer:


-Obrigada de novo, Ian. Eu... — mas não pude termunar a frase, porque nessa hora ele me beijou. Seu beijo me pegou de surpresa e no começo tentei resistir, mas ele era mais forte que eu então desisti e comecei a corresponder. Ele me beijava com vontade de um jeito enlouquecedor e inebriante. Ele me apertava com força contra seu corpo enquanto eu segurava seus cabelos, puxando-o contra mim. Estávamos no meio do corredor, mas no momento isso não importava, eu só conseguia pensar naquele beijo e no Ian em meus braços.


Algum tempo depois nos separamos, os dois ofegantes. Ele segurou meu rosto com delicadeza entre as suas mãos, me deu mais um beijo rápido e foi embora sorrindo. Balancei a cabeça, incrédula e sorridente. Eu sabia que aquilo não seria levado adiante, mas eu gostei muito daquele beijo. E sabia que ele tinha gostado.


Eu teria muita coisa pra contar pra Chris e pra Karol quando nos encontrássemos.


Apesar de ter adorado o beijo, eu estava com uma coisa estranha no peito, como se fosse errado eu ter feito aquilo. Afastei esse pensamento, eu estava ficando louca mesmo. Entrei de novo no quarto e comecei a arrumar minhas roupas e meus sapatos novos. Quando estava quase terminando de arrumar as coisas, ouvi uma batida na porta.


–Entre – gritei, achando que era o Ian, mas levei um susto ao descobrir que não era sua voz.


–Então era por isso que você não atendia quando batíamos na porta? – disse o Tom, me fazendo pular. Suas feições denunciavam uma mistura de indignação e deboche. – você estava ocupada.


–Tom, não é isso, ele me beijou e eu não sabia como reagir... – o que eu estava fazendo? Eu não devo explicações a ele. – espera aí, por que você se importa?


Ele pareceu confuso pra responder, mas logo começou a se aproximar dizendo:


–Eu só não entendo. Quando era eu, você rejeitou o beijo e até me deu um tapa, mas quando se trata dele, você corresponde ao beijo e quase deixou ele te comer no corredor pra todo mundo ver!


–Então só se trata do seu orgulho ferido? — a essa hora estávamos gritando um com o outro — que saber? Eu não te devo satisfações, e pelo menos eu sei que ele gosta de mim e não quer me usar! – Ele pareceu surpreso, acho que ele não esperava por essa resposta – eu sei mais sobre você do que você imagina, Tom.


Tom se aproximou de mim com o olhar cheio de raiva, determinação e... Algo que eu não conseguia identificar.


–Você acha mesmo que eu não gosto de você? – ele se aproximava cada vez mais. Ele estava muito perto, agora eu conseguia sentir a respiração dele em meu rosto – você acha mesmo que eu me importaria com você se eu não gostasse de você? Eu não quero só te usar.


Ele terminou com toda a distância que tinha entre a gente, mas pra minha surpresa, ele só me abraçou. Ele me abraçou forte enquanto sussurrava “eu não quero te usar”.


Olhei chocada pra ele, enquanto ele me olhava com uma expressão que fez com que minhas pernas ficassem bambas e meu coração batesse mais rápido. Isso não podia acontecer. Isso era impossivel.


Tom sentou no sofá da sala e me sentou junto a ele, me abraçando e sussurrando no meu ouvido as palavras que mudariam minha vida pra sempre:


–Eu sei que você não está bem e que tem alguma coisa errada. Eu não sei por que, mas consigo sentir isso. Saiba que você não está sozinha e que eu quero te ajudar, porque eu me importo com você, quero te ver feliz. Quero ser seu amigo. – ele falou aquilo e me abraçou mais forte ainda.


Eu me segurei forte nele, com medo de que ele fosse desaparecer e me deixar sozinha.


Não aguentei mais e, abraçada ao Tom, chorei todas as mágoas que estavam guardadas em mim há muito tempo.

Notas finais
O capitulo ficou ridiculo, mas prometo que eu melhoro no próximo >< kk
reviews?