Dear Diary
18 Reencontro
Alguns dias se passaram e ninguém mais soube notícias de Katherine ou Mikael. Elijah vasculhou toda a cidade e apenas encontrou Pearl e sua filha. Elas estavam preocupadas, mas não havia nada que poderiam fazer. Era tarde ensolarada, Elijah sentou-se em um dos bancos da praça central da cidade, logo percebeu que alguém o observava.
– Ainda me procurando? — Era uma voz familiar e feminina.
– Katherine! — Levantou-se rapidamente para vê-la. A mulher estava deslumbrante como sempre, mas havia algo diferente naquele belo rostinho. A sombra de um sorriso estava visivelmente estampado na face de Elijah, agora ambos se encaravam. — Você precisa de ajuda e eu...
– Você pode me ajudar? — ela o interrompeu. — Acha mesmo que alguém pode me ajudar, Elijah? Desde a minha transformação, você e Klaus tem apenas me atrapalhado. Claro que tem suas vantagens de ser a "protegida" de um original. Mas nada é 100% vantajoso. O pai revoltadinho de você veio atrás de mim, me forçou a desligar a humanidade e agora não sei como ligá-la novamente. Mas talvez Elijah... eu tenha gostado de ser assim.
– Katherine, não diga isso! Depois que tudo isso passar, você sentirá culpa de cada morte que provocou, cada dor...
– Me poupe, Elijah! Eu não preciso de sua ajuda. — ela segurou o vestido e virou-se com graciosidade. Antes de seguir até uma carruagem que a esperava, ela virou-se e disse: — Tenho uma mensagem de Mikael... diga ao Klaus que quando ele menos esperar, uma estaca estará cravada em seu coração. Isso se ele possuir um! — ela sorriu e entrou na carruagem.
Pouco distante da praça, dentro da carruagem Katherine respirou fundo e encarou a figura imóvel que sorria diabolicamente para ela.
– Por que me força a fingir que estou com a humanidade desligada?
– Minha linda jovem, perderia a graça se eles soubessem que você não desligou a humanidade. E assim chegariam mais facilmente até mim. — ele fez uma pausa de aproximou-se do rosto dela. Com as pontas dos dedos escondeu uma mexa por detrás da orelha da garota e deu-lhe um beijo na bochecha. — Não se esqueça que você fez sua escolha. Deixei com que você protegesse um dos dois, a sua escolha foi o Elijah. — Ele segurou firme no queixo dela e fez com que o encarasse novamente. — Você fez a escolha certa, Katherine.
Ela engoliu seco e puxou seu rosto. Seus olhos estavam afogando-se em tristeza e ao mesmo tempo medo. Ela não queria perder nenhum dos dois, mas também não sabia se tinha certeza se fez a escolha certa. Há um tempo atrás, quando Manuela atravessou seu caminho contando sobre a história de Klaus, Katherine não pôde acreditar. Metade lobo e metade vampiro. Como isso era possível? Quando pequena, Emilly sua antiga criada contou-lhe sobre ser bruxa, sobre os seres noturnos e os homens que se transformavam em lobos em noite de lua cheia. Katherine lembra-se vagamente que ficou assustada e que passou várias noites em claro com medo desses demônios. Mas quando estava com Emilly, ela sentia-se segura. Por que ela era uma bruxa boa, que a amava como uma filha.
Mais tarde naquela noite chovia em utopia, Katherine caminhava pela casa que havia sido convidada a entrar estava tão distraída que não percebeu que havia outra pessoa além dela ou da dona da casa que naquele momento estava jogada no chão junto a uma poça de sangue.
– Droga! — sussurrou e olhou ao seu redor.
– Olá Katherine! Sentiu minha falta?
Katherine engoliu seco e virou-se rapidamente já com as presas de fora e os olhos negros como a noite.
– OMG! Como isso é possível? — Ela respirou profundamente e deu dois passos para trás. — Era para você está...
– Morta? Velha? Katherine, sou mais velha do que você pensa. Lembre-se... bruxas e seus feitiços.
Katherine sorriu aliviada e correu para abraçar a mulher.
– Emily, eu senti tanto a sua falta!
– Eu sei que sentiu menina Katherine. Olhe para você, sempre tão linda e bem vestida. Mas estou preocupada! Tenho sonhado todas as noites com você, por isso fiz um feitiço localizador e veja onde vim parar. Nos EUA.. um pouco distante da Bulgária, não acha?
– Sim, só que essa é a consequência de se ter vida eterna. Há dez anos me tornei uma vampira e há dez anos não vejo um rosto tão amigo quanto o seu. Obrigada por vir Emily.
– Por você, sou capaz de tudo... minha eterna menina! — Emily sorriu para confortar a jovem vampira que a apertava em um abraço forte.
E assim elas passaram a noite em claro, conversando, contando as novidades, rindo e até chorando. Agora Katherine não estava mais sozinha, ela tinha sua melhor amiga e bruxa para protegê-la.
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