" Para inauguração da nova casa, os Mikaelson vos convida para uma festa de gala esta noite, as 19 hrs."– Katherine leu a nota do jornal em voz alta.

– Rebekah, é hora do show! — Ela sorriu diabolicamente.

– Eu não a entendo Katherine. Você ama meus dois irmão, não está compelida por Mikael e mesmo assim, ao invés de correr para os braços deles você trama algo contra?

– Rebekah entenda algo. Não posso simplesmente correr em direção a eles. Mikael prometeu matá-los caso eu interfira.

– Então esse teatro todo é por causa de Mikael. Você quebrou o pescoço dele, lembra? Acha que ele não está furioso contigo por isso?

– Eu não me importo, desde que seja comigo. Não quero que ele faça algo contra Elijah ou Klaus.

– E como será nossa entrada na casa?

– Como será? Entraremos em grande estilo pela porta da frente. Vou adorar ver a reação de Klaus ao vê-la ao meu lado. A essa altura do campeonato, ele já notou que você sumiu e a adaga que a mantinha presa, também.

– E onde está a adaga?

– Em um lugar muito seguro... seguro de você, Klaus, Elijah e principalmente do Mikael.

– E o que vamos vestir? — Rebekah tentou mudar o assunto, mas ainda estava pensativa.

– Pedirei para que Emily traga vestidos novos para nós duas.

– Preciso de joias. Uma dama sem joias, não é tão bem vista.

– Peço para que traga as mais lindas joias para você.

– E por que não podemos ir nós mesmas?

– E arriscar que Klaus nos descubra? Ele tem vigias por toda a cidade. Provavelmente as ordens são: " Traga-me a cabeça daquela vadia."

– Eu duvido muito! Klaus é muito mais vingativo do que isso. — Rebekah ria. — Você é legal quando não está dando ordens, Katherine.

– Você é legal quando está calada! — A morena seguiu em direção a porta e sorriu — Já pensou em algum penteado?

– Claro! Soltos e cacheados com uma coroa de diamantes.

– Boa escolha! Então, irei fazer uma trança e colocar uma tiara de esmeralda.

A hora de ir para a festa estava aproximando-se e parecia que o tempo estava acelerado. Katherine respirava profundamente quando se lembrava que teria que ficar perto dos irmãos Mikaelson durante muito tempo. Tudo naquela noite poderia acontecer e ela estava disposta a correr esse risco. Tudo que ela queria era se libertar logo disso tudo. O pesadelo que Mikael provocou estava acabando com ela cada dia mais e a vontade de desligar a humanidade apenas aumentava. Mas Katherine sabia que se fizesse isso, não poderia voltar atrás nunca mais.

– Está tudo bem, Katherine? — Disse Rebekah adentrando o quarto e sentando-se na cama bem arrumada.

Ao ouvir a voz de Rebekah, Katherine engoliu seco e suspirou virou-se para a loira e sorriu.

– Melhor impossível! Vamos? Você está magnifica.

– Obrigada! — Respondeu ela desconfiada.

Chegando na nova casa dos Mikaelson, Katherine e Rebekah deram o braço uma a outra e entraram. A casa era um luxo! O cheiro de tinta fresca, os deslumbrantes lustres e as cortinas europeias. Moveis rústicos e ao mesmo tempo luxuosos. Uma mesa farta de comida e bebidas de todos os gostos. Não demorou muito para que elas avistassem Klaus e Elijah. Rebekah demonstrava mais ansiedade do que a própria Katherine que estava arriscando sua vida. O olhar dos dois irmãos não era dos mais gentis, principalmente o de Klaus que parecia estar imaginando mil e duas maneiras de torturar Katherine e Rebekah.

– Rebekah... — Disse Elijah aproximando-se e visivelmente feliz por ver a irmã.

– Elijah! — Ela correu para abraçá-lo. — Como é bom vê-lo novamente meu irmão.

– Então foi você que a libertou, Katherine. Pensei que havia a hipnotizado para esquecer o que viu. — Disse Klaus com desaprovação.

– Também senti sua falta, Klaus.

– Eu poderia matá-la nesse exato momento por fazer algo sem minha permissão. — ele a puxou pela cintura e sussurrou todas as palavras com agressividade.

– E por que não faz? — Ela o desafiou.

–Aqui não é um lugar apropriado para isso! Elijah insiste em mostrar que somos pessoas sociáveis. Para mim, essas pessoas todas não passam de comida ambulante. — Ele sorria com ironia e antes de soltá-la beijou o pescoço magro e comprido da jovem.

Um arrepio percorreu o corpo de Katherine como um leve choque, por um momento pensou que suas pernas falhariam em sustentá-la. Ela olhou ao redor e notou que Rebekah ainda estava com Elijah.

Ela tinha certeza de que Klaus a olhava de longe, e se a mesma o olhasse de volta tinha certeza que ele caminharia de volta a ela para beijá-la. Sentiu-se surpresa ao perceber que esse desejo era quase incontrolável. Ela pensava tantas e tantas vezes nos beijos dele que acabou memorizando o formato dos lábios de Klaus. O coração de Katherine batia cada vez mais rápido, se fosse uma simples humana provavelmente teria desmaiado ou sofrido uma parada cardíaca. Ela ainda o desejava muito. Mas por outro lado, havia Elijah. O doce Elijah! Ela queria tanto abraçá-lo e chorar tudo o que estava preso dentro dela. Katherine sabia que ele a desejava, mas o desejo de Klaus era muito mais intenso. Tão intenso que ela sentia-se incomodada.

– Katherine? — Rebekah a sacudiu trazendo-a de volta ao chão.

– Desculpe, está muito tumultuado aqui, preciso de um pouco de ar. — Ela atravessou o salão até a varanda, apoiando-se na coluna que sustentava.

– Você não me parece bem, Katherine! — Disse Klaus, apoiando sua mão no ombro nu da garota.

– Estou perfeitamente bem! — afastou-se e permaneceu de costas.

– O que está assustando-a, minha pequena?

Ela virou-se graciosamente, aparentemente recomposta — Nada me assusta!

– Katherine, sabemos exatamente qual o nosso desejo. Duvido muito que alguém dessa festa não tenha sentido o impacto de nossas emoções ao nos ver novamente. O desejo a flor da pele — ele aproximou-se novamente, puxando-a com força para seus braços. — a vontade incontrolável de encontrar nossos lábios colados novamente. — ele enroscou os lábios dele aos dela.

– Acho melhor ficar longe dela, Niklaus. — Rebekah o puxou com violência e Elijah apoiou Katherine para que não caísse. — Temos muito o que conversar essa noite... irmão.