A semana seguinte passou rápido, desde que Manuela apareceu o clima entre Elijah, Katherine e Klaus mudaram totalmente. Era uma sexta feira à noite, quando Katherine se lembrou que havia muito tempo que não pegava seu diário nem para ler sobre as lembranças anotadas nas páginas perfumadas. Não que as folhas eram perfumadas, mais o perfume da garota grudava em cada pagina tocada por sua pele macia e cheirosa. Logo após ter pegado o diário, Katherine começou a pensar no que escrever. Não demorou muito para que ela começasse a transcrever seus pensamentos:

08 de junho de 1561

Querido diário,

Sei que já se faz muito tempo que não escrevo em você, peço-lhe desculpas mais tenho andado com uma vida totalmente agitada. Não tenho do que reclamar (por enquanto), pois estou levando a vida que eu sempre quis. Com perigo, no que me deixa excitada, com romance proibido com dois vampiros lindos e poderosos... Só tem uma coisa que não estou gostando, da volta da ex, Manuela! Fiquei surpresa com a onde de raiva que senti ao saber que ela também ama o Klaus. Assim que sai da casa dessa mulherzinha desprezível, tentei acalmar minha raiva matando todos que apareciam em minha frente. Acho que nunca drenei o sangue de alguém com tanta vontade como naquela noite. Sei que Manuela tem aparecido com freqüência para Klaus e Elijah, e sei também que ela está tramando algo. Mas, eis a pergunta que não se quer calar dentro de mim... o que ela está planejando?

Ela parou de escrever enquanto respirava fundo e escutava apenas o barulho do relógio de pendulo que havia no canto de seu quarto, até que uma madeira perto da porta de seu quarto começou a ranger e a maçaneta girar, rapidamente ela escondeu o diário e correu até a janela fingindo estar distraída. Logo a frente de sua janela havia um pequeno lago no meio do jardim, a lua refletia-se na água, lançando um brilho assombroso e esverdeado sobre as pedras. O gramado estava molhado e ainda dava para ver as marcas de pisoteio de quando ela e Elijah brincavam de pega-pega. Katherine semicerrou os olhos ao perceber que alguém adentrava seu quarto, ela não reconhecia aquele perfume, não era masculino. Quando se virou deu de cara com Amma, era a governanta da casa. Mas havia algo estranho com ela naquele dia, geralmente ela era doce e nunca entrava no quarto sem bater antes e para completar em seus olhos havia um brilho diferente, era como se ela estivesse visto um fantasma.

- Amma? O que faz aqui?

A mulher que acabara de entrar no quarto não respondeu e continuou a caminhar até Katherine. De repente ela levantou sua mão direita e a fechou, no momento que ela fez tal ação, Katherine caiu no chão com suas mãos na cabeça gritando com dificuldade:

- Para, por favor, para!

O que ninguém nunca soube era que Amma, mulher de confiança de Klaus era uma bruxa poderosa. Ela usou mais força para que Katherine perdesse a consciência, em seguida um homem alto e moreno entrou no quarto e pegou a garota estirada ao chão, logo após, bateu com força na cabeça de Amma fazendo-a assim perder todos os sentidos.

- Wesley, você demorou!

- Não foi fácil entrar na casa Manuela.

A mulher deu de ombros automaticamente e apontou para uma cadeira, Wesley seguiu com os olhos o dedo de Manuela e amarrou Katherine no lugar indicado.

Não demorou muito para que ela acordasse, percebendo que estava amarrada como extinto tentou soltar-se mais foi em vão.

- Hum, a bela adormecida resolveu acordar? – Disse Manuela enquanto molhava um pequeno lenço branco em um chá de verbena.

- O que você irá fazer? – Sussurrou Katherine

- Apenas irei me divertir um pouco com você! Sabe Kath... Posso lhe chamar assim? Ah, claro que posso já que somos intimas, até amamos os mesmos homens, claro que amamos um deles mais do que o outro. Voltando ao que eu ia dizendo... – longa pausa – Eu pedi a você educadamente que desaparecesse da vida dos meus homens para que o caminho ficasse livre para mim, mas você resolveu me desafiar... Então se jogar é o que você quer, então iremos jogar! – Com o lenço úmido de verbena nas mãos, Manuela encostou levemente no rosto de Katherine, ela sentia prazer ao ouvir sua inimiga mortal gritar ao notar que sua pele queimava por causa da verbena.

Katherine estava ofegante, e o processo de cura iniciou-se rapidamente, ela fitava os olhos de Manuela e tinha uma coloração diferente da de antes, eles estavam vermelhos. Era um olhar assustador, até mais assustador do que o olhar furioso de Klaus, era como se ela estivesse possuída por um demônio ou algo do gênero que conseguia controlar o corpo e a mente de suas vitimas.

- Acho que só esse lencinho não é o suficiente – Sorriu macabramente – para ficar mais divertido derramarei esta xícara cheia de verbena em sua cabeça.

- Manuela não, por favor, não! – Ela não escondia o desespero que sentia ao escutar atenciosamente cada palavra que saia boca daquela vampira.

A moça de cabelos pretos brincava com a xícara enquanto apreciava o desespero da jovem, um riso incessante saia da boca de Manuela que lentamente derramava o liquido sobre a cabeça de Katherine que se sentia queimar totalmente, ela tentou não gritar mais a dor era insuportável, em um determinado tempo gritando sua voz se calou.

- Ela morreu? – perguntou Wesley

- riso – Não! Apenas não agüentou a dor e perdeu a consciência. A essa altura do campeonato Klaus e Elijah já sabem que estou com a preciosa Katherine deles. E se eles a querem de volta que venham buscar.