Dear Diary
12 Capítulo 11
A mulher segurava um dos braços enquanto se curava lentamente, havia ela gastado toda sua energia na luta contra Klaus.
- Sabe Klaus? No começo, eu pensava que meu amor era inteiramente de Elijah... Mas com o passar do tempo percebi que quem eu amava era você. – Tossia e vomitava sangue.
- Minha querida Manuela... – Klaus fechou os olhos – Você nunca significou absolutamente nada para mim!
- Mas você me amava, quando éramos adolescentes! – Manuela sentou-se sobre a parede caída.
- Isso não quer dizer nada! – Falou ele com frieza.
Em um sobressalto, Manuela gritou: — E você Elijah? Eu também não signifiquei nada para você?
- Pelo contrário! – lançava um olhar penetrante
- E o que signifiquei para você? – Arqueou uma sobrancelha.
- Você Manu... – falava gentilmente – foi o inicio da minha decadência. Para falar a verdade, você foi o inicio, meio e fim da decadência da minha família. – Elijah sorria – Por outro lado, eu lhe agradeço, pois se não fosse por teu sangue, Klaus e eu, não teríamos a chance de conhecer uma mulher como Katherine.
- O que te faz pensar que Katherine é diferente de mim?
- Nada, definitivamente nada!
- Cuidado para não se queimarem, por essa mulher! – Ela fitava Katherine com rancor.
Todos os presentes no local permaneceram em silêncio, Klaus observava Manuela e rapidamente reparava Katherine. Realmente, as duas eram parecidas, mas havia uma doçura na personalidade dela que o deixava encantado.
Flash back.
Londres, 1258.
Manuela estava sentada em frente a um belo lago congelado, havia nevado a noite toda e o sol mal brilhava no céu. Estava ela pensativa, pois havia sonhado com algo que a deixara receosa.
Havia tristeza em seus olhos, e os irmãos Elijah e Klaus não lhe saiam da cabeça. O que ela realmente sentia por eles? Porque sentia tanta necessidade de ir embora do vilarejo onde cresceu.
- Manu? – Perguntou Klaus.
-Hey Klaus! – sussurrou com tristeza.
- Está tudo bem? – preocupou-se.
- Está! – respirou profundamente
- Eu lhe trouxe isto? – havia uma flor de cerejeira em sua mão.
- Que linda!
- Permita-me? – aproximou-se de Manuela e colocou a pequena flor nos cabelos da garota.
- Como fiquei? – perguntou ela com pouco animo.
- Como sempre, deslumbrante! – Sorriu largamente. – Manu, tem algo lhe... – Manuela o interrompeu quando se levantou e o beijou suavemente, em seguida saiu correndo desaparecendo entre as arvores.
- O que está olhando Klaus? – Aproximou-se Elijah.
- Nada! – murmurou. — Onde você passou a noite? – Klaus o fitou.
- Com uma dama! – Elijah sentou-se.
- Manuela! – sussurrou Klaus cabisbaixo.
A lua não demorou muito para chegar ao seu ápice, o clima entre os irmãos não era um dos melhores. Manuela não apareceu naquela noite no local que havia sido combinado com Elijah. Quem apareceu por lá, foi Klaus. Ele não carregava uma expressão muito feliz, os braços fortes e compridos estavam cruzados e sua voz parecia mais grossa do que o normal.
Sim! Ele estava furioso por seu irmão lhe trair daquela forma.
- Esperando por alguém? – Aproximava-se de Elijah.
- Sim! A minha futura esposa. – Respondeu.
O sangue de Klaus entrou em ebulição rapidamente, com agilidade socou o rosto do irmão com força fazendo-o cair no chão. Elijah sempre foi um homem culto, mais naquele momento ele esqueceu tudo o que aprendeu com seu pai, levantou-se rapidamente devolvendo o soco com intensidade. Durante alguns minutos, eles brigaram até que alguém intercedeu. Era Esther! Mãe dos irmãos, uma bruxa que pertencia à linhagem das primeiras agentes da natureza. Ela possuía tanto poder que conseguia controlar o tempo sem fazer esforços, relâmpagos estrondosos descarregavam-se do céu, estava ela furiosa com a briga sem motivos.
- Vocês dois envergonham nossa família! – gritou a mulher alta de cabelos ondulados e loiros.
- O que está acontecendo aqui? – Manuela aproximou-se desconfiada.
- Não se faça de idiota garota! – Disse Esther virando-se para a menina. – Os seus dias estão contados! – Um olhar macabro foi lançado por ela em direção a Manuela.
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