Katherine olhava a tempestade da janela do quarto de hotel onde ela e Klaus estavam hospedados. Já se fazia pouco mais de um ano desde que ela se tornou uma vampira e se mudou para Londres. O vento estava furioso e as árvores se chocavam uma nas outras, e se o tempo continuasse assim elas sairiam voando. Raios fortíssimos caiam no solo ingles com uma fúria enorme, o clarão que eles proporcionam fazia com que Katherine fechasse os olhos por alguns instantes. Não era medo, mais dor. Ela se lembrava das noites tempestuosas da Bulgária, onde ela corria e chamava por sua mãe pelos corredores de sua casa.Rosalyn Petrova, esse era o nome de sua mãe. Ela era uma mulher generosa, antes de tudo se preocupava com o bem estar das pessoas que acabava se esquecendo das próprias necessidades que tinha. Seus cabelos eram de um tom castanho claro quase mel, os olhos eram da cor do avelã que estavam sempre em alerta. Ninguém nunca conseguia esconder nada dela, nem mesmo quando Kevin, (pai de Katherine) apostou a casa em jogo de poker, ele não conseguiu esconder.Ela era muito feliz para ter tido uma morte trágica, na qual Katherine também estava destinada até Klaus aparecer em sua vida. As coisas estavam totalmente mudadas, a sede de matar e beber todo o sangue de sua presa só aumentava cada vez mais a cada caçada que ela fazia juntamente a Klaus.

– Saia da janela querida e feche as cortinas, não quero que seus belos olhos castanhos escuros se queimem. A tempestade irá aumentar em questão de minutos! – Disse Klaus com um sorriso maléfico nos lábios. – Eu amo tempestades, o céu fica totalmente negro e o cheiro de terra molhada é gostosa de se sentir.

– Eu nunca gostei de tempestades, não será agora que sou uma criatura que não pode andar ao sol sem esse pingente que irei gostar.

O sorriso de Klaus se desfez a partir do momento em que as palavras saíram da boca dela, ele se levantou da poltrona de couro e seguiu para fora do quarto batendo a porta com tanta força que quase se igualou ao som estrondante do trovão que dera a alguns minutos atrás.

A tempestade aumentou rapidamente, a fúria de Klaus estava a ajudar. Katherine ainda olhava pela janela, uma onda de vento que mais parecia com a força de um furacão a jogou para trás quando as janelas se abriram.

– Klaus – sussurrou ela com ódio enquanto se levantava e ajeitava seu vestido de veludo azul celeste. Logo ao amanhecer a chuva começou a evacuar da região, dando passagem para um primeiro raio de sol, Katherine estava deitada em seus aposentos quando o sol começou a lhe incomodar. Com mal humor ela se levantou rapidamente e saiu pisando duro até uma bacia de agua que havia sobre uma mesa e lavou o rosto. Quando ela se virou ela percebeu que Klaus não estava la, todos os dias ele ficava a esperando pacientemente acordar. Ela correu ate a cama e ergueu o colchão, procurando por um pequeno livro com capa aveludada na cor rosa. Ao abri-lo, uma caneta dourada caiu sobre a cama. Rapidamente Katherine a pegou e começou a escrever:

"21 de Outubro de 1561- Dear Diary ... Hoje fazem exactos 5 anos desde que minha mãe morreu, e ultimamente eu tenho desejado com todas as minhas forças sonhar com ela pelo menos uma vez. Mas desde que me tornei vampira, sonhar parece algo impossível, porque eu realmente nunca durmo, apenas repouso. Sinto falta de ser uma humana, sinto falta da minha mãe, do meu pai e principalmente da minha casa. Mas não posso voltar lá, não com Klaus ao meu lado... preciso urgentemente conseguir fugir daqui, mais não faço ideia de como fazer isso. Klaus é muito esperto para que eu consiga tal coisa".

Nesse momento Katherine parou de escrever e fechou o diário pois ela sentiu a presença furiosa de Klaus. Algo havia saído totalmente errado, se não ele não estaria tão irritado.

– Arrume suas coisas por que vamos sair da cidade. – disse ele asperamente

– Como é? Mudar novamente? Mais por quê? Eu amo Londres, logo serei uma perfeita inglesa.Em um movimento brusco Klaus prendeu Katherine na parede a enforcando

– Não faça perguntas, apenas obedeça... não se esqueça que você me deve a sua vida insignificante, Katherina.

A garota sentiu o ódio subir pelo seu corpo, ela sentiu uma vontade imensa de cravar uma estaca no coração de Klaus, mais ele era um original.