Dear Diary

16 Aquele que ressurge das trevas


Notas iniciais
Voltando com a fic depois de 2 anos KKKK. Boa leitura!

O dia já amanhecia, Klaus estava sentado na beirada da cama observando Katherine dormir. Parecia um anjo, a pele pálida iluminada com os poucos raios de sol que adentrava a janela, o cabelo bagunçado e sedoso. Ele estava se segurando para não entrar em seus pensamentos. Mas ele adoraria saber com quem ou com o que a jovem sonhava.

Não demorou muito para ela acordar, um pouco assustada por vê-lo a observar, isso nunca havia acontecido antes. A expressão dele não era das piores, era até engraçado acordar e ver Klaus Mikaelson de bom humor. Ela notou que sobre o criado-mudo havia uma linda bandeja com frutas e suco e uma taça de sangue. Katherine não controlou um sorriso, os dentes brancos e bem alinhados, a respiração ritmada, quase inaudível.

– Bom dia, Sr. Mikaelson! – Ajoelhou-se sobre a cama e se curvou rapidamente.

– Bom dia, Srta. Petrova! Espero que esteja com fome, pois eu mesmo lhe preparei este café da manhã.

– Hmmm, que homem prendado! Assim me acostumarei mal.

– Katherine, será que eu poderia saber com que você sonhava agora a pouco? – Ele a olhou com curiosidade.

– Eu realmente não me lembro! – Um sorriso tímido formou-se em seus lábios, mas por dentro ela sabia que era mentira. Ela estava sonhando com Elijah. Por mais que ele soubesse se cuidar sozinho, Katherine estava preocupada. Ela abaixou a cabeça e colocou uma de suas mechas atrás da orelha. O olhar de Klaus ainda estava pairado sobre ela, era um olhar intimidador e parecia bravo. – Você irá me acompanhar no café? – Ela tentou mudar o clima pesado que estava se formando.

– Não, eu terei que sair agora! – Ele levantou-se da cama e beijou a testa da garota.

Mais tarde naquele mesmo dia, Klaus encontrou-se com seu irmão que lhe deu uma notícia não muito agradável. Mikael, o pai original estaria a sua procura e cada dia estava mais perto de seu encontro.

– Acredito irmão, que ele saiba de Katherine. Se não quer vê-la morta, afaste-se. Essa será a mais sábia e melhor proteção para aquela mulher.

– Não posso simplesmente deixá-la.

– E eu não posso permitir que ela, uma garota inocente tenha um fim trágico por sua culpa, Niklaus.

– Eu irei protegê-la!

– Se algo acontecer a ela, eu juro que eu mesmo irei procurá-lo, arrancar seu coração e fazê-lo engolir. – Elijah levantou-se e ajeitou sua gravata, logo saiu.

Klaus permaneceu sentado ainda encarando seu irmão que deixava o local. Essa foi a primeira vez que viu Elijah falar com tanta convicção. Não chegou a dar medo, mas ele também não poderia ignorar o fato de que Mikael poderia prejudicar Katherine.

“Katherine”, ele pensou. Rapidamente ele deslocou-se para a residência onde ela estava. Ao entrar na casa, ela ainda estava vestida em sua camisola de cetim tão macio quanto sua pele sentada em uma poltrona de couro e perfurando-se na perna com uma estaca de madeira.

Seus olhos arregalaram-se ao ver que ao lado direito da garota estava o homem que mais o odiava no universo. Com um sorriso perverso e ao mesmo tempo triunfante, Mikael caminhou para trás da garota e acariciou seus cabelos, lentamente ele desceu uma de suas mãos pelo delicado braço de Katherine e seguiu até o sangue que escorria por sua perna. Com o dedo indicador sujo com o sangue, ele levou ate a boca e o experimentou.

– Tão doce! – disse Mikael – Mas não é tão doce quanto será te matar, boy!

– Pai! – Klaus cuspiu a palavra.

– Não me chame de pai, pois você sabe perfeitamente que você não é! Ainda não entendo por que você está vivo. Olhe ao seu redor Niklaus, não, olhe para essa linda garota. Ela não precisaria passar por isso se você não tivesse cruzado o caminho dela. Veja o vazio nesses olhos, até uma hora atrás estavam cheios de esperanças. Pena que eu a hipnotizei.

– Não! – Klaus gritou. – Katherine, resista meu amor!

Mikael gargalhava enquanto caminhava até o sofá e sentava-se.

– Olhe bem para você Klaus – Ela começou a falar – tão fraco, tão vulnerável. Acha mesmo que pode me salvar? O quão ingênuo você é? Acreditou mesmo que eu te amava? Lembra quando me perguntou com o que ou com quem eu estava sonhando? Pois então falarei – fez uma breve pausa, enquanto levantava-se do sofá e inclinou o corpo um pouco para o lado – eu sonhava com ele! – Ela apontou o dedo para uma figura que aproximava de Klaus.

Klaus engoliu seco ao ver que atrás dele estava seu irmão.

– E agora, poderei ter o prazer de matar os dois ao mesmo tempo! – Ela sorria e graciosamente aproximava-se dos irmãos segurando uma estaca. Não uma estaca normal, era uma estaca própria para matar um original. Antes que pudesse empalar Klaus, Elijah gritou.

– Katherine, pare! – O tom de voz dele era rígida e autoritária.

– Elijah! – ela parou – Não consigo resistir, me descul… – Antes que conseguisse concluir, Klaus quebrou-lhe o pescoço e a segurou no braços, entregando-a para Elijah.

– Leve-a para um lugar seguro!

Sem hesitar, Elijah desapareceu levando Katherine em seus braços.

– Como ousa usar Katherine para tentar me matar? Sabe que eu a mataria antes mesmo dela tocar em mim.

– Essa é a graça de tentar algo contra você Niklaus… Mesmo dizendo amá-la, você a mataria se ela interferisse em seus planos. Você é um monstro, não negue sua natureza, e monstros devem morrer.

– Você falou certo, monstros devem morrer… Começando por você, pai!

Klaus havia pego a estaca que Katherine segurava e a lançou contra Mikael que por sua vez, desviou-se. Eles travaram uma batalha corpo a corpo violenta, destruirão alguns cercados e gramados. Eram movimentos tão rápidos que olhos humanos não conseguiriam adaptar-se para acompanhar a luta.

– Você não pode machucar alguém que amo e sair ileso disso, Mikael.

– Sempre tão fraco, boy! – Mikael deferiu um soco em Klaus que o jogou longe.

– Acha mesmo que um soco assim irá me atordoar? – Gritou ele enquanto derrapava no gramado para conseguir parar. Com uma velocidade incrível e força incalculável, ele socou o homem jogando-lhe o mais longe possível.

Pearl e Anna aproximavam-se da casa e depararam com o caos total, assustadas e sem saber o que fazer elas se abraçaram. Assim que Klaus as perceberam ele gritou: –Corram! – E assim elas fizeram.

Klaus ofegava enquanto esperava Mikael voltar. O pai original era um homem alto com cabelos apropriados para a época, os olhos azuis intensos e cabelos loiros, porém continha um olhar forte que condizia com a personalidade.

– Ingênuo é você pensar que é mais forte do que eu, boy!

Eles se encaravam como verdadeiros inimigos, dois machos alfas lutando para sair apenas um sobrevivente. O pai traído pela esposa, o ódio pelo filho bastardo. O que será que o destino lhes reservam?