Notas iniciais
Olha só quem voltou três anos depois rsrs' Peço mil perdões por ter demorado isso tudo para publicar o último capítulo... Muitas coisas ruins aconteceram nesses três anos em que estive longe e apenas esse ano consegui estabilidade o suficiente para voltar a publicar fanfics regularmente. Bom, queria agradecer a todas as pessoas que acompanharam a fanfic até aqui e espero do fundo do meu coração que tenham gostado da história. Fiquem agora com o último capítulo.

11 de Setembro de 1952

Querido Inglaterra,

há exatos seis anos que não escrevo para você. Na verdade ainda não sei ao certo o que escrever depois de tanto tempo. As cicatrizes da guerra ainda estão presentes em mim, e a dor que eu senti quando cheguei em Londres naquele maldito inverno de 1946 ainda está presente dentro do meu peito.

Muitos esqueceriam no meu lugar, mas eu me sinto na obrigação de escrever esta última carta para você, Arthur. Em meu caminho para a sua casa no inverno daquele ano, muitas coisas se passaram na minha mente. Eu lembrei do dia em que você chegou em minha casa e me encontrou ainda criança passeando pelo campo aberto, da forma como acolheu a mim, uma criança selvagem e temperamental em sua casa e me ensinou tudo o que eu sei. Eu me lembro da chegada dos Puritanos à minha terra e em como você confiou a mim a administração do Novo Mundo.

Lembro-me perfeitamente dos momentos em que passeávamos de mãos dada pelas praias da minha casa, correndo e brincando um com o outro momentos antes de você zarpar de volta para Londres, assim como também me lembro da nossa briga infeliz e de como o seu antigo chefe começou a explorar a mim e ao meu povo. Hoje eu me arrependo como conduzi a minha independência, poderíamos ter evitado tamanho sofrimento, tamanha perda.

Mas nenhuma dessas lembranças conseguem superar a dor que eu senti naquele fatídico inverno de 1946. Foi naquele ano que eu realmente entendi qual era o significado do sofrimento, no qual convivo até os dias de hoje. Foi naquele ano que eu viajei até Londres para te encontrar depois de ler todas as suas cartas, foi naquele ano em que eu queria te ter novamente em meus braços após anos defendendo meu território em Pearl Harbor, foi naquele ano que eu corri pelas ruas até a sua casa em uma ansiedade sem fim.

Foi naquele ano que eu descobri que havia perdido você.

Assim que cheguei em sua casa, naquele maldito inverno de 1946, recebi a notícia de sua morte. Eu admiro a sua bravura e a levarei como exemplo pelo resto da minha vida. Não é qualquer nação que sacrifica a própria vida para proteger os seus homens, porém, por mais que tenha sido um ato heróico, eu não consegui simplesmente não sofrer por sua perda.

E o que me deixa com ainda mais remorso é o fato de nunca, em momento algum, eu ter sido sincero com relação aos meus sentimentos. Por mais que eu não gostasse, eu preciso admitir que você, Arthur, sempre teve razão. Eu sempre fui um garoto infantil e imaturo demais que gostava de agir por impulso. Talvez se eu tivesse a mesma mentalidade e maturidade que tenho hoje, poderíamos ter aproveitado mais os momentos que passamos juntos. Meu coração fica apertado quando lembro do tempo que desperdicei estando brigado contigo, quando eu simplesmente poderia estar correndo até os seus braços e dizendo o quanto eu te amava e o quão importante para mim você era.

Na verdade, eu ainda te amo e você ainda é importante. E isso jamais mudará.

Eu entendo que um país não pode ficar sem a sua nação, e eu sei que em breve você acabará renascendo de uma forma ou de outra. Mas eu fico me perguntando o que acontecerá com as suas memórias. Você se lembrará de mim? Você se lembrará de tudo o que vivemos juntos antes de renascer?

Muito provavelmente suas lembranças se foram. Mas eu prometo a você Arthur, que irei cuidar da Nova Inglaterra com todo o amor e carinho do mundo. Não importa o quanto eu sofra, eu continuarei cuidando de você e da sua casa.

Mesmo que você não se lembre mais de mim.

Arthur Kirkland, eu te amo e sempre amarei.

Atenciosamente,

Alfred F. Jones.

United States of America.

Notas finais
Comentários?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!