Dean vs Zombies
1 Capítulo 1
A chuva já caia a alguns minutos e agora, trovões e raios caiam sobre a ilha ao mesmo tempo em que iluminavam os passos de Dean Winchester.
Correndo desesperadamente, Dean pisava nas poças que se formavam rapidamente com a tempestade, enquanto gritava o nome do doutor Gregory, para que se apressasse. As criaturas estavam a solta e só havia um abrigo confiável naquela ilha.
Enquanto corriam, Gregory tropeçou em uma raiz frondosa e a caixa com os protótipos escorregou e foi levada pela correnteza formada pela tempestade.
— Dean !!! Ajude-me!
Gregory não conseguia soltar sua perna, e em menos de 3 metros, um dos mortos-vivos se aproximavam em sua direção. Com o jaleco totalmente rasgado, o zumbi foi reconhecido por Gregory. Era um de seus companheiros de laboratório. O zumbi caiu em sua frente e suas mãos se esticavam para tocar a pele de Gregory e rasgá-las. Sua sede de sangue e carne fresca era tão evidente, que Gregory implorava misericórdia lhe pedindo perdão por tê-lo deixado morrer. E então um facão atravessou sua cabeça e o morto-vivo caiu no chão.
— Me deixe Dean, minha perna está presa! Salve-se e salve a humanidade!
— Gregory, você é o único que pode salvá-la. Suas anotações foram todas perdidas na tempestade e seus protótipos não serão úteis sem seu conhecimento!
— Se tentar me salvar, nos matará! Não há tempo, mais um desses zumbis estão se aproximando, não conseguirei chegar a caverna com você...
Uma sombra se aproximava, porém firme e um tanto familiar. Dean se preparou para atacar, fosse o que fosse, quando um relâmpago iluminou o lugar.
— Sammy?!
— Dean! Você está vivo!
Três meses antes...
— Estamos sem trabalho a semanas...
— Bom, vai ficar feliz em saber o que achei para você, Dean.
— Diz aí...
— Michigan. Há algumas semanas, um laboratório usado por cientistas e professores de universidade, foi inexplicavelmente incendiado. A pericia não conseguiu achar resquícios do que poderia ter causado a explosão que incendiou o lugar. Bom, os corpos dos cientistas que estavam lá antes da explosão, não foram encontrados. E agora, civis estão sumindo diariamente.
— Esse pode ser um dos nossos casos – disse Dean
— Só indo a Michigan para descobrir.
— Então Sammy... A fim de vir comigo?
— A vida de Civil que ganhei, me chama. Sei que você pode dar conta desse trabalho, mas qualquer coisa você sabe qual numero me ligar. Nunca achei que diria isso, mas... Tenho uma conferencia para abrir.
— É cara, estou feliz por você. Ouvi dizer que tem umas coroas bem gostosas nessas conferencias... Qualquer coisa, você sabe meu numero – disse Dean, com um sorriso sarcástico.
— Cala a boca, Dean.
Dentro do Impala, Dean seguiu rumo a Michigan. Ao chegar à pequena cidade onde tudo estava acontecendo, Dean se equipou e como Agente Carlson, se apresentou para a equipe de investigação criminal. Dentro do laboratório, procurou por sinais sobrenaturais, mas nada parecia indicar que aquilo fosse obra de demônios, metamorfos, djinns ou qualquer outro ser já eliminado por ele.
— Então... Tem alguma idéia do que aconteceu com os corpos dos cientistas que estavam aqui dentro?
— Sinceramente... Estamos trabalhando na hipótese de seqüestro.
— E a família deles?
— A mulher de um deles, ela disse alguma coisa.
— O que? – perguntou Dean
— Bom, não estamos seriamente levando em consideração, visto que ela tem históricos em hospital psiquiátrico, mas ela nos disse ter visto outro dia o marido na janela a observando. Mesmo assim, ainda vamos coletar mais informações e investigar a respeito. Apesar de tudo, pode ser uma pista.
Enquanto Dean ia à casa da mulher, para descobrir pistas sobre o paradeiro de seu marido desaparecido, ouviu o que parecia ser o som das hélices de um helicóptero.
O que era muito estranho, pois não havia nenhum tipo de pista de pouso ou tráfego de aeronaves em um bairro tão pouco movimentado. Dean pulou as cercas de uma casa, e conseguiu ver então ao fundo dela um pequeno campo, e como sabia, um helicóptero.
O helicóptero estava prestes a sair, quando Dean viu uma mulher sendo arrastada por um homem, para dentro da aeronave.
— Parado! FBI! – disse Dean correndo em direção ao homem com a arma apontada para o mesmo. E então, algo o atingiu fortemente na cabeça e Dean desmaiou.
Com a cabeça latejando, Dean conseguiu abrir os olhos e com dificuldade, foi enxergando o lugar onde se encontrava. Suas mãos estavam amarradas em uma coluna de madeira de um porão. A luz era fraca, e aos poucos Dean viu que não estava sozinho. Junto a ele, estavam mais umas seis pessoas amarradas. Então, naquele momento, alguém desceu ao porão, desamarrou a mulher que Dean viu sendo arrastada, e levou-a para cima. A mulher gritava e pedia socorro, mas tudo que recebia eram pancadas.
— Não se preocupe – disse um homem que estava preso ao lado de Dean – Eles deixam os homens, e principalmente os mais forte, por ultimo.
— O que? Quem são eles e o que fazem aqui? – perguntou Dean
— Prazer, sou Gregory. O culpado de tudo isso ter acontecido.
— Quem é você, Gregory?
— Sou um dos cientistas do laboratório que foi incendiado. Há alguns anos, descobri uma fórmula para fabricar um componente que salvaria muitas vidas. Um componente que faria o cérebro se auto reprogramar.
— E o que é isso, exatamente?
— Esse componente seria usado como vacina. Todas as crianças que já tivessem o cérebro desenvolvido tomariam a vacina, que faria com que o cérebro desenvolvesse uma espécie de backup. Digamos, por exemplo, que alguém sofreu um acidente que resultou em um traumatismo craniano. Seu cérebro automaticamente se regeneraria e voltaria à mesma forma de quando a pessoa tomou a vacina.
— Isso parece bem revolucionário.
— Sim. Se não fosse um calculo errado. A primeira experiência foi um fracasso. A mulher que se voluntariou, morreu e em alguns minutos se levantou e começou a atacar violentamente todos que estavam lá. A vacina teve efeito contrário ao esperado, e mesmo sem batimentos cardíacos, o cérebro passou a controlar todo o movimento do corpo. Infelizmente o único jeito encontrado para para-la, foi decepando a cabeça, fazendo assim, com que o cérebro se desligasse do resto do corpo, morrendo também.
— Nossa. Que historia... E o que te trouxe aqui?
— Um dos meus companheiros de laboratório, firmou acordo com terroristas. Mas precisa provar que de fato, a vacina funciona.
— E como pretende provar?
— Usando nossa cidade como cobaia. Todos estão em perigo agora. Estou sendo mantido aqui, porque possuo informações que eles ainda precisarão.
Dean convenceu o Dr. Gregory, a realizar um plano de fuga. Então Gregory apresentou Dean como seu assistente, e disse que tinha a formula da vacina mais potente, e que a criaria em troca de sua liberdade. Durante semanas, ficaram desenvolvendo uma bomba de gás que imobilizaria todos enquanto os dois fugiam. Até que um dia, ouviram a notícia no rádio: Uma nova doença havia se apossado da cidade, e algumas pessoas que estavam desaparecidas, reapareceram de forma sombria e violenta e causaram o caos na cidade. Dean aconselhou que Gregory criasse um antídoto em vez de uma bomba.
O protótipo do antídoto já estava pronto, quando alguém deixou a porta da sala de testes, aberta. Dentro da sala, estavam dezenas de pessoas que tinham sido submetidas aos testes com a vacina, sendo transformadas em zumbis. Logo começaram a sair e causar o caos no laboratório improvisado. Essa foi a chance de fuga, então Dean e o doutor, pegaram os protótipos e fugiram.
Antes de sair da pequena caverna em que estavam, um dos cientistas que comandavam a operação, disse:
— Acabou Gregory! Acha que não sabemos que estavam nos enrolando? Você está em uma ilha, de nada serve seus esforços. Ouça agora – E então ele ligou o rádio:
“— Uma epidemia tem se alastrado na cidade, uma violência inexplicável tomou conta das pessoas que estão atacando umas as outras... não se sabe o que aconteceu, e a cidade está em profundo caos... pedimos a todos que não saiam de suas casas...”
Nesse momento, um dos zumbis atacou o cientista matando-o, e o radio caiu.
— Precisamos sair daqui Gregory, vamos! – disse Dean, pegando um facão caído e correndo em direção a praia.
Zumbis estavam por toda parte, e as nuvens de chuva começavam a cobrir o céu.
Dean sabia que se tivesse um helicóptero, estaria na praia. Enquanto Dean lutava contra alguns zumbis que se aproximavam, Gregory corria atrás com a caixa de protótipos. Quando estavam alcançando a praia, avistaram o helicóptero, que alguém já o tinha usado para fugir. Sem nenhum meio de se comunicar e nem como sair da ilha, Dean resolveu que o melhor seria voltar a caverna.
— Eles podem ainda estarem lá! – disse Gregory, temeroso
— A noite está chegando, Greg. Quem quer que quisesse fugir, foi com aquele helicóptero. A não ser que você conheça outro abrigo nessa maldita ilha, para se esconder dos zumbis, nós vamos voltar para a caverna. Ok?
Estavam a caminho de volta a caverna, quando a chuva começou. Uma tempestade se aproximava, o que dificultava ouvir passos de algum morto-vivo.
Dean corria com Gregory atrás, antes que a noite finalmente caísse e mais nada conseguissem ver. E então Gregory tropeçou.
Quando Sam finalmente encontrou Dean, conseguiram então retirar a perna de Gregory que estava presa. Em tempo, conseguiram correr para o outro lado da ilha, onde um novo helicóptero, o que Sam veio, estava a espera dos três.
Após a chegada do Dr. Gregory, os protótipos foram usados, e a epidemia foi amenizada. Com alguns dias, e todos estavam livres da toxina da vacina em seu corpo.
— Como chegou na ilha, Sam? – perguntou Dean, enquanto saiam de Michigan.
— Fiquei preocupado quando você passou mais de uma semana fora. Então comecei a atualizar as noticias de Michigan todo dia. Até que falaram da epidemia. Que Loucura, Dean. O que aquele homem queria? Um apocalipse zumbi?
— Pois é, Sam... As vezes, por trás de um monstro, há outro pior ainda.
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