Notas iniciais
E depois de um mês estou aqui com o terceiro capítulo de DW. A ação cada vez maior. Espero que continuem gostando.
Boa leitura. ~

O barulho que veio em de um dos cantos da praça, especialmente de uma das grades da grande quadra ainda mantinha os jovens paralisados, nem sequer respiravam, o pânico tomou conta de todos, até dos que estavam mais seguros, no helicóptero.


- E o pesadelo continua... – Comentou Tao e em seguida levantou-se do banco que estava acomodado e olhou para os rapazes que estavam dentro da quadra.


Uma das grandes grades da quadra de beisebol havia sido derrubada, o baque dela no chão que havia chamado a atenção de todos aqueles que ainda raciocinavam e o pior, chamou atenção de mais daqueles monstros que surgiam cada vez mais através da mata que cercava a grande praça. DongHwa gritou, apavorado e grudou no irmão que não fazia nada além de dar alguns passos para trás e Kris que também estava ali, acabou fazendo o mesmo, além de segurar um dos tacos que ainda estava consigo com mais firmeza.


- Eu não posso deixa-los aqui... – Comentou o chinês ao ver que os rapazes que estavam ajudando a si até estar ali, em perigo. – Eu... Definitivamente não posso deixa-los aqui.


ZhouMi o escutou, afinal, ainda estava na escada, perto da entrada no avião e ao escutar o moreno, ergueu a face e moveu-a para o lado, jogando os fios ruivos que tampavam um dos olhos para o lado.


- Meu jovem, se é tão corajoso assim, é melhor vir comigo. – Subiu os dois degraus que havia descido antes e pode achar a acompanhante. – JiHyun...


- Ah, me perdoe. Sua bolsa. – Estava apavorada. Levantou-se rapidamente e em seguida pegou uma grande mochila que estava no canto do local. Retirou dali duas das melhores armas guardadas e aproximou-se primeiro do chinês que estava dentro do helicóptero. – Espero que saiba usar isso. – Entregou-lhe a arma e ele não hesitou em segurá-la e olhar para a autoridade logo abaixo, dando a certeza de que iria voltar para o perigo.


A moça entregou a arma também para o outro que por ter uma das mãos ocupadas mantendo o equilíbrio para não cair daquela altura – apesar de estar com a proteção – prendeu o revolver na lateral da cintura, no cinto especial para aquilo.


- Vamos lá!


Iniciou a descida enquanto o outro ainda recebia a ajuda de Ji para prender todos os equipamentos em si, não demorou muito a seguir a autoridade e os dois, quando estavam na metade da escada, saltando, já apontando as armas que tinham em direção aos mortos-vivos e deram inúmeros tiros em direção aos mesmo e por sorte perfuraram a cabeça de alguns com um tiro certeiro em suas testas. Esses zumbis caiam no mesmo instante, imóveis, totalmente mortos, outros ainda olhavam para cima por conta do barulho das balas sendo atiradas pelo os fuzis e mais uma parte daqueles seres iam atrás das vítimas da quadra.

• • •


Em um dos prédios da ilha que um dia foi o lugar mais lindo de se visitar, havia dois amigos trancados em seu apartamento, temendo sair e acabar sendo as novas vítimas. Haviam alugado um dos maiores quartos, onde haviam dois cômodos para dormir além de uma linda sala de estar, era o lugar perfeito para os dois... Ou melhor, agora era o pior lugar do mundo para eles, só queriam estar em suas devidas casas, seguros, sem correr nenhum risco de vida.


- S-SungMin... Estou com medo... – SunKyu agarrou o braço do amigo e encolheu-se mais ainda. A cama estava tombada e eles estavam escondidos atrás da mesma, quietos, pelo menos estar sem fazer nenhum ruído até a moça pronunciar-se. – Nós... Precisamos sair daqui...


- Você não saia daqui. Quando eu der um sinal, você vem, ok? – Minnie foi levantando-se e a menor logo segurou-lhe o braço com certeza firmeza, olhando-o de uma maneira que todos conseguiam decifrar o que ela queria dizer com aquilo. Só não queria ficar sozinha, não quando tinha certeza de que fora dali tinham pessoas loucas que devoraram umas as outras. – Sunny, por favor, confie em mim. – Fitou-a a fim de lhe passar segurança e quando teve o corpo solto, viu que ela lhe daria uma chance de conseguir salvar a própria vida e a dela também. – Qualquer coisa eu grito. – Riu. Era óbvio que iria gritar e ter feito aquele comentário acabou tornando a situação meio engraçada.


- Não é hora para piadinhas, Sungmin. – Riu baixo e bateu de leve no braço do amigo, apesar de também ter achado graça, aquele clima não a deixava se divertir o quanto queria. – Agora vai, não vejo a hora de sair daqui.


O maior assentiu e finalmente pulou a cama que os escondia. Os passos eram calmos até a sala e antes de entrar ali, foi curvando-se lentamente para ver se algo havia invadido o local e suspirou aliviado ao não ver nada. Observou a porta que havia sido arrombada por uma daquelas criaturas que havia visto na televisão, já que o jornal já havia avisado todos os moradores do caos que havia sido iniciado e os dois habitantes daquele quarto reservado acabaram tendo que ver ao vivo a jornalista ser devorada enquanto o homem que conduzia câmera derrubou seu aparelho e fugiu a tempo. Arrepiou-se só de lembrar-se de toda aquela cena.


- Calma, Min. Vai ficar tudo bem. – Sussurrou para si mesmo e olhou para trás por um momento, vendo se a amiga ainda estava segura e ao ver que sim, adentrou de vez o outro cômodo, ou seja, a sala. – Eles devem estar por perto... – Falava consigo mesmo em um tom baixo e em passos leves até a porta de entrada e foi curvando-se para fora, olhando para os dois lados e mais uma vez não viu nada, pensou em sair e verificar o outro corredor e ouviu um grunhido vendo da cozinha de seu apartamento. – Droga. – Murmurou e em passos leves e rápidos voltou para o quarto e cuidadosamente fechou a porta. – Sunny, temos que sair daqui, rápido.


A menor saiu de trás da cama e pulou-a, aproximou-se do amigo o mais rápido que fosse, se ele havia dito que precisavam sair dali logo, iria apenas obedecer, por mais que estivessem totalmente desarmados.


- Você lembra o que escutamos na TV? Eles só morrem se...


- Levar um tiro na cabeça ou afundar seu cérebro, eu sei. – Completou a frase da loira e começou a vasculhar o lugar, tinham que encontrar algum tipo de arma para poderem sair pelo menos daquele prédio.


- Já chegou a pensar que fora daqui pode ser mais perigoso? – O tom de voz da jovem fora mais baixo que o comum e então caminhou até a porta de vidro que dava para a sacada do quarto. – Vou dar uma olhada... – Engoliu a própria saliva temendo o que poderia ver e então abriu o local. Curvou-se na grade média, podendo avistar a rua da altura que estava – já que ocuparam o sexto andar. – Ai... Meu Deus... – Uma das mãos tampou os lábios e os olhos tornaram-se totalmente marejados. – SungMin, venha ver isso.


O maior a ouviu e seguiu para onde ela estava e em seguida também olhou para baixo, no mesmo instante os olhos arregalaram-se. Estava muito pior do que pensavam. Pessoas corriam a fim de se salvar daqueles seres e algumas acabavam sendo devoradas e o que mais chamou a atenção dos dois amigos foi quando os que pensavam estar mortos acabavam levantando-se e atacando também.


- Uma mordida pode transformar. – O rapaz raciocinou mais rápido que a acompanhante que agora estava mais apavorada. – Temos que tomar muito cuidado, SunKyu. Você terá que ser forte, por favor. – Virou-se para a menor e tocou-lhe os ombros. – Não vou permitir que você vire uma dessas criaturas, vamos nos ajudar e conseguir sair daqui. Prometo.


- Certo... Mas como sairemos daqui?


Os dois conversavam na sacada em um tom controlado, ainda lembravam que havia criaturas dentro do apartamento e por isso estavam trancados no quarto, atentos a qualquer barulho que pudesse vir em volta.


- Estão presos ai? – Escutaram uma voz grave ser direcionada a ambos – só poderia ser e acabaram olhando para o quarto do lado, podendo avistar um jovem alto ali, debruçado na varanda e observando tudo com um sorriso no rosto, parecia estar se divertindo com o que via e por um lado, estava mesmo. – Estou aqui no meu quarto e também não consigo sair. Olhem. – Apontou para baixo, onde mais algumas pessoas eram atacadas. – É como nos filmes e series que passam na TV. – O sorriso era tão largo que fazia com que um dos olhos se apertasse mais que os outros. – Isso é tão fascinante.


- Isso é um horror – Sunny acabou falando e aproximou-se mais de um dos cantos da sacada, como se assim melhorasse a conversa que provavelmente iriam ter.


- Posso tirar vocês daqui. Olhei para a rua inúmeras vezes esperando a poeira baixar e tudo fica pior a cada minuto, o jeito é sair agora. – Suspirou e ergueu os braços, espreguiçou-se e passou a alongar o corpo. – Não vai ser fácil, mas também não é difícil.


- Posso saber como você pode fazer isso? – SungMin pareceu interessado naquele rapaz, mas não iria confiar nele tão fácil assim, ele poderia apesar querer usa-los como isca para que saísse a salvo daquele prédio.


- Só um minuto – O outro rapaz adentrou seu apartamento e os dois amigos entreolharam-se por um minuto, perguntando-se o que aquele jovem misterioso iria aprontar, mas poucos minutos depois ele apareceu com algo que surpreendeu a dupla. – Creio que vocês não tem um desses. – Riu e colocou o recipiente de flechas nas costas, passando a única alça pelo ombro, lateralmente para que não caísse facilmente. – Quando era pequeno aprendi a lidar com arco-flecha e nunca pensei que isso um dia fosse tão útil. – Riu e então segurou o arco com uma das mãos e com a outra pegou uma das flechas, posicionou-a no centro e segurou o cordão da arma segura, foi puxando enquanto mirava algo na rua. – Prestem atenção.


SungMin e Sunny seguiram até a ponta da varanda, podendo olhar para baixo, parecia que era isso que o outro queria, então ficaram esperando para que ver o que ele iria fazer. A terceira pessoa que havia aparecido mirou em um zumbi que corria atrás de uma mulher e soltou a flecha, esta voou em alta velocidade e acertou em cheio aquele ser e este caiu em seguida, morto. Se é assim que poderiam dizer, para os jovens aquele ser estava morto a tempos, mas por algum motivo desconhecido, ainda andava.


- Isso! – Comemorou o arqueiro e o sorriso largo mais uma vez tomou conta de seus lábios. Os dois amigos estavam paralisados, a boca aberta e os olhos fixos no defunto, aquilo era inacreditável, não achavam possível alguém ter uma mira tão boa como aquela, ainda mais quando o ser estava em movimento.


- Ok, você conseguiu me convencer. Mas, repito. Como você pode nos ajudar? Só com isso? – Uma das sobrancelhas do loiro arqueou-se e desta vez o outro rapaz seguiu para a ponta lateral da própria sacada, como se assim ficasse mais próximos dos outros.


- Primeiramente. Muito prazer, Park ChanYeol. – Sorriu e curvou o corpo em um comprimento mudo.


- Lee SungMin e Lee SunKyu. – Sunny apresentou-se pelo os dois já que Minnie ainda fitava-o com os braços cruzados, precisava de uma explicação e logo, não aguentava mais ficar preso naquele local.


- Bom... Podemos nos juntar para sair daqui. Posso cobrir vocês até a saída, mas vocês também tem que dar um jeito de se proteger. Qualquer coisa que os acerte na cabeça está ótimo. – Assentiu e observou o caos que estava pela a rua. – Espero que não seja difícil arrancar as flechas de suas cabeças, ou acabarei sem nenhuma. – Suspirou pesadamente, aquele comentário foi feito para si mesmo, mas não importou-se com o tom de voz usado e virou para os outros dois habitantes mais uma vez. – Estão comigo ou não?


- Estamos. – Disse a loira e o amigo fitou-a meio indignado, ainda não achava aquele rapaz tão bom assim. – E SungMin, não me olhe assim.


- Fiquem ai. Vou até vocês... Vão saber quando eu chegar. – Riu e então pegou mais uma flecha e arrumou-a no arco, iria precisar dela e era melhor manter-se preparado para qualquer perigo que sabia que iria correr. – Enquanto isso vão se preparando, ok? – Não esperou por uma resposta e adentrou o quarto que antes residia, ao contrário da dupla do outro lado, Yeollie morava naquela ilha e assim como eles, estava confuso por não saber o que estava acontecendo com um lugar que costumava ser tão tranquilo.


O rapaz caminhou lentamente até a porta do cômodo e abriu de uma vez só, já mirando em frente caso algo resolvesse aparecer e ao ver que não foi bem isso que aconteceu, pode seguir em frente, sempre mantendo o arco erguido para que não perdesse tempo na hora de atirar a flecha. Caminhou pela a sala, com o olhar atento em todos os lados e nas portas abertas, a adrenalina tomava conta de seu corpo e procurou manter a calma e foi por isso que suspirou longamente para que pudesse manter a calma, era difícil não sentir medo, mas ao mesmo tempo, tinha coragem o suficiente para enfrentar aquelas criaturas.


Um barulho repentino pode ser escutado vindo de uma das portas e no que virou-se rapidamente para lá a mesma caiu por conta de tanta força ao tentar abrir a mesma, aquela cena fez com que ChanYeol começasse a recuar, dando algumas passos para trás.


- Droga! – Murmurou para si mesmo e em seguida ergueu mais uma vez o que tinha em mãos, havia perdido a mira pelo o susto e precisava agir o mais rápido possível. Atirou a primeira flecha e para surta sorte, acertou em cheio o centro da testa daquele ser com a aparência horrível, chegava a ser nojento ter que enfrentar pessoas que um dia eram normais como a si mesmo e agora eram mortos-vivos que tinham partes do corpo praticamente exposta, mas o que fez o estômago do jovem embrulhar por um minuto foi ver o segundo zumbi vir em sua direção e o mesmo estar com o barriga aberta, dando para ver claramente seus órgãos. – Nojento. – Murmurou antes de pegar uma segunda flecha e atirar, podendo acabar com ele em seguida.


Os passos foram cada vez mais rápidos para trás e então adentrou a cozinha já que era o cômodo mais próximo e aqueles seres atrás de carne humana seguiram o rapaz rapidamente, precisavam matar a sua fome.


- Isso, venha. – Falou sozinho e abriu uma das gavetas, podendo segurar três grandes facas próprias para profissionais da culinária e no que notou que não estava mais sozinho, usou de sua ótima mira para acertar o centro da testa dos quatro mortos que invadiram o local e estes foram direto para o chão em um baque mudo, o sangue já escuro ia tomando conta do piso claro e o jovem saiu pisando na ponta dos pés, como se estivesse com nojo e por um lado estava mesmo, aquela gosma era de enjoar qualquer um. Aproximou-se dos corpos que haviam derrubado com as flechas e com a ajuda dos pés, virou aqueles defuntos e pisou neles para que pudesse ter um apoio quando segurasse o que precisava e a puxasse com força, fazendo-a soltar da cabeça daquele que parecia ser um homem, não dava para decifrar quando seu corpo era quase apenas pedaços de carne exposta.


Um longo suspiro foi solto pelo rapaz antes de pegar a segunda flecha e então limpou a ponta das duas com um pano que tinha por perto, guardou-o no bolso para caso precisasse depois – sabia que seria útil. Mais uma vez estava com o arco erguido e já segurava o cordão para caso precisasse atirar e depois do que havia passado, estava muito mais atento aos perigos. Precisava dar poucos passos pelo o corredor, mas andava de lado para que pudesse ficar atento em todas as direções possíveis e em poucos segundos estava rente a porta do apartamento da dupla que havia conhecido a pouco, mais alguns minutos e todos estariam juntos, pensar nisso fez um pequeno sorriso – um leve curvar dos lábios surgisse.


• • •


O caos continuava e em uma das casas estavam os amigos que antes estavam se divertindo contando o que acontecia na cidade grande para o mais velho que residia na ilha, porém, enquanto estavam no quarto, entre risos altos, um aviso no noticiário na TV que deixaram ligada chamou-lhes a atenção. A jornalista falava sobre um suposto ataque onde pessoas devoravam as outras e isso fez com que o mais alto de todos, no caso, CheonDung, pegasse o controle da televisão e aumentou um pouco o volume para que pudessem ouvir melhor.


- Pessoas devorando as outras? – Joon pronunciou-se e sentou na beira da cama, encarando o eletrônico. – Isso não seria...


- Um apocalipse zumbi? – Mir falou entre um breve riso e sentou-se ao lado do amigo, também prestando atenção em tudo que passava.


Estavam tão entretidos no televisor que esqueceram do mundo em volta, mas um barulho alto vindo do andar inferior da casa fez com que os três rapazes saltassem da cama e virassem para a porta.


- O que diabos foi isso? – O mais novo de todos colocou a mão no tórax, tentando conter os batimentos cardíacos que aceleraram devido ao susto tão grande.

Notas finais
E é isso que temos para hoje. Me perdoe os erros e tal, só repetindo. Agradeço a Thiarlley, como sempre, por ter lido e me ajudado a reparar o que tinha de errado. XDD
Comentários são sempre bem-vindos.
Até a próxima. ~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.