— Onde você pensa que vai, senhor McGarrett? – Ana entrou no quarto do noivo. – Hein?

— Sair do hospital. – Steve viu a cadeira de rodas que ela trouxe. – Veja, estou bem.

— Pode parecer bem, e acredite em mim, você parece gostoso, mas vai sair de cadeira de rodas. – Ana apontou para a cadeira. – Se você andar, eu não vou usar aquele vestido que você gosta por dois meses.

Steve considerou as opções que ele tinha e decidiu que ele não aguentaria ficar sem ver sua noiva no vestido que eles dormiram juntos pela primeira vez. Ele se sentou e suspirou.

— Estou grato por ter me obrigado. – Steve suspirou. – Faz apenas quatro dias que estou aqui e parece que faz um ano que não me levanto.

— Se chama levar um tiro no peito. – Gibbs apareceu na porta do quarto. – Você vai aprender.

— Pai! – Ana abraçou o pai assim que ela chegou com Steve na cadeira. – Mamãe também está aqui também?

— Sim. – Jenny sorriu. – Temos muita coisa para conversar com você, mocinha.

— Começando pelo fato que você foi raptada e não nos contou. – Gibbs parecia com medo. – Sabe que você poderia ter me ligado.

— Bem, ela tecnicamente ficou sob o poder daquelas malucas por um dia e nem vou entrar na questão que Elisa e ela fizeram uma bomba com copos de água. – Steve sorriu. – Aliás, o pai de Elisa também está vindo? Porque a gente está planejando se casar.

— Santo Deus! – Jenny brincou, fingindo um pequeno desmaio. – Brincadeira, eu vou adorar estar presente nessa cerimonia.

— Eu também. – Gibbs sorriu, sabendo que a filha havia conseguido um partido excelente.

Elisa estava andando de um lado para o outro no quarto de hotel onde ela e Callen estavam hospedados. Dizer que ela esteve aqui desde o momento que saiu do hospital, três dias atrás era um eufemismo.

Callen estava sumido e ela esperava que ele soubesse o que estava fazendo.

Enquanto isso, Callen, Sam e Danno estavam em um buffet. Não para aproveitar as delicias que eram oferecidas, apesar que eles claramente levariam um pedaço de torta de morango para Elisa quando voltassem, mas sim para fazer uma proposta a dona dele.

— Vocês querem que eu feche meu buffet na parte da manhã no sábado? – A mulher achou difícil de acontecer. – Algo de errado?

— Na verdade, vamos lhe dar 2 mil. – Callen viu o olhar descrente. – Não está decidido, mas durante o tempo que minha noiva estava nas mãos de uma ex namorada psicolouca, eu decidi que não posso esperar para me casar com ela.

— Bem, digamos que ela aceite se casar com você e eu aceite fazer a festa, o que vou ganhar? – A mulher queria saber.

— Dois mil em dinheiro, vamos trazer quase tudo o que você vai precisar cozinhar e vamos esquecer aquela pequena violação com um de seus funcionários claramente fumando cigarro de maconha no trabalho. – Danno foi direto. – E pode rolar um agradinho para seus funcionários.

— Falando desse jeito, eu aceito. – A mulher teve que rolar os olhos. – Mas e se passar do meio-dia?

— Vai rolar dinheiro. – Callen falou. – Ou você achou que a gente iria alugar o espaço correndo o risco de você perder dinheiro?

— Callen! – Arkady entrou no espaço e tinha uma maleta com ele. – Desculpe, eu falei com Hetty e ela me disse que estaria aqui.

— Como você está, amigo? – Callen sorriu um pouco para o homem que era com seu pai.

— Estou melhor agora. – Ele se sentou. – Senhora, eu quero alugar seu espaço o dia todo de sábado. Para o casamento do Callen e de Steve. Eu acho que você encontrará algo que te deixe feliz.

Elene abriu a maleta e tentou não cuspir a agua que tomava. Lá estavam cinco maços de mil dólares, um colocar de joias e é claro, uma passagem para Geneve.

— O que me diz? – Arkady ignorou Callen apenas um pouco. – Eu acho que nem deveria começar a dizer que você terá mantimentos e coisas para que as horas de trabalho sejam compensadas.

— Eu vou fazer sim. – A mulher chamou os cinco empregados. – Esses são os garçons.

— Prazer. – Mônica Bing era a chefe de cozinha. – De quem é o casamento?

— Meu e de um amigo. – Callen apertou a mão dela. – Ele acabou de deixar o hospital depois de ser baleado, mas ele já vem querendo se casar.

— Fico feliz com isso. – Mônica sorriu. – Só tentem não fugir no dia do seu casamento.

— Eu nunca faria isso e posso garantir que o outro rapaz também não. – Callen sorriu.

— Vejo vocês no sábado. – A mulher do buffet entrou.

Callen olhou para Arkady. Nem parecia que ele tinha acabado de perder a filha.

— Não que esteja reclamando, mas você não iria levar o corpo de Anna para Washington? – Callen perguntou para o amigo. – Algo aconteceu?

— Fiz um teste de dna com o sangue dela. – Arkady mostrou o resultado. – O resultado foi negativo. Quer dizer que Anna não era minha filha de verdade.

— Eu sinto realmente por isso. – Callen não podia deixar de ficar aliviado. – Isso quer dizer que Anna mentiu para você por todos os anos?

— Maluco, né? – Arkady pegou o teste de volta. – Mesmo assim, mandei o corpo dela para Washington. Um dos meus estará lá para receber o corpo dela e eles vão enterrar ela no cemitério das estrelas.

— Eu nem sei o que dizer, cara. – Danno entrou na conversa. – Parece enredo de filme.

— Bem, eu queria dizer que estou triste, mas não estou. – Arkady se virou para Callen. – Eu gostaria de estar no seu casamento.

— E eu vou adorar ter você por lá. – Callen o abraçou, tirando um grande peso dos ombros dele. – Agora, já que tem tanto dinheiro, quem sabe poderia me dar um terno novo.

— Com certeza. – Arkady falou. – Vamos, meninos. Eu conheço um lugar perfeito.

Chegando a loja de ternos, eles se encontraram com o restante da gangue dos mocinhos.

— Então, Steve McGarrett vai se casar? – Danno sorriu para o amigo. – Parece que entramos em um universo paralelo. Você pagando as coisas, levando um tiro...

— Steve pagou alguma coisa? – Chin entrou na loja. – Vocês não esperavam que eu ficasse de fora da cerimonia do século?

— Não mesmo. – Steve o abraçou. – Abby E Sarah vieram?

— E Jessie também veio. – Chin mostrou a foto da filha de dois anos. – Minha e de Abby.

— Meu Deus, estamos crescidos. – Adam apareceu. – Desculpe, peguei a Kono no aeroporto. Aparentemente casamentos unem todo mundo.

— Com certeza. – Lincoln sorriu. – E quem sabe o próximo seja eu.

— Hmmm, Lincoln tem namorada. – Danno provocou de brincadeira. – Fico feliz pela senhora Lincoln.

— Acredite em mim. – O homem moreno foi até o espelho alisar a barba. – Ela também.

— Steve, fico feliz que tenha decidido fazer da minha filha uma esposa. – Gibbs sorriu. – Alias, você é o meu genro perfeito.

— Sim, você também é o meu genro favorito, Pride sorriu e estendeu a taça. – Mas se machucar Elisa, eu vou te caçar.

— O mesmo serve para você Steve se machucar Ana. – Gibbs sorriu. – Um brinde aos noivos.

— Saúde! – Eles brindaram e sorriram, sabendo que em algumas horas logo seriam homens casados.

Enquanto os meninos se arrumavam, as meninas ajudavam Elisa e Anna no espelho. Quando Ana veio até Elisa para contar a ideia, ela logo topou. Voltar casada e grávida sempre foi o grande desejo dela mesmo quando estavam no ar.

— Eu acho que esse vestido fica lindo. – Hetty ajudou Elisa. – Meu Deus, você está linda.

— Posso trocar esse sapato por um de oncinha? – Elisa recebeu acenos positivos. – E será que você tem os protetores de salto?

Elisa se sentou na cadeira e os colocou nos sapatos e voltou a se olhar no espelho.

— Espero que tenha uma ambulância. – Ela olhou para si mesma e para Anna. – Porque vamos ver dois noivos desmaiando.

Todas riram sabendo que era a verdade. Steve mal podia esperar o que lhe aguardava assim como Callen.