Deadly Love

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Desculpem a demora, estava sem computador! Espero que gostem!

No outro dia acordei com o pessoal se movimentando e lembrei que estávamos na igreja, parecia que eu tinha tirado um peso de cima das minhas costas, claro que ainda sentia o cansaço pelo meu corpo, mas estava regenerada. Arrumei o pequeno espaço em que havia dormido e levantei, pronta para um novo dia.

Me aproximei do grupo e vi que eles estavam questionando o padre sobre algumas coisas.

— Como sobreviveu aqui por tanto tempo? — Rick perguntou assim que me pus ao seu lado. — De onde vieram esses suprimentos?

— Nossa coleta anual de suprimentos, tudo desandou depois que a completamos. — explicou e vi Carl se aproximando com Judith no colo. — E bom, eu estava sozinho e comida durou bastante. Depois comecei a garimpar, limpei todas as casas da região, menos uma.

— Por que?

— Esta tomada.

— Quantos? — Rick voltou a perguntar e imaginei que ele estava planejando ir até lá.

— Uma dúzia, talvez mais.

— Damos conta de uma dúzia. — falou olhando ao seu redor, talvez vendo quem iria junto e quem ficaria.

— Sasha e eu vamos com você. — Bob se pronunciou e Rick assentiu.

— Tyresse fica para cuidar de Judith.

— Tudo bem pra você Ty? — o moreno assentiu com um leve sorriso.

— Sim, se precisar que eu cuide dela, precisar de qualquer coisa pra ela, eu estou aqui.

— Eu agradeço por isso. — apertou seu ombro e sorriu.

— Vou desenhar um mapa. — Gabriel ia se afastando em direção ao altar.

— Não precisa. — Rick o parou. — você irá conosco.

— Não tenho serventia. Você viu — sorriu nervoso e continuou. — Não sou bom com essas coisas.

— Você vem conosco.

Rick decretou e o pessoal se afastou para organizarem as coisas para a partida. Me sentei em um dos bancos quando vi Carl se aproximando com a pequena Judy em seus braços.

— Oi Ava!

— Bom dia xerife! — ele riu e Judith esticou os braços para mim, a peguei do colo de Carl e ela se aconchegou em meu colo.

— Ela gosta de você!

— Sei que gosta! — ele riu e eu o acompanhei. — Está preocupado?

— Confio no grupo, no meu pai principalmente, mas sempre ficou meio receoso quando ele sai.

— Não precisa ficar assim, bom, pelo pouco que eu vi, eles são grandes soldados lá fora. — ele assentiu e Rick se aproximou de nós.

— Estamos indo, cuidem vocês aqui dentro. — deu um beijo na cabeça do filho e se aproximou de Judith, sendo assim, se aproximando de mim também. Deu um beijo na pequena garotinha sonolenta e fez um pequeno carinho em meu cabelo.

Eles saíram e nós que ficamos na igreja aproveitamos para dar mais segurança ao lugar, resolvi dar uma olhada ao redor do terreno e antes de sair me certifiquei que estava com a minha faca. Estava tudo tranquilo, nem sinal de zumbis na proximidade, estava terminando minha ronda quando vi algo que me deixou meio chocada.

Ainda encarava aqueles dizeres quando ouvi alguém se aproximando.

— Carl me disse que estava aqui. — Rick falou se aproximando e eu permaneci olhando a parede da igreja. — Trouxemos comida, vamos entrar.

— Que bom! — falei sem olha-lo.

— O que foi Ava? — olhou para onde eu olhava, mas não percebeu nada de diferente.

— Os arranhões. -disse apontando para os mesmos. — São fundos, provavelmente feito com facas ou alguma outra coisa. — o olhei. — Alguém queira entrar.

Rick continuava a fitar os arranhões sem falar nada.

— Eu achei outra coisa. — o puxei para outra direção. — Não sei o que houve, mas sei que você vai dar um jeito.

Apontei a parede e dessa vez ele ficou surpreso com o que viu, tanto que ficou fitando os dizeres por um bom tempo. Olhei também e tentei decifrar o que aquilo queria dizer e o que de fato havia acontecido.

"Você vai queimar por isso."

Já havia anoitecido e todos estavam sentados pelo chão conversando e as vezes conseguia ouvir uma risada sendo solta, todos contentes pelos alimentos encontrados. Eu estava sentada ao lado de Carl, consequentemente ao perto de Rick, já que ele estava próximo aos filhos. Eu revezava entre comer e alimentar Judy, já que ela insistia em enfiar a mão no meu prato e roubar alguns legumes.

— Gostaria de propor um brinde! — a voz de Abraham se fez presente e todos o fitamos. — Eu olho pra essa sala e vejo sobreviventes, todos vocês fizeram por merecer esse título. — acabei sorrindo enquanto ouvia suas palavras, então ele levantou seu copo fazendo um movimento para que todos o imitassem. — Aos sobreviventes.

—Sobreviventes! — falamos em comemoração.

— É isso que querem ser? Acordar de manhã e lutar contra os mortos-vivos safados, — ele voltou a falar- procurar comida, dormir com os olhos abertos, enxaguar e repetir a dose? — perguntou olhando para cada um de dentro da igreja. — Vocês podem fazer isso, são fortes, sabem se virar. É que no caso de vocês, pelo que sabem fazer, isso é entregar-se. Levando Eugene a Washington, ele fará os mortos morrerem e os vivos retomarão o mundo. Eugene, o que tem em Washington?

— Infraestrutura capaz de suportar pandemias de magnitude apocalíptica. — Eugene falou atraindo nossa atenção. — Ou seja, comida, combustível, refugio. Recomeçar.

Permanecemos em silêncio, todos perdidos em seus próprios pensamentos. Realmente, recomeçar seria maravilhoso, mas e se não for verdade? Valeria a pena atravessar o mundo só porque alguém diz saber a cura? Acabei olhando para Rick, que ao sentir que estava sendo observado me fitou na mesma hora, nos perdemos nessa troca de olhares e pensamentos.

Judith que estava no meu colo acabou soltando um gritinho, fazendo com que saíssemos de nossa bolha e rimos todos da alegria da pequena criança.

— O que foi isso? — Rick falou sorrindo para a filha. — Acho que ela sabe o que eu vou falar, ela topa e se ela topa, eu topo. Nós topamos!

Palmas e gritos preencheram o lugar em forma de comemoração, eu também sorria quando senti alguém me olhando. Rick me encarava enquanto batia palma, eu sorri e ele acabou retribuindo e foi nessa hora que eu senti meu coração acelerar.

Deixei meu prato descartável de lado e me levantei com a Judith em meu colo, indo me sentar nos bancos para tentar fazer essa pequena dormir um pouco. Estava perdida em pensamentos quando senti alguém sentando ao meu lado.

— Você acha que tomei a decisão correta?

— Eu acho que temos que arriscar, mas eu não sei se confio no Eugene. — o fitei e Rick concordou.

— Eu também não, mas temos que arriscar, pode não ser verdade, mas também pode ser.

Foi a minha vez de concordar e após isso ficamos velando o sono da Judy, que ressonava deitada em meu colo.

— É incrível como ela se apegou em você em tão pouco tempo, ela e o Carl.

— Ah, bom, não tem como as pessoas não gostarem de mim. — dei de ombros e ele riu.

— Nisso eu tenho que concordar. — ele falou me fitando e eu acabei corando, o encarando também.

Notas finais
BEIJOSSSSSSSSS
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.