Deadly Lies

1 Bitches Dress Orange


Notas iniciais
É um antigo projeto, do ano passado, então apenas troquei os hífens por travessão, que antes eu usava hífens T.T. Então desculpem erros, coisas toscas e coisas do tipo please T.T

Deadly Lies

Capítulo 1

Aria Montgomery, Hanna Marin, Emily Fields e Spencer Hastings estavam sentadas em quatro cadeiras de ferro enferrujadas na sala de visitas da prisão de Rosewood conversando com o advogado delas, o Sr. Leving.

Leving explicava que no máximo conseguiria prisão domiciliar para elas, afinal, elas estavam sendo acusadas pelo assassinato de Alison DiLaurentis.

—Vocês tem sorte de ganhar a prisão domiciliar – Diz Leving — Eu tentei subornar esse juiz vagabundo, mas o máximo que eu consegui foi a prisão domiciliar...

— Que se dane! – Diz Hanna — Eu não vou ficar presa em casa, pela morte de quem eu obviamente não matei! Até morta a Alison se mete em nossas vidas!

Leving olha para os policias na porta da sala de visitas.

— Hanna, cale a boca! Prefere ficar aqui? – Diz o advogado.

Hanna resmunga alguma coisa, mas logo fica em silêncio.

— Você tem certeza de que o máximo que conseguiremos é a prisão domiciliar? – Diz Spencer.

— Sim – Responde o advogado — E tem mais um detalhe.

— Qual? – Perguntam todas juntas.

— Vocês vão ter que ficar em um apartamento...

As meninas ficam animadas.

— Juntas... – Conclui Leving.

Elas se entreolham e concordam com o que o advogado propõe.

— Ah, e vocês vão ser vigiadas pelo policial Garret – Diz Leving — Espero que vocês não se metam em encrenca.

Logo um policial chama.

— Acabou o tempo, vamos!

— Ok, ok! Estou indo – Diz o advogado.

— Tchau, Leving – Elas falam todas juntas.

As meninas se levantam e Hanna ajeita o macacão laranja e muitos números maiores que seu tamanho da prisão.

— Pelo menos a gente não vai ter mais que usar isso – Diz ela.

— É – Concorda Emily.

As meninas saem pela grande porta de ferro da sala de visitas e voltam para sua cela.

Isso era o que Aria mais odiava ali, elas eram tratadas como uma pessoa só, elas até dividiam a mesma cela.

Spencer subiu na cama que ficava bem em cima, a última de um beliche e lá deitou. O colchão era duro e preguento, mas Spencer já se acostumara.

Elas já estavam ali fazia duas semanas...

***

Chegou o dia da partida das meninas para o apartamento, elas ficaram impressionadas com a rapidez, Leving tinha conseguido a prisão domiciliar no dia anterior...

— O policial vem buscar vocês todas no carro da polícia – Avisa Leving.

— Vamos, meninas, temos muito a fazer. – Diz Aria abatida, mas ainda assim animada.

As garotas vão a uma espécie de garagem da prisão e entram no carro da polícia.

Quando elas saem para a rua, percebem que há uma multidão do lado de fora da prisão, todas as vaiando e com cartazes:

PRENDAM AS ASSASSINAS DE ALISON DILAURENTIS!”, “QUEREMOS JUSTIÇA!”, “MORTE ÁS ASSASSINAS!”.

— Nossa... – Falou Spencer

Aria e Emily já tinham começado a chorar. Também havia pessoas com cartazes com fotos da Alison e homenagens para ela.

“Mal eles conheciam a verdadeira Alison DiLaurentis”, pensou Hanna.

Spencer e Hanna estavam tremendo. Parecia que alguém iria atirar nelas a qualquer minuto.

***

Chegando ao apartamento deteriorado, Hanna começa á ficar tonta. Aquilo era um gueto.

— Tomara que a cama dessa casa seja menos nojenta. – Disse Spencer.

O prédio de tijolos era sujo e tinha pichações na frente, o teto era de laje e estava sujo e velho. A tinta da porta estava descascando.

Todas saíram do carro e o policial Garret as acompanhou até a porta do apartamento, o delas era logo o da frente, o A1. Elas entraram e sentiram o cheiro de mofo.

— Nossa! – Gritou Hanna.

— Legal né? – Comentou Garret.

— É... Horrível. – Gritou Hanna, saindo do prédio e indo para o lado de fora.

— Hanna, não vá muito longe! – Gritou Aria para Hanna.

Antes de elas irem para o apartamento os policiais haviam instalado tornozeleiras eletrônicas para não tentarem fuga ou alguma coisa assim; Caso elas saíssem da prisão domiciliar, elas iriam presas de novo.

Hanna ficou sentada só na calçada. Emily andou pela sala de estar.

Havia dois sofás de dois lugares vermelhos empoeirados um do lado do outro no meio da pequena sala, eles estavam em frente de uma mesa de madeira meio lascada. Em cima da mesa havia um abajur com estampa floral.

Emily passou por uma porta que dava para um minúsculo corredor, e nesse corredor havia três portas, duas do lado esquerdo, e uma do lado direito. Ela abriu a primeira do lado esquerdo. Lá havia um quarto, nele continha duas camas, dois criados mudos e uma penteadeira. Ela abriu a segunda porta, havia um quarto completamente idêntico ao primeiro, só que com a diferença de que a cor do primeiro quarto era branca e a cor desse era amarela.

Emily finalmente abriu a terceira porta, que ficava no lado direito. Nele havia um banheiro com ladrilhos azuis e brancos. Nada muito luxuoso, mas com certeza muito melhor do que na prisão. Emily saiu do corredor e voltou para a sala de estar, Hanna havia voltado e o policial havia ido embora.

— Onde ele está? – Perguntou Emily

— Ele foi á delegacia, parece que precisava resolver algo lá – Respondeu Hanna.

Então Hanna tirou um celular smartphone da sua bolsa de couro. Ela estava morrendo de saudades de suas coisas de grife, já que não podia usar na prisão.

— O que você está fazendo? – Perguntou Spencer correndo para tirar o celular das mãos de Hanna

— Ei! O que você está fazendo? – Retrucou Hanna

— Aonde você arranjou isso? – Pergunta Spencer

— Um carcereiro me arranjou, mas isso não te interessa.

— Hanna, pelo amor de Deus, não quero voltar para aquela prisão nojenta! Livra-se desse celular!

— Meninas, silêncio! – Gritou Emily – Precisamos arranjar um jeito de provar nossa inocência, brigar não vai ajudar... – Continuou.

Hanna e Spencer concordam com a cabeça.

— Ei, olhem isso... – Fala Aria apontando para a janela

As garotas ouvem uns barulhos e olham pela janela. Do lado de fora há várias pessoas com mais cartazes e gritando, algumas até jogando pedras.

— Droga. – Fala Aria.

Logo, alguns policiais – que com certeza Garret devia ter colocado lá para evitar qualquer confusão – aparecem fazendo uma barreira para que os baderneiros não passem para dentro do prédio.

O celular de Hanna que está na mão de Spencer toca. É uma nova mensagem de texto:

Estão com medo meninas? – A”. – Diz a mensagem

Aria dá um gritinho, Emily dá um passo para trás, e Spencer e Hanna olham pela janela em busca de algum baderneiro com celular na mão. Nada.

— O que é isso? – Pergunta Emily, aflita, apontando para o simples celular ainda na mão de Spencer.

— Em, é óbvio que era para o antigo dono, lembra que era do carcereiro? – Pergunta Hanna, não acreditando muito na sua teoria.

— Mas a Ali disse que... – Retruca Emily.

— Não importa o que a Alison disse! – Interrompe Hanna

Quando todas estavam pensando nisso, uma pedra voou para dentro do apartamento, e quando todas olharam, a testa de Aria estava sangrando.

— Ai meu Deus! – Gritou Emily e todas se afastaram mais ainda da janela. Alguém havia jogado muito forte, pois quando a pedra foi jogada, quebrou o vidro e pegou em Aria no meio da sala.

Emily correu para o banheiro á procura de algo para estancar o sangue na testa de Aria.

Quando Emily chegou lá, havia uma foto no espelho de todas as garotas juntas, Emily, Alison, Spencer, Hanna e Aria. Havia um “X” no rosto de Alison e também tinham alvos desenhados no rosto das outras meninas. Um “A” estava desenhado com batom ao lado da foto.

Pera aí, quando Emily visitara os cômodos, não havia nenhuma foto. Então alguém havia deixado isso ali? Agora?

— Meninas! Venham aqui! – Chamou Emily

Todas as garotas se apertaram no banheiro e viram a foto. Ficaram horrorizadas. Foi quando elas ouviram um barulho de porta batendo. Elas correram para a sala e olharam pela janela, os policiais que estavam agora a pouco formando uma barreira, estavam segurando alguns baderneiros na multidão. Uma pessoa estivera ali, há pouco tempo... E agora elas não achariam porque seja lá quem fosse essa pessoa se misturou na multidão...

As meninas procuraram onde a pessoa que estava ali dentro poderia ter se escondido, e encontraram uma porta em um canto da sala que dava para uma minúscula cozinha. Quem quer que fosse que estivera ali, havia se escondido naquele lugar.

***

Depois de estancar o sangue da ferida de Aria e botar alguns esparadrapos, as garotas foram para seus quartos. Aria e Hanna no primeiro quarto e Spencer e Emily no segundo.

Foi quando ouviram um barulho na porta e correram para ver o que é.

— Olá meninas! – Diz o policial Garret, adentrando a sala — Eu fui ali à delegacia, mas já tá... – Ele para de falar quando vê o curativo manchado de sangue na testa de Aria.

— Oh meu Deus! – Diz ele.

— Ah, isso? – Diz Aria apontando para sua própria testa – Foram os vândalos – Aria aponta para a janela

— Ah, sim, eu sei, só que está muito feio!

— Sabe? – Diz Aria levantando uma das sobrancelhas, mas logo solta um gritinho por causa da ferida em sua testa.

— Ah, só imaginei – Garret aponta para a pedra do tamanho de uma bola de tênis no meio da sala.

— Oh, sim... – Diz a garota

Logo, o celular que Hanna arranjara que elas haviam deixado em um dos quartos, faz um enorme barulho. Barulho de nova mensagem.

— O que foi isso? – Pergunta Garret, desconfiado.

— Oh, deixe-me ver – Diz Spencer, nervosa. Spencer corre até o quarto onde está o celular e o esconde do lado de fora de uma janela, entre a grade e o vidro, ele quase caindo.

Garret, por sorte, chega ao quarto depois de ela esconder o celular.

— O que está fazendo nessa janela, Spencer?

— Ah, acho que o barulho veio de lá, Garret – Spencer aponta para a janela de uma casa. A janela do quarto em que ela estava dava para a visão de um beco, e a janela de uma pequena casa de tijolos. Spencer não sabia se alguém morava lá.

— Oh, ok – Disse Garret, ainda não acreditando muito em Spencer.

***

Já estava de noite, havia sido um dia muito longo. Todas foram dormir em seus respectivos quartos, mas não conseguiram. Aria ficou brincando com os lençóis da cama, Hanna ficou olhando pela janela, Emily não parava de roer as unhas e Spencer não conseguia parar de olhar para o celular ao seu lado, na cama. O som que o celular havia feito mais cedo era apenas uma mensagem para o maldito carcereiro em sua rede social, desde então o celular não tocou nenhuma vez; mas Spencer botara no silencioso, elas não podiam mais correr esse risco para Garret chegar e pegar o celular.

No início Spencer fora contra o celular, mas depois resolveu ficar com ele. E se elas recebessem outra mensagem do tal A? E se não fosse para o antigo dono? E o que significava A? Amigo, amor, ou até de... Alison?

O celular vibrou e Spencer olhou para a tela. Uma nova mensagem.

Spencer olhou para os lados, Emily havia dormido. Estava tudo silencioso

Ela pegou o celular e leu a mensagem:

Quero muito ajudar vocês, mas preciso que vocês sigam minhas ordens, se não terão que arcar com as consequências e ficar para sempre na prisão, o que acham? — A”.

Spencer ponderou. Poderia ser um teste. Talvez Garret tivesse descoberto sobre o celular e estivesse enviando aquela mensagem para testá-las. Spencer se levantou da cama e foi até a sala na ponta dos pés. Garret estava dormindo encolhido em um dos minúsculos sofás. Seu cabelo estava desgrenhado e ele roncava.

“O.k, não é o Garret...”, pensou Spencer.

Ela voltou para o quarto na ponta dos pés novamente e acordou Emily.

— Ahn? O que é Spencer? – Disse Emily com uma voz rouca de sono.

— Veja isso! – Spencer mostrou o celular para Emily e ela cobriu os olhos, estava tudo escuro e seus olhos ainda não haviam se acostumado com a claridade.

Emily leu a mensagem.

— Spencer, e se for um teste do Garret? – Perguntou a garota.

— Também pensei nisso. – Diz Spencer — Mas ele está dormindo igual um bebê.

Emily fez uma careta.

— Olha, o importante é que precisamos saber se A quer nos ajudar de verdade! – Diz Spencer.

— É claro que não! – Disse Emily.

— Por que não?

— Sabe, acho que não devemos confiar numa pessoa que se identifica como A, que aparece de repente e de sei lá onde e que provavelmente colocou aquela foto no banheiro. Ainda acho que deveríamos ter contado ao Garret, se não for o próprio Garret! Ele pode ter, sei lá, programado essas mensagens.

— Só tem um jeito de saber – Spencer começou a digitar algo na tela do celular:

Quem é você? Para que pessoa está enviando essa mensagem? Um carcereiro, especificamente? E se não for engano, por que quer nos ajudar?”

Logo o celular vibrou e chegou uma nova mensagem:

Pergunta 1: Isso não posso dizer, pergunta 2: Estou falando com Spencer, Hanna, Emily e Aria, sim, com vocês mesmo, suas mentirosas, e pergunta 3: Só descobrirão se seguirem minhas ordens – A

Spencer e Emily se entreolham. Logo, Emily pega o celular de Spencer e digita:

Duas últimas perguntas: Quer nos ajudar com o quê? Por um acaso você sabe quem matou Alison DiLaurentis?

O celular ficou sem vibrar por uns cinco minutos e Emily estava começando a dizer: “Viu? Eu disse!”, quando o celular vibrou novamente.

Com o que mais eu poderia ajudar vocês? A provar a sua inocência! Apesar de eu saber que vocês, garotas, não são tão inocentes assim. E é óbvio que eu sei quem matou Alison, e é melhor descobrirem logo, se não as próximas serão vocês, beijinhos, -A

Emily estremeceu.

— Você acha que devemos seguir as ordens desse A? – Perguntou Spencer

— Acho que não custa nada tentar. – Respondeu Emily.

—Ok...

O que devemos fazer?” – Enviou Spencer para a bagunça de números e letras que era o remetente.

Primeiro arranjem um celular para cada uma de vocês! Esta noite, rápido! — A”.

Emily e Spencer pensaram um pouco no que fazer, e Emily se levantou.

— O que você vai fazer? – Perguntou Spencer

— Vou acordar as outras.

Emily foi até o primeiro quarto, primeiro acordou Aria e depois Hanna, Aria acordou fácil, mas Hanna resistiu:

— Acorda Han! – Chamou Emily

— Não! Jesus Cristo, já não basta estar presa. – Disse Hanna com uma voz sonolenta

— Acorde!

— Não!

— Agora, Hanna!

— Pelo amor de Deus! Não...

— Vamos, Hanna, vamos ter que fugir, e tem que ser rápido!

— Agora você me convenceu! – Hanna disse meio animada, a garota esfregou os olhos e se levantou.

***

— Então? Qual o plano? – Perguntou Hanna. Aria e Hanna já haviam acordado e agora todas as garotas estavam reunidas no quarto de Emily e Spencer.

— Bom, segundo A, temos que primeiro conseguir celulares – Respondeu Spencer.

— Então esse é o plano? Acreditar num idiota? Que genial! A morte de Ali está em todos os noticiários! Todos sabem onde a gente está! Não viram os baderneiros mais cedo? Esse-é-o-plano-mais-idiota-que-eu-já-vi! – Retrucou Hanna.

— Preciso que confie em mim! – Disse Spencer

Hanna revirou os olhos e afirmou com a cabeça.

— O que temos a perder? Nosso tiquinho de liberdade que nos resta? Nossa prisão domiciliar? A chance de provar nossa inocência, e ainda vamos correr o risco de alguém nos reconhecer e nos linchar? Vamos lá! – Disse Hanna, fingindo animação.

— Mas temos dois problemas, um: tirar isso dos nossos tornozelos – Emily apontou para um aparelho horrendo que era a tornozeleira eletrônica em sua perna – E dois: Garret nunca, nunca perceber que a gente saiu, ok?

Hanna revirou os olhos, andou até o corredor, abriu a porta do mesmo e foi até a cozinha. Voltou para o quarto trazendo uma espécie de faquinha bem pequena.

— Pra que é isso, Hanna? – Perguntou Aria.

Hanna ignorou a pergunta de Aria e apontou a faca na direção do seu próprio tornozelo. Ela enfiou a faquinha numa parte da tornozeleira eletrônica, numa espécie de parafusinhos e bum! Ela estava sem a tornozeleira eletrônica.

— Como você... – Começou Emily.

— Isso só serve pra enfeite, qualquer um consegue tirar – Hanna disse isso como se qualquer um conseguisse tirar mesmo, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

— Mas como você sabe tirar? Alguém te ensinou? – Perguntou Spencer.

— Sem mais perguntas! – Retrucou Hanna.

Logo, Hanna começou a tirar a tornozeleira de cada uma delas, primeiro de Aria, depois de Spencer e Emily.

— Ótimo! – Disse Spencer quando Hanna já tinha tirado a tornozeleira de todas – Vamos?

— Eu vou assim? – Disse Hanna apontando para sua própria roupa, ela usava um jeans Skinny, um moletom cinza, e um chinelo de dedos.

— Você está ótima Hanna! – Retrucou Spencer

— Não estou não! Deixa eu me trocar, esperem aí.

Hanna foi ao primeiro quarto e quando voltou, havia trocado o moletom por uma blusa de seda azul e os chinelos de dedo por um scarpin de salto agulha.

— Hanna, pra onde você acha que nós vamos? – Perguntou Aria, indignada.

— Der, vamos fazer o que A mandou...

— Não com você vestida assim – Spencer apontou para os sapatos de Hanna – Somos presidiarias esqueceu? E a cidade toda nos odeia por ter “matado” Alison DiLaurentis, não devemos chamar atenção...

Hanna bufou

— Ok, eu troco!

Hanna foi até o outro quarto e trocou os Scarpins por sapatilhas e colocou uma jaqueta por cima da blusa.

As meninas caminharam devagar até a sala, pegaram a chave do apartamento e a abriram, Spencer ficou surpresa por ser tão fácil. Ela achou que ia ter que pegar a chave do bolso de Garret, como nos filmes, ou alguma coisa assim. Quando Spencer se deu conta, estava do lado de fora, finalmente respirando ar puro.

A frente do apartamento estava cheia de pedras e cacos de vidro. Garret e mais alguns policiais haviam remendado a janela com um pedaço de madeira; E alguns baderneiros haviam pichado a palavra “assassinas” com tinta spray vermelha na parede de tijolos.

Ao ver isso, os olhos de Aria se encheram de lágrimas. Ela não havia matado Ali... Tinha motivos? Tinha. Mas cada pessoa de cada canto de Rosewood tinha: os nerds da escola, Naomi Zeigler e Riley Wolfe, suas maiores rivais, os garotos em quem ela deu um fora... Todos, exatamente todos tinham motivo para matar Ali, porque acusaram justo elas?

Aria, Spencer, Hanna e Emily começaram a andar lado a lado, as ruas estavam vazias exceto por pessoas em paradas de ônibus e em alguns barzinhos e cafeterias 24 horas. Ninguém havia notado elas. Até agora.

- Spencer, como nós iremos arranjar os celulares? Iremos bater de porta em porta e perguntar: “Olá, somos presidiárias e estamos procurando celulares para obedecer alguém que se identifica como A, e talvez provar nossa inocência”? – Perguntou Aria

— Bom, eu não tinha pensado nisso – Spencer admitiu.

Hanna revirou os olhos e disse:

— Vocês são tão amadoras... Sigam-me.

Hanna começou a andar por uma rua onde não tinha ninguém, entrou por um pequeno atalho de terra batida e finalmente entrou em um beco, do lado do beco tinha uma casa que parecia ser uma boate ou uma casa de shows, Hanna caminhou até lá e as meninas a seguiram.

Na frente da boate havia um cara negro alto e esbelto, bem bonito para falar a verdade.

Ele observou Spencer, Emily e Aria e olhou para elas desconfiado, mas quando ele viu Hanna, seu rosto se iluminou.

— Hanna! – Ele abraçou a garota

— Travis! – Hanna respondeu

— O que você está fazendo aqui? – Perguntou ele – Você não estava bem... Presa?

— Bom, sim, mas é uma longa, longa história... Bom, eu vim aqui pra te pedir um favor.

— Pode falar princesa...

— A gente precisa de três celulares, e pensei que talvez você arranjasse pra gente...

— Claro que sim! – Respondeu o rapaz

Travis entrou na boate e quando voltou, tinha uma caixa do tamanho de uma de sapatos em suas mãos.

— Podem escolher... – Travis abriu a caixa e lá havia vários e vários celulares, de todos os modelos. Aria pegou um com uma capa de silicone vermelha, Emily um celular de cor azul, mas Spencer ficou hesitante, ela tinha quase certeza de que aqueles celulares eram roubados.

— O que foi Spence? – Perguntou Hanna, zombando dela – Está com medinho? Acha que o FBI vai pegar a gente por qualquer coisa? Estamos sendo acusadas de matar uma pessoa!

Travis fez uma cara estranha e Spencer pegou um celular. Ela pegou um celular preto, a tinta escura ficando lascada.

— Trev, eles tem chips? – Perguntou Hanna, se referindo aos celulares

- Não, ainda não... – Travis meteu a mão dentro da caixa e de lá do fundo tirou 3 embalagens de chips, e deu para Aria, Spencer e Emily.

Spencer colocou o chip em seu celular e o ligou. Jesus, já era meia noite.

— Meninas, nós precisamos ir – Avisou Spencer.

Hanna agora estava conversando com Travis.

— Hanna! – Spencer gritou – Precisamos ir!

“Ai, minha amiga estraga prazeres está me chamando, depois a gente se vê”, Spencer ouviu Hanna dizer para Travis

Então Hanna, Spencer e as outras começaram seu caminho de volta pra casa, foi quando passaram na frente de um café 24 horas e viram seus rostos em uma televisão ligada.

Elas entraram no estabelecimento. O lugar cheirava á café e canela.

Na tv, estava passando um telejornal falando sobre elas, coisa muito comum ultimamente. “Caso Alison DiLaurentis: veja o que os antigos colegas de classe e amigos das garotas dizem sobre o crime”, dizia a legenda na tela.

De repente, apareceu um rosto conhecido na tela, o rapaz tinha lindos cabelos negros e olhos azuis penetrantes, até na TV. Noel Kahn.

A repórter perguntou para Noel se ele já havia desconfiado do comportamento das garotas.

“Ah, sim, claro. Aria era a mais esquisita delas, sempre muito na dela, e com certeza tinha muita inveja de Alison. Rosewood Day está sofrendo muito pela perda, Alison era uma garota muito adorada. Ela era gentil, doce...” Logo, Noel tapou o rosto com as mãos, simulando choro.

“Que cara de pau”, Aria pensou. Noel já até havia dado em cima dela várias e várias vezes. E Alison não era adorada, quer dizer, não por ser doce e gentil, mas sim porque era uma vaca.

Depois de Noel Kahn, apareceu Kate Randall, enteada do pai de Hanna. Seu rosto parecia abatido, mas com certeza era falsidade. Hanna nunca mais havia visto Kate, seus cabelos estavam mais bonitos e seus olhos mais azuis. A repórter faz a mesma pergunta para Kate e Kate diz que Hanna sempre teve inveja de Alison, que Hanna havia dito a ela que queria matar Alison... Isso era mentira! Hanna odiava Kate, tipo, muito!

Logo, a reportagem acabou e as meninas saíram do estabelecimento, fazendo o sininho da porta fazer barulho.

Aria, de repente, por algum motivo, se lembrou do dia em que foram presas. Elas estavam no velório de Ali.

Elas estavam sentadas em cadeiras especiais reservadas para elas na igreja de Rosewood, quando vários policiais, inclusive Garret, entraram na igreja. Aria ficou animada, achava que tinham achado o assassino de Alison e foram dar notícias. E para eles, eles tinham realmente achado as assassinas de Ali.

Aria se lembrou de como de como colocaram as algemas nelas, como se elas fossem animais... Lembrou-se de como a mãe de Emily chorava e implorava para que a filha não fosse presa, como seu pai, Byron, gritava, dizendo que era um engano. Lembrou-se também do olhar de reprovação do Sr. DiLaurentis, do choro da Sra. DiLaurentis...

Aria afastou esses pensamentos quando elas já estavam perto do apartamento, foi quando perceberam o rapaz alto em sua frente.

— O que vocês estão fazendo aqui? – Perguntou o rapaz.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.