Deadly Games
12 Vingança
POV- Thalia
Era cerca de dez e meia da noite quando eu sai da casa da Anne, pensei em ir para casa, mas só em pensar em ir para lá e encontrar meu pai eu desanimei então mandei uma mensagem para Clarisse avisando que tinha acabado de sair da casa da Anne e iria correr um pouco e logo estaria em casa.
Comecei a correr em direção ao local que tinha ido com o Di Ângelo naquele dia, eu simplesmente tinha achado aquele lugar fantástico, mas não era por isso que eu iria, aquele era no mínimo estranho, eu nunca tinha estado na floresta com ela tão silenciosa.
Assim que entrei na floresta pela trilha que agora já ganhava forma de tanto o caminho ser percorrido parei de correr e comecei a caminha o que me fez começar a sentir frio depois de um tempo. Estava escuro, mas eu ainda conseguia ver por causa da lua cheia no céu que estava sem nuvens o que era esperado já que tinha chovido na noite anterior, era sempre assim aqui, se chovia um dia antes podia ter certeza que não choveria no dia seguinte.
Parei em frente a casa do Nico e pensei em chama-lo, pois, as luzes estavam acesas, mas assim que me aproximei da casa foi possível escutar a gritaria que vinha da mesma.
— BIANCA PORQUE SE IMPORTA? EU JÁ FALEI QUE É PARA VOCÊ ME DEIXAR EM PAZ- Nico gritou para alguém e eu parei o que iria fazer.
A pessoa respondeu baixo demais para eu escutar e logo a porta da frente foi aberta e o Nico sorriu torto para mim e entrou um pouco pegando algo e saiu batendo a porta com força.
— Posso ajudar?- Nico disse descendo a escadaria e colocando o casaco.
— É sua...
— Irmã? Sim é!- ele disse e sério parado em frente a casa.
— Queria ir naquele lugar, eu vi as luzes acesas e pensei em te chamar, mas acho que não é um bom momento- disse olhando e o chamando indiretamente para ir comigo.
— Vamos- Ele disse indicando para que eu o seguisse e foi o que eu fiz.
— Não tem medo de andar sozinho na floresta com tudo que sabe?- perguntei para vê se conversávamos e o clima tenso desaparecia.
— Eu estou com você. — Ele disse e eu revirei os olhos. — Não, sei lá, eu só tento não pensar nisso e sei que é melhor do que ficar em casa.
Assenti enquanto ele me guiava por um caminho já decorado por ele e não demorou muito estávamos na frente do rio e ele se sentou no chão e eu sentei ao seu lado. Um vento gelado batia contra meu rosto, mas o barulho do vento e de nossas respirações eram os únicos que podiam ser escutados, aquele lugar realmente tinha algo estranho.
Peguei a adaga que eu sempre carregava comigo e comecei a brincar com a mesma, Nico apenas observava o rio seguir seu percurso em silêncio.
— Qual a história dessa adaga?- Perguntou ele e eu sorri de lado.
— Meu pai me deu quando decidiu me treinar, eu e meu irmão temos uma, só que a do meu irmão é uma águia em vez do raio- Disse a levantando para analisar o desenho e ele o pudesse ver.
O desenho era simples, mas perfeito, a adaga era mais clara do que o desenho e tinha um pinheiro na ponta e ele estava sendo atingido pelo raio, mas não como se ele fosse o ferir e sim o dar forças, e tudo em volta estava submerso por uma barreira eletrizada, ou pelo menos era isso que eu via, pelas fileiras de raios em volta.
— Ela é bem bonita- Ele disse e eu a abaixei e voltei a gira-la na minha mão.
Meu corpo entrou em alerta, tinha alguém nos observando, girei a adaga mais uma vez na mão e a taquei na direção que eu sabia que tinha alguém. Ouvi a adaga fincando na árvore e me levantei.
— Eu vou dar uma olhada. — Falei e ele veio junto- Você fica.
— Sua única arma está lá, e dois é melhor do que um, eu vou. — Nico disse e eu bufei, não tinha tempo para discursão.
Voltei a andar e logo vi minha arma presa na árvore, como tinha escutado, tinha um pedaço de pano preto preso a ela, tinha realmente alguém ali.
— Eu vou voltar aqui amanhã, não esteja por perto- disse olhando em volta e ele assentiu.
Não tinha nada, seja o que for tinha sumido, caminhei com ele até a beira da estrada, já era tarde e depois de um pouco de insistência dele o deixei me acompanhar até em casa.
Caminhamos em silêncio, mas era algo confortável, não como se estivéssemos sober alguma tensão, paramos em frente ao meu portão e ele colocou a mão no bolso assumindo seu lado tímido, o encarei aqueles fitando principalmente aqueles olhos negros, ele não tinha nenhuma expressão, apenas estavam ali, vagos, quase perdidos.
Sorri meio que entendendo o porquê ele tinha visto que algo me atormentava, ele também tem algo que o atormenta.
Seus olhos desceram até a minha boca e depois voltaram a me encarar, mordi o lábio inferior por impulso e dei um passo para frente, ele sorriu e quando ia começar a se mexer o carro de Ares parou na frente da casa me fazendo revirar os olhos e dar um paço para trais.
Ares e Luke desceram do carro e Luke tinha uma cara de quem comeu canela, ou melhor, tentou e Ares estava com uma cara como quem diz, olha quem é o empata foda agora, vingança!
Sim essa era a cara de Ares.
— Está entregue! – Ele disse eu sorri como quem pede desculpas pelo que viria e ele sorriu tenso.
— Que isso! Atrapalhamos? — Ares disse se aproximando e colocando a mão no ombro do Nico, viu empata foda.
Pera, não que eu fosse dar para o Nico, eu não daria para ele, mas... esquece.
— Não.- falamos em uníssono o que fez Ares soltar um riso fraco.
— Claro!- Luke disse irônico fazendo Ares rir mais.
— Agora eu vou indo, a caminhada é longa!- Nico disse e Ares sorriu apertando seu ombro o fazendo ficar.
— Que isso, eu te dou uma carona.- Ares falou puxando o Nico para o carro dele.
— Não precisa. — Disse ele, mas já era tarde, Ares abriu a porta do carro e indicou que o Nico entrasse e ele obedeceu.
— Filho da...
Ares riu e deu a volta no carro entrando no lado do motorista e saiu me deixando plantada com o Luke no lado de fora da casa.
Bufei e entrei dentro de casa, mas o Luke veio dando PT de diva com dor no cu.
— Quem é ele? É dele que você estava falando com as meninas? — Luke disse batendo a porta com força atrás dele, quer acordar o mundo inteiro pelo visto.
— Vai de fuder Luke, você não tem nada a ver com minha vida.
— Claro que tenho, eu ainda...
— Não venha dizer que tem alguma coisa a ver comigo só por causa que você caça do mesmo lado que eu, porque isso não quer dizer nada que o faça exigir satisfações sobre mim. — disse me virando irritada ele quase rugia.
— Que gritaria é essa? — Afrodite perguntou entrando na cozinha junto com o Jason.
— Cadê Ares? — Jason perguntou notando que o Luke estava ali.
— Foi dar uma volta com o namoradinho da Thalia. — Luke disse e jogou a mochila em cima do balcão e foi até a geladeira.
Revirei os olhos e passei por Afrodite e Jason que me encaravam querendo respostas, mas não teriam, não tinha que dar satisfação a ninguém.
POV- Nico
Entrei no carro contragosto e sabia que lá viria merda, porque o jeito que aquele cara parecia contente era muito estranho. Ele ligou o carro e começou a dirigir mais afundo para dentro do lado deles da fronteira.
— Aonde você mora? — Ele perguntou e eu ouvi a porta sendo trancada.
— Em uma casa na floresta.
Ele por algum motivo estranho achou graça nisso, como se eu tivesse fazendo uma piada antiga que nunca deixaria de ser engraçada.
— Qual a graça?
— Isso explica muita coisa moleque, a Thalia acha você um mistério, deu para notar isso ontem da mesma forma que deu para notar isso hoje, eu conheço minha prima.- Ele disse virando a rua com brutalidade.
Qual o problema desse povo? Não sabem dirigir não?
— Porque está me falando isso? — Perguntei me segurando no banco, porque tenho certeza se eu voasse pela janela e levantasse tranquilamente seria estranho o suficiente para ele pegar uma das inúmeras armas espalhadas no carro e começar a atirar em mim.
— Porque quero saber quais são suas intenções- ele disse parando bruscamente e me encarando.
— Eu quero ser amigo dela, que outra intensão eu teria?
— Acredite tem muitas outras disponíveis, garoto.- ele disse sério. — Então vou deixar claro, fiquei longe dela, ela não é para seu bico.
Ele destravou as portas e eu entendi a indireta e sai do carro, ele deu ré e girou o carro e voltou de onde veio, assim que ele sumiu de vista eu comecei a rir, nunca pesei que eu deixaria alguém me ameaçar e não faria nada, essa com certeza vai entrar pro livro de coisas inesperadas que Nico Di Ângelo fez, não que tenha um livro desse, mas se tivesse isso estaria lá.
Fale com o autor